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O capital de giro na execução de obras e a engenharia de custos

3 de outubro de 2017

 

Entre 2014 e 2017, a construção civil brasileira acumulou 21% de diminuição em seu tamanho como indústria. Isso se refletiu em todos os números do setor, inclusive quanto ao número de empresas ativas no mercado.

Empresas e clientes tiveram experiências igualmente prejudiciais entre si, como o descumprimento de aspectos contratuais (como os prazos preestabelecidos) de ambos os lados.

Consequentemente, empresas vêm sendo prejudicadas e o público vem sendo lesado, manchando a reputação de ambos, algo muito difícil de recuperar.

Esse tipo de problema, pelo menos do lado da empresa, pode ser evitado compreendendo o capital de giro e implementando uma engenharia de custos. E, para trazer luz a essa perspectiva, vamos entender como aplicá-la ao longo deste post. Confira!

O que é capital de giro?

Em resumo, é soma dos recursos que uma empresa necessita para se manter ativa e funcional com as suas atividades cotidianas. Contabilmente falando, o capital de giro é representado pelas contas do ativo circulante (caixa/bancos, contas a receber e estoques), sendo que o capital de giro líquido é a diferença entre ativo circulante e passivo circulante (contas a pagar de curto prazo).

Ao ter sob controle o capital de giro, sua empresa consegue:

  • Administrar sua liquidez, de modo a saber o momento certo para determinados gastos, sem impactar negativamente o fluxo normal de pagamentos e recebimentos;
  • Aplicar sobras de caixa para otimizar a rentabilidade;
  • Diminuir o chamado ciclo financeiro, minimizando o custo do dinheiro em giro;
  • Diminuir a necessidade de capital de giro (NGC), tornando o giro mais rápido e eficiente.

Tais benefícios podem contrastar com uma má gestão do capital de risco, que se reflete no aumento dos custos e riscos operacionais. Com isso, o caixa “virado” (negativo) pode ser uma realidade que assume a proporção de uma bola de neve montanha abaixo. Em pouco tempo os juros passam a consumir todo o lucro da empresa.

Isso porque, em busca de equilíbrio no capital de giro, é comum que as empresas recorram aos empréstimos em bancos ou dívidas diversas, seja de impostos, seja de fornecedores. Na intenção de cobrir todos os custos e despesas, e sem caixa, isso as deixa em condições desfavoráveis para se planejar de maneira eficiente.

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Como calcular o capital de giro?

Para ter na ponta do lápis o capital de giro, é importante saber as representações financeiras dos seus recursos (onde foi aplicado o dinheiro), como:

  • Valor em caixa;
  • Contas a receber;
  • Valor do estoque.

E dos compromissos (de onde veio o dinheiro):

  • Contas a pagar;
  • Fornecedores;
  • Bancos;
  • Impostos a pagar.

Assim, a fórmula aplicada para o cálculo do capital de giro líquido é:

CGL = AC – PC

Vale apontar que CGL é o capital de giro líquido, sendo que AC se refere ao ativo circulante (os recursos mencionados anteriormente) e PC é o passivo circulante (o montante a ser quitado, acima referido).

Como a engenharia de custos ajuda no capital de giro?

Como o capital de giro é crucial para a saúde financeira da empresa, uma solução é a implementação da engenharia de custos. Trata-se do planejamento responsável que permeia todas as atividades da empresa, numa gestão focada em resultados.

Isso porque a sua elaboração se traduz na validação prévia de todos os custos relativos à execução de uma obra e seu suporte administrativo. Destaca-se aqui a grande responsabilidade do acompanhamento dos projetos, monitorando sua evolução dentro dos valores estipulados.

A participação efetiva e constante, necessária para a boa condução da engenharia de custos, ajuda também a identificar gargalos produtivos. Imprevistos e desperdícios ao longo da obra também pode ser antecipados, bem como suas soluções.

Daí, inclusive, a importância em ter todas as informações de sua empresa devidamente registradas e integradas. Afinal, isso vai facilitar o trabalho do responsável de analisar os elementos funcionais e os que demandam ajustes.

Com isso, o trabalho bem planejado pode se converter em:

  • Redução nos custos, bem como seus eventuais imprevistos (atrasos e perda de materiais, entre outros, que configuram prejuízos múltiplos);
  • Harmonização do fluxo de caixa, uma vez que a empresa vai arcar cada vez menos com gastos desnecessários;
  • Uso otimizado da mão de obra, evitando o gasto com profissionais e equipamentos maior do que o previsto;
  • Mais credibilidade, no mercado, por honrar seus compromissos;
  • Menos custos e dificuldades gerados pela insatisfação do consumidor — que pode até mesmo acionar a Justiça em muitos casos.

Deu para entender, então, como o capital de giro é fundamental para a manutenção e desenvolvimento de sua empresa, e como a engenharia de custos tem papel significativo em um bom trabalho nesse sentido?

Para descobrir como ambos podem ser melhor aproveitados, você pode buscar uma empresa especializada na área e pedir uma solução especializada para sua empresa.

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Giuliano Barbato Wolf

  • Presidente da ADM S.A.
  • Administrador e Mestre em Engenharia e Gestão de Negócios
  • www.admsa.com.br
 

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