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Materiais de acabamento: revestimentos de piso e parede

6 de junho de 2018

Hoje vamos falar um pouco sobre materiais de acabamento de obra, que são os elementos que trazem personalidade ao espaço, como revestimentos de piso e parede.

Na fase de construção, por mais que o preço dos insumos varie um pouco de fornecedor para fornecedor, em um aspecto geral eles mantêm um padrão.  Cimento é sempre cimento, aço é sempre aço.

Agora, quando estamos falando de revestimentos, as opções são infinitas, e os custos variam de acordo com a estética, a marca e até mesmo as tendências da moda. Por isso, é sempre bom estar ligado nas relações de custo-benefício, já que a escolha do acabamento pode onerar muito o preço da construção.

Quer saber mais sobre opções de revestimento de piso e parede? Então confira este guia rápido que preparamos para você.

 

Revestimentos de piso e parede


O tipo de revestimento de piso e parede deve ser pensado para garantir conforto, praticidade e estilo ao ambiente. O ideal é que, além de conferir personalidade ao espaço, seja de fácil limpeza e manutenção. Veja as principais opções:

Cerâmico

Esse tipo de revestimento sempre foi muito comum no Brasil, desde a colonização portuguesa. Antigamente era produzido em escala mais artesanal. Já hoje em dia, o processo é muito mais industrializado, para utilização em larga escala.

Uma característica importante desse material é a facilidade de limpeza e manutenção. Ele pode ser utilizado em paredes ou pisos, tanto em áreas internas quanto externas. Basta verificar seu índice de resistência à abrasão. Esse índice determina se a cerâmica escolhida é apropriada para piso interno, externo ou apenas para paredes.

Para obter informações sobre a classificação das placas cerâmicas, consulte as seguintes normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT):

  • NBR 13817/97 – Placas cerâmicas para revestimento – Classificação
  • NBR 13818/97 – Placas cerâmicas para revestimento- Especificação e métodos de ensaios.

Você sabia que na década de 1940 e 1950 o revestimento de cerâmica era muito utilizado como obra de arte? Bons exemplos são os murais de Athos Bulcão espalhados por Brasília, feitos de cerâmica artesanal.  

Atualmente, algumas marcas começaram a produzir peças que procuram dar o mesmo ar “retrô” desse painéis, como é o caso da Lurca e certas linhas da Atlas. O preço pode ser bem elevado, principalmente se comparado ao porcelanato, começando por R$ 110,00/m2. Mas seu charme confere um acabamento estético muitas vezes mais interessante do que outras opções.  

materiais de acabamento

Porcelanato

Esse revestimento se assemelha muito à cerâmica, mas seu processo produtivo mais “tecnológico” e moderno o torna mais homogêneo e resistente. Ele é feito com uma mistura de porcelana e diversos minerais, passando por uma queima à alta temperatura.

Então, além de mais resistente, é menos poroso – ou seja, absorve menos água. Por isso, tem mais durabilidade.

Isso faz com que o porcelanato possa ser utilizado tanto em pisos residenciais quanto em áreas de alto tráfego, como aeroportos e shoppings. Sua facilidade de limpeza também é um diferencial e, assim como a cerâmica, pode ser utilizado em paredes.

materiais de acabamento

Créditos: Quartzolit Weber/Divulgação

Hoje em dia, existem incontáveis opções de cores e modelos, muitas imitando materiais como madeira, pedras naturais e chapas metálicas. No entanto, o preço do porcelanato é competitivo quando comparado a esses revestimentos, podendo começar em torno de R$ 65,00/m2.

Você sabia que uma mesma linha de porcelanato pode ser produzida em vários tamanhos de paginação e acabamentos? Confira:

  • Polido, para quem busca acabamento brilhante

Características: Fácil de limpar e absorve pouca água, mas é bastante escorregadio  

  • Acetinado, com finalização fosca

Características: Mais resistente a arranhões/manchas e menos escorregadio, mas ainda não indicado para áreas externas.

  • Natural, para quem busca um aspecto mais rústico

Características: Não recebe polimento, podendo ser utilizado em áreas internas ou externas cobertas.

  • Externo, para áreas expostas a intempéries

Características: Superfície rugosa e pouco escorregadia.

