BIM

Seu Guia Completo!

O que é BIM?

O BIM (Building Information Modeling) ou Modelagem da Informação da Construção é um processo, uma metodologia, que envolve várias ferramentas, tecnologias e contratos para a geração e gestão de representações digitais das características físicas e funcionais de construções.

Ele é diferente do desenho tradicional em 2D, que é uma representação planificada do que será construído. A modelagem com BIM trabalha com modelos 3D mais fáceis de assimilar e mais fiéis ao produto final.

Os Modelos de Informações de Construção (BIMs) são arquivos de computador que podem ser extraídos, trocados ou colocados em rede para apoiar a tomada de decisão em relação a um ativo construído.

Os modelos BIM vão além da representação visual. Eles contém também informações de cronograma que ajudam, por exemplo, no controle da quantidade necessária de operários, entre outros fatores que podem influenciar na programação do cronograma final.

O custo é outra parte integral do BIM, dando um forte apoio ao fazer um orçamento de obras. É possível ver e estimar o valor que o projeto possa ter em qualquer etapa durante o projeto.

Avaliação BIM

O que você encontra neste Guia?

Aqui, você encontra tudo sobre BIM (Building Information Modeling ou Modelagem da Informação da Construção), qual a sua importância, como escolher a melhor ferramenta e integrações, vídeo-palestras gravadas, relatórios, artigos e e-books completos.

Tudo o que você precisa saber sobre BIM para dominar todas as informações e processos dessa metodologia.

Encontra também o resultado do maior estudo de maturidade BIM da Industria da Construção Civil brasileira.

Boa leitura!

BIM para Construção Civil, qual a importância?

Imagine um projeto onde não há perda de informação.

Um projeto onde todos os envolvidos – projetistas, engenheiros, gestores, contratantes e contratados – interagem entre si, compartilham dados e tomam decisões com base em um modelo virtual de fácil entendimento.

Tudo isso apoiado em uma base de dados, única, padronizada e alimentada por todos, em tempo real, conforme o projeto evolui.

Saem as versões de projeto, muitas vezes superadas, e entra em cena o compartilhamento de projetos em nuvem.

Isso é um pouco do que a metodologia BIM traz consigo, e pode instigar uma das maiores revoluções vistas na Indústria da Construção.

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Mapeamento de Maturidade BIM Brasil

Acreditamos que o resultado do maior estudo de mapeamento de maturidade BIM da Indústria da Construção no Brasil, foi um divisor de águas na avaliação da adoção e implantação da Metodologia BIM no Brasil. Destas respostas, ações de fomento ao BIM podem ser tomadas, nas mais diferentes esferas da Indústria da Construção.

O BIM é o motor da revolução que está começando na Indústria da Construção Civil brasileira.

Baixar relatório do mapeamento completo

Nos últimos tempos, uma série de paradigmas da indústria da construção foram modificados. Nesses novos tempos, a colaboração entre projetistas, construtoras, incorporadoras, e a indústria de material, tem se mostrado fundamental para vencer esses desafios.

Neste cenário, o BIM é uma alavanca essencial para a transformação da indústria da construção. Você fez parte dessa história: através do mapeamento BIM Brasil, mais de 600 empresas trouxeram um cenário bastante claro nas diferentes regiões do Brasil.

O resultado do mapeamento BIM Brasil está disponível nesta página. E também disponibilizamos para você uma série de materiais que ajudará sua empresa, seu escritório, construtora, incorporadora e sua indústria, a transformar o seu dia a dia. São links para bibliotecas BIM, perguntas, respostas e materiais riquíssimos que complementam a percepção que o mapeamento BIM Brasil traz.

Esse conteúdo é fundamental para que você e sua empresa entendam os desafios a vencer e qual o caminho para, de fato, tornar o BIM uma realidade. Aproveite esta página, acesse esse conteúdo, compartilhe com seus amigos e vamos, juntos, transformar a indústria da construção.

O Mapeamento de Maturidade BIM Brasil foi o resultado do esforço colaborativo de diversos elos da Indústria da Construção.

Iniciativas pública e privada, escritórios de projeto, construtoras, incorporadoras, fabricantes de materiais de construção. Entre Junho e Setembro, centenas de profissionais se mobilizaram para responder uma grande pergunta:

O BIM É PRESENTE OU FUTURO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO?

Os resultados são bastante interessantes, e promissores.

Mostram um mercado interessado no tema, sedento de conteúdo e formação de qualidade e preocupado em mobilizar os recursos-chave para o sucesso de uma adoção da metodologia BIM.

Como escolher a melhor ferramenta BIM?

A adoção da metodologia BIM é um processo de melhoria contínua. Uma vez que a informação modelada traz diversas possibilidades de uso destas informações, entender o nível de maturidade da empresa permite diagnosticar pontos fortes e de melhoria, criando planos de ação que possibilitem avançar, cada vez mais, no uso desta metodologia.

