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Levando conhecimento para a Indústria da Construção




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Perspectivas para o setor de construção civil em 2017
Postado dia 1 de janeiro de 2017 | Nenhum Comentário
Categorias: Artigo, construct, Tendências

Quais são as perspectivas para o setor de construção civil no próximo ano? O Blog Construct convidou o professor e consultor Aldo Dórea Mattos para escrever sobre as perspectivas para o setor de construção civil em 2017. De acordo com o especialista em gestão de custos e projetos de engenharia, a retomada do crescimento pode até ser tímida, mas deve aparecer. Segundo ele, as pequenas e médias empresas vão continuar com muitas oportunidades no setor.

Confira a análise completa no Blog Construct!

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6 notícias que marcaram o mundo da construção civil em 2016
Postado dia 22 de dezembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: construct, Tendências

Durante 2016, várias notícias afetaram o setor da construção civil. Um dos temas mais quentes deste ano foi um pacote anunciado pelo governo para incentivar reformas e construções. Em outubro, o governo federal lançou uma série de medidas para tentar recuperar o ritmo da economia. Uma delas é o Cartão Reforma, uma linha de crédito de até R$ 5 mil com a finalidade de realizar reformas e ampliação em residências.

Confira as seis notícias que marcaram o setor da construção civil neste ano no blog Construct.

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Conheça os melhores aplicativos do mundo para construção civil
Postado dia 14 de dezembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: construct, Tendências

Os smartphones viraram também uma ferramenta de trabalho ajudando a manter a rotina e o fluxo de tarefas bem organizados. No mercado de engenharia, centenas de aplicativos possibilitam consultar o andamento de uma obra e manter-se informado sobre atualizações. Tudo isso na palma da mão, com um simples toque na tela do seu celular.

Para facilitar a sua vida e poupar horas de pesquisa o Blog do Construct traz os 18 melhores aplicativos do mundo para construção civil. Confira!

 

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Responsabilidade subsidiária: a importância de fiscalizar a empresa terceirizada
Postado dia 1 de dezembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: construct

Ainda que sua empresa não contrate diretamente a mão de obra, como gestor você deve fiscalizar a empresa terceirizada que a fornece. Se houver questões trabalhistas, você pode ser processado por meio da responsabilidade subsidiária.

A lei prevê, através da responsabilidade subsidiária, que, em caso de descumprimento das obrigações trabalhistas por parte da terceirizada e da impossibilidade de arcar com as dívidas resultantes, a empresa contratante possa ser acionada pelo trabalhador que recorre à Justiça.

Quer saber mais? Clique aqui e veja o post no Blog do nosso parceiro Construct!

 

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Celulares com as melhores câmeras para registro fotográfico de obra
Postado dia 23 de novembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: construct, Tendências

O registro fotográfico da obra é um dos melhores meios de se controlar e acompanhar o andamento do trabalho com gasto praticamente zero. De cinco dias para verificar a qualidade de uma etapa finalizada, é possível resolver tudo no mesmo dia com o uso das câmeras embutidas nos celulares.

Infelizmente escolher os celulares com as melhores câmeras fotográficas não se resume a avaliar o nome de megapixels listado pelo fabricante. Esse é apenas um dos fatores que se deve levar em conta ao comprar um aparelho, junto de, por exemplo, capacidade do zoom e desempenho sob pouca luz.

Como hoje em dia praticamente todo mundo tem um aparelho, ficou fácil, por exemplo, registrar por foto se há algum perigo no canteiro ou um equipamento posicionado incorretamente  e, imediatamente, avisar a pessoa ou o setor responsável.

Pensando em facilitar todo o tipo de trabalho que envolve fotografia, o blog do Construct separou uma lista dos celulares com as melhores câmeras para registro fotográfico de obra. Confira!

Como encantar o cliente com o registro fotográfico de suas obras
Como encantar o cliente com o registro fotográfico de suas obras
Postado dia 17 de novembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: construct, Tendências

Esta semana lançamos em parceria com Construct e ConstruOn o eBook Registro Fotográfico na Construção Civil: Tudo sobre como a fotografia contribui para processos mais eficientes na execução de obras. Não deixe de baixá-lo se você ainda não viu! Neste eBook, falamos sobre os diversos processos que se beneficiam do uso da fotografia de obras, como fotografia para acompanhamento de progresso de projeto; documentação em fotos para melhoria contínua; registro fotográfico na construção civil para checagem e controle da qualidade; fotos para rastrear pedidos e entregas de materiais; medição de obra: a fotografia como complemento; registro fotográfico como aliado para redução de custos no canteiro de obras, entre outros.

Neste artigo publicado pelo Blog Construct, sobre como encantar o seu cliente com registro fotográfico de obras, você pode continuar se aprofundando neste tema!

Desta vez, nosso parceiro destaca a experiência prática de empresas de construção civil brasileiras, Tecnisa, Metroll e Master Construtora, e conta como elas utilizam os recursos da fotografia e também de vídeo para demonstrar progresso, qualidade e todo tipo de diferencial em suas obras para encantar seus clientes.

Não deixe de conferir os exemplos na íntegra no Blog Construct!

minha casa minha vida
Previsões para Minha Casa Minha Vida e Financiamentos Caixa em 2017
Postado dia 16 de novembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Gestão, Incorporação, Indústria da Construção, Tendências

O ano de 2016 foi atribulado para quem depende de políticas públicas para construir: com o impeachment de Dilma Rousseff, surgiu a preocupação com a continuidade do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Este programa movimentou bilhões de reais no setor da construção nos últimos 7 anos e encontrava-se praticamente estagnado quando houve a troca de poder na presidência.

No início do ano, em março, o então Ministro das Cidades, Gilberto Kassab, anunciou a terceira fase do Minha Casa Minha Vida. O plano era de contratar mais 2 milhões de habitações até 2018. O investimento seria de cerca de R$ 210,6 bilhões, dos quais R$ 41,2 bilhões do Orçamento Geral da União. Além disso, houve o aumento dos tetos de investimento das Faixas de renda contempladas – e a criação da Faixa 1,5.

Na fase 3 do programa Minha Casa Minha Vida, o teto da faixa 1 passou de R$ 1,6 mil para R$ 1,8 mil; o da faixa 2, de R$ 3.275 para R$ 3,6 mil, e o da faixa 3, de R 5 mil para R$ 6,5 mil. A faixa 1,5 foi criada com o teto de até R$ 2.350 por mês, com direito a até R$ 45 mil de subsídios.

Na prática, o que observou-se no ano de 2016 foi a paralisação dos recursos – e das obras – o que levou muitas empresas aos empréstimos e às dívidas. Muitas das obras, de várias faixas, atrasaram e não foram entregues. Além disso, o mau desempenho da Economia aumentou a inadimplência entre os beneficiários da Faixa 1 – em outubro, o número de devedores chegava a 25% do total dos contemplados.

Neste mês de novembro, o Governo Temer deu indícios de que pretende retomar os investimentos em Habitação. Segundo o atual Ministro das Cidades, Bruno Araújo, em entrevista ao Correio Braziliense, a meta é contratar 70 mil unidades através do Minha Casa Minha Vida até dezembro. Destas 70 mil, 50 mil já estavam previstas para este ano – ou seja, serão retomadas. As outras 20 mil unidades devem ser realocadas de programas como o PAC Saneamento e Mobilidade Urbana.

banner sobre a palestra crise na construção

Para 2017, a meta do MCMV aumenta para 600 mil unidades contratadas, com recursos totais de R$ 64,7 bilhões — dos quais R$ 7,2 bilhões previstos no Orçamento-Geral da União, R$ 48,5 bilhões de financiamento do FGTS e outros R$ 9 bi de subsídios do Fundo.

No próximo ano, o teto do subsídio e investimento para cada faixa do Minha Casa Minha Vida deve ser revisto pelo atual governo. O Ministro das Cidades já deu indicativos de que pretende readequar o orçamento previsto para a faixa 1,5. É muito provável que haja mudanças significativas.

Outra medida que movimentou o setor da construção foi o lançamento do Cartão Reforma, que disponibiliza uma linha de crédito de entre R$2 mil a R$9 mil para a compra de materiais de construção para as famílias com renda mensal de até R$1,8 mil. O programa foi lançado no dia 9 de novembro. A intenção é movimentar o mercado da construção e possibilitar a adequação das moradias das famílias de menor renda. A previsão é de que os cartões devem começar a ser entregues em abril de 2017, atendendo de 85 mil a 100 mil casas. O cadastramento dos beneficiados será feito inteiramente online e os recursos serão mediados por governos estaduais e municipais. A média de benefícios concedidos prevista é de R$ 5 mil.

Além disso,o governo deve mandar ao Congresso um projeto de lei para estimular a regularização da posse das propriedades. Segundo o Ministro das Cidades, 50% dos donos de imóveis no país não têm a titulação da terra. Esta medida visa incrementar a arrecadação dos cofres públicos com os impostos sobre a propriedade de imóveis.

Financiamentos da Caixa Econômica

O financiamento através da Caixa Econômica também sofreu mudanças neste ano de 2016, com a diminuição – na prática – do crédito disponível para a Habitação. Apenas neste ano a Caixa já aumentou e diminuiu os juros dos financiamentos. A última notícia é de que os juros do banco para financiar a casa própria ou construir para investir baixaram 0,25 ponto percentual. 

 

 

 

 

 

Quer saber mais sobre o Minha Casa Minha Vida? Acesse a nossa página especial com TODAS as informações sobre o Programa!

 

 

 

 

 

Na realidade de 2016, a Caixa previa um orçamento original de R$93 bilhões para financiamento imobiliário, mas segundo a agência Reuters, na primeira metade do ano só havia emprestado R$39 bilhões. O baixo destinamento de recursos deve-se, em boa parte, à crise do Mercado Imobiliário, que registrou número recorde de devoluções de imóveis neste ano. Porém, a Caixa também apertou as regras para pequenos financiamentos, exigindo maior documentação como forma de precaver-se de inadimplências e melhorar a qualidade das carteiras de crédito. As exigências também recaíram sobre as linhas de crédito para pequenos construtores – em alguns casos, por exemplo, havia a necessidade de que a obra fosse negociada através de Incorporadoras.

