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Cronograma de Obra – Como fazer corretamente?

26 de setembro de 2017

Acho que você, assim como eu, também já passou problemas seu cronograma de obra. São vários fatores que podem gerar atraso se não forem bem controlados. Alguns nem são possíveis controlar, como o clima.

Principalmente em tempos de crise e incerteza econômica, fazer o planejamento das obras de forma mais assertiva é extremamente importante. Um bom planejamento se reverte em amadurecimento, fortalecimento e maior competitividade para sua empresa.

O cronograma de obra é a materialização desse planejamento, já que reúne e consolida informações de diversos documentos importantes para a obra. Registros de orçamentos e projetos, além de orientar a sua execução de forma sustentável.

Por ser tão importante, nesse post eu vou te dar um passo a passo com cinco etapas básicas para serem seguidas na hora de elaborar o cronograma dos seus empreendimentos.

Vamos começar?

Por que fazer um cronograma de obra?

Existem ferramentas de gestão que devem ser utilizadas por construtoras e incorporadoras seja em tempos de crise ou não, e uma delas é o cronograma de obra.

Esse documento é considerado uma peça-chave do planejamento de execução de empreendimentos. É nele que você lista todas as atividades necessárias para que o projeto se concretize.

Mais do que isso, também ajuda a programar e organizar atividades para que sua construtora consiga cumprir prazos e ser mais produtiva e eficiente. Ele ainda fornecer subsídios para que sua empresa aprimore seus processos de forma constante.

E a construção civil, como todos os segmentos, precisa planejar suas ações para manter o negócio sustentável e competitivo, profissionalizando e padronizando seus processos rumo à excelência.

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1 – Listar Atividades

Você deve iniciar um cronograma de obra pelo levantamento e listagem de todas as atividades necessárias para viabilizar a construção do empreendimento.

Dica:

Esteja com o orçamento da obra pronto e em mãos! Nele já foram listadas nas quantidades corretas todos os insumos, serviços (mão de obra) e equipamentos que serão necessários para que o empreendimento se concretize.

O Sienge disponibiliza gratuitamente uma planilha para o orçamento de obra! Você pode baixá-la facilmente AQUI.

Você pode dizer que o orçamento é o que vai ser feito, e o cronograma, quando vai ser feito.

Por exemplo:

No seu planejamento financeiro da obra está previsto um determinado valor para os serviços elétricos (o que inclui insumos e mão de obra). Com ele sua construtora tem condições de relacionar todas as atividades contempladas nesse valor, como compra de materiais elétricos e contratação de eletricistas.

Ou seja, ele converte os valores em atividades. Dependendo do custo informado você pode ter uma dimensão do porte da obra. Inclusive pode separar as tarefas por blocos ou pavimentos, por exemplo – como “instalação de campainhas no bloco 1” e “colocação de interruptores no pavimento 2”.

Por falar nisso, uma boa dica é detalhar as atividades em subtarefas. Em vez de incluir apenas “assentamento de piso”, abaixo desse registro podem ser listados todos os serviços incluídos nele, como “execução de contrapiso”, “aplicação de rejunte” e “limpeza”.

Um cronograma de obra detalhado dessa forma exige maior frequência de atualização, pois são mais indicadores envolvidos. Por outro lado, ajuda a visualizar as várias entregas que fazem parte do projeto. Você ainda pode acompanhar mais de perto o status da obra e identificar gargalos de produção com mais agilidade.

Não se esqueça:

Use a experiência e o conhecimento de profissionais de todas as áreas da construtora para levantar as atividades necessárias! Também consulte os orçamentos e cronogramas de empreendimentos anteriores como documentos de referência.

Esse primeiro passo é a base para todas as outras etapas do cronograma que vou te mostrar nesse post. Por isso, quanto mais completo e detalhado esse início for, mais próximo da realidade esse planejamento irá ficar.

Quanto menos ajustes o cronograma sofrer, mais sua construtora fica preparada para lidar com imprevistos e replanejamentos.

2 – Definir datas

Muitas vezes, os orçamentos de obra apresentam as informações agrupadas por tipo de serviços, como de alvenaria, hidráulicos ou elétricos.

Na hora de passar esses dados para o cronograma de obra, você precisa seguir preferencialmente uma ordem lógica de execução. Isso facilita na hora de estipular datas para conclusão de etapas e sinalizar a interdependência entre atividades, que será o tema do próximo tópico.

Verifique o tempo de cada atividade

Tome cuidado quando for definir o tempo que será investido em cada atividade e os prazos para conclusão. O ideal é que você já tenha avaliado entre duas opções:

  • Se as tarefas serão distribuídas entre um número determinado de profissionais;
  • Se será feito todo o planejamento primeiro para depois ser contratada a quantidade necessária de trabalhadores para cumprí-lo.

Veja bem:

Montar um cronograma de obra considerando o rendimento do time de 10 colaboradores da própria empresa exige que a data de entrega se ajuste à capacidade de produção deles. Essa situação que seria diferente no caso de contratar mão de obra sob demanda.

Você pode, inclusive, com base nos itens listados no orçamento, calcular o tempo investido em cada atividade.

Parece complicado?

Uma solução tecnológica especializada no segmento de construção civil te ajuda a fazer isso! Um software de gestão cruza informações como quantidade de insumos que serão utilizados, mão de obra que será aplicada e tamanho da área a ser trabalhada.

