Construsummit reúne lideranças para debater inovação

15 de dezembro de 2017

Como as estratégias de inovação impulsionaram construtoras e incorporadoras a superar a crise? Que tendências tecnológicas prometem aumentar a lucratividade do setor? 

Essas e outras questões foram debatidas na primeira edição do Construsummit, dia 27 de novembro, em São Paulo. O evento reuniu alguns dos maiores nomes da construção civil do País em torno de um tema fundamental em âmbito econômico e socioambiental: Como a tecnologia e a inovação impactam na indústria da construção. 

O Construsummit foi promovido pelo Buildin, o maior portal de curadoria de conteúdo sobre construção civil do Brasil. “O objetivo é torná-lo o maior evento nacional de construção civil em 2020″, declarou Eládio Isoppo, CEO da empresa.

Cerca de 150 pessoas estiveram presentes no Cubo Coworking Itaú, referência entre os hubs de empreendedorismo da América Latina, para assistir a palestras e debates com 16 lideranças da construção civil. O evento também abriu espaço para que 12 startups do alto potencial apresentassem seus projetos no setor.

Alinhados às boas práticas do mercado, os organizadores realizaram o plantio de árvores para neutralizar as emissões de CO2 geradas pelo evento. A ação foi feita em parceria com a empresa Curupira. Além disso, o kit distribuído aos participantes foi feito de material reciclado e ecológico.

A partir de hoje, o blog do Sienge apresentará uma série de posts com a síntese das principais palestras do Construsummit 2017.

Construsummit 2017 – Palestra de Aldo Dórea Mattos

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O engenheiro civil e advogado Aldo Dórea Mattos, consultor e especialista em planejamento, orçamento e controle de obras, realizou a primeira palestra do Construsummit 2017- Alusão histórica e Inquietação: por que a construção perdeu seu caráter inovador?

“A inovação pode ser a tábua de salvação para reerguer um setor tão combalido e sazonal quanto o da construção civil”, afirmou Mattos. Mas para que isso aconteça, ele observou que os gestores precisam abandonar crenças limitantes, estruturas hierarquizadas e processos tradicionais.

O engenheiro lembrou aos participantes que a construção, depois da guerra, foi a “locomotiva da inovação” na história da humanidade. Isso incluiu a pesquisa de materiais, o desenvolvimento de teorias e a mudança de ambientes.

Custo-benefício da inovação

Mattos reconheceu que o setor segue preso a concepções restritivas. Entre elas, as de que inovar custa caro, demanda muito tempo e não é uma prática aceita no mercado. Conforme sua avaliação, enquanto esta última crença vem sendo facilmente desconstruída pelos exemplos da indústria, as duas primeiras ainda estão arraigadas entre os gestores.

O palestrante afirmou que, de fato, a implantação de novas tecnologias exige horas de trabalho, infraestrutura, local e, em alguns casos, até importação de materiais e equipamentos. Porém ele aconselhou os participantes a encararem essas demandas não como gasto, e sim como investimento.

Em sua opinião, ao analisar a relação de custo-benefício, o gestor acabará percebendo que o aporte de recursos em inovação valeu a pena. Motivado por essa convicção, ele inclusive promoveu a aproximação entre uma grande construtora e uma estudante cujo projeto é substituir o cimento por outro produto mais econômico e menos impactante ao meio ambiente.

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Mudanças simples

Aldo frisou que a inovação não está necessariamente vinculada a investimentos em tecnologia de ponta. Pode também significar mudanças simples nos processos tradicionais.

A título de ilustração, mencionou o projeto arquitetônico da Softplan. A substituição de paredes de alvenaria por paredes de vidro integrou os ambientes de trabalho, gerou economia de energia elétrica e aumentou consideravelmente a produtividade da empresa.

O engenheiro ainda fez referência às startups – “esses celeiros de boas idéias”. Ressaltou que algumas se notabilizam por oferecer soluções extremamente simples, mas úteis e necessárias. Como exemplo, trouxe o caso de uma empresa que acertou em cheio ao criar um serviço de aluguel para equipamentos parados nos canteiros de obra.

Para enfatizar a lógica que orienta as startups, Mattos citou frases de duas famosas mentes empreendedoras e inovadoras:

“As pessoas não sabem o que querem até mostrarmos a elas” – Steve Jobs

“Se eu perguntasse a meus compradores o que eles queriam, teriam dito que era um cavalo mais rápido” – Henry Ford

“O mercado não sabe o que quer até mostrarmos a ele”, parafraseou. O palestrante também apontou a necessidade de darmos “um passo atrás” para entender o origem do problema do cliente e propor uma solução inovadora.  Nesse sentido, disse que os princípios do Design Thinking podem ser de grande valia.

Na próxima semana, confira mais sobre o Construsummit 2017!

 

 

 

Helena Dutra

  • Jornalista
 

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