COMO MELHORAR A UTILIZAÇÃO DO SEU CRONOGRAMA DE OBRA?

Tomás Lima

Tomás Lima

Gestor de Conteúdo do Sienge
Graduado em Administração pela UFMG
Apaixonado por Construção Civil

27 de janeiro 2016

Dicas para orientar a construtora a potencializar o uso do cronograma de obra na construção de seus empreendimentos.

Depois de todo o tempo que você investiu para levantar e distribuir todas as informações necessárias no cronograma de obra, esse documento tão completo e organizado não pode ficar pegando pó em cima da sua mesa, concorda?

Se for para pegar pó, que seja o do dia a dia do canteiro de obras: o cronograma de obra é uma ferramenta de gestão da construção civil e só tem real utilidade se for atualizado com as informações geradas durante a execução do empreendimento. Como é praticamente impossível uma obra não sofrer alterações de projeto em meio a sua execução, é importante registrar tudo e estar sempre atento para fazer eventuais redimensionamentos que sejam necessários para o bom andamento da obra.

A missão de um cronograma de obra não é concluída com a listagem de atividades e estipulação de prazos para a sua execução. Este post vai trazer dicas para ajudar a construtora a potencializar o uso do cronograma e tirar o máximo proveito dessa ferramenta de gestão tão importante. Vamos a elas!

#1 Gerar o cronograma físico-financeiro

Quando um cronograma de obra é integrado ao planejamento financeiro e passa a mostrar, também, os valores que serão gastos ao longo do tempo e em cada uma das atividades, ele é chamado de cronograma físico-financeiro. Essa ferramenta ajuda a construtora a se programar em relação aos custos que terá em cada etapa, evitando despesas e empréstimos imprevistos. Além disso, permite acompanhar se a evolução da obra está condizente com os valores gastos até então, facilitando a identificação e correção de eventuais desvios em tempo hábil. A tabela abaixo mostra um exemplo de cronograma físico-financeiro, no qual são listadas as atividades e seu custo total. A porcentagem corresponde a quanto da atividade será realizado no mês e o valor correspondente.

#2 Detalhar as atividades

As atividades podem aparecer de duas formas no cronograma de obra: geral e detalhada. Ou seja, o tópico “serviços preliminares”, por exemplo, pode ser dividido em subtarefas como “demolição de estrutura existente”, “retirada de entulho”, “obtenção do nível de terreno desejado” e “ligações provisórias de água e luz”. De acordo com Ronaldo Machado Júnior, consultor de Produto da Softplan, a forma detalhada traz um maior nível de informação gerencial. Para o executivo, mesmo sendo mais trabalhoso, pois apresenta um número elevado de indicadores para alimentar e exige maior frequência de atualização, esse formato permite acompanhar com mais precisão o status do projeto.

Revista Equipe de Obra, Pini
Revista Equipe de Obra, Pini

#3 Gerar histograma de mão de obra

Analisando cada atividade, é possível saber quais e quantos profissionais serão necessários para realizá-las. Em um serviço de alvenaria, por exemplo, onde a construção da parede já prevê instalações hidráulicas e elétricas, será necessário ter à disposição, além de pedreiro e servente, um eletricista para fazer ligações elétricas e um encanador para fazer as hidráulicas. Dessa forma, a construtora consegue se programar para contratar os profissionais e completar as atividades no período.

#4 Levar para a obra

Você já percebeu que de nada adianta investir tempo na elaboração de um cronograma de obra impecável se ele não fizer parte do dia a dia da construção do empreendimento, certo? Isso porque o cronograma é uma ferramenta de gestão viva e, ao contrário do que muitos pensam, sofre alterações, sim. Ele passa a ser alimentado por informações que correspondem à realidade da obra, e não mais por apenas estimativas, daí a importância de mantê-lo sempre atualizado para visualizar a situação real e fazer replanejamentos assertivos. Disponibilize sempre o acesso ao cronograma de obra atualizado todos os envolvidos na construção do empreendimento, fixando-o em murais, por exemplo. Esse compartilhamento de informações estimula o cumprimento de metas e prazos, a melhor utilização de recursos e até a identificação de melhorias e eventuais percalços nos processos.

#5 Comparar planejado e realizado

Um cronograma de obra também pode ser uma ótima fonte de aprendizado e aprimoramento de processos. Por isso, o ideal é sempre comparar as versões inicial e final para analisar as variações e os eventuais replanejamentos e seus motivos, de forma que essa experiência possa ser levada para o planejamento de obras futuras, tornando-o mais assertivo, evitando a repetição de erros e potencializando pontos fortes. Essa análise também ajudará a conhecer melhor detalhes do processo construtivo em geral e de produtividade da própria construtora.

Se você já tem seu cronograma de obra em mãos, aproveite para colocar em prática essas dicas e tirar o máximo proveito dessa ferramenta de gestão. Acesse agora o ebook Cronograma de obra: como fazer e conheça um passo a passo detalhado para elaborar cronogramas de forma correta e completa!