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3 Dicas importantes para a gestão de estoques na Construção Civil

12 de setembro de 2018

Nós sabemos que a administração correta da disponibilidade de materiais nas obras tem reflexos na produtividade das construtoras e no seu resultado financeiro. Você deve concordar, então, que uma boa gestão de estoque na Construção Civil deve ser uma meta dos empreendedores do setor.

O desafio, neste sentido, é garantir que não falte, não haja desperdícios, perdas e nem tampouco excesso desses insumos nos empreendimentos. É preciso muita atenção para não acumular prejuízos nesta área.

Caso isto não funcione adequadamente, uma obra pode diminuir seu ritmo ou até ficar parada. A equipe vai perder tempo na busca de suprimentos que deveriam estar disponíveis no canteiro.

gestão de estoques na construção civil

Não pode faltar e  nem haver excesso de materiais disponíveis na obra

Por outro lado, quando há uma quantidade além da necessidade parada nos depósitos, isto significa um capital imobilizado que poderia ser empregado em outras áreas.  

Temos também a situação do armazenamento inadequado, materiais mal acondicionados e mal protegidos que se deterioram ou estragam definitivamente, como a madeira e o cimento.

Uma atividade muito ampla

Enfim, há várias situações dessas que um bom gestor precisa conhecer e prevenir. Isto significa que a gestão de estoques não é apenas controlar o recebimento e a saída de materiais.   

É uma atividade muito ampla e detalhista, que exige previsão, planejamento, organização, disciplina e uma boa estrutura de logística.

Falando para o varejo, o Sebrae chega a dizer que o estoque é “uma das áreas mais críticas” das organizações e que “pode significar a diferença entre o lucro e o prejuízo de uma empresa”.

Eu posso assegurar a você que na construção não é muito diferente. Perdas desta natureza impedem a redução dos custos que compõem a sua lucratividade.

Agora, veja algumas vantagens que você vai ter cuidando melhor da gestão de estoque:

  • Impedir desperdícios, perdas e roubos.
  • Saber as principais necessidades de reposição, os materiais de maior fluxo.
  • Identificar materiais de menor uso e os que estão parados.
  • Saber exatamente o que, quando e quanto comprar.
  • Com estimativas mais precisas, negociar em melhores condições com fornecedores.

1) Classificação dos produtos na gestão de estoques

São inúmeros os produtos envolvidos numa construção.

Para que os estoques de todos eles sejam bem gerenciados é preciso adotar uma forma de classificação para distinguir a importância de cada um.

Assim, fica mais claro quais itens devem merecer uma atenção especial. Com a utilização da curva ABC na análise dos estoques, os materiais podem ser organizados em três grupos distintos.

Grupo A: representam de 5% a 10% dos materiais, mas significam 70% ou mais do investimento, por isso precisam receber atenção total. São os casos das pedras, cerâmicas e argamassa, entre outros.

Grupo B:  são os itens de importância intermediária entre os grupos A e C, que constituem cerca de 20% do total em volume e 15% a 20% do total investido. Podemos citar os tijolos, as tintas e as telhas.

Grupo C: são os itens considerados menos importantes, que representam cerca de 60% dos produtos e apenas 5% a 10% do dinheiro investido nestes produtos. Neste caso temos pregos, parafusos e materiais de escritório, por exemplo.

Outras classificações podem ser criadas pelas empresas para se somar a estas, com  critérios alternativos.

Por exemplo, a certeza ou não de fornecedores disponíveis a qualquer momento e o impacto da falta do produto sobre a obra.

Conforme a situação, mesmo não sendo um material de tanto valor, pode merecer uma atenção especial e até estoques maiores para se prevenir uma situação crítica.

2) Não descuide do armazenamento

Mas por onde começar?

 

controle de estoque na construção civil

Norma determina como guardar cada material

Invertendo a ordem, vou começar tratando com você do armazenamento,  pois é bastante comum as empresas descuidarem disso.

Você mesmo já deve ter visto em muitos canteiros materiais espalhados aleatoriamente, expostos à chuva e ao vento, como a areia, sem previsão de uso imediato.

Não deixe isso acontecer!

Quando comprar um produto, já tenha em mente onde e de que forma ele vai ser armazenado e quando vai ser utilizado.  

Seja rigoroso e leve em consideração as indicações da Norma Regulamentadora Nº 18, que no item 24 trata da armazenagem e estocagem de materiais.

