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Engenheiro de dados: profissional estratégico no mercado imobiliário

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8 de fevereiro de 2017

Em um mundo digital e altamente conectado, que gera diariamente uma massa de informações e conexões gigantesca, há muitas opções quando se trata de uma carreira trabalhando com dados e, importante reforçar, muito bem remunerada. O engenheiro de dados pode alcançar salários entre R$ 7 mil e R$ 12 mil (Fonte: Consultoria de Recrutamento Michael Page). E no mercado imobiliário não é diferente: as empresas de construção necessitam cada vez mais de um profissional que possa estruturar e analisar uma grande quantidade de dados por meio de ferramentas de big data e BI (business intelligence) para entregar empreendimentos cada vez mais ajustados às demandas do cliente.

Mas afinal, o que faz o engenheiro de dados?

Segundo David Matos, do blog Ciência de Dados, “a Engenharia de Dados pode ser compreendida como sendo a área da engenharia dedicada a processar e tratar dados para aplicações que utilizam big data. Engenheiros de dados utilizam conhecimento em ciência da computação para criar sistemas e resolver problemas de processamento de dados em tempo real e manipular quantidade imensas de dados.” Esta função envolve o uso de matemática aplicada para criar sistemas de banco de dados, assim como sistemas de armazenamento e arquivamento de informações. Em linhas gerais, estes profissionais são responsáveis pela arquitetura e infraestrutura de dados.

Engenheiro de dados e cientista de dados: atuações complementares

As atuações do engenheiro e do cientista de dados são complementares e, embora necessitem de um amplo espectro de conhecimentos e experiências, em muitos casos, um profissional é responsável por ambas. Enquanto os cientistas de dados extraem o valor dos dados do mercado imobiliário, como tipos de empreendimentos, localização mais valorizada e faixa de preços, os engenheiros de dados são responsáveis por garantir a fluidez destes dados, desde a origem até seu destino, para que possam ser corretamente processados e analisados.

A Talent, consultoria especializada em Recrutamento e Seleção, descreveu o trabalho para contratação do engenheiro de dados especialista em big data. Entre outras especificações, o candidato será responsável por:

  • Desenhar processos de governança e gerência de dados, incluindo todos os processos de ETL (coletar, validar, homogeneizar, transformar e modelar) de diferentes fontes de dados;
  • Criar e automatizar processos de homogeneização de dados;
  • Resolver problemas de produtividade e escalabilidade;
  • Desenvolver provas de conceitos com objetivo de construir modelos e relatórios analíticos;
  • Colaborar com discussões relacionadas à plataforma big data, estratégia e roteiro, assim como as capacidades do ambiente analítico e as fontes de dados;
  • Gerenciar relacionamento com vendedores de big data e soluções analíticas disponíveis no mercado, entre as mais conhecidas e as mais novas que possam surgir, de forma a maximizar os lucros;
  • Colaborar com a integração de novas plataformas big data/analíticas e os sistemas tradicionais de relatórios, data warehouse, plataformas de campanha e KPI’s (Key Performance Indicators) de negócios;
  • Fornecer liderança técnica dentro das operações da empresa como uma autoridade e referência em desenvolvimento de aplicações para qualidade de dados em ambientes de BI e big data.

Mas como o engenheiro de dados pode alcançar este nível de experiência?

De acordo com o portal americano de aconselhamento de carreiras Study.com, para tornar-se um engenheiro de dados reconhecido no mercado são necessários 3 passos:

  1. Ter uma graduação

    Um grau de bacharel em engenharia de software ou um campo relacionado é geralmente o requisito mínimo de educação para uma posição de engenheiro de dados. Cursos típicos exigidos incluem design de software, arquitetura de software, estruturas de dados, programação de computadores, matemática e gerenciamento de banco de dados.

  2. Buscar experiência

    Os empregadores também podem exigir que seus engenheiros de dados tenham experiência em posições relacionadas, que podem incluir programador de computador, desenvolvedor de software ou consultor de TI (Tecnologia da Informação). Da mesma forma, as posições de nível de entrada, como help desk, podem fornecer experiência de campo para aqueles dispostos a construir uma carreira e obter uma posição de engenheiro de dados. Com habilidades comprovadas e experiência, engenheiros de dados também podem ser promovidos a posições como gerente de projeto ou designer de sistemas.

  3. Continuar em constante atualização

    O campo da Tecnologia da Informação está em avanço e mudança constantes, de modo que, aqueles interessados em prosseguir em uma carreira nesta área, devem entender que é preciso se atualizar constantemente também. A certificação em aplicativos e programas específicos de fornecedores de TI pode aumentar o seu potencial de empregabilidade. Além disso, um mestrado em ciências da computação, engenharia de computadores ou um campo relacionado também pode ser necessário para alçar novas posições.

 

Um profissional estratégico no mercado imobiliário

Como um profissional altamente qualificado, o engenheiro de dados pode atuar no mercado imobiliário de forma estratégica para trazer mais resultados para as empresas de construção. Confira alguns exemplos:

  • Otimização de estratégias para alcançar os objetivos de negócio:  o engenheiro de dados pode utilizar os dados para entender as tendências do cenário econômico do mercado imobiliário, apoiando a seleção de projetos e ações de marketing.
  • Análise preditiva para futuros lucros ou prejuízos no negócio: no mercado imobiliário, o engenheiro de dados pode estimar o custo dos empreendimentos com base em variáveis históricas e no cenário econômico atual, prevendo riscos e criando oportunidades.
  • Detectar fraudes ou anomalias na operação do negócio: ao analisar processos que apresentem desvios, o engenheiro de dados também é um guardião vigilante da reputação da empresa de construção no mercado imobiliário.

BIM é um paralelo da Engenharia de Dados no mercado imobiliário

Por todas estas características, é possível estabelecer um paralelo do gerente de BIM – Building Information Modeling (Modelagem da Informação da Construção) – com o engenheiro de dados no mercado imobiliário. Isso porque o volume de informações que o BIM produz é enorme e o profissional envolvido deve saber que tipo de dados extrair e inserir, e como fazer.

Com o BIM, em qualquer momento do ciclo de vida do projeto da obra, os dados estarão lá, atualizados e precisos, para ajudar a reduzir o tempo gasto na reparação de falhas. A grande vantagem está na construção de bancos de dados completos e na facilidade do seu acesso, garantindo a redução de falhas e omissões de documentos, diminuição de retrabalho, maior agilidade na execução do projeto, aumento de lucros e capacidade para ganhar novos negócios no mercado imobiliário.

 

Felizmente, à medida que os dados são gerados de forma exponencial, a capacidade de coletar, organizar e analisar esta massa de informações do mercado imobiliário também vem se multiplicando. O armazenamento de dados está mais barato, o poder de processamento é mais volumoso, e as soluções de análise e gestão estão mais acessíveis do que nunca para explorar todas as possibilidades proporcionadas pelo big data. No entanto, sem um profissional de engenharia de dados para cuidar da infraestrutura e da gestão dos dados, as construtoras podem perder em oportunidades e competitividade no mercado imobiliário.

 

Quer saber mais sobre as tendências, inovações e tecnologias para o mercado imobiliário e da Construção Civil?

 

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Edson Poyer Sant'Ana

  • Coordenador de Marketing Digital - Unic
  • Especialista em Administração e Negócios pela UNISOCIESC
  • Publicitário formado pela UNISUL
  • Focado na indústria da construção desde 2012
 

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