banner sienge

Materiais de acabamento: escolhendo a melhor opção para seu projeto

6 de junho de 2018

Hoje vamos falar um pouco sobre materiais de acabamento de obra, que são os elementos que trazem personalidade ao espaço, como revestimentos de piso e parede.

Na fase de construção, por mais que o preço dos insumos varie um pouco de fornecedor para fornecedor, em um aspecto geral eles mantêm um padrão.  Cimento é sempre cimento, aço é sempre aço.

Agora, quando estamos falando de revestimentos, as opções são infinitas, e os custos variam de acordo com a estética, a marca e até mesmo as tendências da moda. Por isso, é sempre bom estar ligado nas relações de custo-benefício, já que a escolha do acabamento pode onerar muito o preço da construção.

Quer saber mais sobre opções de revestimento de piso e parede? Então confira este guia rápido que preparamos para você.

Cerâmico

Esse tipo de revestimento sempre foi muito comum no Brasil, desde a colonização portuguesa. Antigamente era produzido em escala mais artesanal. Já hoje em dia, o processo é muito mais industrializado, para utilização em larga escala.

Uma característica bem importante desse material é a facilidade de limpeza e manutenção. Ele pode ser utilizado em paredes ou pisos, tanto em áreas internas quanto externas Basta verificar seu índice de resistência à abrasão. Esse índice determina se a cerâmica escolhida é apropriada para piso interno, externo ou apenas para paredes.

Você sabia que na década de 1940 e 1950 esse revestimento era muito utilizado como obra de arte? Bons exemplos são os murais de Athos Bulcão espalhados por Brasília, feitos de cerâmica artesanal.  

acabamento

Atualmente, algumas marcas começaram a produzir peças que procuram dar o mesmo ar “retrô” desse painéis, como é o caso da Lurca e algumas linhas da Atlas. O preço pode ser bem elevado, principalmente se comparado ao porcelanato, começando em R$ 110,00/m2. Mas seu charme e rusticidade conferem um acabamento estético muitas vezes mais interessante do que outras opções.  

Porcelanato

Esse revestimento se assemelha muito à cerâmica, mas seu processo produtivo mais “tecnológico” e moderno o torna mais homogêneo e resistente. Ele é feito com uma mistura de porcelana e diversos minerais, passando por uma queima a temperatura mais alta.

Então, além de mais resistente, é menos poroso. E como absorve menos água, tem mais durabilidade.

Isso faz com que o porcelanato possa ser utilizado tanto em pisos residenciais quanto em áreas de alto tráfego, como aeroportos e shoppings. Sua facilidade de limpeza também é um grande diferencial e, assim como a cerâmica, pode ser utilizado em paredes.

acabamento

Créditos: Quartzolit/Divulgação

Hoje em dia, existem mil opções de cores e modelos, muitas imitando materiais como madeira, pedras naturais, chapas metálicas, etc. No entanto, seu preço é bastante competitivo quando comparado a esses revestimentos, podendo começar em torno de R$ 65,00/m2.

Uma mesma linha de porcelanato pode ser produzida em vários tamanhos de paginação e acabamentos:

  • Polido, para quem busca acabamento brilhante

Características: Fácil de limpar, absorve pouca água, mas é bastante escorregadio  

  • Acetinado, com finalização fosca

Características: Mais resistente a arranhões, a manchas e menos escorregadio, mas ainda não indicado para áreas externas.

  • Natural, para quem busca um aspecto mais rústico

Características: Não recebem polimento, permitindo seu uso em áreas internas ou externas cobertas.

  • Externo, para quem pretende utilizar em áreas expostas a intempéries

Características: Superfície bastante rugosa e pouco escorregadia.

Além disso, as bordas das peças podem ser retificadas ou bold, e isso irá interferir na espessura do rejunte entre as placas.

Na opção bold, as bordas são levemente arredondadas, sendo aconselhável deixar em torno de 3mm entre as peças.

O revestimento retificado tem as bordas retas, conferindo um acabamento mais clean, já que seu assentamento acaba sendo mais uniforme.