Para escolher uma ferramenta BIM, o primeiro passo é escolher um software ou uma ferramenta que resolva seus problemas. Ou seja, o melhor software para suas necessidades. Independentemente do fabricante ou das pessoas que estariam usando essa ferramenta. Você não deve escolher uma ferramenta porque o seu colega usa, e sim porque ela melhor atende suas necessidades.

O mais importante é que essa ferramenta seja capaz de trocar informações dentro de um fluxo de trabalho BIM. Ou seja, o trabalho que você desenvolve, precisa ser compartilhado com outras pessoas. Logo, você deveria fazer testes com a ferramenta que pretende escolher, para que seja sua ferramenta BIM. Existem também alguns sites que certificam softwares para a comunicação BIM, que podem indicar para você os softwares certificados que funcionam com o BIM.

Existem duas formas de você trabalhar dentro de um fluxo de trabalho BIM colaborativo: pode ser através de um link direto, ou seja, o software tem um link direto para comunicação com outro software, ou com o formato aberto, open BIM.

O open BIM gera arquivos neutros de comunicação, como o IFC. Com o arquivo IFC, você consegue exportar o seu modelo com as informações necessárias para que o seu colega de outras disciplinas, ou seu colega dentro do próprio fluxo de trabalho, tenha as informações que são necessárias para resolver o problema do seu projeto ou da sua construção.

Um ponto muito importante para você que está dentro de um fluxo de trabalho BIM - seja como contratante ou participante - é que você escolha seus parceiros pela suas competências e não pelo software que eles usam. Essa é uma questão relevante porque não existe um software que seja bom para tudo. Problemas específicos requerem ferramentas específicas. O importante é que seu parceiro seja capaz de entregar as informações ou entregar o modelo BIM em um formato que seja neutro, que possa ser aberto por qualquer outro software. Por isso a importância da iniciativa open BIM, que certifica softwares que sejam capazes de gerar arquivos neutros, do tipo IFC.

Pense nas etapas que você utiliza na elaboração de um projeto. E quantos softwares você usa entre o estudo inicial e a entrega desse projeto.Você precisa fazer análise de uma estrutura, o cálculo, o projeto arquitetônico, entregar uma memória de cálculo, uma planilha de quantidades, um memorial descritivo… São vários softwares que você usa ao longo do desenvolvimento de um projeto. O importante é que você aproveite essas informações e que elas fiquem integradas.

Por exemplo: um arquivo em Excel que você possa eventualmente utilizar para fazer uma verificação de cálculo, se você tiver um software que consiga trazer essa programação para dentro da sua ferramenta, você estará integrando projetos e aproveitando as informações. É sobre isso que é o BIM: você aproveita as informações ao longo de toda a cadeia construtiva, desde o início do seu projeto até a construção e ocupação do edifício.

Integração do Sienge com o BIM

A nova solução BIM do Sienge e os benefícios que a utilização da integração entre Orçamento e projetos modelados em Revit pode trazer à Elaboração e Orçamentação de projetos.

Meu nome é Eduardo Sampaio e sou Product Manager do Sienge Plataforma. Vou fornecer um overview do funcionamento da integração BIM do Sienge. De fato, estamos nos posicionando integrados à ferramenta de modelagem e ao BIM.

Falar de Sienge e falar de BIM é falarmos de orçamento 5D. O orçamento 5D, de modo geral, para que seja possível extrair os quantitativos necessários para o orçamento direto do modelo BIM e inserir no controle de custo que o Sienge oferece. Assim, promovemos um orçamento muito mais assertivo e, consequentemente, rápido, por se tratar de uma integração completa.

O Sienge utilizou de novas tecnologias, em um processo de inovação, onde o BIM se conecta com o Sienge por meio de uma API. A API é uma interface programável de aplicação, ou seja, um conjunto de regras e especificações que o programa deve seguir para acessar e fazer uso de serviços e recursos provenientes de outros softwares.

É um processo colaborativo, de troca de informações, que está totalmente relacionado ao BIM. A API serve como uma interface, uma ponte de ligação, entre diferentes programas. Facilitando a interação entre eles. De fato, hoje podemos nos posicionar como Siege key, a interface do Sienge está dentro do Revit. Então, estamos totalmente integrados ao BIM.

Como é isso na prática? Desenvolvemos um plugin, onde ele é instalado no Revit que parece com uma aba. Temos o nosso modelo 3D, fazemos o login através de conector, a gente associa o projeto a uma obra do Sienge (onde a gente queira fazer o controle de custos, o orçamento executivo ou até mesmo começar um processo pré-orçamentário). Posso começar isso direto do modelo e depois inseri-lo no Sienge, em casos de estudo de viabilidade. Ou podemos consumir uma API inteira para dentro da ferramenta de modelagem, onde o projetista ou modelador possa atingir através da modelagem os objetivos que o orçamento precisa.