A situação da Caixa Econômica, em geral, também não é boa. Em especial no que toca a área de Habitação do banco – a maior financiadora de imóveis do país. Em algumas agências de Correspondentes Caixa (que oferecem financiamentos imobiliários a terceiros), havia a orientação de não fechar novos contratos, pois não havia dinheiro disponível.

Em entrevista ao Wall Street Journal (WSJ) em outubro, o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, indicou que o banco deve vender ativos e cortar o repasse de lucros ao Governo Federal para evitar um pedido de socorro em 2018. Sem essas medidas, Occhi admite que o banco pode precisar de um aporte de capital à União.

Ainda na entrevista ao WSJ, Occhi afirma que entre 2010 e 2014, a Caixa repassou 100% do seu lucro para o Tesouro Nacional. Em 2015, com o aumento da inadimplência dos empréstimos, o repasse de lucros foi de 50%. Este ano, o banco e o Governo Federal negociam para que o repasse seja de 25% – o mínimo exigido pela Lei – medida que deve ajudar a equilibrar as contas do banco.

Até mesmo alguns fundos de investimento relacionados à Caixa enfrentam dificuldades. Os pensionistas da Fundação dos Economiários Federais (Funcef) estão contribuindo compulsoriamente com uma taxa extra para cobrir furos no caixa da fundação, que é acusada de investir recursos de forma indiscriminada e sem consultar seus associados. O fundo de pensão responsável pelo pagamento da aposentadoria dos funcionários da Caixa Econômica investiu em empresas como a Sete Brasil, que gerenciava sondas de exploração do pré-sal para a Petrobras. Investigada pela Lava Jato, a Sete Brasil entrou com pedido de recuperação judicial e amarga dívidas superiores a R$18 bilhões.

Mesmo com todos estes problemas, a Caixa teve um lucro líquido de R$ 2,45 bilhões nos primeiros seis meses de 2016 e não apresenta risco de falência, segundo analistas financeiros. A disponibilidade de crédito e as exigências devem ter critérios mais apertados, mas não deixarão de existir. Programas como o Minha Casa Minha Vida devem continuar, porém provavelmente em um ritmo menor de investimento e com menos riscos.

Minha Casa Minha Vida como alternativa para construtoras

  • Para construir para as Faixas 1 e 1,5 é preciso que a empresa seja contratada pela Caixa para executar obras de habitações populares que serão distribuídas pelo Governo. O orçamento e o planejamento devem ser feitos de forma muito organizada e deve sempre haver um fundo de reserva caso o repasse de recursos governamentais atrase. O lucro pode ser substancial, desde que a empresa trabalhe de forma organizada e de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Caixa Econômica. 

 

  • Para as Faixas 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida, as construtoras e incorporadoras devem apresentar o projeto do empreendimento à superintendência da Caixa na região do imóvel para uma pré-análise. Caso seja autorizada a construção, o banco libera o financiamento de produção de até 100% com taxas de juros atraentes. Os repasses são feitos de acordo com o cronograma da obra, por isso é importante – mais uma vez – planejar-se bastante para que o empreendimento atenda aos prazos e custos previstos.

Em suma, 2017 promete ser um ano de retomada para o mercado imobiliário e da construção. O programa Minha Casa Minha Vida não deve ser extinguido e os financiamentos da Caixa devem ser retomados. O ritmo de vendas, obras e a oferta de crédito não devem chegar aos mesmos níveis observados nos últimos anos – como 2015, que foi um ano extremamente próspero para a construção. A boa notícia é que o cenário deve melhorar consideravelmente em relação a 2016, o que já é um bom motivo para se estruturar e pensar em retomar os investimentos na construção.

 

como fazer pesquisa de mercado
4 motivos para saber como fazer pesquisa de mercado na construção civil
Postado dia 24 de outubro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Gestão, Incorporação, Indústria da Construção, Tendências

Mais do que nunca, em meio à tanta competição, é preciso ser assertivo no desenvolvimento e lançamento de novos produtos e serviços oferecidos ao mercado, principalmente em um setor tão dinâmico como é o da Indústria da Construção Civil. Conhecer bem o público-alvo, concorrentes e fornecedores faz parte desta etapa inicial e pode fazer toda a diferença, tanto para o sucesso quanto para o fracasso no lançamento e no desempenho das vendas de novos empreendimentos. Para obter essas informações valiosas no posicionamento de uma nova oferta é essencial entender como fazer pesquisa de mercado.

 

Na definição da Associação Nacional de Empresas de Pesquisa de Mercado (ANEP), Pesquisa de Mercado é:
“A coleta sistemática e o registro, classificação, análise e apresentação objetiva de dados sobre hábitos, comportamentos, atitudes, valores, necessidades, opiniões e motivações de indivíduos e organizações dentro do contexto de suas atividades econômicas, sociais, políticas e cotidianas”.

 

⇒ As pesquisas de mercado podem ser classificadas:

  • Segundo a fonte dos dados:
    Em secundários (aqueles já disponíveis no acervo de instituições de ensino e pesquisa, entidades de classe, órgãos governamentais) e primários (coletados especificamente para a sua necessidade);

  • Conforme o método:
    Em qualitativas (entrevistas mais aprofundadas com um grupo menor, observação em campo, grupos focais) e quantitativas (apontam numericamente em uma amostra representativa a frequência e a intensidade dos comportamentos e preferências dos indivíduos de um determinado grupo);

  • Pela frequência de aplicação:
    Em cíclicas (para acompanhar as mudanças em um determinado grupo em determinados períodos) e “ad hoc” (sob medida para responder a uma necessidade única e específica).

 

como fazer pesquisa de mercado

Ao buscar como fazer pesquisa de mercado, dependendo do seu propósito, abrangência e profundidade, pode-se adotar uma combinação destas classificações.

Veja um exemplo para explicar como selecionar a ou as classificações:

 

 

 

Pode ser feita uma pesquisa com fontes primárias, com um grupo focal de clientes premium (qualitativa) para balizar um projeto de empreendimento direcionado para um tipo específico de cliente ad hoc

 

 

 

A partir do tipo de levantamento é possível dimensionar o mercado, identificar o segmento mais lucrativo, detectar novas tendências, as falhas dos concorrentes, avaliar a performance de seus produtos e serviços, identificar a quantidade ou volume que o mercado é capaz de absorver e a que preços esses lançamentos poderão ser vendidos.


Confira os principais motivos para saber como fazer pesquisa de mercado:

  1.  Conhecer melhor seu público-alvo ao falar diretamente com ele

    A pesquisa de mercado é uma ótima chance de conhecer melhor o seu cliente e potenciais clientes. Quem melhor para avaliar os pontos fortes e fracos e apontar ameaças e oportunidades do que aquela pessoa que já comprou um imóvel da sua construtora?

    De acordo com orientações do Sebrae de como fazer pesquisa de mercado, um bom levantamento junto aos consumidores já existentes ou futuros indica como um produto será recebido, quem se interessa por ele e até que preço o consumidor está disposto a pagar. Informa, ainda, quais as vantagens que os produtos concorrentes oferecem e seus pontos fracos. Pode, inclusive, mostrar como o público reage ao nome do empreendimento, sua localização, design, funcionalidades, se uma obra sustentável tem maior apelo, entre outras características.

    A recomendação do Sebrae é fazer uso do cadastro de clientes, o que é facilitado com a adoção de uma ferramenta de gestão de vendas e pós-venda para controle da carteira de clientes e cadastro de prospects. Além de conter nome, endereço, sexo, profissão, faixa etária, o cadastro de clientes permite saber de antemão o que compram, porque compram e com qual frequência, direcionando melhor a pesquisa de mercado.

  2. Minimizar chances de erros

    Esta é a questão primordial que leva as empresas a buscar como fazer pesquisa de mercado.

    Mesmo um empreendedor da construção civil que até o momento teve sucesso confiando na experiência e no faro para realizar bons negócios, com o mercado mudando tão rapidamente e com tantos fatores em jogo, ninguém pode mais trabalhar apenas na base de suposições.

    De acordo com artigo do portal Empreendedores Web, depois de escolher como fazer pesquisa de mercado você pode usar os resultados tanto para criar um plano de negócios ou de marketing quanto para medir o sucesso de seu planejamento atual. É por isso que é importante fazer as perguntas certas, no momento certo, com as pessoas certas. Uma pesquisa mal feita pode levar um negócio na direção errada, justamente o oposto do seu propósito, que é diminuir as incertezas e guiar as decisões de forma mais assertiva.


  3. Identificar novas oportunidades

    Este é um fator muito bem-vindo para direcionar ofertas futuras ou até mesmo fazer ajustes nos projetos prestes a serem lançados. Mas se as oportunidades estão em toda parte, como direcionar sua pesquisa para obtê-las e, mais que isso, identificá-las? Clayton Christensen, consultor americano, professor da Harvard Business School e autor de “O Crescimento pela Inovação”, entre outros títulos, afirma que para identificar uma oportunidade a questão número um que uma pesquisa deve responder é: quais são os problemas que o comprador está enfrentando?

    As pessoas compram coisas que as ajudam e facilitam o seu dia a dia. Por isso, além dos dados demográficos é preciso incluir questões emocionais, funcionais e também sociais e, se possível, considerar uma etapa de observação comportamental (a tal da pesquisa qualitativa) como, por exemplo, acompanhar a rotina de um cliente e o uso que faz dos espaços privativos e áreas comuns de empreendimentos já lançados. Além de ser uma boa forma de descobrir quais são as melhores frentes de investimento que devem ser adotadas pela construtora, pode testar algumas tendências, conforme será visto no próximo ponto.

  4. Avaliar tendências do seu setor

    Com a Era Digital, Internet das Coisas (IoT), compartilhamento e colaboração o estilo de vida das pessoas vem mudando rapidamente. Isso reflete diretamente no conceito de moradia, ambiente de trabalho, comunicação, consumo e lazer. Algumas tendências, inclusive, podem não apenas gerar inovação, melhorando o que já existe, mas mudar completamente a forma como os negócios vêm sendo feitos. É o que está sendo chamado de inovação disruptiva, conceito criado por Clayton Christensen, professor de Harvard. Hoje essa forma de inovar é representada por serviços como Uber, Airbnb, Spotify e Netflix.

