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Construções feitas com BIM: a transição digital nas obras públicas

19 de dezembro de 2017

Você já deve saber que as construções feitas com BIM são o futuro da engenharia civil, certo?

Para acelerar esse processo, até julho de 2018 deverá ser finalizada a Estratégia Nacional de Disseminação do BIM. O objetivo é criar políticas públicas visando à mudança do atual modelo de construção para a plataforma BIM.  

O documento está sendo elaborado pelo o Comitê Estratégico de Implementação do Building Information Modeling (BIM), instituído por meio de um decreto presidencial de 5 junho de 2017. O apoio é da Secretaria de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDCI).

Com isso, o governo, respondendo às demandas do setor,  busca impulsionar a indústria da construção a aderir à transição tecnológica deflagrada pela metodologia BIM.

Dessa forma, o mercado nacional estará alinhado ao de países como Cingapura, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca, Holanda, Noruega, Coreia do Sul e Chile , que já exigem a modelagem BIM em projetos públicos.

Construções feitas com BIM no setor público

O plano de converter o BIM em pré-requisito para as obras financiadas pelo Governo Federal vem ganhando força.

Em 2015, o MDCI, com o apoio do Departamento da Indústria da Construção da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Deconcic – Fiesp), publicou o relatório Diálogos Setoriais para BIM no Brasil e na União Europeia. Uma das sugestões que constavam no documento era tornar essa tecnologia obrigatória, até 2018, para todos os projetos com valor maior que R$ 3 milhões.

Materiais para orientação

Entre as instituições públicas que já condicionam suas contratações à realização dos projetos em BIM, estão a Petrobras e o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

Santa Catarina foi o primeiro estado brasileiro a estabelecer prazo (2019) para exigir a metodologia BIM nas licitações de obras públicas. Para orientar as construtoras, o governo publicou o Caderno de Projetos em BIM. O manual, elaborado por um grupo técnico criado em 2014, define a padronização e a formatação que orientam o desenvolvimento do projetos em BIM.

Outro material importante sobre o assunto foi desenvolvido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Em parceria, elas lançaram um catálogo com seis normas técnicas para projetos em BIM. A ABDI também editou seis guias para orientar essas construções.

 Ciclos BIM

Mas o que é a metodologia BIM? Por que a adoção dessa tecnologia, ao que tudo indica, é irreversível?

O BIM é uma representação digital tridimensional das características físicas e funcionais de uma construção. Ele está organizado em níveis de funcionalidade que vão do 3D ao 7D, de acordo com os ciclos de vida da edificação.

Saiba mais sobre os ciclos BIM:

3D-BIM – Modelo colaborativo que permite aos profissionais envolvidos em um projeto gerar perspectivas e informações sobre questões estruturais e espaciais. Também mostra em tempo real as intervenções em uma parte da instalação produzirem modificações nas outras partes. Isso abarca os aspectos arquitetônico, mecânico, elétrico e hidráulico da construção. A principal vantagem é a possibilidade de compatibilizar projetos e  identificar inconsistências entre eles.

 

construções feitas com BIM

Modelagem 4D BIM – Fonte: Quora/Divulgação

 

 

 

 

 

 

4D BiM Vincula os elementos gráficos da edificação ao cronograma da obra, permitindo acompanhar o avanço físico da construção durante todo o ciclo de vida do projeto. Promove melhor controle sobre a detecção de conflitos, permite o gerenciamento de informações e fornece métodos para alterar impactos.

5D BIM  Agrega os dados de custo de cada elemento da obra, permitindo o gerenciamento e a análise dos gastos. Assim, o orçamento será automaticamente atualizado conforme haja modificações e avanços no projeto. Fornece também métodos para a avaliação de cenários e dos impactos financeiros das mudanças.

6D BIM Permite realizar análises da eficiência e do consumo energético, bem como da pegada de carbono. O 6D visa ao alto desempenho energético, conferindo requisitos de sustentabilidade ao projeto (Green BIM). Assim, facilita a obtenção de certificações ecológicas como a LEED.   

7D BIM Viabiliza o gerenciamento do ciclo de vida da instalação. É utilizado na operação e manutenção das instalações, permitindo o controle da garantia dos equipamentos, dos dados de fabricantes e fornecedores, dos custos de operação, entre outros. Nesta etapa, o empreendimento é enquadrado na norma de desempenho para edificações, a NBR 15575:2013.

A plataforma BIM proporciona um controle no gerenciamento de informações capaz de aumentar a produtividade, antecipar problemas e reduzir custos. Especialistas apontam, entre seus benefícios, economia de até 20% nas obras e maior transparência no processo de contratação.

Para saber mais sobre construções feitas com BIM, assista à palestra BIM na Construção. Tudo sobre BIM na Engenharia Brasileira

Construções feitas com BIM – reconhecimento internacional

No Brasil, a Prolagos, concessionária do grupo Aegea Saneamento, é um bom exemplo do uso da metodologia BIM em obras públicas. Ela venceu o prêmio Be Inspired 2017, na categoria Redes de Água e Esgoto. O objetivo da premiação – promovida pela empresa de software Bentley – é reconhecer projetos de infraestrutura que utilizam BIM.

O projeto ganhador foi o Plano Diretor de Esgoto da Prolagos 2041, na Região dos Lagos, estado do Rio de Janeiro. A expansão da rede de esgoto foi projetada utilizando a modelagem BIM. A iniciativa deverá melhorar a qualidade de vida da população e recuperar o sistema ecológico da Lagoa de Araruama.

Foram 51 finalistas entre mais de 400 indicações de 50 países. Os projetos selecionados foram apresentados na conferência The Year in Infrastructure 2017, realizada de 10 a 12 de outubro, em Cingapura.

Leia o estudo de caso completo.

Assista ao depoimento de Wagner Carvalho, gerente de projetos sênior do Grupo AEGEA/Prolagos:

Em 2015, a Aegea já havia sido premiada pelo Be Inspired com o case de água da Prolagos. No período entre 2007 e 2014, a concessionária mais que dobrou sua produção de água. Por meio de uso de modelagens hidráulicas na plataforma BIM, passou de 740 para 1500 litros por segundo.

Para garantir a eficiência das operações, a Agea também está utilizando a tecnologia em outras concessionárias. Elas estão localizadas em Serra e Vila Velha (Espírito Santo), Piracicaba (São Paulo) e Teresina (Piauí).

Construções feitas com BIM – Conclusão

Como podemos constatar, em breve as construções feitas com BIM serão regra para as obras públicas. Isso certamente irá melhorar a eficiência, a segurança e sustentabilidade dos empreendimentos, beneficiando toda a sociedade. Além disso, essa tecnologia tem o potencial de estimular a economia e aumentar a competitividade do setor em âmbito internacional.

O Sienge é um dos sistemas de gestão para a construção civil que já está integrado ao BIM. Conforme Fernando Silva Ramos, arquiteto e consultor para implementação de BIM da Softplan, o intercâmbio de dados entre o software e o arquivo de modelagem pode gerar um ganho de até 75% de tempo na execução dos projetos.

Caso você tenha interesse em obter mais informações, clique aqui.

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Helena Dutra

  • Jornalista
  • Redatora e revisora
  • Especialista em Produção de Conteúdo para Web
 

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