Isso de fato é o trabalho colaborativo, é a figura do orçamentista com a figura do projetista. Vou fazer um caminho em que adiciono um nível, nível 1, consigo nele adicionar um serviço de consumo do Sienge. Trago qualquer serviço e adiciono ao que modelei, com várias regras de parametrização, o fluxo estará de acordo com o plano de execução BIM de cada empresa, então requer um pouco de maturidade.

Consumi do Sienge os preços unitários, então, trouxe o serviço e associo o que modelei. Assim tenho na ferramenta de modelagem uma visão de custos do que modelei, do orçamento. E posso sincronizar isso e enviar para o Sienge. É simples.

Vou ao Singe, vou consultar minha obra, vou abrir essa obra, conferir a estrutura de nível 1 e o meu serviço com os quantitativos associados, o preço de referência. E aqui consigo construir.

Aqui está a total integração do Sienge com o BIM. Aproximando a figura do orçamentista com o projetista.

Depoimento sobre a Biblioteca BIM Gerdau

Compartilhamos com você a Biblioteca BIM para Construção Civil desenvolvida pela Gerdau para as plataformas Autodesk Revit, os modelos digitais dos Perfis Estruturais (W e HP) garantem mais velocidade e praticidade no desenvolvimento dos seus produtos Por Janaína Maria da Silva (Gerdau).

Clique e acesse para baixar a biblioteca e o tutorial. (Disponível para versão Revit 2017 e Revit 2018).

Baixar biblioteca e o tutorial

O tema do BIM começou a ser mais fortemente discutido dentro da Gerdau em 2016, a partir de uma iniciativa do nosso time de inovação, que lançou um desafio com o objetivo de buscar soluções tecnológicas e inovadoras que pudessem ser desenvolvidas pela Gerdau. E o tema BIM foi escolhido para ser trabalhado.

Inicialmente, passamos por uma etapa de entendimento do que é o BIM. E ter esse conceito claro é muito importante: perceber que o BIM não é um software, que na verdade ele é uma metodologia que tem como objetivo promover o trabalho colaborativo, integrado, entre todas as etapas da construção.

E através das ferramentas digitais, como softwares, permite a criação dos modelos virtuais, onde é possível identificar antecipadamente e resolver possíveis interferências que possam acontecer antes que as mesmas afetem a obra - gerando atraso de cronograma e aumento de custos. Adicionalmente, o BIM também garante o fluxo e a gestão das informações em todo o processo de vida da construção. Da etapa de concepção, até o pós-obra com a ocupação e a operação do empreendimento.

E tendo maior clareza no entendimento do que é o BIM, percebemos que a Gerdau - enquanto participante da cadeia da construção, como fornecedora -, poderia contribuir justamente com o desenvolvimento e a disponibilização das bibliotecas dos nossos produtos. Então, assim nasceu a ideia de desenvolver a biblioteca BIM para os perfis estruturais da Gerdau, que são nosso principal produto para o segmento da construção metálica.

O desenvolvimento foi um processo de muito aprendizado e integração com o restante da cadeia. Falamos com potenciais usuários das bibliotecas, arquitetos e projetistas, outros fornecedores que já tinham ou estavam em fase de desenvolvimento de suas bibliotecas, empresas de softwares, empresas especializadas em desenvolver bibliotecas… E toda essa integração e esse entendimento da necessidade do mercado foi o que nos ajudou a ter clareza sobre com quais produtos e segmentos seria interessante iniciarmos o desenvolvimento.

Após a escolha da linha de produto, vieram as etapas de definição do nível de detalhamento: quais informações e qual nível de informação seriam adicionadas a esses objetos. Então a etapa do desenvolvimento da construção dos objetos e, por fim, a etapa da validação com a aplicação com os objetos desenvolvidos em modelos reais, para que pudessem ser testados.

Após todo esse processo, em junho de 2017 lançamos a primeira biblioteca BIM dos perfis laminados da Gerdau. Os resultados foram surpreendentes, no primeiro mês tivemos mais de três mil downloads e até hoje é um dos materiais mais acessados e baixados do nosso site.

Os usuários da nossa biblioteca não são os clientes que fazem a compra do produto, eles são os arquitetos e projetistas que especificam o nosso produto nos projetos e que, posteriormente, vão se reverter em obra e gerar a necessidade de compra e aquisição do material. Enquanto usuário, então, ele utiliza uma biblioteca desenvolvida pelo próprio fornecedor do produto, garantindo assim que aquele objeto está com as informações corretas e atualizadas. E também que está especificando um produto que está realmente disponível no mercado e que poderá ser adquirido conforme especificado inicialmente, sem grandes dificuldades.