Madeira

Dentre todos os tipos de revestimento, a madeira é uma das mais procuradas. Além de sua forma natural, há também demanda por imitações (como porcelanato e vinílico), já que têm custo mais baixo.

acabamento

Créditos: Zemad Madeiras/Divulgação

Esse material aparece em vários formatos e aplicações, e a escolha vai depender do custo, qualidade e orçamento disponíveis. As melhores madeiras para diferentes tipos de pisos são Cumaru, Ipê, Jatoba, Garapa e Muiracatiara. Seu custo começa a partir de R$ 160/m2 e suas aplicações mais usuais são em forma de:

  • Taco

São pequenos pedaços de madeira dispostos sobre o contrapiso de uma forma organizada, podendo formar diversos desenhos geométricos diferentes, dependendo da posição dos tacos. No Brasil, seu uso foi bem comum nas décadas de 1950 e 1960 e, apesar de ser uma instalação trabalhosa (com lixamento e aplicação de verniz), o resultado é muito bonito.

materiais de acabamento

Créditos: Polen Esquadrias/Divulgação

  • Piso laminado

É, sem dúvida, a opção mais procurada no mercado por ser de fácil aplicação e apresentar boa relação de custo-benefício, já que é feito com madeira aglomerada. Esse tipo de piso vem em peças prontas colocadas sobre uma manta de polietileno, e não precisa de aplicação de verniz.

O piso laminado pode aparecer em várias colorações, e o valor por metro quadrado também é o mais baixo (em torno de R$ 50,00/m2), se comparado a outros tipos de piso de madeira.

Como ponto negativo, é um tipo de piso que não pode entrar em contato com a água ou sol muito intenso, pois pode sofrer deformações. Então é aconselhável que a limpeza seja feita apenas com um pano úmido.

  • Assoalho/tábua corrida

O assoalho é o sonho de consumo das pessoas que querem ter um piso de madeira. Com custo um pouco mais elevado que o laminado, tem acabamento rústico e sofisticado e é feito de madeira natural. Para receber as tábuas, o contrapiso deve estar nivelado. Depois da sua instalação, é necessário lixar e aplicar uma camada de verniz.

Alguns tipos de assoalho já vêm com a superfície lixada e envernizada, o que pode facilitar bastante e acelerar o término da obra.

  • Madeira de demolição

É a opção perfeita para quem busca um visual mais rústico e ecologicamente correto, já que provém da reutilização do material. O preparo da madeira deve ser feito cautelosamente, com remoção dos pregos, dissolução dos materiais aglomerados (como tinta, verniz e outros resíduos), lavagem e secagem.

Quando tratado de maneira correta, esse revestimento pode durar dezenas de anos, pois é muito resistente.

  • Cortiça

Se você está disposto a fazer um projeto sustentável, essa deve ser a sua escolha! A cortiça vem da extração da casca da árvore sobreiro, que se regenera após a extração. Isso significa que a árvore não precisa ser derrubada e a extração da matéria-prima pode ser feita novamente anos depois. Incrível, não é mesmo?

materiais de acabamento

Sobreiro (Créditos: Joergsam/Divulgação)

Além disso, esse revestimento tem propriedades de isolamento acústico e térmico, e é bastante resistente ao aparecimento de fungos e bactérias, sendo ótimo para quem é alérgico. Sua durabilidade é bastante longa.

Alguns itens devem ser levados em consideração antes de você optar por esse revestimento, como o fato de você não poder lavá-lo. Ele também mancha facilmente – sendo, talvez, mais adequado ao revestimento de paredes.

Sua aplicação é feita em placas, e o custo gira em torno de R$ 125,00/m2.

Piso vinílico

acabamento

Créditos: Anísio Revestimentos/Divulgação

Esse tipo de revestimento é feito de PVC e pode vir em forma de manta, placas ou réguas. Por ser um material totalmente sintético e que muitas vezes imita revestimentos naturais, como madeira, seu preço é bastante inferior, custando em torno de R$ 70,00/m2.