Por exemplo: quanto tempo “x” profissionais vão demorar para pintar tetos e paredes com uma área total de “y” metros quadrados dispondo de “z” litros de determinado tipo de tinta?

Duas situações bastante comuns que costumam bagunçar as datas planejadas e causar atraso nas obras são as chuvas e as licenças e documentações exigidas para dar início à construção.

Um alternativa para o clima não te comprometer é utilizar aplicativos como o IFTTT e dos sites especializados como Climatempo e The Weather Channel, por exemplo. Eles avisam quando vai chover na região selecionada e podem ajudar sua construtora a se planejar melhor ao ter conhecimento dessa previsão.

Com relação às regularizações, você não deve assentar qualquer tijolo sem antes obter todas as autorizações necessárias para que o projeto comece a sair do papel. Isso deve estar previsto no cronograma de obra.

3 – Relacionar atividades

Durante a construção de um empreendimento algumas atividades precisam ser finalizadas, pelo menos em parte, para que a obra evolua de forma organizada, produtiva e sustentável.

Ao mesmo tempo, existem aquelas que precisam ser realizadas imediatamente depois e outras que devem acontecer ao mesmo tempo para garantir o resultado desejado. São as chamadas atividades predecessoras, sucessoras e simultâneas.

Um cronograma de obra exemplar mostra todas as relações e interdependências entre as tarefas. São os pré-requisitos exigidos por cada uma delas para que possam ser realizadas com sucesso.

Não faria sentido algum instalar vidros e esquadrias sem as paredes do imóvel estarem 100% concluídas, você não acha?

Colocar as janelas muito cedo fará com que fiquem vulneráveis a respingos de argamassa e tinta, riscos e até rachaduras e quebras. Isso faz com que a construtora tenha gastos com manutenções e até mesmo com trocas, que poderiam ser evitados com um simples ajuste de planejamento.

4 – Executar o planejado

Você já viu alguma obra que não sofreu absolutamente nenhuma alteração de projeto durante sua execução? Eu, pelo menos, nunca vi.

Isso porque projetos, orçamentos, cronogramas e demais documentos destinados a planejar a construção civil simulam um cenário com base na experiência da construtora. Mas os dados reais mesmo, que vão orientar os próximos passos, vão vir do dia a dia – toda obra é única e possui suas particularidades.

Por isso, a elaboração de um cronograma de obra não acaba em hipótese alguma após a listagem, definição de datas e relacionamento de atividades. Afinal, você não investiu tanto tempo e dedicação para deixar esse documento de lado na hora em que o planejado é colocado em prática.

Ele é uma ferramenta de gestão e só tem utilidade se for atualizado com as informações geradas durante a execução do empreendimento. É importante ter a base do cronograma muito bem feita e registrar tudo para fazer eventuais redimensionamentos necessários para o bom andamento da obra.

Nada impede também que a empresa altere itens do documento sempre que necessário. Ao contrário do que muitos pensam, o cronograma é um organismo vivo e anda de acordo com o que acontece na obra.

Importante!

Outra ferramenta de igual importância para a obra e que você pode gerar durante seu andamento é o cronograma físico-financeiro. Ele resulta da integração entre o cronograma e o planejamento financeiro da obra. Também mostra os valores que gastos ao longo do tempo e em cada atividade da construção, permitindo acompanhar se a evolução está condizente com os valores investidos até então.

O Sienge também oferece gratuitamente uma planilha do Cronograma Físico-Financeiro. É muito fácil baixar, é só clicar AQUI.

5 – Medir resultados

Chegou o final da obra. É hora de se despedir do cronograma utilizado nela, certo? Nada disso!

Você lembra que na primeira etapa, quando eu falei do levantamento e listagem de atividades, uma das fontes que podem ser utilizadas são justamente os cronogramas já realizados? As estimativas de duração das atividades também podem ser feitas com base em cronogramas anteriores.

Por exemplo: se o revestimento de fachada durou dois meses em um empreendimento semelhante, você pode adotar o mesmo na obra atual. Se o piso cerâmico de um apartamento de 100 metros quadrados foi feito em cinco dias, em um de 60 metros pode ser estimado em três dias, afinal, são ⅗ da área do anterior!

A análise de resultados na construção civil é imprescindível para gerar aprendizado e aprimoramento de processos! Por isso a importância de ter todas as informações devidamente registradas e organizadas. Essa análise te ajuda a conhecer melhor detalhes do processo construtivo em geral e de produtividade da sua própria construtora.

Conclusão

Você já chegou a construir bons cronogramas de obra, mas desanimou porque os resultados sempre fogem do planejado?

Nada fora do normal! Lembre-se que o cronograma é um organismo vivo e deve ser sempre atualizado com as informações da real situação da obra, o que dificilmente não causará desvios.

Isso não é ruim, desde que sua construtora tenha controle e consciência dessas alterações e possa traçar replanejamentos em tempo hábil, quando necessário. Esse é o grande diferencial que sustenta as empresas consolidadas no mercado.

Mas tome cuidado:

Por mais que o cronograma de obra ofereça total flexibilidade, é essencial manter o foco e cuidar ao máximo para não se afastar muito dos objetivos da construtora e do empreendimento em si.

Gostou do post? Ficou alguma dúvida? Não se esqueça de comentar e compartilhar!

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Tomás Lima

  • Gestor de Conteúdo
  • Graduado em Administração pela UFMG
  • Apaixonado por Construção Civil
 

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