Conheça 6 melhores práticas para orçamento de obra

Gustavo Prata

Gustavo Prata

Engenheiro Civil com mais de 12 anos de experiência atuando com gerenciamento de obras, planejamentos, controle de cronograma físico-financeiro, orçamentos e organização de obras.
Atualmente Product Manager na Softplan/Sienge

25 de novembro 2020

Compartilhe

O lucro ou prejuízo de um empreendimento imobiliário pode vir do orçamento de obra. Isso pode parecer exagero, mas é a mais pura verdade. Porque quanto mais preciso for o orçamento, maior a chance de tudo sair como planejado no canteiro e que o lucro planejado se concretize.

Por outro lado, problemas com essa etapa do empreendimento podem comprometer todo o plano e fazer com que o valor de venda não seja suficiente para dar lucro. Por isso, é importante seguir as melhores práticas na hora de orçar uma obra.

Pensando nisso, neste artigo eu vou mostrar quais são os maiores problemas e as melhores práticas para você aplicar no seu próximo orçamento de obra.

Conheça os principais problemas que afetam o orçamento de obra

Em primeiro lugar, vamos ver o jeito errado de lidar com o orçamento de obra, ou seja, quais são os principais erros e problemas que podem ocorrer. Cada um dos itens abaixo pode afetar muito a qualidade do orçamento e o resultado financeiro final do empreendimento.

E um detalhe:

Preste atenção em como muitos dos problemas que eu listei abaixo acontecem por falta de conhecimento técnico do profissional responsável pelos orçamentos.

Um bom controle do orçamento é fundamental

Não importa se na sua empresa quem faz esse papel é você ou outra pessoa, é essencial que a pessoa no cargo seja bem qualificada. Afinal, estamos falando de algo que pode coroar ou condenar uma obra inteira.

Então, veja agora quais são os piores erros de orçamento de obra a evitar:

Falta de visita técnica

A visita técnica permite que o profissional responsável pelos orçamentos veja a situação com olhar mais apurado e ver tudo o que precisa cotar. A falta desse tipo de visita se torna um “ponto cego” que abre margem para erros comuns no orçamento.

Falta de conhecimento dos critérios de medição do contratante

É muito importante conhecer os critérios de medição do contratante para não ter surpresas depois de já ter finalizado o orçamento e tocado o projeto para frente. Quando isso acontece o resultado quase sempre é mudanças de última hora, que geralmente custam bem mais caro no orçamento.

Uso de composições padrão no orçamento de obra

As composições de preço são bons pontos de partida, mas usá-las como valores padrão para qualquer tipo de obra. Isso pode fazer com que o seu cálculo fique muito diferente da realidade que vai encontrar na hora de comprar, de fato, os materiais e contratar mão de obra.

Ignorar as regionalidades e convenções coletivas

Esse é bem parecido com o erro anterior, pois se você considerar os custos de uma obra sem levar em conta a cidade ou estado em que ela será feita, terá problemas. Desde as permissões necessárias até o custo de material e mão de obra, muita coisa muda. Então quem não fica atento a essas diferenças entre regiões comete sérios erros.

Esquecer itens importantes

Existem muitos pontos importantes que podem passar batido com facilidade no orçamento de obra. Entre eles podemos destacar:

  • valor de frete;
  • preço de carga e descarga de equipamentos;
  • entre outros.

Esse tipo de custo indireto não pode ficar de fora, pois acaba fazendo grande diferença no valor final do projeto.

Deixar de realizar equalização de propostas comerciais

A equalização de propostas é o melhor meio de garantir que você dará chances justas a todos os possíveis fornecedores. Caso contrário, pode pagar mais caro do que deveria por materiais de construção, aluguel de equipamentos e outros itens importantes.

E estes são apenas alguns dos vários problemas que podem afetar um orçamento de obra. Outros incluem:

  • alta da curva ABC de insumos;
  • padronizar os custos indiretos para todas as obras;
  • errar na consideração dos impostos;
  • atraso de obra;
  • troca de especificação de materiais.

