Outros 7 erros que você deve evitar ao calcular o BDI

Gustavo Prata

Gustavo Prata

Engenheiro Civil com mais de 12 anos de experiência atuando com gerenciamento de obras, planejamentos, controle de cronograma físico-financeiro, orçamentos e organização de obras.
Atualmente Product Manager na Softplan/Sienge

5 de abril 2021

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Nós já falamos aqui em outro artigo sobre os 7 maiores erros que você precisa evitar ao usar o BDI nas suas obras. Mas isso não quer dizer que o seu trabalho será à prova de falhas se evitar cada um deles.

Ainda existem outros pontos essenciais que você deve observar de perto ao usar o BDI (Benefícios e Despesas Indiretas). Caso contrário, mesmo que evite os erros maiores, corre o risco de ter problemas por conta de falhas que parecem pequenas.

Por isso, neste artigo eu vou mostrar outros 7 erros que você deve evitar a todo custo ao usar o BDI. Use essas dicas em conjunto com os alertas do artigo anterior e terá uma operação muito mais sólida com o BDI daqui em diante.

Por que os erros menores do BDI também precisam estar no seu radar

O conceito de erros maiores e menores deve servir apenas para ajudar a definir as prioridades na hora de trabalhar com o BDI ou qualquer outra metodologia. Como assim?

Os erros considerados maiores são os que têm efeito mais grave ou imediato caso sejam deixados de lado. Por isso, é importante tomar cuidado com esses erros primeiro. Mas os erros chamados “menores” também podem comprometer a operação. A diferença é que eles talvez causem consequências de gravidade menor ou demorem mais para aparecer.

Em outras palavras:

Os erros “pequenos” também fazem você perder tempo, dinheiro e atrapalham o trabalho de forma geral, assim como os erros maiores. Por isso você precisa ficar bem atento a cada um dos problemas em potencial que vou destacar a partir de agora.

7 outros erros que você precisa evitar ao utilizar o BDI

Ao analisar os 7 erros que vou destacar aqui, você vai perceber que, em geral, eles são um pouco mais sutis que os problemas citados no outro artigo. Porém, unir os pontos abaixo com os erros já apontados antes vai tornar seu trabalho com o BDI muito mais seguro e eficaz.

Cálculo do BDI precisa ser preciso

Aliás, a lista é simples e não requer mudanças no seu fluxo de trabalho. Então, os outros 7 erros que você deve evitar são:

1. Usar um padrão de cálculo engessado

É verdade que o BDI tem uma fórmula de cálculo bem precisa, e os elementos que você precisa calcular não mudam de uma obra para outra. Mas quando faço o alerta contra usar um padrão engessado, me refiro aos valores que você vai colocar em cada item.

Afinal, o BDI precisa estar de acordo com as necessidades da obra em questão, e não o contrário. Se a obra tem um padrão mais luxuoso, por exemplo, é preciso considerar gastos maiores em vez de manter a média calculada para obras mais modestas.

Aliás, mesmo que você trabalhe com empreendimentos parecidos, é importante não apenas “copiar e colar” o BDI de um para o outro. Qualquer mínima mudança já pode causar diferenças significativas no orçamento.

2. Não deixar claro o método construtivo no BDI

Nunca tivemos tantos métodos construtivos à disposição quanto hoje, e é preciso levar isso em conta na hora de calcular os custos diretos e indiretos de uma obra. Por quê?

Em geral, os métodos têm diferenças grandes entre si. Isso inclui:

  • tipo de material usado na construção;
  • tempo gasto na obra;
  • quantidade de insumos necessários para cada tarefa;
  • organização logística do canteiro de obras;
  • mão de obra qualificada para executar os serviços;
  • e, em alguns casos, até os encargos e permissões necessários para o trabalho.

Percebe como tudo pode mudar se você escolher a opção A no lugar da opção B para a próxima obra? Ignorar isso no BDI pode até tornar a obra inteira inviável.