Percebemos que ainda há uma carência e um desconhecimento sobre as bibliotecas já disponibilizadas pelos fornecedores. A nossa biblioteca está disponível há mais de quatro anos, no lançamento fizemos uma campanha muito forte de divulgação, e ainda assim muitos usuários desconhecem as bibliotecas. E quando pensamos que em um projeto utilizamos uma infinidade de bibliotecas e elementos distintos de diferentes fornecedores, isso reforça a importância de plataformas que atuem com a hospedagem dessas bibliotecas de diversos produtos e fornecedores.

Para, justamente, facilitar o trabalho dos usuários, concentrando em um local todos os objetos que eles precisam. E também permitindo que eles tenham conhecimento de tudo o que já foi desenvolvido e está disponível no mercado. Esse tema é tão relevante que, inclusive, o próprio governo disponibilizou a plataforma nacional para hospedagem das bibliotecas.

As bibliotecas, então, são os elementos que levam os dados iniciais para o modelo. A partir dessas informações que várias avaliações e análises são feitas, gerando mais carga de informações que serão acrescidas ao modelo. E, assim, elas têm uma responsabilidade muito grande em todo o processo como fonte de informação. O que vemos como grande oportunidade para o futuro dessas bibliotecas, que já é uma necessidade do presente, é que elas deixem de ser bibliotecas de produtos individuais. Como a biblioteca do perfil metálico da Gerdau, ou o painel de fachadas, da empresa de fachadas, ou o vaso sanitário… E que passem a ser bibliotecas de soluções.

Por exemplo, uma biblioteca de uma solução de fachada, que leve todos os detalhes de conexão do painel, da viga, com a laje, com os furos e parafusos, que são situações que se repetem em vários projetos e quando vão para a obra acabam ficando mal resolvidas pela falta de informação e detalhamento de como devem ser corretamente interpretadas essas interfaces.

Percebemos ainda que o BIM já está muito presente nas etapas de concepção e desenvolvimento de projetos, grande parte dos profissionais que trabalham nessas etapas já se adequaram ou estão em fase de adequação ao uso da metodologia, os ganhos já são claros para esses profissionais. Porém, a grande oportunidade agora é levar essa tecnologia e digitalização também para o canteiro de obras, que ainda é pouco digitalizado mas já percebeu essa necessidade e as vantagens com o uso da tecnologia. Inclusive já existem iniciativas de maior digitalização, porém que precisam ser suportadas e encorajadas.

O BIM veio justamente para isso, para ser esse meio de impulsionar a digitalização do canteiro de obras e criar um ciclo da construção que seja inteiramente conectado.

Sou Orçamentista de obras. O BIM é para mim?

Uma percepção equivocada é acreditar que o BIM é uma ameaça ao trabalho do Orçamentista. Porém, ao incorporar um projeto com informações modeladas à rotina de análise de orçamento e prazo de um projeto, o profissional de custos tem à mão uma ferramenta que corrobora com a agilidade na extração de quantitativos e permite a análise das informações de projeto de uma forma muito mais cognitiva. Por Rosângela Castanheira (Tríade Engenharia).

Sim, o BIM é para você, engenheiro de custos e orçamentista de obras. Por quê? Porque o processo orçamentário faz parte, na verdade, do processo de projeto como um todo. Uma das disciplinas que compõem a elaboração de um projeto, junto com o projeto arquitetônico, de fundação, de estruturas, é a consultoria de custos. Como o BIM veio para ficar, nós devemos, sim, fazer essa migração para a novidade que chegou. Mas como vamos fazer isso, nós, orçamentistas?

O primeiro passo é entender que o BIM é processo de trabalho. É um processo de trabalho que envolve tecnologia, software, fluxo de trabalho, pessoas e gestão. Esse processo de trabalho irá gerar um modelo, um modelo 3D, virtual - que podemos considerar uma construção virtual, com muitas, muitas informações. Logo, BIM não é software, é processo de trabalho.

E, sendo o orçamento de obras um dos produtos de processo de trabalho de projetos, deveremos estar contidos também nesse processo.

Esse modelo virtual passa a ser a nossa base de trabalho, então. Passamos a desenvolver o nosso trabalho sobre o modelo BIM, 3D e repleto de informações.

O próximo passo é entender que o BIM não faz orçamento, porque ele é um processo. “O BIM não faz extração de quantitativo de maneira rápida, exata e precisa.” Essa é uma afirmação que circula por aí e que é uma lenda urbana. Não existe mágica no processo BIM, nada é automático no BIM, mas tudo pode ser automatizado. A rapidez vem depois que você implementa todos os ajustes no software de acordo com o seu processo de trabalho.