Sua aplicação costuma ser bastante rápida e fácil e deve ser feita sobre contrapiso nivelado. Além disso, é fácil de limpar (basta passar um pano úmido) e ideal para áreas secas, longe de ações da água.   

Piso monolítico

A maior característica desse tipo de piso é não ter emendas, ou seja, ele é um material único. Vem sendo muito utilizado por apresentar vários benefícios, como a facilidade de limpeza, rapidez na aplicação, resistência mecânica e bom acabamento estético.

Por não apresentarem juntas (embora elas existam quando as distâncias são muito grandes), esse revestimento é altamente recomendado em locais que precisam de muita higiene, como hospitais, indústrias e laboratórios.

Seguem alguns dos tipos mais utilizados:

  • Cimento queimado

O cimento queimado nada mais é do que um piso com base de argamassa, feita na obra com mistura de cimento, areia e água. Essa mistura deve ser assentada em cima do contrapiso, com espessura média de 3 cm, e receber pó de cimento enquanto ainda estiver úmida.

Depois, a superfície deve ser desempenada com uma desempenadeira de aço, espalhando o pó de cimento sobre a argamassa e deixando o conjunto bem liso. Muito simples, não?

Parte do seu charme é o efeito manchado e as pequenas trincas que normalmente aparecem nele devido à dilatação e contração que acontece quando seca. Por isso, por mais que esse revestimento não necessite de emendas, é importante ter juntas de dilatação de distancias em distancias, para evitar rachaduras no piso.

É importante escolher a mão de obra com cuidado para a execução do cimento queimado, pois é necessário manter o piso úmido até a cura do concreto, alisar muito bem e ainda usar a argamassa sabiamente para evitar manchas e misturas desuniformes.

O custo de sua aplicação gira em torno de R$ 100,00/m2 e pode acontecer em paredes e bancadas também.

  • Granilite

    acabamento

    Créditos: Brasil Pisos/Divulgação

O granilite tem composição semelhante à do cimento queimado, porém é mais resistente por causa da presença dos minérios. A sua composição leva grânulos de minerais (mármore, granito, quartzo e calcário, misturados ou não), cimento (comum ou branco), mais areia e água para chegar à consistência ideal. Sua durabilidade pode chegar a 40 anos se bem preparado.

Existem dois tipos de granilite (que podem ser usados tanto em piso como em parede): o polido, que recebe acabamento liso e uma camada de resina (poliuretânica no piso ou acrílica para paredes e bancadas), ou o fulgê, que mantém o relevo dos pedriscos.

Por ser muito escorregadio, é aconselhado que o granilite não seja utilizado em áreas molhadas. O fulgê, por ser muito áspero, acaba sendo utilizado em áreas externas ou mesmo em fachadas.

Assim como o cimento queimado, também é importante a presença das juntas de dilatação para evitar que o piso trinque. O custo da aplicação para piso varia em torno de R$ 80,00/m2 para fulget e R$ 140,00/m2 de granilite.

  • Resinas (epóxi e poliuretano)

O piso resinado consiste na aplicação de um material líquido sobre contrapiso. A epóxi é espalhada com um rodo e considerada como um piso autonivelante, pois se nivela automaticamente com a superfície. Já a resina de poliuretano necessita da preparação e nivelamento do contrapiso.

Basicamente, a diferença entre as duas está na resistência: a epóxi é mais resistente a produtos de limpeza mais abrasivos, sendo mais indicada para áreas internas. Já a de poliuretano é mais resistente a riscos, choques térmicos e dilatações (retendo melhor a cor e brilho quando expostas ao tempo). Por isso, é mais apropriada para áreas externas.

Outra diferença grande entre as duas está na variedade de cores, a epóxi possui mais opções em relação à de poliuretano, e hoje em dia, tem sido muito utilizada em projetos de decoração.

Pedra Natural

Como as pedras naturais são extraídas da natureza, é impossível controlar sua aparência. As peças são sempre diferentes entre si. Sendo assim, para escolher a pedra certa, é importante ter em mente onde ela será usada (no piso, parede ou bancada) e aliar isso às propriedades da própria pedra.  