Além disso, as bordas das peças podem ser retificadas ou bold, e isso irá interferir na espessura do rejunte entre as placas.

Na opção bold, as bordas são levemente arredondadas, sendo aconselhável deixar em torno de 3mm entre as peças.

O revestimento retificado tem as bordas retas, conferindo um acabamento mais clean, já que seu assentamento acaba sendo mais uniforme.

Madeira

Entre todos os tipos de revestimento, a madeira é uma das mais procuradas. Além de sua forma natural, há também demanda por materiais que a imitam, como porcelanato e vinílico, já que têm custo mais baixo.

materiais de acabamento

Créditos: Mirage Floors/Divulgação

A madeira aparece em vários formatos e aplicações A escolha vai depender do custo, qualidade e orçamento disponíveis. As melhores madeiras para diferentes tipos de pisos são Cumaru, Ipê, Jatoba, Garapa e Muiracatiara. Seu custo começa a partir de R$ 160/m2. Veja as formas nas quais ela é mais frequentemente aplicada:

  • Taco

São pequenos pedaços de madeira dispostos sobre o contrapiso de forma organizada, podendo compor diversos desenhos geométricos diferentes, dependendo da posição dos tacos. No Brasil, seu uso foi comum nas décadas de 1950 e 1960. Apesar de ser uma instalação trabalhosa, que requer lixamento e aplicação de verniz, o resultado é muito bonito.

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Créditos: Pólen Esquadrias/Divulgação

  • Piso laminado

É, sem dúvida, a opção mais procurada no mercado, pois é de fácil aplicação e apresenta boa relação de custo-benefício, já que é feito com madeira aglomerada. Esse tipo de piso vem em peças prontas colocadas sobre uma manta de polietileno e não requer aplicação de verniz.

O piso laminado pode aparecer em várias colorações. O valor por metro quadrado também é mais baixo (em torno de R$ 50,00/m2) se comparado a outros tipos de piso de madeira.

Como ponto negativo, é um tipo de piso que não pode entrar em contato com água ou sol intenso, pois pode sofrer deformações. Por isso é aconselhável que a limpeza seja feita apenas com um pano úmido.

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Créditos: Porcelanato Liquido/Divulgação

  • Assoalho/tábua corrida

O assoalho costuma ser o sonho de consumo de quem quer um piso de madeira. Seu custo é um pouco mais elevado que o piso laminado.  Tem acabamento rústico e sofisticado e é feito de madeira natural.

Para receber as tábuas, o contrapiso deve estar nivelado. Depois da sua instalação, é necessário lixar e aplicar uma camada de verniz. Alguns tipos de assoalho já vêm com a superfície lixada e envernizada, o que pode acelerar bastante o término da obra.

materiais de acabamento

Créditos: Habitíssimo/Divulgação

  • Madeira de demolição

A madeira de demolição é a opção perfeita para quem busca um visual mais rústico. Como ela provém da reutilização do material, seu preparo deve ser feito cautelosamente. Isso inclui remoção dos pregos, dissolução dos materiais aglomerados (como tinta, verniz e outros resíduos), lavagem e secagem.

Esse revestimento é muito resistente. Quando tratado de maneira correta, pode durar dezenas de anos.

materiais de acabamento

Créditos: Pisos Paraná/Divulgação

  • Cortiça

Se você está disposto a fazer um projeto sustentável, essa deve ser a sua escolha. A cortiça vem da extração da casca da árvore sobreiro, que se regenera após a extração. Isso significa que a árvore não precisa ser derrubada para obtenção da matéria-prima. O sobreiro pode ser descortiçado cerca de 17 vezes ao longo de sua vida, com intervalos de nove anos.

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Sobreiro (Créditos: Joergsam/Divulgação)

Esse revestimento tem propriedades de isolamento acústico e térmico. Também é bastante resistente ao aparecimento de fungos e bactérias, sendo ótimo para quem é alérgico. Além disso, possui ótima durabilidade – entre 45 e 50 anos.

Contudo, alguns itens devem ser levados em consideração antes de você optar por esse revestimento, como o fato de que não pode ser lavado. Ele também mancha facilmente – sendo, talvez, mais adequado para o revestimento de paredes.

Sua aplicação é feita em placas, e o custo gira em torno de R$ 125,00/m2.