Contudo, até que você atinja essa etapa, há muito trabalho pela frente. E a exatidão, muito citada no processo BIM, é, na verdade, consequência de um processo de modelagem adequado para a necessidade da extração de quantitativo. Por isso, também essa é uma situação relativa: se tivermos um modelo ruim, sem compatibilizar, sem as necessidades específicas para o orçamento, essa precisão não vai acontecer. Isso é muito importante.

E como fazer essa migração? “Como engenheiro de custos, orçamentista, quais competências preciso ter para passar a trabalhar com o BIM?”

A primeira medida é ser um excelente profissional orçamentista. Você precisa valorizar o seu conhecimento, porque ele vai ser a base para essa mudança de processos e de ferramentas. O processo BIM exige de você conceito para todas as atividades relacionadas. Estamos falando aqui, claro, de orçamentos de obras. É fundamental, então, que você seja um ótimo orçamentista tradicional, porque assim você aprenderá novas competências a partir dos conceitos que você já usa diariamente para desenvolver seus orçamentos.

Jamais abra mão do seu conhecimento, ele é o seu passaporte para migrar para o processo BIM. O BIM não faz milagre, não faz nada sozinho, se você não conhecer o seu ofício, você não conseguirá usar um software 2D e, muito menos, estar inserido no processo 3D. Valorize seu conhecimento técnico!

É importante também que você entenda sobre o processo de execução de obra. Você precisa conhecer o processo de execução de obra. Além disso, precisa conhecer os elementos contidos nele, a sua natureza, sua geometria e suas características. Por quê? Para usar o BIM, você precisa conhecer as regras de quantificação dos serviços que você vai executar para montar o seu orçamento.

São os critérios de medição de remuneração. Você, que é orçamentista, está muito habituado a critérios de medição - sabe que cada banco de dados, empresa, tem as suas regras para fazer os cálculos das quantidades e, depois, para medi-las no canteiro de obras. Veja que esse conhecimento está atrelado à sua atividade de orçamentista. Isso confirma a necessidade de você conhecer conceitos.

Mas temos necessidades específicas também. E quais seriam elas? Primeiro, você precisa entender o software que passará a utilizar para o desenvolvimento do seu trabalho. Você pode trabalhar, por exemplo, em cima de um software de modelagem, como o Arcade. Você precisa conhecer esse software, principalmente os itens que se referem às tabelas de extração de quantitativos - essas pessoas dizem que fazem tudo automaticamente, mas não é verdade.

Você precisa descobrir como esses programas oferecem essas rotinas para você. Para que você faça toda a parametrização dessas tabelas, para que você desenhe essas tabelas, assim como faz no Excel. Para que você consiga montar essas tabelas, automatizando o processo, você precisa conhecer o software e saber como ele pensa. Para que, assim, ele forneça as informações necessárias para a montagem do seu orçamento. Você também pode usar o chamado “software especialista”. É um software 5B, temos muitos no mercado.

Mas ainda assim, precisamos conhecer o software que gerou o modelo. Lembre-se que o software especialista ainda vai ler o modelo gerado pelo software do BIM. Percebe como as coisas estão interligadas? Precisamos olhar para isso de maneira ampla, sistêmica.

Depois que você conhece bem o software, entende como essas tabelas serão a base do seu trabalho, você pode criar um template - assim como já criou no Excel, provavelmente.

Retomando, a listinha de necessidades ficaria assim: a) conhecer os elementos construtivos, b) conhecer o processo construtivo de uma obra, c) conhecer os critérios de medição. Perceba que esses já eram pré-requisitos no processo 2D. E passam, então, a serem pré-requisito no processo 5D.

Após, vem a necessidade de entender o software e como fazer uso de suas funcionalidades. Por fim, criando um template de uso. (Essas já são necessidades exclusivas do processo 5D).

São dicas muito rápidas, mas que já levam a uma reflexão para que você possa organizar a sua transição de processos. Um último reforço: o BIM não faz milagre, de novo. Você, orçamentista, para fazer essa migração para o processo 5D, precisa sair da sua zona de conforto. Precisa se empenhar e encarar essa mudança. Para todos que se interessam pelo BIM: você precisa estudar, e muito. A sua atividade é entender o processo BIM, porque todos estaremos usando essa nova ferramenta de trabalho de modo colaborativo. E a necessidade de termos uma visão macro desse desenvolvimento de modelo é muito importante - mesmo que sejamos apenas uma pequena parte dele, a do orçamento de obras.

