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Muita atenção para a contratação de colaboradores qualificados

29 de junho de 2018

contratação na construção civil

Podemos falar muito de equipamentos, dos softwares e das tecnologias mais avançadas para a Construção Civil. Mas, você há de concordar, colaboradores qualificados fazem uma grande diferença nos resultados de qualquer empresa.

Recursos humanos com preparação adequada às necessidades são imprescindíveis para que um sistema construtivo funcione com eficiência.  

Não estamos falando só do canteiro de obras. Isso inclui todas as áreas da empresa .  

Afinal, tudo funciona como uma engrenagem, onde cada peça tem sua importância fundamental.

Administradores, economistas, engenheiros e mestres de obras. Pedreiros, pintores, eletricistas e encanadores: todos precisam desempenhar bem suas funções.  É um assunto que merece muito a sua atenção.

Veja que interessante uma pesquisa sobre isso:

Principal fator para a competitividade e produtividade

Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) com 159 empresas, divulgado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) abordou o tema.

Segundo essas empresas, nada é mais importante para a competitividade e produtividade do segmento de construção de edifícios do que ter colaboradores capacitados.

O item “qualificação de pessoal” aparece em primeiro lugar, antes mesmo de materiais, máquinas e equipamentos, softwares e desoneração tributária.

Veja no gráfico:

gráfico contratação na construção civil

(Fonte: FGV/Firjan)

Na verdade, essa é uma questão bem preocupante. Vou a mostrar a você o motivo.

Um problema mundial e um gargalo da construção civil

O assunto é tão sério que a Firjan deu atenção especial ao tema na publicação Construção Civil: Desafios 2020, que cita a referida pesquisa da FGV.

O documento mostra que a mão de obra é um gargalo dessa indústria e que se trata de um problema mundial. Principalmente, porque a população mais jovem e com maior índice de escolaridade não se sente mais atraída para esse trabalho.

O resumo da situação no Brasil é o seguinte:

  • Acentuada carência de mão de obra em todos os níveis.
  • Mercado aquecido.
  • Atividade tradicionalmente empregadora de mão de obra desqualificada, cuja oferta tende a se reduzir em função dos seguintes aspectos:
    • envelhecimento da população;
    • redução da migração para regiões metropolitanas;
    • concorrência por mão de obra com outros setores;
    • busca por mão de obra qualificada na população.
  • Deficiências na formação de projetistas e gestores.
  • Duplo desafio de melhorar a qualificação da mão de obra e reciclá-la para novas tecnologias.
  • Deficiências no ensino formal.

Como contornar o problema?

Eis a resposta:

“O setor terá que se mostrar atraente para conquistar e manter os trabalhadores, na medida em que eles começam a aumentar o seu grau de escolaridade e, por conseguinte, suas expectativas e níveis de exigência com o mercado de trabalho”, diz o estudo.

Deficiências de capacitação em todos os níveis

A pesquisa da FGV reforçou ainda a percepção sobre deficiências de capacitação em todos os níveis. Isto inclui engenheiros, arquitetos e afins, técnicos em construção civil e afins, mestres de obra, encarregados e operários.  

Veja no gráfico:

gráfico contratação na construção civil 2

(Fonte: FGV/Firjan)

O mesmo diagnóstico identificou as seguintes tendências mundiais para o segmento de construção de edifícios:

  • Ações para mitigar a carência de mão de obra.
  • Emprego de tecnologias visando a:
  • aumento da produtividade de forma a reduzir a necessidade de mão de obra e permitir maiores salários; e
  • melhores condições de trabalho.
  • Marketing de carreira visando aumentar a atratividade do setor.
  • Ações de capacitação em:
  • Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC);
  • modernas práticas de gestão, métodos racionalizados, industrializados e inovadores de construção; e
  • uso de novos materiais.

Somente 17,8% têm formação profissional

Outra pesquisa da Fundação Getúlio Vargas e Instituto Votorantin mostra que somente 17,8% dos trabalhadores da construção civil passaram por algum curso de educação profissional.  

Veja que impressionante:

De 16 setores pesquisados, aqueles com a menor proporção de pessoal qualificado nos cursos de formação profissional são o agronegócio (7%), outros (13,54%) e construção civil (17,8%).

Ou seja, estes são os setores com mais gente despreparada!

Em melhor situação estão, pela ordem, os setores automobilístico (45,71%), de finanças (38,17%) e de petróleo e gás (37,34%).  

O fato é que ter gente capacitada nas frentes de trabalho pode representar uma diferença muito grande no resultado final de um empreendimento.

Confira a seguir.

Economia com desperdício de materiais pode chegar a 30%

O Sistema Nacional de Pesquisas de Custos e Índices da Construção (Sinapi) indica que 52% do custo do metro quadrado na construção civil é com materiais.