Piso vinílico

Esse tipo de revestimento é feito de PVC e pode vir em forma de manta, placas ou réguas. Por ser um material totalmente sintético e que muitas vezes imita revestimentos naturais, como madeira, seu preço é bastante inferior, custando em torno de R$ 70,00/m2.

Sua aplicação costuma ser rápida e deve ser feita sobre contrapiso nivelado. Além disso, é fácil de limpar (basta passar um pano úmido). É ideal para áreas secas, longe de ações da água.   

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Créditos: Anísio Revestimentos/Divulgação

Piso monolítico

A maior característica desse tipo de piso é não ter emendas, ou seja, ele é um material único. Vem sendo muito utilizado por apresentar vários benefícios, como a facilidade de limpeza, rapidez na aplicação, resistência mecânica e bom acabamento estético.

Por não apresentarem juntas (embora elas existam quando as distâncias são muito grandes), esse revestimento é recomendado para locais que precisam de muita higiene, como hospitais, indústrias e laboratórios.

Seguem alguns dos tipos de piso monolítico mais utilizados:

  • Cimento queimado

O cimento queimado nada mais é do que um piso com base de argamassa, feita na obra com mistura de cimento, areia e água. Essa mistura deve ser assentada em cima do contrapiso, com espessura média de 3 cm, e receber pó de cimento enquanto ainda estiver úmida.

Depois a superfície deve ser desempenada com uma desempenadeira de aço, espalhando o pó de cimento sobre a argamassa e deixando o conjunto bem liso. Muito simples, não?

Parte do seu charme é o efeito manchado e as pequenas trincas que normalmente aparecem nele devido à dilatação e contração que acontece quando seca. Por isso, ainda que esse revestimento não necessite de emendas, é importante ter juntas de dilatação espaçadas para evitar rachaduras no piso.

Atenção: escolha a mão de obra para a execução do cimento queimado com cuidado, pois é necessário manter o piso úmido até a cura do concreto, alisar muito bem e ainda usar a argamassa habilmente para evitar manchas e misturas desuniformes.

O custo da aplicação do cimento queimado gira em torno de R$ 100,00/m2. Além do piso, pode ser feito também em paredes e bancadas.

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Créditos: Homedecoo/Divulgação

  • Granilite

O granilite tem composição semelhante à do cimento queimado, porém é mais resistente por causa da presença dos minérios. A sua composição leva grânulos de minerais (mármore, granito, quartzo e calcário, misturados ou não), cimento (comum ou branco), além de areia e água para chegar à consistência ideal.

Se bem preparado, pode durar cerca de 40 anos.

Existem dois tipos de granilite, que podem ser usados tanto em piso como em parede: o polido, que recebe acabamento liso e uma camada de resina (poliuretânica no piso ou acrílica para paredes e bancadas), ou o fulgê, que mantém o relevo dos pedriscos.

Por ser muito escorregadio, é aconselhado que o granilite não seja utilizado em áreas molhadas. O fulgê, por ser muito áspero, acaba sendo utilizado em áreas externas ou mesmo em fachadas.

Assim como o cimento queimado, o granilite também requer a presença das juntas de dilatação para evitar que o piso trinque. O custo da aplicação para piso varia em torno de R$ 80,00/m2 para fulget e R$ 140,00/m2 de granilite.

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Créditos: Brasil Pisos/Divulgação

  • Resinas (epóxi e poliuretano)

O piso resinado consiste na aplicação de um material líquido sobre o contrapiso. A epóxi é espalhada com um rodo e considerada como um piso autonivelante, pois se nivela automaticamente à superfície.

Piso epóxi (Créditos: Decor Alternativa/Divulgação)

A resina de poliuretano necessita da preparação e nivelamento do contrapiso.

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Piso de poliuretano (Créditos: Nacional Epoxi/Divulgação)

Basicamente, a diferença entre as duas está na resistência: a epóxi é mais resistente a produtos de limpeza abrasivos, sendo mais indicada para áreas internas. Já a resina de poliuretano é mais resistente a riscos, choques térmicos e dilatações, retendo melhor a cor e o brilho quando exposta às condições climáticas. Por isso, é mais apropriada a áreas externas.