BIM no Brasil: As ações do Poder Público para o fortalecimento

O papel do Poder Público tem sido fundamental para a adoção da metodologia BIM no país, principalmente pelo seu poder de compra. As iniciativas voltadas a BIM do Governo Federal ganharam combustível em 2018 com o lançamento da Estratégia Nacional de Disseminação do BIM, conhecida como Estratégia BIM BR. A estratégia possui metas e objetivos compilados em um roadmap de 10 anos. Por Leonardo Santana (ABDI).

O poder público tem um papel essencial na adoção da metodologia BIM no país, principalmente pelo seu poder de compra. As iniciativas voltadas a BIM do Governo Federal ganharam combustível em 2018 com o lançamento da Estratégia Nacional de Disseminação do BIM, conhecida como Estratégia BIM BR. A estratégia possui metas e objetivos compilados em um roadmap de 10 anos. A ideia é que essa política setorial, seja uma política de estado.

Já que tanto o setor privado, quanto o público, precisarão de tempo para se adequar às exigências de BIM do país. Para tanto foram estabelecidas três fases de exigência de BIM em obras públicas: a primeira começa em Janeiro de 2021, a segunda fase em 2024 e a terceira fase em 2028, ou seja, 10 anos após o lançamento da política.

Em 2019, o Governo Federal lançou um novo decreto reforçando as metas e objetivos da Estratégia BIM BR, mas reformulando seu comitê gestor de modo a espelhar a reforma ministerial que havia acontecido.

Ainda em 2019, o Governo Federal lançou, por meio do Ministério da Economia, um termo de colaboração que envolve várias ações relacionadas a BIM, de criar condições mais favoráveis para investimentos em BIM, até treinamento para agentes públicos.

Solidificando ainda mais o marco legal de BIM no país, o Governo Federal lança em 2020 um novo decreto: 10.306. Ele dá detalhes sobre o faseamento das exigências de BIM no país.

Com o intuito de auxiliar o mercado e o governo a se adaptarem ao BIM, o Ministério da Economia e a BDI acordaram desenvolvimento de capacitações para agentes públicos e privados. O curso de capacitação da BDI foi lançado em outubro do ano passado com o nome “Democratizando o BIM”.

A intenção é de democratizar o acesso ao conhecimento básico sobre BIM. Esse curso é 100% online e gratuito. E conta com dois módulos: um de conceituação básica e um de objetos BIM.

Vale mencionar também ações estaduais relacionadas a BIM. Essas ações vêm acontecendo há um bom tempo já, apesar de pulverizadas, mas concentradas em algumas regiões do país, como Sul e Sudeste. Inclusive há ações de estados voltadas ao desenvolvimento de estratégias regionais de disseminação do BIM.

Por exemplo, o Rio de Janeiro que lançou recentemente um decreto estabelecendo a Estratégia Estadual de disseminação do BIM. Vale mencionar também a atuação dos órgãos responsáveis pelos programas pilotos da Estratégia BIM BR. Alguns deles já possuem um arcabouço legal interno, que viabiliza a implementação do BIM nas suas atividades.

A exemplo do Ministério da Infraestrutura e suas subsidiárias. Por fim, porém não menos importante, vale destaque para a frente parlamentar em defesa do BIM. A frente tem atuado diretamente para regulamentar o uso de BIM na lei de licitações, e também tem atuado para inserir BIM no Portal Digital de Cadastro de obras públicas.

Construção Enxuta & BIM: uma dupla inseparável

A Construção Enxuta foca na melhoria da produtividade e eficiência através da redução de desperdícios, gargalos, tempos de espera e superprodução. Ao levar esta visão para a etapa de projetos, agregando informações de produtividade ao modelo, a tomada de decisão se torna muito mais assertiva. Por André Quinderé CEO da Aval Engenharia.

Construção enxuta e BIM: uma dupla inseparável. A gente percebe que os princípios de construção enxuta aplicados no chão de fábrica fazem uma grande diferença em relação à eficiência operacional dentro dos canteiros. Quando a gente consegue potencializar esses princípios com ferramentas como as ferramentas disponíveis pelo BIM, junto com o fluxo de trabalho do BIM, somados aos princípios do Lean, a gente consegue ter ganhos exponenciais dentro do processo de concepção dos projetos e dentro do processo de execução das obras.

Na concepção dos projetos, todos esses princípios de valor, - o que agrega valor em cada etapa da concepção do projeto, o que agrega valor em cada sistema construtivo. Todos esses princípios, de enxergar desde a concepção o fluxo da produção, enxergar desde a concepção a perfeição, ou seja, a melhoria contínua desse processo com o uso do BIM.

Com os dados que você consegue extrair de uma modelagem BIM, com os ganhos que você consegue obter com esse fluxo colaborativo de gestão e de produção dos projetos. A gente consegue perceber que as construtoras vão para um outro nível de padrão de construtivo, para outro nível de produto, e conseguem encarar uma de forma bem mais profissional os desafios desse nosso mercado imobiliário.

