Gestão de custos e fluxo de caixa – Dicas para a Construção Civil

9 de outubro de 2017

Manter a empresa competitiva em seu mercado de atuação é um dos grandes desafios de empreendedores na construção civil.

Principalmente, para manter as equipes produtivas e os projetos dinâmicos, sempre respeitando o cronograma e o orçamento estipulados.

Assim, uma gestão de custos se faz necessária para lidar com o fluxo de caixa sem prejudicar os resultados esperados.

E, neste artigo, vamos entender como fazer essa gestão, equilibrando os custos para garantir eficiência sem impactar o fluxo de caixa.

Os grandes desafios na construção civil

A construção civil representa cerca de 8% do PIB brasileiro e hoje encontra enormes provações para sobreviver. Pelo seu peso econômico, a construção civil se destaca pelo alto impacto sobre vários outros segmentos.

Os principais desafios que surgiram para a construção civil estão nestes setores:

  • Comercial: grande concorrência e necessidade de se antecipar às tendências mercadológicas e necessidades dos clientes. Com isso, precisou criar um ciclo de vida dos produtos compatível com o mercado para gerar vantagem competitiva;
  • Financeiro: gerenciamento do fluxo de caixa, equilibrando-se entre os prazos de recebimentos e de pagamento, para manter a liquidez;
  • Operacional: eficiência com economia — em tempo e insumos —, alinhando-se também às condições logísticas e às impostas por clientes, parceiros e fornecedores.

Dessa maneira, com tantas demandas, a responsabilidade com a gestão, especialmente do fluxo de caixa, é algo determinante para a execução e venda de projetos sem grandes imprevistos.

A gestão de custos responsável

Na construção civil, a gestão de custos é uma arte, que exige técnica, determinação e foco. Por exemplo:

Atenção ao desperdício de materiais e matéria-prima

Em curto prazo, é um dos aspectos mais difíceis de lidar, para uma eficiente gestão de custos. Afinal, envolve diferentes etapas do processo produtivo e uma reeducação completa na cultura do canteiro de obras.

A começar pelo treinamento e capacitação de sua mão de obra para enraizar a atenção aos detalhes em suas atividades cotidianas. E isso envolve o cuidado com a estocagem de materiais, mais controle sobre os resíduos gerados e o uso de recursos, como energia elétrica e água.

Quando bem orientada e mantida, essa política de gestão de custos se revela benéfica em médio prazo, por se adaptar continuamente às suas exigências, e em gerar uma economia maior no canteiro de obras, traduzindo-se em lucros mais polpudos ao término do projeto.

Acontece que esse cuidado deve se estender também às demais áreas da empresa. Assim, o controle do desperdício, inclusive de tempo, tem destacada participação no sucesso de cada empreitada, até porque o resultado tem sido muito estreito, em termos de margem líquida final.

O impacto do fluxo de caixa na construção

O fluxo de caixa é o efetivo controle de sua empresa a respeito de qualquer movimentação financeira. Isso se divide entre o presente (o que se recebeu e foi pago) e o futuro (as contas a pagar e a receber).

O conceito já ajuda a entender como a boa gestão de custos impacta em resultados positivos para o seu negócio. Por isso, é crucial que o fluxo de caixa seja trabalhado em tempo real, facilitando a tomada de decisão.

Para tanto, destacaremos algumas dicas para garantir fluidez ao fluxo de caixa e evitar algumas surpresas:

Integração em tempo real com o canteiro de obras

Quando existe um perfeito alinhamento entre o escritório e o que acontece ao longo da execução do projeto, fica mais fácil entender o quanto se consome e investe.

Isso ocorre por meio de sistemas que integram os setores da empresa e cujos dados são atualizados em tempo real. Com isso, a análise da situação financeira é ainda mais precisa. Veja alguns exemplos nas situações abaixo:

  • Todo pedido de compra pode ser comparado com as previsões e condições de pagamento, permitindo um planejamento eficiente;
  • As informações disponibilizadas (recebimentos ou pagamentos) são registradas e atualizadas para uma perspectiva ampla das movimentações financeiras;
  • Recebimentos em longo prazo (como parcelas) são visualizados e controlados, evitando que se tenha a falsa sensação de dinheiro em caixa.

Além disso, o fluxo de caixa deve ser gerido com um constante monitoramento de todas as atividades efetuadas. Deve-se, para isso, levar em consideração as mencionadas previsões atuais e futuras (os valores a pagar e a receber).

Esse equilíbrio começa com uma boa gestão de custos interna, que ajuda a trazer mais volume ao fluxo de caixa. Algo capaz de deixar sua empresa menos dependente de promessas que podem prejudicar o planejamento.

Para entender mais a respeito da relação entre a gestão de custos e o fluxo de caixa, e como equilibrá-los no dia a dia de sua empresa, você pode buscar uma empresa especializada na área e pedir uma solução especializada para sua empresa.

Se você gostou do post ou se ficou alguma dúvida, não deixe de comentar e compartilhar o post em suas redes sociais! É só clicar nos links abaixo.

Giuliano Barbato Wolf

  • Presidente da ADM S.A.
  • Administrador e Mestre em Engenharia e Gestão de Negócios
  • www.admsa.com.br
 

Receba Novidades do Blog
Coloque o seu email acima para receber gratuitamente as atualizações do blog!
Saiba como o Sienge pode ajudar a sua empresa