    Especificamente falando de tendências no setor de construção civil, podem ser considerados ou validados na pesquisa de mercado novos materiais de construção e sistemas construtivos: reutilização de insumos, energias renováveis, novas formas de concepção de empreendimentos, desenvolvimento e a mobilidade urbana e o conceito de Cidades Inteligentes. Esses aspectos podem impactar diretamente o desenvolvimento de uma oferta e a sua aceitação no mercado, daí a importância de saber como fazer pesquisa de mercado.

 

Entender como fazer pesquisa de mercado auxilia no direcionamento de quais tendências estão na mente e no desejo do seu consumidor-alvo e que seriam bem aceitas no mercado e aquelas que ainda são mais distantes e difíceis de incluir como atributos de valor na sua oferta atual.

Afinal, o seu público pode ainda não estar preparado para “comprar” algo tão inovador apontado por uma tendência, mas certamente é preciso ter essas inovações no radar porque, como foi dito, os negócios disruptivos podem fazer empresas tradicionais desaparecerem de uma hora para outra. Basta lembrar das lojas de CD e das locadoras de DVD.

  • Expandir a área geográfica de atuação;
  • Dimensionar a equipe de vendas;
  • Credenciar corretores;
  • Definir os meios de divulgação mais adequados;
  • Ajustar preços;
  • Iniciar um novo negócio ou entrar em um novo nicho (neste caso, a pesquisa deve fazer parte do plano de negócios e não substituí-lo).

Como foi visto, há bons motivos para o gestor da construção civil saber como fazer pesquisa de mercado. É um instrumento de marketing que ganha relevância à medida que os mercados ficam cada vez competitivos e as mudanças no comportamento dos clientes se tornam mais intensas e frequentes, deixando o processo de decisão cada dia mais complexo.

Agora que você sabe como fazer pesquisa de mercado, utilize-a para obter informações consistentes que, somadas à experiência e àquele feeling do empresário da construção civil, tornam o processo decisório mais assertivo.

curso de engenharia civil especialização
Curso de Engenharia Civil: pós-graduação no Brasil e no exterior
Postado dia 19 de outubro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Indústria da Construção, Tendências

Veja quais são as principais especializações em curso de Engenharia Civil, mestrados, doutorados e MBAs no Brasil e no exterior!


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Depois de conseguir o diploma de graduação no curso de Engenharia Civil, é hora de entrar no mercado de trabalho. Porém isso não quer dizer que é preciso parar de estudar! A rotina de trabalho sempre proporciona novas funções, desafios e oportunidades para adquirir conhecimentos. Para não ficar para trás é preciso se atualizar, e para isso a pós-graduação em Engenharia Civil é uma ótima opção!

Com tanta oferta de cursos para graduados em Engenharia Civil, fica difícil escolher quais são os mais confiáveis e entender a diferença entre eles, certo? Você sabe qual a diferença entre especialização, pós-graduação, MBA, mestrado e doutorado? Nós ajudamos a entender!

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Diferença entre especialização, pós-graduação, MBA, mestrado e doutorado

Na verdade, todos cursos após a graduação são cursos de pós-graduação, mas no Brasil convencionou-se chamar de “pós” aqueles que correspondem à  especialização. Podem ser considerados cursos de pós-graduação todos aqueles que exigem um diploma de curso superior na hora da inscrição: especializações, MBAs, mestrados, doutorados e pós-doutorados.

Caso esteja procurando mais informações sobre o curso de Graduação em Engenharia Civil, leia mais nesse post!

Entre os cursos de pós-graduação, existem somente dois tipos, classificados pela abrangência dos temas:

  1. Lato sensu

    Lato sensu é um termo que vem do Latim e significa “em sentido amplo”. Ou seja, são cursos mais abertos a pessoas de várias áreas do conhecimento e geralmente têm menor duração. Nessa classificação estão os cursos de Especialização e MBA. Segundo o MEC é necessário que o curso tenha no mínimo 360 horas/aula para ser considerado uma pós-graduação lato sensu. Não é necessário autorização do MEC para que uma instituição ofereça cursos lato sensu, basta que ela já seja autorizada a ter cursos de graduação.  A forma de inscrição e o preço variam de acordo com a escola escolhida. 

  2. Stricto sensu

Stricto sensu significa “em sentido restrito” em Latim. Ou seja, estes são os cursos mais focados e exigentes. Estão nessa classificação os cursos de mestrado e doutorado, que precisam passar por uma avaliação da Capes. Nessa avaliação é atribuída uma nota para cada programa, que varia de 1 a 7. Para obter a autorização e recomendação da Capes, o curso precisa conseguir um conceito entre 3 e 7, sendo a nota 7 a equivalente aos padrões internacionais. Se o mestrado ou doutorado obtiver conceito 1 ou 2, perde sua autorização para funcionamento.

Dica: Não é preciso passar por uma especialização, necessariamente, para cursar um mestrado. Porém, em alguns casos, é exigido um conhecimento específico prévio. Os pré-requisitos variam muito de acordo com o curso escolhido. 

 

Pós-graduação em Engenharia Civil


Existem diversas opções para os Engenheiros que querem se aprofundar nos estudos: especializações, mestrados, doutorados. Para te ajudar a escolher, o Guia do Estudante possui uma lista completa com os cursos, seu contato e outras informações.

As áreas de estudo no curso de engenharia civil são tantas que fica difícil escolher uma para se aprofundar! Na hora de escolher uma pós-graduação – seja ela especialização, mestrado ou doutorado – leve em conta as necessidades que você procura atender: se profissionais ou acadêmicas. Veja algumas das escolhas mais comuns para pós-graduação em curso de engenharia civil:

Quer saber mais sobre BIM? 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Veja alguns dos nossos materiais:
Palestra BIM na Construção – Tudo sobre BIM na Engenharia brasileira

 Ebook – Tudo sobre BIM:
O que é, como aplicar e que vantagens traz para o seu negócio
 
Podcast sobre BIM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pós-graduação a distância

Uma boa opção para quem está sem tempo ou procura estudar com mais flexibilidade de horários é cursar uma pós-graduação a distância. Existem várias opções de cursos estrangeiros e brasileiros, como por exemplo alguns dos oferecidos pela Escola Politécnica da USP.  

Mestrados

estudante-graduacaoOs mestrados em Engenharia Civil existem em dois tipos: Acadêmico e Profissional. A diferença é que o Mestrado Acadêmico é voltado para a produção de pesquisa, artigos, ensino – geralmente é a escolha de quem pretende seguir a carreira como pesquisador ou professor de Ensino Superior. O Mestrado profissional é mais focado em habilidades práticas aplicadas no mercado de trabalho. Ambos oferecem a titulação de mestre – para isso o aluni deve apresentar uma dissertação ao final do curso.

Os melhores mestrados em Engenharia Civil são avaliados pela  CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Os que obtiverem conceito entre 3 e 7 nesta avaliação são “recomendados” pela Capes. O conceito 7 é o mais alto – e equivale aos padrões internacionais.



Veja quais são os melhores mestrados e doutorados em Engenharia Civil de acordo com a CAPES:

Com nota 7 (padrão internacional):

Com nota 6:

  • Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
  • Universidade de Brasília (UnB)
  • Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

superbanner do podcast sobre o que é bim e como aplicar na sua empresa

Mestrado Acadêmico em Engenharia Civil

O Mestrado Acadêmico prepara aquele que fez um

para ser um pesquisador e professor. A evolução natural é continuar os estudos também com um doutorado.  continuar sua carreira com o doutorado.

Veja alguns dos Mestrados Acadêmicos – curso de Engenharia Civil oferecidos no país:

Mestrado Acadêmico em Engª Civil – UFRGS
Mestrado Acadêmico em Engª Civil – UFU
Mestrado Acadêmico em Engª Civil – UPE
Mestrado Acadêmico: Engenharia Civil: Estruturas e Construção Civil (UFC)

 

Quer encontrar outros tipos de cursos para Engenheiros? Leia nosso post sobre o assunto!

Mestrado Profissional em Engenharia Civil

O Mestrado Profissional tem foco em estudos e técnicas voltadas para atingir um alto nível de qualificação profissional. Essa é a única diferença entre o Mestrado Acadêmico e o Profissional: a ênfase. O grau obtido ao final – de mestre – é igual para ambos.

Veja alguns exemplos
Mestrado Profissional em Habitação – IPT

-Mestrado Profissional em Construção Metálica – UFOP

Doutorado em Engenharia Civil

O doutorado é apenas para quem já passou por um mestrado após o curso de Engenharia Civil. Com esse título é possível ser professor em redes de Ensino Superior – ou então um pesquisador na sua área de expertise. Para obter o título de doutor é preciso defender uma tese original. No mercado de trabalho, um doutor em Engenharia Civil é tido como referência na sua área de pesquisa e pode prestar consultorias ou trabalhar para grandes empresas.

Não são muitas a escolas no Brasil que oferecem cursos de doutorado. Geralmente o curso de doutorado em Engenharia Civil está disponível em Universidades Federais ou grandes Universidades particulares – como a PUC.

Bolsas brasileiras

É possível conseguir bolsas de estudo para completar seus estudos em Engenharia Civil, especialmente quando se trata de mestrado e doutorado. Veja as principais bolsas no Brasil:
CAPES
As bolsas da CAPES oferecem uma remuneração fixa para os estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado no Brasil, desde que sigam algumas exigências:
Mestrado: R$ 1.500,00
Doutorado: R$ 2.200,00
Pós-Doutorado: R$ 4.100,00
Professor Visitante Nacional Sênior: R$ 8.905,42

CNPQ – veja as chamadas abertas
Fundação Lemann
Ciências sem Fronteiras
Apesar de o número de bolsas do Ciências sem Fronteiras ter diminuído drasticamente, o programa ainda não acabou! Fique atento às chamadas abertas:
Mestrado
Doutorado

Estudando no exterior – curso de Engenharia Civil

Existem várias bolsas para pós-graduação em um curso de Engenharia Civil no exterior, muitas delas com periodicidade anual. Basta estar atento e seguir todos os requisitos – Inglês é essencial para quem quer estudar fora!