3. Desconsiderar a logística de mão de obra e matéria prima

Em um país tão grande como o Brasil, deixar a logística de lado na hora de calcular a mão de obra e a matéria prima pode ser um erro fatal.

E o motivo para isso é bem simples:

Não é segredo para ninguém que atrasos são comuns na construção civil, e também não é segredo que qualquer atraso pode resultar em grandes prejuízos financeiros. Mas o que poucos consideram é que a logística é um dos fatores que mais podem causar atrasos.

Deixar de levar em conta o período de entrega dos materiais ou quanto tempo leva para deslocar profissionais de um local a outro pode causar um desastre no orçamento.

4. Calcular os impostos do município errado

Cada município e estado tem alguns encargos e permissões próprios que você precisa saber na hora de calcular o BDI. Mas um erro bem fácil de cometer é calcular esses impostos com base no local onde a empresa fica sediada, ou mesmo com base nos locais em que ficam a maioria das obras da empresa.

Em geral, isso acontece por pura falta de atenção, ou seja, por trabalhar no “piloto automático”. Por isso é tão importante dar atenção ao BDI de cada obra de forma personalizada e individual.

Pense no seguinte:

O simples erro no cálculo de um tributo pode fazer uma empresa perder uma licitação importante. Então, alguns minutos de desatenção podem gerar grandes prejuízos.

5. Não considerar a produtividade da equipe no cálculo do BDI

Além de considerar o custo dos profissionais, é muito importante também levar em conta o nível de produtividade em que a equipe consegue trabalhar. Afinal, isso também afeta o tempo de aluguel de equipamentos, quantidade de EPIs e uma série de outros fatores.

Não caia na armadilha de inventar prazos impossíveis para diminuir os custos no papel, pois isso com certeza vai causar problemas no decorrer da obra.

Mas e se os profissionais são novos e você ainda não conhece o ritmo de trabalho deles? Seja mais conservador no cálculo. Assim você pode ter surpresas boas, mas não surpresas ruins no que diz respeito ao nível de rendimento de cada um.

6. Reduzir a qualidade dos materiais para baixar o custo direto

É claro que o padrão do empreendimento em si vai determinar a qualidade geral dos materiais, em especial os acabamentos. Mas estou falando de reduzir a qualidade além do que é o padrão da obra, apenas para ganhar vantagem no orçamento.

Essa suposta vantagem pode se tornar um grande prejuízo e até implicar a empresa em crimes, caso aconteça algum acidente ou se comprove fraude com os materiais. Nunca pense que isso é normal e que faz parte do jogo agir dessa forma. Sempre preze pela qualidade e use os materiais adequados nos cálculos de orçamento de obra.

7. Não usar uma plataforma integrada de gestão

No artigo anterior alertamos contra o uso de ferramentas manuais, mas vamos dar um passo além agora. Tão ruim quanto usar só papel e caneta é ser refém de muitas ferramentas que não se conectam entre si.

Isso causa confusão, torna o trabalho mais estressante e desorganizado, faz todo mundo perder tempo e cometer mais erros, tanto no BDI quanto em outras atividades.

Por outro lado, uma plataforma integrada de gestão voltada ao mercado de construção civil pode interligar todas as suas ferramentas de forma prática e rápida, dando clareza e agilidade ao trabalho.

Plataforma integrada une tudo em um lugar só

Assim, fica claro que há sim muitos outros erros que podem prejudicar a aplicação do BDI em uma empresa de construção. O ponto-chave aqui é: não deixe esses problemas de lado só porque já conseguiu evitar falhas “maiores”. Dê atenção ao BDI como um todo e terá chances maiores de usar todos os recursos dessa metodologia poderosa com sucesso.

Quer saber mais sobre como uma plataforma integrada de gestão pode ajudar no seu trabalho com o BDI e outras atividades? Veja tudo sobre o assunto neste artigo!

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