Já entraram um pouco no canteiro, percebo que essa sinergia entre o BIM e Lean gera ganhos altíssimos - já conseguimos aferir ganhos de mais de 18% de redução de custos na execução das obras. Para quem está lá na frente, para quem está lá na ponta gerenciando a produção, uma maior transparência em relação aquilo que está sendo produzido, uma maior confiabilidade das codificações e dos levantamentos de custos que são feitos com o uso da plataforma BIM.

Então, eu vejo o BIM como esse grande banco de dados que deve ser utilizado na sua totalidade, passando da concepção do projeto, depois indo para o desenvolvimento do projeto para produção - ou seja, o planejamento da obra, do orçamento - até na gestão da qualidade, gestão de segurança no trabalho. Chegando no campo como uma ferramenta que vai gerar ganhos para quem está produzindo a obra, para quem está incorporando, para quem está na frente de produção. E, claro, também para o cliente final, tendo um produto com maior qualidade, recebendo o seu produto no prazo e dentro daquele escopo que foi acordado.

Essa integração do BIM com o Lean ainda vai gerar muitos ganhos para todos os que estão nesse estudo de maturidade junto com a Softplan.

BIM Engenharia: A importância dos processos para o sucesso do BIM

Ao optar por trabalhar com projetos modelados é preciso ter em mente que o que funcionava para o 2D pode não funcionar para as várias dimensões do BIM. Definir processos colaborativos, com responsáveis e fluxos de informação é fundamental garantir a qualidade da informação e a interação entre os diversos envolvidos no ciclo de vida do projeto. Por Bruno Vilas Novas Sócio fundador – Nos Arq + Eng.

Eu sou arquiteto Bruno Vilas novas, sócio fundador do escritório Nós Arq + Eng. O nosso objetivo aqui hoje é trazer um pouco da nossa experiência de desenvolvimento de projetos de Arquitetura, Engenharia e gerenciamento de obra em BIM. E principalmente falar sobre como a gente desenvolve o projeto, como é a nossa forma de comunicação, processos e fluxos, e detalhar um pouco sobre Plano de Execução BIM, quais são as nossas prioridades para começar um projeto.

Falar do BIM é falar também um pouco de como o nosso território cresceu. Para quem não conhece a Nós Arq + Eng, o escritório é de 2014. De lá pra cá, a gente tem crescido bastante. Atualmente, somos uma empresa de 40 colaboradores, que desenvolvem todos os ciclos de projetos. E para falar desse ciclo de projetos, a gente pode começar falando sobre o Plano de Execução BIM.

Podemos elencar alguns usos específicos. Para começar a falar do BIM, a gente tem que saber exatamente qual o uso que a gente vai entender no projeto. A gente pode elencar usos, por exemplo, de coordenação, de projeto autoral, de desenvolvimento do modelo 3D, de quantitativos, de planejamento...

Todos esses usos são fundamentais para um projeto mais assertivo, porém, eles não estão sozinhos. O Plano de Execução BIM faz parte de um processo que está dentro de um plano de um planejamento de gestão de qualidade do escritório. Então falar dele solitário, é de uma forma errada. Mas é importante elencar ele como um instrumento fundamental para essa comunicação e desenvolvimento do projeto.

A gente pode detalhar, por exemplo, um pouco sobre como cada disciplina é estudada e elencada em cada no projeto. A arquitetura, as instalações prediais, as instalações elétricas, cada uma trabalha em sinergia para poder fazer esse desenvolvimento de forma mais correta.

Um aspecto fundamental para poder fazer o desenvolvimento do trabalho é elencar tanto os softwares utilizados, quanto os níveis de Lods utilizados. Para cada uso específico a gente vai trabalhando esse nível de informação. A gente pode demonstrar para explicar, por exemplo, como é para a Arquitetura. Quais são os softwares utilizados para instalações prediais e hidroelétricas? Normalmente a gente chama essa etapa de projeto autoral.

Há o momento também da coordenação do projeto, onde a gente utiliza o Navisworks ou Bim Collab Zoom para fazer essa correlação espacial 3D e a revisão do projeto. Além disso, há também um gerenciamento dos projetos feitos no BIM 360 Docs., que servem como nosso CDE, onde vai armazenar e gerenciar todos esses arquivos.

O BIM 360 serve para fazer esse compartilhamento dos projetos, para fazer a troca de informações. Porém, outro software também que a gente utiliza é o Basecamp para fazer a comunicação desses projetos.

Todo esse conjunto de ferramentas listadas no Plano de Execução BIM são fundamentais, e uma coisa importante é esclarecer que não são só as ferramentas do escritório, o Plano de Execução BIM é um trabalho colaborativo e vivo. Ou seja: ele é específico de cada projeto, ele vai se alterando, ele vai se modificando de acordo com cada contrato de cada projeto.