Veja algumas das principais bolsas para Ensino Superior oferecidas por autoridades e instituições estrangeiras para brasileiros:

Validando o diploma de pós-graduação estrangeiro

A validação ou equivalência do diploma de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado)obtido no exterior é regulamentada pela Resolução nº 3 do Conselho Nacional de Educação.

Os curso só poderão ser reconhecidos por universidades brasileiras regularmente credenciadas que possuam cursos de pós-graduação avaliados, autorizados e reconhecidos, no âmbito do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG), na mesma área de conhecimento, em nível equivalente ou superior.

Veja o passo a passo:

1- Homologue os documentos da instituição estrangeira no Consulado Brasileiro do país onde você cursou a pós-graduação

2- Encontre um curso de pós-graduação no Brasil que possua uma carga-horária e currículo que se assemelhem ao que você cursou e entre em contato com a Universidade para dar início à validação

3- Prepare seu bolso: geralmente são cobradas taxas administrativas que custam mais de mil reais!

4- Caso não encontre um curso que equivale ao que você cursou, entre em contato com a Capes.


Melhores escolas de Engenharia Civil no mundo (de acordo com a consultoria QS):

Massachusetts Institute of Technology (MIT) – Estados Unidos

University of Cambridge – Reino Unido

National University of Singapore – Singapura

University of California, Berkeley – Estados Unidos

Delft University of Technology – Holanda

Imperial College London – Reino Unido

Stanford University – Estados Unidos

Tsinghua University – China

The University of Hong Kong – Hong Kong

10º The University of Tokyo – Japão


No Brasil:
51º-100º Universidade de São Paulo

101º-150º Universidade Estadual de Campinas

101º-150º Universidade Federal do Rio de Janeiro

151º-200º Universidade Federal de Santa Catarina

151º-200º Universidade Federal do Rio Grande do Sul

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orçamento na construção civil
Orçamento na Construção Civil: por que elaborar um?
Postado dia | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Gestão, Indústria da Construção

Na Construção Civil, o orçamento de obra é indispensável para o sucesso das empresas em seus projetos. Ter todas as etapas e atividades desenhadas, estimar os recursos necessários e prever a composição das equipes de profissionais são apenas algumas das tarefas mais desafiadoras. No projeto da obra, o orçamento, requer atenção e foco dos profissionais envolvidos. Um bom orçamento na Construção Civil permite prever receitas e despesas futuras, controlar desvios e até projetar, com bastante precisão o resultado econômico a ser alcançado na conclusão do projeto.

orçamento na construção civilO orçamento na Construção Civil deve contemplar todas as necessidades da obra – aquelas já apresentadas e também aquelas que estão por vir. Com um universo de possibilidades tão amplo, prever o custo das situações inusitadas, que fogem do roteiro da obra, é um dos maiores desafios e realizar um bom orçamento requer um trabalho minucioso e a contribuição de diversas áreas da empresa, como compras e recursos humanos.

 

 

 

Mas, verdade seja dita: quando a construtora investe em planejamento e se antecipa, tudo fica mais fácil e o esforço inicial garante ótimos resultados.

 

 

Um orçamento na Construção Civil bem elaborado é a chave para o sucesso dos negócios.

 

Ainda assim, muitos se arriscam ao não se dedicar à sua elaboração e outros até iniciam a construção sem ter o orçamento pronto. O descuido nesta etapa impacta em todas as demais. Para quem corre o risco e começa uma construção sem orçamento, qual o tamanho do problema? Você pode conferir a resposta dessa pergunta nesta palestra, do consultor Ronaldo Machado Júnior.

Neste post, lançamos outra pergunta: orçamento na Construção Civil, quais as vantagens de ter um?

Muito além de um simples cálculo de preço de referência, o orçamento na Construção Civil tem como objetivo projetar com precisão o resultado econômico a ser obtido no momento da conclusão da obra. O orçamento é fundamental para a tomada das melhores decisões, seja na hora de negociar o prazo de um contrato de prestação de serviços de Construção Civil, seja para definir o preço do empreendimento imobiliário e iniciar as vendas.

 

 

Banner Palestra Construção sem Orçamento

Na obra e na empresa: vantagens e benefícios do orçamento na Construção Civil

Se sua construtora tem se deparado com baixo resultado financeiro nas obras, o vilão pode ser o orçamento mal elaborado ou, então, o pouco tempo dedicado a ele.  Para mostrar as vantagens do

– na tentativa de convencer você a fazê-lo – elencamos cinco (boas) razões que justificam a elaboração para cada obra.

  1. Torna o planejamento da obra muito mais assertivo: o orçamento na Construção Civil divide-se em três etapas: estimativa de preços e prazos; detalhamento do planejamento e do orçamento; e acompanhamento por meio de sistema de gestão. Assim é possível fazer uma melhor gestão de obra e seguir à risca o planejamento.

  2. Permite a criação de uma boa base de insumos e composições: com um orçamento na Construção Civil completo, com todos os quantitativos de consumo de material, a construção flui com mais segurança, controle e menos desvios. Há clareza do que fazer, de quanto comprar e quanto pagar por cada insumo ou serviço.

  3. Gera um maior controle no canteiro de obras: com o orçamento na Construção Civil definido, todo o planejamento da obra é favorecido. Pode-se determinar a rotina da equipe no canteiro,  planejar atividades com margem de tempo nos cronogramas, e garantir o controle dos custos do canteiro de obras, evitando gastos adicionais e inesperados.   

  4. Garante mais rentabilidade nas vendas: quanto mais assertivo o orçamento na Construção Civil mais confiança ele gera sobre o custo da obra e o valor de venda, de modo que torna-se mais fácil identificar a rentabilidade de cada empreendimento.

  5. Resulta em credibilidade e confiança no mercado: a elaboração de um orçamento na Construção Civil assertivo ajuda na definição das datas de compras e aquisições de máquinas, equipamentos e insumos na hora certa para a obra começar e terminar. Tal controle evita possíveis atrasos, garantindo a confiança dos clientes e a credibilidade perante o mercado.
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Orçamento na Construção Civil: mais controle e rentabilidade

orçamento na construção civil 2Um estudo recente realizado pela consultoria Deloitte junto a construtoras aponta o desvio médio de 21,7% entre o orçado e o custo real de uma obra. Neste cenário, diagnosticar os fatores que acarretam a imprecisão do orçamento na Construção Civil é o primeiro passo para reduzir a margem de riscos e manter os desvios controlados. Assim, o orçamento na Construção Civil é uma ferramenta e também um diferencial competitivo.  

Na gestão de obras, o orçamento bem elaborado contribui para o levantamento dos recursos necessários e, principalmente, para o controle apurado de custos, garantindo a correta definição da margem de lucro da construtora e o seu alcance. Com o orçamento na Construção Civil, a empresa ganha maior poder de negociação junto aos fornecedores, e acesso a um histórico valioso de informações sobre os insumos e as correções mais comuns nas obras.

A compatibilização de projetos da construção (topográfico, estrutural, hidrossanitário, elétrico, de refrigeração e arquitetônico) também fica mais fácil, na prática, quando já está estipulada no orçamento. Com esse indicativo no orçamento, temos diminuição de custo e tempo no canteiro de obras, redução do desperdício e eliminação do retrabalho.

Orçamento na Construção Civil: construção colaborativa

Com tantos benefícios e vantagens não dá para deixar de se dedicar ao planejamento e ao orçamento na Construção Civil. O processo de elaboração é exigente, mas recompensador. O melhor é saber que, com o auxílio da tecnologia, a definição do orçamento na Construção Civil pode ser feita com a participação de todos os perfis profissionais envolvidos no planejamento e na execução da obra. Com o orçamento colaborativo, é possível evitar as oscilações entre a falta de insumos (que pode comprometer os prazos) e o excesso de estoque (cujo armazenamento inadequado pode resultar em desperdício de material).

Veja quais profissionais e áreas estratégicas podem participar e contribuir na fase de levantamento de custos da construção:

  • Engenheiro da obra: é importante conhecer o perfil desse profissional e sua autonomia na tomada de decisões sobre custos. As informações preliminares dadas por ele podem evitar equívocos no orçamento na Construção Civil e retrabalho, evitando também trocas de fornecedores ou de tipo de material.
  • Compras: o olhar desta área contribui para mitigar problemas no orçamento com fornecedores, por exemplo. Avaliar os prestadores de serviço evita que sua empresa dependa de um único fornecedor, o que pode gerar impactos e custos na obra.
  • Planejamento: ter uma análise global do projeto contribui para dimensionar os custos com mais precisão. Assim, será possível prever o trabalho de logística ou ainda identificar melhores técnicas e serviços a serem adotados.

Métodos e ferramentas simplificam o orçamento na Construção Civil

Com a exigência e a competitividade no mercado, as construtoras têm o desafio de buscar e adotar ferramentas que permitam um o maior controle nos métodos de planejamento, e mais precisão no orçamento na Construção Civil e nas etapas de execução. Para a gestão das informações da obra e, principalmente, para apoiar o controle de custos, a curva ABC é uma metodologia facilitadora que permite estabelecer um orçamento na Construção Civil organizado, com foco na gestão do custo, e possibilidade de mensurar os custos de insumos, mão de obra e equipamentos, fatores que mais pesam no valor total da obra ou do serviço. E o melhor de tudo: ela pode ser feita utilizando o Excel ou por meio de um software especializado na Construção Civil.

Sistema para gestão de custos

Se a opção for usar um software para instituir a Curva ABC de Orçamento na Construção Civil, o sistema, dentre outras funções, é capaz de:

  • Projetar a coleta de dados (memorial descritivo, projetos, encarregados, clientes);
  • Capturar informações consultando, inclusive, a base de dados e o histórico gerado;
  • Calcular o percentual de modo automatizado;  
  • Estruturar o relatório da curva ABC, com relatórios gerenciais e de engenharia, e o desenho da própria curva.  

Na prática, a curva ABC indica os insumos mais utilizados; o que pode ser priorizado na redução de custos, e os impactos dados pela variação de preço dos insumos. Com o método e a adoção de um sistema, o gerente tem um maior controle sobre o orçamento na Construção Civil, negociando itens que mais representam o custo total, com maior potencial de barateamento. Como tem um maior domínio sobre o processo, o gestor pode delegar a outras pessoas a negociação de itens que não impactam tanto no orçamento geral.