6 melhores práticas de orçamento de obra que você deve seguir

Agora que vimos os maiores problemas é hora de analisar juntos as melhores práticas que você deve seguir para fazer um orçamento de obra preciso e eficaz. Note, portanto, que boa parte do trabalho se resume a uma palavra: organização.

Além disso, o segredo está em não tentar automatizar o trabalho da forma errada, mas em usar as ferramentas certas para realizar o trabalho sem falhas. Veja agora as 6 melhores práticas para fazer um bom orçamento de obra o quanto antes

1. Dar a importância devida ao orçamento de obra

A primeira questão, ainda mais para micro e pequenas construtoras, onde quem faz o orçamento de obra costuma ser o dono, é vital evitar o “piloto automático” nas cotações.

Ou seja:

Tire tempo para fazer a “lição de casa”, pesquisar da forma certa e dar atenção aos detalhes do orçamento. Calcular apenas com aproximações e ideias de outras obras é uma péssima ideia, pois pode trazer muitas surpresas negativas no decorrer da construção.

2. Fazer a equalização dos orçamentos de obra

Já falamos desse ponto acima, mas ele é tão importante que agora precisamos reforçar como fazer do jeito certo. Pois a equalização dos orçamentos é a comparação que você faz entre os diferentes fornecedores.

Então, se você quer ter certeza de que vai fazer tudo certo, precisa levar em conta os dois níveis da equalização:

  • Técnica: aqui é onde você vai comparar se os materiais oferecidos são os mesmos, ou se tem ao menos qualidade e facilidade de uso similar;
  • Comercial: nesse ponto você considera as condições de pagamento, entrega e preço. Em certos casos, o que parece mais barato no custo unitário se revela mais caro pela falta de apoio logístico.

3. Estabelecer um histórico de orçamentos de obra

Como saber se o preço que você está prestes a pagar é justo, alto ou baixo para os padrões de mercado? A melhor maneira é por manter um controle preciso do seu histórico de orçamentos.

Assim, ferramentas de gestão como o Sienge Go! têm uma função que mostra se o preço que você está cogitando pagar é mais alto que a quantia paga em obras anteriores. Dessa forma, você fica sempre alerta quanto a possíveis aumentos e pode buscar acordos melhores.

4. Acompanhar o custo orçado

Uma coisa é fechar o orçamento, outra é saber se a obra está seguindo o que foi combinado no papel. Então, acompanhar o custo orçado, ou seja, se os valores que você definiu estão sendo seguidos na obra real, não é só uma boa prática, é peça-chave no sucesso do empreendimento.

Acompanhar o orçamento na obra real é de grande importância

5. Calcular o BDI em cada orçamento de obra

O BDI (Benefícios e Despesas Indiretas) não deve ser tratado como um valor absoluto que você usa como média para ter uma noção dos custos indiretos. Pelo contrário, é um cálculo preciso que você deve fazer a cada obra, para ter certeza de que não vai tomar decisões baseadas em valores superficiais e errados.

6. Usar a ferramenta adequada de gestão

Por fim, usar a ferramenta certa de gestão faz toda a diferença na hora de elaborar um orçamento de obra. Por um lado, micro e pequenas construtoras e incorporadoras têm uma necessidade, diferente do que as empresas médias e grandes precisam. Inclusive, o próprio Sienge tem soluções diferentes para cada tipo de empresa, entre o Sienge Go! e o Sienge Plataforma.

A ferramenta certa faz a diferença no orçamento de obra

Com as dicas que mostrei aqui você tem o suficiente para encontrar e resolver os principais problemas que podem afetar o seu orçamento de obra sem demora. Além disso, por seguir as boas práticas, inclusive escolher uma ferramenta adequada de gestão, você vai fazer a sua empresa caminhar a passos largos rumo a projetos mais lucrativos.

Gostou do assunto e quer se aprofundar no tema do orçamento de obra? Assista agora ao webinar do Sienge sobre o tema e veja informações ainda mais detalhadas sem demora!

Compartilhe