Outra diferença entre as duas está na variedade de cores. A resina de epóxi possui mais opções em relação à de poliuretano. Isso faz com seja muito utilizada em projetos de decoração.

Pedra Natural

Como as pedras naturais são extraídas da natureza, é impossível controlar sua aparência. As peças são sempre diferentes entre si. Sendo assim, para escolher a pedra certa, é importante ter em mente onde ela será usada (no piso, parede ou bancada) e aliar isso às propriedades da própria pedra.  

Os preços irão variar muito de acordo com o tipo da pedra e seu tamanho, podendo ir de R$ 200,00/m2 num cinza andorinha (pedra mais barata do mercado) e chegar até R$ 1660/m2 em um quartzito importado.

Além disso, é importante colher informações a respeito da extração do mineral, para assegurar que tenha sido feita de maneira correta e sustentável. Quer saber mais? Dê uma olhada no nosso post sobre critérios de contratação de um fornecedor.

Seguem abaixo alguns tipos de pedra natural bastante utilizados:

  • Mármore

    materiais de acabamento

    Créditos: Domalli Marmoraria/Divulgação

No Brasil já foram catalogados mais de 30 tipos diferentes de mármore. Muitos deles são importados, principalmente da região da Itália. Essa pedra pode apresentar diversas tonalidades diferentes.

O mármore é uma pedra bastante durável e resistente a impactos, porém muito porosa. Isso significa que absorve água e gordura com facilidade. Por isso, é indicada para áreas internas, podendo ser aplicado em paredes, pisos e bancadas.

  • Granito

Muitas vezes utilizado para substituir o mármore em função da relação de custo-benefício, o granito é uma pedra bastante resistente, podendo ser utilizada até em áreas de alto tráfego.

Ele pode ser polido, levigado, apicoado e flameado. Resistente a riscos, pode ser usado em áreas externas e internas; em paredes, pisos e bancadas.

Assim como o mármore, seu preço também varia de acordo com a escolha de coloração, tamanho de peça e acabamento.

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Créditos: Pedras Paulistano/Divulgação

  • Ardósia

É uma excelente opção para quem procura uma decoração mais sóbria e sofisticada. Muito utilizada principalmente no estado de Minas Gerais, a ardósia é uma pedra que aparece em três cores: verde, cinza a preta. Por ser escorregadia, é mais indicada para uso em paredes, embora seja comum vê-la assentada como piso.

Para diminuir sua porosidade, basta selá-la com resina.

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Créditos: Piso de Pedra/Divulgação

  • Quartzito

Essa pedra possui propriedades antiderrapantes, sendo boa para uso em áreas externas, como pátios e entorno de piscinas. Além disso, ela absorve água sem perder a boa aparência e não propaga calor. É muito utilizada em forma de mosaicos na parede e como revestimento de muros.

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Créditos: Anapp/Divulgação

  • Mosaico de pedra portuguesa

Muito utilizada nas calçadas, principalmente na orla do Rio de Janeiro, a pedra portuguesa aparece nas cores branca, preta, avermelhada e bege. É antiderrapante, resistente e tem ótima vida útil.

Para que o desenho e a fixação das pedras sejam bem feitos, seu assentamento deve ser feito por um profissional. O maior problema desse revestimento é a manutenção. Conforme o tempo vai passando, é possível que alguma pedra desencaixe, deixando um buraco passível de acidentes. Por isso, a ajuda de um especialista para instalação da pedra portuguesa é imprescindível.

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Orla de Copacabana/Wikipédia/Divulgação

  • Seixo rolado

O seixo rolado tem bordas arredondadas devido à ação das águas dos rios de onde é retirado. Apesar de ser bastante resistente, pode ser desconfortável pisar nesta pedra em função de seu formato. Por isso, sua utilização se dá mais como ornamentação de jardins, paredes e muros.

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Créditos: Pedras Ouro & Prata/Divulgação

Conclusão

Esperamos ter conseguido ajudar na escolha de revestimento para a sua obra! Em breve, publicaremos a Parte 2 deste post. 

Se gostou deste conteúdo, não esqueça de deixar seu comentário logo abaixo. Se quiser dicas para fazer o orçamento da obra, dê uma olhada neste post.

 

 

Helena Dutra

  • Jornalista
 

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