Com um ERP (sistema de gestão integrado) especializado, desenvolvido especificamente para o setor da construção, é possível eliminar os controles paralelos que cada orçamentista e engenheiro de obra fazem da curva ABC e concentrar em uma única solução as informações, com mais organização e acuracidade, gerando inteligência competitiva para a construtora.

Se a estratégia é implantar um sistema de gestão para simplificar e integrar os processos, reduzindo custos, a questão é: como escolher a solução ideal para sua construtora?  Quais critérios tornarão sua escolha assertiva e trarão ganhos rapidamente?

Para lhe ajudar nesta decisão, foram selecionados quatro critérios muito importantes que devem ser considerados nesta análise:

 

  • Ter flexibilidade para simulações: a solução ideal para a confecção de seu orçamento na Construção Civil precisa permitir o registro de vários cenários, para que você possa trabalhar com várias opções até concluir qual será o oficial para a obra em questão.
  • Permitir análises em níveis de agrupamento: uma solução tecnológica de qualidade deve permitir de forma fácil a confecção de planilhas orçamentárias a partir da configuração de composições, etapas e sub-etapas específicas de cada obra.
  • Ter integração com outras áreas da empresa: a solução ideal aumenta a velocidade na montagem do orçamento na Construção Civil pelo reaproveitamento das informações já existentes em sua empresa. Para garantir assertividade no processo orçamentário, e dar uma visão física, econômica e financeira, a integração com as demais áreas é fundamental.
  • Manter histórico dos orçamentos na Construção Civil: a possibilidade de revisitar orçamentos já concluídos ajuda demais sua empresa a reutilizar experiências já vividas. O reaproveitamento de orçamentos e a integração com as demais áreas contribuem para garantir maior assertividade e velocidade na confecção de novos orçamentos.

 

Planilha Orçamentária

Se a construtora visa trabalhar na fase de elaboração e acompanhamento do orçamento das obras, além do software, qual outro método pode ser usado?

Diante da importância e da necessidade de priorizar a gestão de custos, outro caminho possível para fazer a gestão de orçamentos na Construção Civil é adotar uma planilha de orçamento empresarial. Com o uso desta, a construtora garante eficácia no orçamento e na projeção de vendas e de investimentos, bem como assegura a correta elaboração do demonstrativo de resultados. A planilha de orçamento da obra permite ao gestor organizar e prever os gastos de cada obra, bem como fazer a gestão de quantitativos da mesma. Está tudo previsto e registrado: basta fomentar e acompanhar!

Tudo muito prático, mas por onde começar?

Para te ajudar, produzimos um Modelo Gratuito de Orçamento de Obra que você pode baixar clicando abaixo:

banner da planilha de orçamento de obra


Veja como utilizar o nosso modelo neste vídeo:

 

 

sustentabilidade na construção civil
Sustentabilidade na construção civil: técnica obra seca
Postado dia 13 de outubro de 2016 | 2 Comentários
Categorias: Construção, Indústria da Construção, Sustentabilidade, Tendências

sustentabilidade na construção civil steelframeDesenvolver projetos que aliam produção e preservação ambiental é uma prática que, cada vez mais, vem sendo utilizada na execução de obras. Para se ter uma ideia, a construção sustentável cresceu 40% entre 2014 e 2015! Segundo o gerente técnico da Associação Brasileira do Drywall Carlos Roberto de Luca, a sustentabilidade na construção civil, que antes parecia tabu, tem se tornado prática comum.

Antes de construir um empreendimento, os profissionais do ramo têm se atentado ao detalhe de projetar uma obra sem grandes impactos na natureza e, consequentemente, aderem à técnica de construção seca ou construção a seco. Esse modelo de obra é reconhecido na Europa e nos Estados Unidos, e contribui muito para edificações sustentáveis.

A construção seca substitui materiais prejudiciais à natureza e investe em insumos que podem ser reciclados e reutilizados após o uso. As construções convencionais utilizam elementos como tijolos e blocos de concreto assentados com argamassa, por exemplo. A principal diferença dessa  técnica está na utilização de perfis metálicos, chapas que utilizam um gesso especial, chapas cimentícias, madeira e outros componentes. Paredes construídas em gesso, podem inclusive ser recicladas, transformando-se em matéria prima para a produção de cimento.

 

 

Durante a obra, é possível realizar coleta seletiva dos entulhos gerados pela construção. As sobras de gesso ou madeira podem ser separadas em lixeiras adequadas e destinadas de forma  específica: o gesso pode ir para a usina de cimento, a madeira e o tijolo para a reciclagem.

 

 

A técnica utiliza estrutura de aço conhecida como Steel Framing, um sistema estruturado em perfis de aço que são projetados para suportar cargas e trabalhar em conjunto com outros sistemas da edificação, como placas cimentícias (paredes externas) e placas de gesso acartonado (parte interna).

Uma das principais características da construção seca é a responsabilidade ambiental, por isso, é preciso avaliar todo o processo de construção, desde o planejamento da obra, para garantir a escolha dos materiais de menor impacto ecológico. Além da preservação do meio ambiente, com a reciclagem de materiais, a técnica ainda contribui com a redução do uso de recursos naturais, como a água e com economia de energia elétrica.

De acordo com  matéria publicada no site do G1, especialistas de uma empresa de construção civil, localizada em São José do Rio Preto (SP) afirmam que “Na obra seca, existe uma redução do lixo gerado em aproximadamente 60% em comparação a uma convencional” .

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Por que utilizar construção seca para sustentabilidade na construção civil?

As técnicas de construção seca reduzem os impactos ambientais, ao passo que

utilizam recursos menos prejudiciais, como o aço e o gesso e permitem que os materiais utilizados sejam reciclados ou reutilizados. Em parceria com a arquitetura sustentável, a construção seca reduz significativamente o volume de resíduos gerados. Com isso, o processo dá força à sustentabilidade na construção civil e alcança objetivos ecológicos, tais como:

  • Minimizar o desperdício dentro e fora da obra;
  • Reutilizar e reciclar os materiais descartados;
  • Evitar a utilização de componentes complexos, de difícil reciclagem ao fim da vida útil.

Confira também vantagens importantes trazidas pela técnica de construção seca, que comprovam que sua utilização é uma boa idéia:

Para a construtora – sustentabilidade na construção civil:

  1. Aumento da produtividade na obra, por conta da maior velocidade na execução das paredes em fechamentos externos ou internos;
  2. Maior facilidade no manuseio das placas pelo baixo peso;
  3. Economia na fundação, por conta da redução da carga nas estruturas;
  4. Ganho de área útil, em decorrência da menor espessura das paredes;
  5. Grande resistência a impactos e ação da umidade.

Para o meio ambiente – sustentabilidade na construção civil:

  1. Baixa ou nenhuma produção de entulho;
  2. Baixíssima utilização de água (basicamente nas fundações) e matéria prima natural;
  3. Redução do uso de cimento;
  4. Reciclagem total da estrutura;
  5. Utilização de aço reciclado, que consome muito menos energia para produção e colabora para a sustentabilidade na construção civil.
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Sustentabilidade na construção civil: obras que aplicam a construção seca

Métodos construtivos sem uso de água, como drywall e steel frame vem crescendo no Brasil. Para fortalecer essa tendência, o Brasil conta com a maior fábrica de drywall da América do Sul, com capacidade produtiva de 30 milhões de metros quadrados de chapas por ano, instalada no Rio de Janeiro.  

Outros dados importantes vêm da pesquisa Cenário dos Fabricantes de Perfis Galvanizados para Light Steel Frame e Drywall, que em sua edição de 2015, mostrou que a produção de perfis galvanizados para light steel frame (sistema estruturado em perfis de aço galvanizado formado a frio), por exemplo, aumentou 2% em relação ao ano anterior, chegando a 46.190 toneladas. A capacidade produtiva passou de 48% para 50% em seu nível de utilização – utilizados principalmente em construções industriais.

A mesma pesquisa aponta que, a produção de perfis para drywall, utilizados principalmente em edificações comerciais, apresentou acréscimo de 0,4%, chegando a 98.290 toneladas. A capacidade produtiva nesse caso passou de 66% para 67% em seu nível de utilização.

Esses dados demonstram que a utilização de técnicas de construção seca se fortalece no país e a sustentabilidade na construção civil também. Confira algumas obras que comprovam isso!

Aeroporto Internacional de Belo Horizonte

steel frame aeroporto de confins

Aeroporto de Confins em Minas Gerais utiliza steel frame nas obras do Terminal 2

Um dos exemplos da aplicação seca e sustentabilidade na construção civil no Brasil é o investimento que a concessionária do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte está fazendo na implantação do terminal 2. Com uma área prevista de 47 mil metros quadrados, a BH Airport pretende investir na obra estruturas metálicas em aço e revestimento interno e externo com isolamento termoacústico, que está ligado diretamente à conservação de energia.

Arenas Olímpicas – Rio 2016

Para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, uma grande estrutura foi construída para abrigar os atletas e as diversas modalidades esportivas e grande parte dos equipamentos utilizou dos métodos de construção seca. A utilização dessas técnicas foi fundamental em função dos cronogramas apertados, para evitar a criação de estruturas pesadas, com alto custo de manutenção. A adoção dessas técnicas no cenário olímpico, comprova a importância da sustentabilidade na construção civil.

Para as instalações esportivas, além dos requisitos estabelecidos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), também eram premissas os princípios de economicidade, simplicidade, sustentabilidade e respeito ao meio ambiente.

Conheça dois desses espaços:

  • O Estádio Aquático Olímpico foi construído para abrigar 16 mil pessoas, mas com o objetivo de ser  temporário. Arquibancadas e áreas de circulação, são uma combinação de estrutura em steel deck com forração de painéis impermeáveis de madeira de 30 mm de espessura. Com estrutura metálica aparafusada, o reaproveitamento será total e a sustentabilidade na construção civil sai fortalecida.  
  • A Arena do Futuro, uma área de cerca de 35 mil metros quadrados, com capacidade para 12 mil pessoas. Na sua construção foram utilizados perfis metálicos nas estruturas laterais, pilares principais, vigas principais da cobertura e treliças. Projetada para ser desmontada e reaproveitada, suas estruturas metálicas foram aparafusadas dispensando a soldagem na obra.

