Brock Commons, da University of British Columbia é a torre de madeira mais alta do mundo, com 53 m de altura

Brock Commons, University of British Columbia, Vancouver
Brock Commons, University of British Columbia, Vancouver

Com a força de produtos de madeira maciça, tais como painéis CLT, LVL e glulam, que rivalizam com força do aço e do concreto armado, os arranha-céus de madeira chegaram às disputas entre os edifícios altos.
A University of British Columbia (UBC), em Vancouver, anunciou a conclusão da fachada e da estrutura de madeira da residência estudantil Brock Commons, um prédio de 18 andares e 53,04 m de altura. Com isso, reivindicou o primeiro lugar dentre os edifícios altos com estrutura de madeira . Até então, o título era da Treet, uma habitação modular norueguesa financiada pelo governo, com 14 andares e 48,77 m de altura, em Bergen.

Estrutura complexa

No aso da Brock Commons, a concepção é da Acton Ostry Architects, o projeto de engenharia estrutural da Fast + Epp e a consultoria é do especialista em edificações altas de madeira Architekten Hermann Kaufmann, de Vorarlberg, Áustria. A Brock Commons utiliza uma combinação de madeira maciça, concreto e componentes de aço. O edifício de 15.115,32 m² conta com fundação em concreto e incorpora dois núcleos de escadas de concreto.
Painéis CLT sustentados por colunas de madeira laminada colada compõem as 17 placas de andares acima do chão. Conectores de aço nas intersecções das lajes de madeira e colunas dividem as cargas entre as colunas e fornecem apoio para os painéis CLT do chão.

Acton Ostry Architects A Brock Commons possui dois núcleos de escadas de concreto e uma estrutura de piso híbrida de madeira e aço.
A Brock Commons possui dois núcleos de escadas de concreto e uma estrutura de piso híbrida de madeira e aço (Acton Ostry Architects)

Acton Ostry Architects Conector de aço na interseção entre o chão e as colunas
Conector de aço na interseção entre o chão e as colunas (Acton Ostry Architects)

O telhado tem vigas e decks de aço. O revestimento é em painéis de parede pré-fabricados, sendo 70% feitos de laminado de alta pressão de fibra de madeira.

Legado

A Brock Commons “reflete a liderança da UBC na construção sustentável e nosso comprometimento em oferecer aos alunos mais habitação no campus”, disse o presidente da UBC, Santa Ono. A torre de 404 leitos terá 272 estúdios e 33 unidades de quatro quartos, espaços para estudos e encontros, um lounge no piso térreo e um espaço de estudo para estudantes de fora do campus. A universidade quer adicionar mais de 2.000 leitos em seu campus até 2017 e outros 640 leitos em 2019. A Brock Commons também servirá como estudo de caso para projetos de pesquisa e educação interdisciplinares.

Acton Ostry Architects
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Espaços no piso térreo do Brock Commons (Acton Ostry Architects)
Espaços no piso térreo do Brock Commons (Acton Ostry Architects)

Certificação

A Brock Commons busca a certificação LEED Gold do Green Building Council dos Estados Unidos. De acordo com a Universidade, o uso de madeira reduz a emissão de carbono em 2.432 toneladas métricas. Isso equivale a retirar 500 carros das ruas por um ano. A edificação também supera os requisitos de incêndio e sísmicos.
A estrutura de madeira do projeto de 51,5 milhões de dólares canadenses (aproximadamente R$ 124,47 milhões) foi erguida em agosto. Ou seja, menos de 70 dias após os componentes de madeira pré-fabricados, fornecidos pela canadense Penticton, Structurlam, chegarem no local.
A Brock Commons está programada para ser concluída em setembro de 2017.

Campus da University of British Columbia (NaturallyWood.com)
Campus da University of British Columbia (NaturallyWood.com)


NaturallyWood.com
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Wanda Lau, LEED AP, cobre tecnologia para a  ARCHITECT e Architectural Lighting. Ela compara a escrita com a corrida, ambos são terríveis no começo, mas tornam-se mais fáceis ao longo do tempo. Siga-a no Twitter https://twitter.com/wandawlau.
Confira o texto original, em inglês, por Wanda LAU, no site da Architect Magazine

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