Porém, o Instituto da Construção, que prepara mão de obra em diversos estados, garante que é possível economizar 30% de material, pelo menos, com pessoal qualificado. 

Isto significa que, de cada duas casas construídas, seria possível fazer uma terceira com o material desperdiçado. Não é impressionante?

Colaborador despreparado significa:

  • Gastos excessivos com materiais.
  • Mais entulhos e desperdícios.
  • Projetos mal executados.
  • Tempo perdido com retrabalho.
  • Quebra de prazos e atrasos de obras.

Pode-se acrescentar ao prejuízo, ainda, a credibilidade abalada com a clientela, que significa perda de mercado e um custo imensurável para a empresa.

contratação na construção civil imagem

A interdependência de todos os fatores no setor (Fonte: FGV/Firjan)

Em contrapartida, com profissionais treinados você garante:

  • Diminuição de custos, devido à utilização mais eficiente de materiais.
  • Pessoal mais apto para o trabalho em equipe.
  • Menos retrabalho, mais agilidade.
  • Cronogramas cumpridos, obras nos prazos.
  • Menor rotatividade da mão-de-obra, com menos demissões e menos encargos rescisórios

Atenção para as mudanças na legislação trabalhista

Portanto, qualificação não é gasto, é investimento, com retorno garantido. Mas, antes de seguir adiante, preciso lembrar a você que as contratações devem levar em conta a legislação vigente, que sofreu profundas transformações.

Os tipos de contratação foram ampliados, a partir de mudanças na legislação trabalhista. É o caso da terceirização, que agora é possível inclusive nas atividades-fim da empresa.

Sobre isso, eu tenho uma ótima dica para você: o nosso e-book gratuito sobre Lei da Terceirização e Reforma Trabalhista: Impactos na Construção Civil.

Sebrae recomenda profissionalização

Veja o que diz o Sebrae, com reconhecida experiência no tema dos recursos humanos:

“Cada obra, dependendo de seu tamanho, envolve dezenas e até milhares de profissionais, por isso a profissionalização dos serviços é uma etapa imprescindível para o bom andamento dos negócios”.

“Entretanto, a falta de escolaridade e qualificação de trabalhadores no setor ainda são entraves, apontados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a serem enfrentados pelas empresas da construção civil”, completa.

Neste sentido, um levantamento junto a empresários do Rio Grande do Norte mostrou que eles querem a participação do Sinduscon na formação de novos profissionais.

Mas a instituição faz uma ressalva: quando se fala em profissionalização de pessoal, é importante que os empreendedores disponham de conhecimento em todas as áreas.

Isso, ao final, corroborara o que eu disse logo no início: a qualificação deve atingir todos os setores do negócio.

Conhecimento em software de gestão é fundamental

Por exemplo, é fundamental que a empresa tenha especialistas em softwares de gestão integrada (ERP), para realmente poder disputar mercado.

Um colaborador com tal nível de conhecimento saberá o valor que o sistema oferece com a correta alimentação dos dados. Esse é um profissional que pode corrigir distorções e implementar melhorias significativas de processos, gerando mais eficiência e produtividade.

Para a captação de colaboradores especializados como esse, contudo, é necessária uma boa definição das áreas nas quais a empresa está precisando reforçar seu time.

Além disso, é recomendável interagir com as universidades e cursos técnicos para identificar estudantes promissores em suas áreas, assim como buscar bons programas de capacitação para seus colaboradores.

Antes de continuar, dê uma olhada no nosso Manual de Contratação de Mão de Obra na Construção Civil, que pode ser baixado gratuitamente.

Perspectiva de crescimento em 2018

contratação na construção civil

Setor espera crescer 2% em 2018 (Fonte: Canva)

Com a perspectiva de crescimento de 2% no setor em 2018, apesar das idas e vindas da economia, cresce também a necessidade de novas contratações na construção civil.

Logicamente, não estamos esquecendo a importância de fatores como a organização do canteiro, a logística, fornecedores e outros fatores.

Mas acontece que, muitas vezes, a primeira coisa que se pensa em cortar, quando surgem turbulências, é justamente o pessoal mais qualificado.

Ou então, quando é preciso contratar, adia-se ou negligencia-se a busca por colaboradores mais preparados, que podem fazer a diferença pois isso exige mais esforço e investimento.

Porém, como já demonstramos, é necessário e vale a pena. O futuro aponta para empresas competitivas com pessoal capacitado. Acredite nisso.

Gostou do artigo? Queremos saber a sua opinião sobre esse tema!

Tomás Lima

  • Gestor de Conteúdo
  • Graduado em Administração pela UFMG
  • Apaixonado por Construção Civil
 

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