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Conheça os 5 Maiores Riscos para Construtoras no Brasil

6 de Março de 2018

Atualmente no Brasil, existem vários desafios e riscos para construtoras. São contratempos e inconvenientes que aparecem de todos os lados – às vezes, vários ao mesmo tempo.

Entre outros fatores, eles podem ter origem em problemas com a mão de obra, fornecedores, clientes e fisco, bem como nas instabilidades no mercado.

Mas fique tranquilo:

Para que você não seja pego de surpresa, neste post eu elenquei para você os 5 maiores riscos para construtoras que você pode correr.

Vamos começar!

1 – Burocratização Excessiva

Os 5 maiores riscos para construtoras no Brasil

Não é novidade que existe muita burocracia no Brasil. Mas na construção parece que ela foi feita com mais vontade. São exigências que vêm do Corpo de Bombeiros, ABNT, Crea, prefeituras e órgãos ambientais.

Até os cartórios de registro de imóveis estão cobrando por emolumentos no registro da incorporação e averbação das unidades autônomas que você não precisa pagar.

E pior! Muitas vezes eles são pagos por desconhecimento da empresa.

E você ainda pode argumentar:

Muitas dessas exigências são bem válidas! Especialmente aquelas que tem por objetivo gerar edificações que sejam seguras para os usuários e que se adequem às mudanças de mentalidade da sociedade, como a exigência de acessibilidade. E você estará certo!

A grande questão é:

Muitas vezes as construtoras sofrem com demoras abusivas na hora de conseguir documentos que precisam ser obtidos nos mais diversos órgãos públicos. Faltam profissionais focados na aprovação de empreendimentos, o que ainda acarreta uma grande insegurança jurídica. Isso compromete todo o planejamento das incorporadoras e gera atrasos. E atrasos geram prejuízo.

O especialista do blog do Sienge, Miguel da Silva Filho, escreveu um post muito bom que busca auxiliar o empreendedor a vencer essa burocracia.

2 – Acidentes no Canteiro de Obra

Os 5 maiores riscos para construtoras no Brasil

Todos nós sabemos que canteiros de obra não são os lugares mais seguros do mundo. Mas você sabia que a Construção Civil tem o dobro de acidentes que a média do setor? Isso se considerarmos “apenas” os acidentes que levaram o colaborador ao óbito.

Quando apenas o setor de Transporte Rodoviário de Carga está na frente em números de acidentes, é hora de se preocupar.

E as causas são as mais variadas:

  • Falta de uso dos EPIs;
  • Colaboradores que não estão prestando atenção nas atividades;
  • Falta de fiscalização do canteiro de obras;
  • Equipamentos obsoletos;
  • Desatenção às normas regulamentadoras;
  • Pressão econômica para resultados de curto prazo.

Você pode ler mais sobre esse assunto em nosso post que explica melhor os acidentes na Construção Civil.

E esses sinistros não são prejudiciais apenas aos trabalhadores:

Toda vez que um acidente acontece no canteiro de obra, a construtora perde dinheiro.

Como se a perda humana não fosse suficiente, os acidentes geram um ônus financeiro à empresa. Além de um possível processo movido pelo colaborador ou seus familiares (assunto que abordaremos mais abaixo), ainda há uma perda grande com a obra parada e funcionários ociosos.

Isso pode parecer óbvio, mas não custa reforçar: ninguém sai ganhando com um acidente no canteiro de obra.

E o que pode ser feito para evitar isso?

Uma ação relativamente simples que você pode aplicar são os DDS – Diálogos Diários de Segurança. O objetivo deles é conscientizar os operários a respeito da prevenção de acidentes de trabalho. Mais do que isso, eles consolidam as melhores práticas para trabalhar com segurança.

Esse vídeo exemplifica bem a importância dos  DDS.

Para conhecê-los melhor, você também pode acessar nosso post que explica bem sobre os Diálogos Diários de Segurança.

3 – Processos Judiciais

Os 5 maiores riscos para construtoras no Brasil

Acho que não é surpresa nenhuma o fato de que as empresas do Brasil estão presentes na grande maioria das ações judiciais. 83% delas, para ser mais exato. E o custo para se defender é alto. Algumas empresas comprometem quase 2% do faturamento de um ano com esses processos.

Os processos são dos mais variados: desde ações trabalhistas até aquelas referentes ao pagamento de tributos federais.

Fique atento:

Mesmo que sua empresa faça contratos de subempreitada para economizar com mão de obra, em casos de acidentes trabalhistas com o subempreiteiro, a construtora não está protegida. Tanto o empreiteiro quanto a construtora assumem responsabilidade pelo caso, mesmo que não exista uma relação direta entre o subempreiteiro e a construtora.

Sabe o que isso implica?

Sua construtora pode estar prestes a sofrer um processo jurídico e você não sabe. Exatamente por isso, é importante estar em cima de todos os processos e acompanhar suas obras. Saber se os subcontratados estão realizando suas atividades da forma correta é fundamental.

Recomendo muito entender sobre a Lei de Terceirização para se prevenir melhor.

4 – Riscos Administrativos

Os riscos administrativos costumam ser um dos mais subestimados na Construção Civil, principalmente por não serem tão chamativos quanto os demais. Mas não é por isso que você deve se descuidar.

Os mais comuns são:

  • Adoção de premissas equivocadas no orçamento e planejamento;
  • Flutuação de preço dos insumos;
  • Variabilidade das produtividades;
  • Dependência de terceiros, como fornecedores, subempreiteiros e projetistas;
  • Disponibilidade de recursos financeiros;
  • Riscos técnicos;
  • Greves de sindicatos locais.

Pela grande quantidade de riscos para construtoras no setor administrativo, é bom sempre considerar que eles são passíveis de acontecer. Isso serve para qualquer empreendimento.

Se você quiser saber mais sobre a parte administrativa, temos um ótimo post sobre Análise de Riscos. Recomendo.

5 – Comercialização

Os 5 maiores riscos para construtoras no Brasil

Sua empresa pode passar ilesa por todos os outros riscos para construtoras, mas se não preparar para esse, todos esforços terão sido em vão. Você pode ter o melhor empreendimento do mundo. Se ele não for vendido, não adianta nada.

O maior risco aqui é a incompatibilidade entre a velocidade com que você programou as vendas e a velocidade real em que elas acontecem.

E você já sabe o que isso significa:

Maior demanda por investimentos e fluxo de caixa comprometido. A velocidade de vendas é sempre uma incerteza. Portanto, é importante avaliar as consequências de um resultado negativo antes de realizar o lançamento do empreendimento.

Com relação à comercialização, alguns pontos muitas vezes são subestimados. São as mudanças de mercado em relação à economia, tributos, impostos e legislações técnicas que acontecem entre o período inicial de estudos do empreendimento até sua conclusão.

O retorno do empreendimento é muito dependente do fluxo financeiro. Mas como o projeto pode ter sido vendido em fases posteriores, essa receita pode não ser suficiente para cobrir o custo financeiro do empreendimento durante o período em que o caixa estava negativo.

Conclusão

Entender os riscos para construtoras corre é apenas um dos passos para o sucesso. É muito importante que, depois disso, você busque mais informações e formas de mitigá-los. Seja com o auxílio de profissionais mais qualificados, seja com softwares de gestão, o importante é se preparar.

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Tomás Lima

  • Gestor de Conteúdo
  • Graduado em Administração pela UFMG
  • Apaixonado por Construção Civil
 

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