Venda de Imóveis Usados no Brasil cresce 90%

Segundo análise realizada pelo Painel do Mercado Imobiliário (PMI), a venda de imóveis usados no Brasil fechou o primeiro trimestre de 2021 com um crescimento de 90% em comparação com o mesmo período de 2020.

Parte desse aumento significativo é justificado pela mudança de cultura trazida pela pandemia, em que muitas famílias estão se adaptando ao modelo home office e hoje buscam opções mais confortáveis de moradia.

Outro fator a se considerar na crescente escalada das vendas é a própria instabilidade econômica, que coloca o investimento em imóveis como um velho conhecido para aqueles que buscam segurança, além do recente reajuste no preço dos alugueis promovido pelo IGP-M em quase 38%, que desestimula a locação frente aos estímulos econômicos imobiliários.

Apesar da alta da Selic, o acesso ao crédito ainda é atrativo e o horizonte se mantém otimista para o setor. Apenas nos primeiros quatro primeiros meses do ano, já foram disponibilizados quase R$ 50 bilhões em crédito imobiliário para pessoas físicas.

 

Nos EUA e Europa os preços sobem, mas a vendas caem drasticamente

Segundo os dados divulgados pela Associação Nacional dos Corretores de Imóveis dos Estados Unidos (NAR, na sigla em Inglês), foi registrado em maio desse ano, um aumento recorde de 23,6% no preço dos imóveis usados, em comparação com o mesmo período de 2020. Esse aumento fez com que a venda de imóveis usados caísse drasticamente em todas as regiões do país.

Na Holanda, por exemplo, registrou-se em 2021 a maior alta no preço dos imóveis usados em 20 anos. Segundo a Agência Holandesa de Estatísticas, os preços subiram 12,1% em relação ao mesmo período de 2020, mas as vendas seguem em queda.

No Brasil, a alta acumulada no preço dos imóveis em 12 meses foi bem menor que nos países citados, registrada em 4,36% e abaixo da expectativa do IPCA (indicador oficial da inflação) para o ano, que deve ficar em 7,9%.

 

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