O objetivo dele é mapear e atender as melhorias e necessidades de cada projeto. Um aspecto fundamental, que através da definição do Plano de Execução BIM, depois que a gente define os usos específicos de cada projeto, de cada etapa do projeto, é que a gente tem também esses entregáveis.

Para cada etapa do projeto, a arquitetura, instalações prediais, seja em estudo preliminar, em estudo de viabilidade, anteprojeto ou projeto executivo, há um entregável fundamental para acontecer essa sinergia e integração entre eles.

A gente pode elencar aqui o formato IFC. como arquivo universal para essa troca de informações. É muito comum um projetista de estrutura metálica nos entregar o IFC. e a gente enviar o IFC. da arquitetura e fazer essa troca de informações. Então o IFC é um arquivo chave para todos os projetistas dentro desse ciclo de projeto.

A parte do fluxo do projeto é um outro fator fundamental. A gente pode detalhar em um projeto, quando ele se cria, ele vem com as premissas. E o Plano de Execução BIM consolida essas premissas nesse momento, - seja através de templates, de orientações técnicas, checklists, diretrizes, quem vai participar do projeto, quais são as formas de troca de informações desse projeto...

E outro momento importante dentro desse fluxo de projeto é o modelo base. Dentro desse modelo base, ele é um fator fundamental para guiar a compatibilização e a integração desse projeto. É muito comum o projetista autoral não desenvolver em BIM. E aí chega para um escritório fazer todas as integrações e engenharias. Então o modelo base erve para guiar toda a compatibilização e integração desses projetos.

Para a gente fazer um encerramento, podemos então entender a necessidade do Plano de Execução BIM para ter uma melhor performance dos projetos. E na verdade entender o BIM como se fosse uma construção virtual. Porque não somente o Plano de Execução serve para os projetos, mas sim para uma cadeia, de um ciclo como um todo do empreendimento.

Então, para construir virtualmente, é fundamental ter todo um aparato do plano de execução, de implantação, de templates, para o sucesso do empreendimento. Porque, principalmente, o BIM tem que trazer um papel fundamental para a performance dos projetos, além de projetos, para a gestão de obra, para uso e manutenção.

E sem um sistema de gestão e qualidade, com certeza essa performance não terá sucesso.

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    Vídeo Série Entenda +

    Entenda+ Sienge: Como implementar BIM na sua empresa (Parte 1)

    Nessa serie de 3 vídeos do Entenda+ com Antonio Meireles, CEO de uma empresa de consultoria e serviços na área de BIM, a ndBIM Virtual Building, responde nossas perguntas sobre como implementar o BIM nas empresas.

    *Entenda+ é uma série do Sienge que traz profissionais da indústria da construção para falar sobre temas atuais e relevantes do segmento.

    Entenda+ Sienge: Como implementar BIM na sua empresa (Parte 2)

    Com Antonio Meireles, CEO de uma empresa de consultoria e serviços na área de BIM.

    Entenda+ Sienge: Como implementar BIM na sua empresa (Parte 3)

    Com Antonio Meireles, CEO de uma empresa de consultoria e serviços na área de BIM.

    Palestras sobre BIM:

    Essas palestras foram realizadas virtualmente com profissionais experientes e qualificados, abordando tema BIM para empresas da Indústria da Construção.

    O Futuro do BIM na Indústria da Construção Brasileira

    Sienge, Grant Thornton, ABDI e ABIM-ES reunidos para uma conversa sobre os próximos passos do BIM no mercado brasileiro.

    BIM: Implantação da Metodologia e desafios Reais da Adoção

    A importância do BIM está cada vez mais difundida entre as empresas de construção civil e seus benefícios cada vez mais claros. Com isso, muitas construtoras buscam iniciar sua implementação

    Com Leonardo Santana da ABDI, Jeferson Böes Conselheiro do Sinduscon-CE e Julio Carneiro, BIM Manager da RAC Engenharia.

    Os Usos de BIM na Construção Civil

    Com Rafael Fernandes Coordenador de Projetos Especiais de Santa Catarina e Giseli Anversa, Gerente de Produto Líder da Softplan.

    Benefícios e Aplicações do BIM na Construção Civil

    Descubra todos os benefícios que o BIM pode trazer para sua empresa, do momento zero do empreendimento até a finalização das obras.

    Com Delton Quadros, analista de negócio do Sienge com 10 anos de experiência em implantação de software, com foco nas áreas contábil/fiscal, diagnósticos empresariais e processos de negócios.

    Artigos sobre BIM do blog do Sienge:

    [Curso]
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    [GUIA COMPLETO]
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    [Conteúdo Gratuito ]
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