Criação de cenários em obras: como simular cronograma físico financeiro

Giovanna Piveti

Escrito por Giovanna Piveti

28 de fevereiro 2022| 8 min. de leitura

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A construção civil é um setor que foca muito na gestão do passado, mas tem pouca visão para o futuro. Frequentemente no planejamento de obras, após o cronograma ser criado, ele é deixado de lado, ficando desatualizado de 3 a 6 meses, no geral, gerando, por consequência, os atrasos nas obras. 

Para contornar os atrasos decorrentes de imprevistos e traçar planos de ação mais assertivos com um olhar para o futuro, a criação de cenários é uma estratégia muito importante, mas que ainda deve ser muito difundida no mercado. Entenda a importância e por que as construtoras possuem dificuldades para fazer uso dessa estratégia.

Como simular cenários em obras?

A criação de cenários nada mais é do que criar versões do cronograma da obra a fim de tomar decisões mais precisas e com o objetivo de otimizar o planejamento. Além disso, a simulação permite que o engenheiro tenha mais previsibilidade no cronograma.

É importante ressaltar que a criação de cenários não se limita somente ao cronograma físico. Ela deve ser executada analisando-se também o fluxo de caixa. Isto é, além de estudar os impactos de uma alteração no cronograma físico, deve-se investigar as consequências no planejamento financeiro.

Por exemplo, ao criar cenários no cronograma físico, podem surgir oportunidades de adiantar serviços, o que, a princípio para a obra, é ótimo. No entanto, ao olhar para o impacto financeiro dessa mudança, pode-se perceber que duas ou mais atividades que requerem despesas maiores serão executadas ao mesmo tempo, resultando, assim, um pico de desembolso em certo mês.

Neste caso, a simulação do cronograma físico financeiro permite a construtora agir de dois modos:

  1. manter essa mudança e se preparar com antecedência para os gastos atípicos daquele mês;
  2. ou fazer uma nova simulação a fim de redistribuir as atividades de forma a diluir esse desembolso ao longo dos meses anteriores e posteriores.

Dessa forma, as simulações permitem olhar o planejamento por uma ótica tanto de engenharia quanto de diretoria, entregando mais precisão na performance financeira e apoiando as decisões de execução da obra.

Além disso, empreiteiras que não possuem histórico de obras podem usufruir das simulações por meio da criação de cenários otimistas, pessimistas e realistas para descobrirem a exposição do caixa em cada caso. Pode-se ainda descobrir a tendência de exposição aplicando a estimativa PERT apresentada abaixo:

PERT = (Pessimista + 4 x Mais provável + Otimista)/6

Um ponto importante a ser destacado é que se faça a alteração de uma variável por vez no cronograma. Dessa forma, os impactos daquela variável no cronograma são conhecidos. Por outro lado, se diversas alterações forem feitas simultaneamente, não se sabe ao certo o que teve maior impacto no resultado, dificultando o trabalho.

Benefícios da criação de cenários em obras

Uma pesquisa realizada em 2021 com os clientes da Prevision, plataforma de planejamento e gestão visual de obras, mostrou que 70% das empresas entrevistadas fizeram simulações de cenários como estratégia para mitigar os impactos de prazo e custo decorrentes da crise sanitária do COVID-19. 

Ainda, apesar da paralisação média de 25 dias, mais de 55% dos entrevistados alegaram ter sofrido impacto nas obras, mas conseguiram ajustar o cronograma. 92% dessas empresas, que conseguiram contornar os efeitos da pandemia, realizaram simulações de cenários.

Um caso de construtora que conseguiu adiantar o prazo de obras em plena pandemia foi a Joal Teitelbaum. Além de ter paralisado suas obras por 2 meses por conta das restrições impostas, a Joal Teitelbaum conseguiu reduzir 4 meses do prazo de duas construções.

Como principais resultados da simulação de cenários, tem-se: 

  • Aumento da previsibilidade em um período de incertezas; 
  • Maior controle do fluxo de caixa; 
  • Redução ou entrega dentro do prazo;
  • Economia;
  • Redução de demissões;
  • Agilidade para a tomada de decisão.

Dificuldades da simulação na construção civil

Não é à toa que a desatualização do cronograma é um problema comum na construção civil. Uma das causas de não se atualizar o cronograma com tanta frequência se dá pela limitação dos softwares habitualmente utilizados no planejamento de obras, como o MS Project e Excel. 

Essas tecnologias, apesar de muito difundidas, não facilitam suficientemente ao ponto de suprir as necessidades e superar os desafios decorrentes do dinamismo das obras. Para realizar mudanças no planejamento por meio desses softwares, despende-se muito tempo e esforço. Como consequência disso, poucas empresas mantêm seu cronograma atualizado e realizam simulações, o que resulta em extrapolação do orçamento e do prazo de entrega.

Software para criação de cenários em obras

Como dito anteriormente, o jeito que muitas empresas planejam nos dias atuais, mais especificamente, a tecnologia que utilizam não dá ao engenheiro toda a agilidade necessária para criar cenários. Para replanejar uma obra por meio desses softwares pode-se demorar dias, o que faz com que muitas empresas deixem seu cronograma desatualizado por meses. 

Felizmente, já existem no mercado alternativas para atender exclusivamente o setor da construção civil, como a plataforma Prevision. Esse software tem por objetivo fornecer mais agilidade e previsibilidade no planejamento e gestão de obras. Na Prevision, o replanejamento de obras é feito em minutos e com poucos cliques

Além disso, a solução permite a integração com o Sienge. Dessa forma, ao vincular o cronograma com o ERP do Sienge, são criadas automaticamente gráficos e tabelas de fluxos de caixa, permitindo que se tenha uma gestão mais visual do planejamento financeiro. Conforme são feitas as mudanças no planejamento físico da obra, o ERP é atualizado de forma automática

Aliado a isso, a Prevision permite salvar diversas versões do planejamento. Ou seja, à medida que são simulados novos cenários do cronograma, os gráficos financeiros também são atualizados, dispensando, assim, que o engenheiro tenha o trabalho dobrado de criar cenários em duas plataformas diferentes.

Portanto, com ferramentas que possibilitam agilidade na construção de cenários, construtoras e incorporadoras conseguem ter maior previsibilidade, diminuir incertezas, ter tempo hábil para criar planos de ação, tomar decisões mais precisas e ter maior controle do fluxo de caixa.

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