As evoluções tecnológicas e o surgimento de novos métodos construtivos ao longo dos anos mostram que é possível sustentabilidade e construção civil caminharem juntas. Nos exemplos apresentados fica clara a possibilidade de sucesso dessa parceria.

Nesse cenário, o investimento das construtoras em inovação precisa considerar a adoção de sistemas construtivos em prol da sustentabilidade na construção civil, como a construção seca. Sua construtora já pensou nisso?

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sustentabilidade na construção civil materiais de construção
Sustentabilidade na Construção Civil: materiais de construção sustentáveis
Postado dia | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Sustentabilidade, Tendências

O conceito de desenvolvimento sustentável tem pautado o crescimento das cidades. A sustentabilidade, propagada desde a década de 70, após a  Conferência das Nações Unidas, em Estocolmo, tem como proposta o atendimento às necessidades humanas, com o uso consciente dos recursos naturais. Para pertencer a este novo mundo verde e ser ecologicamente correto, desde então processos e produtos vêm passando por uma reformulação. Este desafio vale para todos os setores e demanda também a sustentabilidade na Construção Civil, que pode inovar nas técnicas e materiais construtivos, pensando no equilíbrio, respeitando as pessoas e o meio ambiente.

 

Sustentabilidade na construção civil: alternativas

sustentabilidade na construção civil materiais de construçãoCom o uso exagerado de recursos, a preocupação com a sustentabilidade na construção civil é cada vez maior. Nesse cenário, a consciência sobre a importância do ecossistema equilibrado e a vontade de fazer diferente, pensando em um amanhã melhor, têm motivado a criação de novas alternativas. Com a oferta de materiais de construção sustentáveis, os profissionais da área e as construtoras vêm investindo esforços conjuntos para adotar materiais verdes e fazer uma gestão completa aplicando sustentabilidade na construção civil do começo ao fim da obra.

A seguir apresentamos as etapas da obra e, respectivamente, alguns materiais de construção sustentáveis que ajudam a tornar a execução de um empreendimento focado em sustentabilidade na construção civil.

Materiais de construção sustentáveis: Fundação da obra

  1. Solo Cimento
    Material homogêneo, resultante da mistura de solo, cimento e água, o solo cimento é usado, principalmente, em construções de pequeno porte. Composto por uma parte maior de areia e outra menor de argila, é o tipo de cimento para argamassa ou estrutura sendo aplicado em revestimentos de pisos e paredes devido à elasticidade. Além disso, é usado também para pavimentação, em muros de arrimo, e confecção de tijolos e telhas sem que haja uma queima prévia. Uma ótima opção de material voltado para sustentabilidade na construção civil.

  2. Concreto reciclado
    Concreto é um material composto por cimento, areia, água, compostos britados (brita, cascalho e/ou pedregulho) que eventualmente contém materiais ligantes como colas, fibras e outros aditivos. O concreto reciclável pode ser feito a partir de várias combinações, com diferentes fórmulas: alguns são fabricados com escória de alto forno, material refugado, enquanto outros são feitos com sobras de minérios e asfalto, recolhidos em demolições e entulhos.
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Materiais de construção sustentáveis: Estrutura

  1. Madeiras alternativas

    A madeira é um material usado na construção civil, porém, a sua extração em larga escala, sem as devidas preocupações, causa sérios danos ao meio ambiente. Pensando na preservação da natureza, uma alternativa é adotar o uso de madeiras de reflorestamento e certificadas para garantir a sustentabilidade na construção civil. Veja a seguir como reconhecer cada uma delas:

  • Madeira de Reflorestamento: vem de lugares que mantém uma área de floresta original ou replantada, com manejo sustentável de produção. As matas são preservadas ao mesmo tempo em que sustentam o ritmo da extração.
  • Madeiras Certificadas: são aquelas cuja origem de pode ser comprovada por meio de selos concedidos por órgãos competentes e avaliadores. O selo verde do Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal) é um dos mais conhecidos e está presente em mais de 50 países. Além desta, outras certificadoras de madeira também garantem a procedência. São elas:
  • IDHEA – Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica
  • Instituto Falcão Bauer
  • ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
  • Fundação Vanzolini
  • BVQI – Bureau Veritas Quality International

 Materiais de construção sustentáveis: Cobertura

  1. Telhas “ecológicas”
    Com características mecânicas melhores do que as das telhas de fibra de vidro e amianto, as telhas ecológicas são mais leves e não prejudicam a saúde nem o meio ambiente. Estas podem ser feitas a partir de placas prensadas de fibras naturais ou de materiais reciclados. As telhas recicladas com embalagens tetrapak contém uma porcentagem de alumínio, refletindo a luz solar e garantindo uma excelente condição térmica aos ambientes e promovendo a sustentabilidade na construção civil..

  2. Telhado verde
    Instalados na cobertura da obra, os telhados verdes permitem a implantação de solo e vegetação em uma camada impermeabilizada sobre as construções. O telhado verde tem baixa inércia térmica da terra e da água vinda dos vegetais da cobertura, absorvendo até 90% mais o calor que os sistemas convencionais. Como o calor não é propagado para o interior da construção, a temperatura fica mais amena e é possível dispensar o uso do ar condicionado, economizando energia e, principalmente, poupando recursos naturais. O sistema também absorve os ruídos, permitindo o isolamento acústico. Mais natureza, beleza, conforto e economia com a sustentabilidade na construção civil.

Materiais de construção sustentáveis: Sistemas de energia

  1. Coletores de Água da Chuva

    O sistema de coleta aproveita a estrutura da edificação e direciona a água de calhas e rufos para um reservatório, também chamado de cisterna, que pode ser ligado a torneiras, vasos sanitários e estruturas que não precisam de água potável. Com a captação da água da chuva, é possível economizar este insumo e diminuir o número de áreas impermeabilizadas.

  1. Aquecimento Geotérmico

    O aquecimento geotérmico é tão natural quanto a coleta da água da chuva já que permite o aproveitamento do vento ou da luz do sol. Contudo, a sua instalação é mais exigente.

    A implementação consiste em uma mistura de água e materiais que não congelam ou evaporam com facilidade quando expostos à temperatura média do solo (15ºC), passando no subterrâneo por canos ligados a uma bomba movida à eletricidade, que esquenta/esfria a mistura e a distribui por todo o sistema.

    Depois da instalação, com os movimentos da crosta terrestre, o calor é trazido para perto da superfície. Esse processo é possível por meio da intrusão de magma fundido e pela circulação de águas subterrâneas que levam à formação de reservatórios de água quente sob grande pressão.

    Segundo dados publicados no Portal Energia, estima-se que a energia geotérmica requer 70% menos de energia, se comparada ao sistema convencional de aquecimento e refrigeração. Além disso, o sistema controla a umidade dentro das instalações domésticas e comerciais.

Materiais de construção sustentáveis: Acabamento

  1. Vidro Inteligente

    Os vidros eletrocrômicos permitem controlar o quanto uma área será iluminada e transparente à radiação solar na fachada ou mesmo em ambientes internos. Segundo dados de estudos realizados nos Estados Unidos, referenciados no artigo “Janelas Eletrocrômicas: Uma Nova Era em Eficiência Energética”, as janelas com vidros inteligentes são até 75% mais eficientes no verão e 45% no inverno, quando comparadas às janelas comuns, resultado em uma economia de energia de até 25% no total.

  1.  Tintas à base de óleo e água

    Resinas, tintas, colas, seladores contêm substâncias orgânicas tóxicas, derivadas do petróleo, e compostos voláteis altamente poluidores no contato com córregos e lençóis freáticos. Com substâncias tão pesadas, estes podem causar a danos à saúde e ao meio ambiente, mas, ainda assim, são necessários e amplamente usados no acabamento de obras.  

    Por isso, o mercado já oferece alternativas e produtos verdes. Colas e tintas, por exemplo, são fabricadas à base de água. Seguindo a mesma tendência, tintas, vernizes, impermeabilizantes e solventes passaram a ser feitos à base de óleos vegetais, evitando, assim, o uso e o descarte de produtos químicos prejudiciais à saúde.

  1.  Piso intertravado

    Composto por peças de concreto modulares, com diversas formas e cores, que são assentadas como um quebra cabeça. Devido à sua resistência é aplicado em calçadas, parques e pisos externos. Ao contrário dos demais, os pisos intertravados permitem que a água da chuva permeie entre as juntas e encontre o solo, facilitando a drenagem. Sustentabilidade na construção civil: o meio ambiente agradece!
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Ao contrário do que pode parecer em um primeiro momento de avaliação sobre as alternativas verdes, priorizar o uso de procedimentos e materiais de construção sustentáveis em detrimento dos convencionais, pode baratear a obra e permite uma melhor gestão dos custos de engenharia civil e manutenção, além de promover a sustentabilidade na construção civil.

Além dos benefícios ecológicos, as escolhas de materiais de construção sustentáveis podem trazer ganhos financeiros. O telhado verde, por exemplo, permite a cobertura de grandes áreas planas ou inclinadas com um investimento muito baixo. Os materiais reciclados de construção também podem ser muito baratos. Como são produzidos a partir de resíduos que seriam descartados, o custo é bem menor se comparado aos materiais 100% novos, e ainda contribuem para a redução do desperdício através da sustentabilidade na construção civil.

sustentabilidade na construção civil casinhaQuando as construtoras projetam empreendimentos que utilizam materiais de construção sustentáveis, a economia e os benefícios não são mensurados apenas durante a obra mas, principalmente, no uso do imóvel. Se o ambiente tiver sido planejado para ser bem ventilado o morador irá reduzir o uso de ar condicionado ou ventilador, poupando também recursos naturais. A sustentabilidade na construção civil está diretamente ligada ao bem-estar e ao conforto dos proprietários. Mais do que isso, uma obra que utiliza materiais de construção sustentáveis pensa nas pessoas e na natureza, ou seja, na comunidade em equilíbrio. Com a sustentabilidade na construção civil,  empresa e sociedade ganham juntas.

