Como fazer uma gestão de investimentos certeira na construção civil?

Mauricio Borges

Mauricio Borges

Product Manager especialista em produtos financeiros e engenharia de produção.

28 de maio 2020

A gestão de investimentos das empresas de construção civil é uma tarefa de grande responsabilidade e importância, que ficou mais crucial ainda no atual cenário de crise.

Você sabe muito bem quanto esforço custa às construtoras e incorporadoras chegar ao final dos empreendimentos com uma boa lucratividade. 

É preciso não apenas preservar o saldo de todas as operações realizadas, seu lucro, como também ampliar esse resultado. Isso se faz através das aplicações nas diversas alternativas que o mercado financeiro oferece. 

Neste sentido, você vai ver na sequência do artigo as principais recomendações para a gestão de investimentos ser muito mais certeira nessa hora de incertezas.

Também vai saber como é fundamental uma boa gestão de contas para que você possa investir e buscar melhores rendimentos com mais segurança. 

Gestão de investimentos no cenário do Covid-19

gestão de investimentos: imagem mostra um diversos objetos dispostos em cima de uma mesa, sendo todos eles rementem às finanças. Os objetos são: calculadora, folha com desenhos de cálculos, tablet com imagem de tabelas, régua, lápis, entre outros.
Imagem: Pixabay

No cenário dessa crise sem precedentes que a economia vive, devido ao Covid-19, a decisão sobre o  investimento dos lucros precisa de atenção redobrada. Tudo deve ser muito bem calculado.

Inclusive, existe um grande risco para investidores mais afoitos, que podem se entusiasmar com a queda no valor das ações de grandes companhias e se jogar com tudo nesse nicho. 

Mas especialistas em mercado financeiro alertam que isso pode ser uma armadilha, pois o futuro é imprevisível e aplicações em ações têm retorno – quando têm – a longo prazo.

A recomendação em um momento como este é ser mais cauteloso do que o normal”, diz uma matéria da revista Exame, especializada em economia.

Outros dois excelentes conselhos para a sua gestão de investimentos: 

  • Os gestores devem manter-se muito bem informados sobre as tendências da economia, bem como sobre as opções de investimentos. 

Nesta época de retração dos investidores, as instituições financeiras tendem a oferecer produtos mais vantajosos e é preciso aproveitar essas oportunidades. Se houver disponibilidade de capital para isso, claro. 

  • Mais importante ainda é que os gestores devem saber de quanto vão precisar no futuro próximo para movimentar sua empresa. Só partir desta informação poderão separar o dinheiro para os investimentos, sem o risco de gerar de déficit de caixa. 

Mas, antes de investir, que tal reinvestir?  Vamos falar um pouco sobre isso?

Reinvestir na empresa antes de investir

Pois é: com o seu resultado de lucro em mãos, analise as áreas da sua empresa que precisam alcançar maior eficiência e produtividade. O resultado do investimento na própria empresa pode ser até mais interessante do que qualquer aplicação financeira

Aumentar o capital de giro, por exemplo, pode ser uma boa ideia para aplicar o seu lucro. Assim, você fica menos dependente de buscar esse recurso no mercado financeiro, quando precisar. 

Você sabe, ir ao mercado captar dinheiro significa criar dívidas, com as taxas de juros exorbitantes que são cobradas no Brasil. Como dizem os bons conselheiros, pegar crédito nos bancos deve ser a ÚLTIMA opção.

Substituir equipamentos, adquirir novas tecnologias, investir na modernização da empresa também é algo que você deve avaliar quando tiver capital para isso. Que tal, por exemplo, pensar num sistema de gestão como o Sienge para sua empresa? 

O setor não parou

Se você observar com atenção vai perceber que, apesar da Covid-19, o setor não parou, ou seja, mesmo com muitas dificuldades há uma intensa atividade na construção civil. Estima-se que 88% das obras continuam em andamento. 

Acontece que a redução da taxa Selic, ano passado, representou um grande estímulo para os empreendimentos,, pois os bancos também diminuíram as taxas dos financiamentos imobiliários. 

Além disso, o governo anunciou no início de abril a destinação de R$ 43 bilhões e 180 dias de carência nos financiamentos habitacionais para manter o setor girando.

Mas tem mais novidades a caminho. O governo estaria avaliando a sugestão de empresários para baixar ainda mais os juros para moradias do novo Minha Casa Minha Vida. 

Portanto, a perspectiva é de aquecimento dos negócios, logo que a pandemia passar e, por isso, é recomendável investir na melhoria da eficiência e produtividade das companhias.

A propósito, deixo aqui para você o link do nosso Ebook sobre “Inovação e Tecnologia para a Construção Civil”. 

Ele é indicado para gestores, engenheiros, proprietários de construtoras e incorporadoras e mostra como  a inovação e a tecnologia podem mudar seus patamares de produtividade. 

Para baixá-lo, clique aqui no link.

gestão de investimentos: ilustração do ebook do Sienge sobre Inovação e Tecnologia na Construção - Uma questão de Mindset

Você deve estar querendo saber agora como fazer a gestão de investimentos, realmente, numa situação como a atual. Vamos em frente, você vai ter respostas muito objetivas para isso.

Alta liquidez x Médio/Longo prazo

Basicamente, as construtoras e incorporadoras devem analisar o saldo remanescente de suas operações e separá-lo em dois grupos.

  1. O primeiro, é o dos investimentos de alta liquidez, que proporciona uma reserva de urgência em caso de necessidade de caixa.