Ela aponta como deve ser tratado cada produto, conforme segue:  

  • Para todos: Garantir o trânsito de pessoas por meio da disposição correta e do acesso aos equipamentos de segurança e combate a incêndio. Outro fator importante é o cuidado com as sobrecargas à estrutura.  
  • Para todos: O armazenamento precisa garantir a estabilidade e o a utilização planejada.
  • Para todos: O piso onde são dispostos os materiais precisa ser estável, sem umidade ou desnivelamentos.
  • À granel ou embalados: São os métodos de armazenagem mais comuns e devem garantir estabilidade e fácil manuseio. A pilha não deve ter altura maior que a largura, por risco de instabilidade no armazenamento.
  • De grande comprimento:  A organização deve ser feita por camadas, conforme a bitola de cada um dos materiais, facilitando o encontro e a retirada conforme o uso.
  • Cal virgem: Precisa ficar em local bem seco e arejado.
  • Materiais perigosos: Além de estarem identificados, demandam que o acesso seja restrito e o local isolado, com a devida identificação e controle de retirada somente por pessoal autorizado.
  • Madeiras de tapumes e andaimes: O material que forma as estruturas de apoio só poderá ser empilhado depois que os pregos forem completamente retirados.
  • Gases: Gases para a solda envolvem desde o oxigênio até o gás metano, e devem receber atenção especial com acionamento por válvulas e em recipientes adequados.

Seguindo rigorosamente essas referências da norma você estará dando um grande passo para organizar melhor seus estoques e ter novos ganhos nos seus empreendimentos.

3) Reduzir transporte e movimentação na gestão de estoques

O Sebrae reforça que na área de estocagem o layout deve garantir o  acondicionamento correto de cada produto e favorecer o fluxo dos materiais.

Também aconselha reduzir ao máximo o transporte e a movimentação dos insumos, para se evitar quebras e permitir o fluxo contínuo que facilite as condições de trabalho.

Antes de continuar, deixe eu lhe dar essa outra dica: o nosso Ebook especial “Guia do Controle de Estoque na Entrada e Saída de Materiais na Construção Civil”.  

Ele traz muitas outras informações de grande utilidade para você sobre o tema.

gestão de estoques

Veja outras dicas importantes para gerenciar o seu estoque:

  • Registrar tudo: Fazer o controle rigoroso de todas as entradas e saídas de insumos, com cadastros individuais para cada item contendo código e descrição, data de aquisição e saída para o canteiro.
  • Giro rápido: O estoque deve priorizar os materiais de giro rápido, ou seja, aqueles de uso contínuo e mais intenso na obra. Entre eles, claro, cimento, argamassa, areia, mas também blocos de concreto, tubos, conexões, fiação elétrica, tubos e azulejos.
  • Fazer o inventário: É a forma de conferir os registros. A cada dia, escolher determinados itens para confirmar sua disponibilidade ou falta nos depósitos.
  • Organizar o espaço: O local de armazenamento dos produtos deve estar sempre bem organizado, para que qualquer material seja encontrado com facilidade. Não descuidar da segurança do lugar contra os roubos.  
  • Envolver todos os setores: Para otimizar os ganhos na gestão dos estoques, é preciso um entrosamento muito grande dessa área e os demais setores.

Especialmente com a engenharia, para que esta repasse corretamente as necessidades e o cronograma das obras. Isto facilita o planejamento das compras e estocagem. Ao mesmo tempo, a integração permite que a engenharia tenha a informação segura da disponibilidade dos produtos necessários para cada etapa das obras.

Todos no canteiro devem estar atentos ao volume disponível e ao ritmo de consumo de materiais.

  • Usar a tecnologia:  Tenha uma boa planilha para controlar seus estoques. Ou, para garantir mais eficiência, adote um sistema ERP, que gerencia automaticamente os pedidos de compras, a estocagem e distribuição dos materiais, bem como a contratação e prestação de serviços. 

Conclusão

gestão de estoque na construção civil

Desafio é manter o equilíbrio entre o estoque e o consumo

É sabido que os materiais representam cerca de 50% dos custos de uma obra e que uma boa gestão dos estoques significa controle de perdas e aumento das margens de lucro.  

Manter o equilíbrio entre o estoque e o consumo é um desafio que muitas empresas negligenciam. Mantém as mesmas práticas ineficientes há muito tempo.

Mas é preciso fazer um esforço, buscar um salto de qualidade adotar as melhores práticas conhecidas.  

Se possível, investir num software que automatize e facilite esse trabalho. Você vai ver, o resultado virá logo.

Espero que tenha gostado desse conteúdo. Deixe sua opinião e compartilhe com seus amigos, eles vão gostar também.

Obrigado pela leitura e até o próximo artigo.

Tomás Lima

  • Gestor de Conteúdo
  • Graduado em Administração pela UFMG
  • Apaixonado por Construção Civil
 

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