O Ministério do Meio Ambiente estima que mais de 50% dos resíduos sólidos gerados pelo conjunto das atividades humanas sejam provenientes da Construção Civil. Daí a preocupação de repensar a relação entre construção, meio ambiente e qualidade de vida. O compromisso com a sustentabilidade na construção civil deve ser de todos os envolvidos: clientes, profissionais, empresas e comunidade. As escolhas de hoje não podem comprometer a capacidade das gerações futuras suprirem suas próprias necessidades. A sustentabilidade na construção civil representa, acima de tudo, o dever de manter uma relação equilibrada com o ambiente para garantir qualidade de vida hoje e amanhã.

registro fotográfico de obra
Registro fotográfico na obra: checagem da qualidade
Postado dia 7 de outubro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: construct, Indústria da Construção, Tendências

Garantir que todos os processos que acontecem simultaneamente em uma obra ocorram dentro da qualidade exigida não é tarefa fácil. Atingir a excelência e a qualidade desejadas não implica custos mais altos. A solução pode ser mais simples do que você imagina e cabe na palma da sua mão.

Com a popularização de câmeras digitais, principalmente em smartphones, o registro fotográfico de obra ganha espaço e se prova um grande aliado no controle de qualidade, para identificação de problemas, defeitos em materiais e serviços e não-conformidades, bem como uma forma de acompanhar o progresso do projeto. Da vistoria aos acabamentos, a fotografia trabalha à serviço da qualidade da obra e dos serviços no canteiro.

Os imprevistos na construção civil são muitos e é responsabilidade de todos os envolvidos no projeto evitá-los. Uma mensagem eficiente, com imagens, contextualização e informações precisas pode diminuir ao máximo os riscos e melhorar a comunicação entre canteiro e escritório.

Acesse o Blog Construct e veja como o registro fotográfico pode beneficiar a sua empresa de construção civil!

Segurança do Trabalho na Construção Civil epis
Segurança do Trabalho na Construção Civil: saiba mais sobre essa área!
Postado dia 6 de outubro de 2016 | 2 Comentários
Categorias: Construção, Indústria da Construção

A Segurança do Trabalho na Construção Civil é uma das maiores preocupações de todos aqueles que trabalham diariamente em canteiros de obra. De acordo com a última atualização do Anuário Estatístico da Previdência Social, entre 2007 e 2013 foram registrados cinco milhões de acidentes de trabalho no Brasil. Os dados também mostraram que a construção civil é o quinto setor econômico com o maior número de acidentes e o segundo mais letal aos trabalhadores.


Para se ter uma ideia, a participação da construção no total de acidentes de trabalho fatais no país passou de 10% em 2007 para 16% em 2013, respondendo por uma média de 450 portes por ano – ou seja, cerca de uma por dia.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do  Mobiliário (Contricon):

“Esses números alarmantes são resultado da falta de treinamento e do uso de equipamentos de proteção nas obras. Isso pode ser somado ainda ao fato de que a maioria das atividades que fazem parte do dia a dia de uma obra apresentam características um tanto arriscadas, como trabalho em altura e contato com equipamentos e produtos químicos que exigem o dobro de atenção na sua utilização.”

Os riscos são tantos que surgiram profissões especificamente para garantir a integridade dos trabalhadores, especialmente em áreas com bastante propensão a acidentes como canteiros de obra. A Legislação e as Normas Regulamentadoras também auxiliam a garantir a segurança do trabalho na construção civil pois determinam as regras de conduta, uso de equipamentos de proteção e outras medidas de prevenção a acidentes de trabalho na construção civil.

 

Como se especializar para trabalhar com Segurança do Trabalho?

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Existem dois cursos que são os mais comuns quando se trata de Segurança do Trabalho na Construção Civil: a pós-graduação (ou especialização em Segurança do Trabalho) e o curso técnico em segurança do trabalho. Esses profissionais serão Técnicos e Engenheiros de Segurança do Trabalho que compõem o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho, ou SESMT. Vamos entender mais sobre eles:

 

  1. Pós-graduação ou Especialização em Segurança do Trabalho

    Engenheiros, arquitetos ou agrônomos formados podem cursar uma pós-graduação ou Especialização em Segurança do Trabalho e se tornarem Engenheiros de Segurança do Trabalho.

    O Engenheiro de Segurança deve atuar em empresas de médio e grande porte ou até mesmo em canteiros de obra. Nesses ambientes, elabora e orienta atividades de segurança do trabalho sempre de acordo com as normas. Tudo isso para prevenir riscos, danos e preservar a saúde dos funcionários. No Brasil, a profissão é regulamentada pela Lei 7.410, de 27 de novembro de 1985.

    Entre as atividades mais comuns de um Engenheiro de Segurança estão:

    • Designar e fiscalizar o uso de Equipamentos de Segurança Individuais
    • Determinar rotas e uso de máquinas
    • Sinalizar as áreas onde há riscos
    • Garantir o cumprimento das normas de segurança
    • Gerenciar casos de acidente de trabalho
    • Organizar e coordenar reuniões da CIPA
    • Coordenar o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) na empresa e emitir laudos

      Segundo informações da Catho, o salário médio de um Engenheiro de Segurança é de R$ 6.892,63.
  2. Técnico de Segurança do Trabalho na Construção Civil

O técnico de Segurança do Trabalho é aquele que frequentou e concluiu um curso técnico de Segurança do Trabalho. O curso é oferecido por diversas instituições do país e o pré-requisito para frequentá-lo é ter o Ensino Médio Completo.

As atividades mais comuns do Técnico de Segurança são quase as mesmas do Engenheiro de Segurança, mas a um nível mais operacional. Ou seja, o Engenheiro de Segurança geralmente fica mais responsável pela burocracia e planejamento e o Técnico de Segurança atua na prática. No caso do Técnico de Segurança do Trabalho na Construção Civil deve atuar diretamente no canteiro de obras.

 

 

 

 

 

 

O salário médio de um Técnico de Segurança, segundo a Catho, é de R$R$ 2.645,47.

 

 

 

 

 

 

Para entender a diferença entre o trabalho do Técnico de Segurança do Trabalho e do Engenheiro de Segurança, consulte este link que contém as Perguntas e Respostas sobre o assunto feito pelo CREA-SP.

Normas de Segurança do Trabalho na Construção Civil

segurança do trabalho na construção civilA construção civil é uma atividade complexa e propensa a muitos riscos. Existem várias Normas Reguladoras e Leis que buscam garantir que os trabalhadores terão segurança e condições adequadas de trabalho. Listamos aqui as principais:

 

A NR 35 foi criada em 2010, quando a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) promoveu o 1º Seminário Internacional de Trabalho em Altura. A intenção da NR 35, que entrou em vigor em 2012 – e foi atualizada em 2014 – é estabelecer os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, de forma que garanta a segurança e a saúde dos trabalhadores do setor.

A norma é aplicável em todos os segmentos que realizam atividades acima de dois metros de altura e apresentam risco de queda. As orientações em vigor na NR 35 são relacionadas às responsabilidades da empresa e também do trabalhador. Para isso, alguns pontos são destacados na ementa: a importância de treinamentos, planejamento e execução dos trabalhos em altura, além de equipamentos de proteção e ancoragem e técnicas de emergência e resgate.

Para saber mais sobre a NR 35, leia o nosso post sobre Trabalho em Altura!

Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção – PCMAT

O Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT) é uma exigência da NR18. É um conjunto de diretrizes e recomendações para garantir a segurança e as condições necessárias para que a equipe de obra tenha um ambiente adequado para desempenhar suas tarefas e também aproveitar seus momentos de folga.

São obrigatórios a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos estabelecimentos com 20 trabalhadores ou mais. Essas empresas estão sujeitas à fiscalização e devem providenciar a ART PCMAT ((Anotação de Responsabilidade Técnica PCMAT)  assinada por um profissional habilitado com registro no sistema Crea/Confea. Veja algumas das condições que a empresa deve seguir:

1. Se o PCMAT tiver sido elaborado por profissional do Sistema Confea/Crea e este não tiver as atribuições de acordo com a Resolução n.º 359 de 1991, deverá ser notificado por exorbitância de atribuições, baseado na alínea “b”do art. 6º da Lei n° 5.194, de 1966;

2. Se o PCMAT tiver sido elaborado por leigo, deverá ser notificado por exercício ilegal da profissão, falta de registro, baseado na alínea “a” do art.6º da Lei n° 5.194, de 1966;

3. Se o PCMAT tiver sido elaborado por profissional legalmente habilitado e não existir ART, deverá ser notificado por falta de ART, baseado no art. 1° da Lei n° 6.496, de 1977;

SESMT

Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho, ou SESMT é uma equipe de profissionais, com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade física dos servidores/trabalhadores. O SESMT está previsto no Artigo 162 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e é regulamentado pela Norma Regulamentadora nº4 do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.

Dependendo do grau de risco da atividade da empresa e da quantidade de empregados  a equipe do SESMT pode incluir os seguintes profissionais:

  • médico do trabalho
  • enfermeiro do trabalho
  • técnico de enfermagem do trabalho
  • engenheiro de segurança do trabalho
  • técnico de segurança do trabalho.

    O SESMT deverá funcionar em consonância com a CIPA.

CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA tem o objetivo de prevenir acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, promovendo a preservação da vida e a manutenção da saúde de todos os trabalhadores.

Ela é composta de representantes dos Empregados e do Empregador, seguindo o dimensionamento estabelecido pela NR-5.  

O que faz a CIPA?

A principal tarefa é trabalhar em conjunto – geralmente em reuniões – com a equipe de SESMT para identificar e relatar os riscos de execução do trabalho, fazer treinamentos para resposta a acidentes e elaborar o mapa de risco do local. Ao empregador cabe proporcionar aos membros da CIPA os meios e o tempo necessários para realizar as tarefas relativas a essa Comissão.

A diferença básica entre a CIPA e o SESMT é que o SESMT é composto exclusivamente por profissionais especialistas em segurança e saúde no trabalho, enquanto a CIPA é uma comissão partidária constituída por empregados eleitos em votação e normalmente leigos em prevenção de acidentes.