É importante você ter muita clareza sobre este conceito, já que a liquidez tem grande importância na definição dos investimentos.  Ela pode ser até mais importante que a rentabilidade, diz a XP Investimentos:

“Isso porque a liquidez é a capacidade que a aplicação tem de ser convertida em dinheiro na conta corrente. Por isso, quanto mais rápido o processo de resgate ocorrer, mais liquidez o investimento possui. “

Isto significa a facilidade de você sacar o dinheiro quando precisar e sem ter perdas por isso. Para avaliar se um investimento tem baixa ou alta liquidez, observe o seguinte:

  • Carência: é um período pré-estipulado quando o saque não é permitido.
  • Vencimento: é o tempo que o ativo precisa ficar aplicado para ter o rendimento prometido no ato da compra.
  • Prazo de resgate: é o período entre o pedido de resgate e o recebimento do dinheiro.

Maior rentabilidade = Menor liquidez

Quanto maior a rentabilidade prometida, ou seja, o retorno do investimento, menor costuma ser a liquidez. Por esse motivo é melhor destinar investimentos nessas aplicações apenas com a certeza de que não vai precisar do recurso tão cedo. 

“Por isso, é importante sempre diversificar a sua carteira de investimentos para ter também opções de liquidez para o curto, médio e longo prazo.”, aconselha a XPI.

  1. Já o segundo grupo é o dos investimentos de médio e longo prazo. Estes últimos com uma liberdade maior para buscar melhores taxas para remuneração, isto é, mesmo que envolvam períodos de carência, por exemplo.

O importante é atentar para o seguinte:

a ) Buscar a maior rentabilidade para o saldo disponível,

b) Separar parte desse valor para a reserva de emergência de caixa, restringindo-o a aplicações de alta liquidez.

Finalmente, podemos indicar para você, de forma bem simples, que:

  • Os CDBs e poupança são bons investimentos de alta liquidez. Neste sentido, não há opção melhor.
  • LCIs, CDBs com carência e o Tesouro Direto, são investimentos de médio e longo prazo. 

Você já deve ter entendido que não é possível se indicar UM investimento, porque é preciso, primeiro, analisar a situação da sua própria empresa, de quanto dispõe para isso. 

Segundo, porque geralmente se realiza um mix de investimentos, parte no curto prazo e parte no médio e longo prazo, é o mais aconselhável.

Gestão de contas para a gestão de investimentos

Entretanto, a gestão de investimentos, que é a forma de remunerar o capital sobressalente da operação, precisa estar relacionada com a gestão de contas, para fornecer caixa a curto prazo, por exemplo.

gestão de investimentos: na imagem está uma mulher sentada em seu local de trabalho fazendo contas em uma calculadora e com o notebook à sua frente
Imagem: Pixabay

A gestão de contas é fundamental para a empresa ter controle da sua saúde financeira, e também para evitar custos adicionais com créditos devido a ausência pontual de caixa. 

Ela também auxilia na política de compliance das empresas, pois pode apoiar na descoberta de custos desconhecidos. 

Muita atenção para quatro itens principais no monitoramento das suas contas::

1- Operações Financeiras: Saques, Depósitos, Transferências

Em relação às operações, é importante aproveitar a farta oferta de fintechs e instituições financeiras para escolher produtos com tarifas atrativas. É importante ter muita atenção no preenchimento de dados para evitar transferências e pagamentos indevidos

2- Cadastro de Contas: Abertura, Inicialização de Saldo, Encerramento

Da mesma forma, é importante escolher as instituições com tarifas adequadas e com amplo portfólio de produto. 

Tenha bastante cuidado em encerrar as contas, especialmente aquelas temporárias – vinculadas a SPEs (sociedades de propósito específico) – para evitar custos desnecessários.

3- Análise de Contas

As contas são o ponto de partida para a análise financeira. Por isso, é fundamental garantir que o lançamento dos compromissos a pagar e a receber estão fidedignos com o extrato real da conta

4- Conciliação Bancária

É o processo através do qual se garante a fidelidade entre lançamentos em ERPs, que pode ser feito manualmente ou com a importação de arquivos, como o OFX

Para uma gestão de contas mais eficiente e segura, a solução mais indicada é um sistema integrado de gestão empresarial como o Sienge.

Ele proporciona o lançamento correto dos compromissos financeiros a pagar e a receber, além do acompanhamento das contas no sistema. 

Também permite a conciliação bancária com a importação de arquivos ou manualmente. O correto uso do registro dos compromissos financeiro e dos extratos ajuda a análise financeira.

Da mesma forma, operando no seu Módulo Financeiro, especialmente caixa e bancos, ele proporciona a redução de custos e identificação de desperdícios pela ótica financeira. 

Diversificar investimentos com segurança

Você viu que a gestão de investimentos é uma operação que deve buscar a preservação e melhor rentabilidade possível do capital investido, mas com a segurança necessária.

Para isso, é imprescindível avaliar as suas necessidades de capital para as operações da empresa no curto e médio prazo a fim de saber quanto vai investir. 

Portanto, para investir também é preciso  muito planejamento e previsibilidade, mesmo em meio a turbulências.

Com isso definido, faça suas opções, sempre seguindo a sabedoria popular que recomenda “não colocar todos os ovos na mesma cesta”, ou seja, diversifique os investimentos. 

As alternativas você já viu. Então, procure instituições financeiras que ofereçam as melhores condições, como taxas de administração mais baixas, para aplicar o seu capital. E não esqueça: não pode faltar a gestão segura das suas contas.

Espero que você tenha gostado do nosso conteúdo, que seja útil para seus negócios. Mas se precisar de mais informações ou alguma orientação a respeito, faça contato conosco, teremos muita satisfação em ajudá-lo.