Os preços irão variar muito de acordo com o tipo da pedra e seu tamanho, podendo ir de R$ 200,00/m2 num cinza andorinha (pedra mais barata do mercado) e chegar até R$ 1660/m2 em um quartzito importado.

Além disso, é importante colher informações a respeito da extração do mineral, para assegurar que tenha sido feita de maneira correta e sustentável. Quer saber mais? Dê uma olhada no nosso post sobre critérios de contratação de um fornecedor.

Seguem abaixo alguns tipos de pedra natural bastante utilizados:

  • Mármore

    acabamento

    Créditos: Domalli Marmoraria/Divulgação

No Brasil já foram catalogados mais de 30 tipos diferentes de mármore. Muitos deles são importados, principalmente da região da Itália. Essa pedra pode apresentar diversas tonalidades diferentes.

O mármore é uma pedra bastante durável e resistente a impactos, porém muito porosa. Isso significa que absorve água e gordura com facilidade. Por isso, é indicada para áreas internas, podendo ser aplicado em paredes, pisos e bancadas.

  • Granito

Muitas vezes utilizado para substituir o mármore em função da relação de custo-benefício, o granito é uma pedra que apresenta bastante resistência, podendo ser utilizada até em áreas de alto tráfego.

Ele pode ser polido, levigado, apicoado e flameado. Resistente a riscos, pode ser usado em áreas externas e internas; em paredes, pisos e bancadas.

Assim como o mármore, seu preço também varia de acordo com a escolha de coloração, tamanho de peça e acabamento.

  • Ardósia

É uma excelente opção para quem procura uma decoração mais sóbria e sofisticada. Muito utilizada principalmente no estado de Minas Gerais, a ardósia é uma pedra que aparece em três cores: verde, cinza a preta. Por ser muito escorregadia, é mais indicada para uso em paredes, embora seja muito comum vê-la assentada como piso.

Para diminuir sua porosidade, basta selá-la com resina.

  • Quartzito

Essa pedra possui propriedades antiderrapantes, sendo boa para uso em áreas externas, como pátios e entorno de piscinas. Além disso, ela absorve água sem perder a boa aparência e não propaga calor. É muito utilizada em forma de mosaicos na parede e como revestimento de muros.

  • Mosaico de pedra portuguesa

Muito utilizada nas calçadas, principalmente na orla do Rio de Janeiro, a pedra portuguesa aparece nas cores branca, preta, avermelhada e bege. É antiderrapante, resistente e tem ótima vida útil.

Para que o desenho e a fixação das pedras sejam bem feitos, seu assentamento deve ser feito por um profissional. O maior problema desse revestimento é a manutenção. Conforme o tempo vai passando, é possível que alguma pedra desencaixe, deixando um buraco passível de acidentes. Por isso, a ajuda de um especialista para instalação da pedra portuguesa é imprescindível.

acabamento

Orla de Copacabana/Wikipédia/Divulgação

  • Seixo rolado

O seixo rolado tem bordas arredondadas, principalmente pela ação das águas dos rios, de onde é retirado. Apesar de ser bastante resistente, é desconfortável pisar nesta pedra devido a seu formato. Por isso, sua utilização se dá mais em jardins, paredes e muros, como ornamentação.

Conclusão

Esperamos ter conseguido ajudar na escolha de revestimento para a sua obra! Em breve, publicaremos a Parte 2 deste post. 

Se gostou deste conteúdo, não esqueça de deixar seu comentário logo abaixo. Se quiser dicas para fazer o orçamento da obra, dê uma olhada neste post.

 

 

Tomás Lima

  • Gestor de Conteúdo
  • Graduado em Administração pela UFMG
  • Apaixonado por Construção Civil
 

Receba Novidades do Blog
Coloque o seu email acima para receber gratuitamente as atualizações do blog!
Saiba como o Sienge pode ajudar a sua empresa