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Evitando acidentes na obra – EPIs, tapumes, redes de proteção, galerias

Algumas das normas mais importantes relativas à Segurança do Trabalho na Construção Civil determinam o uso de Equipamentos de Proteção Individuais e Coletivos. Cada equipamento destes tem a função de atuar na prevenção de um dos riscos aos quais os trabalhadores da construção estão expostos.

Riscos mais comuns para os trabalhadores da construção

Veja quais os riscos mais comuns aos quais os trabalhadores da construção estão expostos no dia a dia:

Desorganização

Um canteiro de obra desorganizado é um ambiente de risco e pode causar acidentes! Para evitar qualquer problema, é essencial manter os equipamentos e ferramentas armazenados em local adequado. Além disso, é importante manter a limpeza (dentro do possível) e garantir espaço adequado para circulação de pessoas e descarga de materiais.


Desatenção

Muitas vezes um trabalho repetitivo acaba se tornando automático, e aí mora o grande risco da desatenção. O trabalho na construção exige concentração e foco nas tarefas. Devem ser evitadas a imprudência, negligência ou imperícia, que são grandes causadoras de acidentes na construção civil. Por isso, é recomendado que os trabalhadores do canteiro de obras deixem os momentos de piada e descontração para o horário de almoço.

Queda de materiais

Um risco muito alto em uma construção é a queda de materiais de construção, tais como tijolos, azulejos, blocos e outros. Para prevenir acidentes é obrigatório o uso de EPIs, como capacete, luvas e botas reforçadas. Também é necessário garantir o uso de equipamentos de proteção coletiva (EPCs) como plataformas de segurança, guarda-corpo e telas de proteção. O trabalhador deve evitar transitar por áreas com cargas suspensas e manter distância de içamentos.

Dermatoses – doenças de pele

Alguns materiais usados em obras tais como cimento, argamassa ou cal podem causar alergias devido aos químicos presentes em sua composição. Para prevenir esses problemas, o recomendado é usar luvas de proteção adequadas.

Queda de nível
As quedas de nível (de um andar para outro, ou no mesmo nível) podem causar graves lesões! Para evitar esse tipo de situação, é importante atender aos requisitos da NR 35 que regulamenta o Trabalho em Altura. Para as funções realizadas acima de 2 metros de altura, o operário deve usar equipamentos de segurança como cintos tipo paraquedista e dispositivos para conexão em sistemas de ancoragem fixos. Os andaimes precisam estar sobre pisos nivelados e estáveis e ter guarda-corpo e rodapés.

Choques elétricos
No uso de máquinas, ferramentas e outros trabalhos que envolvem energia elétrica, a recomendação é: se não for especialista, não manipule pontos de eletricidade. Deixe as ligações, extensões e instalações elétricas para um eletricista.

Falhas de sinalização
Placas, luminosos, cones, sinais sonoros, fitas de sinalização: tudo isso deve estar presente no canteiro de obras. Não sinalizar um canteiro de obras é um erro grave que pode causar acidentes. Informando o funcionário (e outras pessoas) sobre os riscos do local, muitas ocorrências podem ser evitadas.

Ferramentas
O mau-uso de ferramentas pode causar lesões e acidentes muito graves, portanto é fundamental proporcionar o treinamento correto ou designar funcionários capacitados para operar ferramentas.

EPIs – Equipamentos de Proteção Individual:

04-29-post-1Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são obrigatórios e essenciais para prevenir acidentes de trabalho na construção. Veja os principais:

Óculos de Segurança:

Protege contra a entrada de partículas nos olhos durante a utilização de serras e lixadeiras, por exemplo.

Protetor auditivo:

Ameniza a exposição ao ruído que pode danificar a audição ao longo do tempo.

Máscara:
Protege contra a poeira gerada pelo corte de madeira e cerâmicas como tijolos e telhas, além de evitar o contato das vias respiratórias com produtos químicos, como tintas.

Luvas:
Disponíveis em diversos materiais para finalidades específicas, elas fornecem proteção em trabalhos com risco de cortes e evitam o contato direto das mãos com materiais como cimento e argamassa.

Calçado de Segurança:
Protege os pés de perfurações (ao pisar em pregos, por exemplo) e quedas de objetos e evita que o trabalhador seja vítima de escorregões.

Cinto de Segurança tipo Paraquedista:
Principal equipamento de proteção utilizado em trabalhos em altura, possui pontos de conexão a outros elementos de segurança e é capaz de reter uma pessoa em caso de queda.

Principais EPCs – Equipamentos de Proteção Coletiva

Os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs) são para prevenir acidentes de trabalho na construção em áreas comuns. Veja os principais:

Tapumes:
Anteparo geralmente de madeira que limita o local da execução da obra para proteger quem está do lado de fora.

Chuveiros lava-olhos:
Ajuda o trabalhador a fazer limpeza imediata dos olhos no caso de contato com materiais da obra.

Plataformas:
Instaladas entre os pavimentos, evitam que objetos caiam diretamente no solo e atinjam algum trabalhador.

Cones, cavaletes, biombos, fitas, correntes, telas e redes isoladoras:
Sinalizam áreas restritas e alertam sobre o trânsito e uso de máquinas e equipamentos, por exemplo.

Extintores de incêndio:
Combatem focos de chamas e evitam incêndios conforme o tipo de material gerador do fogo

E na sua empresa, você segue as recomendações de Segurança do Trabalho na Construção Civil? O que você considera mais importante? Conte para nós em um comentário!

Caso precise de mais orientações, baixe o nosso ebook gratuito no link abaixo

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desperdício na construção
Whitepaper: Identifique os desvios que geram desperdício na construção civil
Postado dia 3 de outubro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Gestão, Indústria da Construção, Sustentabilidade

Baixe este whitepaper gratuito e saiba reconhecer na sua empresa os pontos onde dinheiro e recursos estão sendo desperdiçados e de que forma reverter esta situação


whitepaper artigo desperdício na construçãoO
desperdício na construção civil é um assunto que tira o sono dos gestores do setor principalmente em tempos de crise, onde cortar custos é um dos principais fatores de competitividade. O controle do desperdício na construção civil deve acontecer de forma criteriosa sob pena de perdas que podem comprometer tanto o resultado financeiro quanto a credibilidade da empresa no mercado. O desperdício na construção civil, ou perda na construção civil, é um dos maiores problemas da indústria da construção, pois causa prejuízos financeiros e as perdas – de tempo e materiais de construção – que caminham contra princípios de produtividade e sustentabilidade.

Não é à toa que, em um estudo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC),  73,2% das empresas da construção apontaram o desperdício de material como o principal problema! Mas as caçambas de entulhos no canteiro de obras são apenas a face mais visível deste iceberg. Desperdiçar é não aproveitar ao máximo os recursos da sua empresa, não utilizar da forma correta ou consumir em excesso. E mesmo ciente de quais são as perdas, é difícil identificar os possíveis desvios no meio do caminho, afinal são tantos os fatores que podem levar ao desperdício na construção civil, tanto do ponto de vista de tempo, quanto de recursos.

Apesar de muitas vezes ser mais fácil identificar quais são as perdas, é difícil detectar os possíveis causadores no meio do caminho, afinal são tantos os fatores que podem levar ao desperdício na construção civil, tanto do ponto de vista de tempo, quanto de recursos, não é mesmo? Por isso, o propósito deste whitepaper é ajudar as empresas da construção a encontrar meios de identificar os desvios que causam essas perdas ao longo do processo de uma obra.

Neste Whitepaper você poderá conferir mais detalhes das quatro causas mais comuns para que o desperdício na construção civil ocorra:

  • Mudanças no escopo;
  • Mudanças nos custos unitários;
  • Quantidades de materiais solicitados acima do previsto;
  • Falta de monitoramento do orçamento.

tijolo construção desperdício na construçãoComo afirma o especialista Aldo Dórea Mattos, em seu blog Engenharia de Custos, “perda é um conceito econômico que tem a ver com eficiência.” Ou seja, o desperdício na construção civil e seu impacto financeiro será do mesmo tamanho da ineficiência da empresa para gerenciar suas causas, citadas acima. As empresas que não forem capazes de gerenciar estas causas e seus efeitos podem esconder verdadeiros escoadouros de recursos e de dinheiro em lugares que menos se imagina. E, dependendo da recorrência, isto pode causar um efeito cascata tão nocivo, chegando ao ponto de inviabilizar todo o negócio: bagunçar o fluxo de caixa, achatar a margem de lucro e fazer despencar o faturamento geral da construtora.

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Existe quem diga que a cada três prédios que são construídos um quarto prédio é desperdiçado, e temos certeza de que não é isso que as empresas querem! Sua empresa já passou por problemas como obra parada, perdas financeiras, desperdício de materiais ou dificuldades em ser sustentável? O desperdício oculto em seus processos pode ter influenciado! Desperdícios ao longo do processo existem em qualquer obra, mas isso não quer dizer que não há uma solução para detectar quais os processos mais críticos e melhorar os indicadores. Quando o assunto é sanar as causas desses desvios na busca por mais eficiência, contar com soluções tecnológicas especialmente desenvolvidas para este segmento ajuda as empresas da construção a serem mais competitivas. 

Quer saber mais sobre como combater o desperdício na construção?
Leia o nosso ebook sobre o assunto!

Você pode escolher ficar parado vendo seu dinheiro esvair-se ou buscar meios de aumentar a competitividade da sua empresa, direcionando os recursos de forma eficiente. Inicie lendo esta material que vai auxiliá-lo na detecção de onde há perdas na sua empresa e como combatê-las. Ferramentas de inteligência, como por exemplo, o BI – ou Business Intelligence (Business Analytics) podem auxiliar e muito na hora de obter informações gerenciais e administrar uma empresa com a visão do todo.

Business Intelligence

A partir de processos integrados pela tecnologia entre Engenharia e áreas de apoio, é hora do gestor ir um pouco além e pensar mais estrategicamente, acompanhando e medindo os resultados a partir de acesso a dados e relatórios, com uma visão macro das áreas e ações preventivas ou corretivas. Afinal, há sempre espaço para melhorias, principalmente quando o assunto é diminuir os índices de desperdício na construção civil.

Um sistema de BI (Business Intelligence) ou Inteligência Competitiva, em português, cuja tecnologia também está disponível em plataforma na nuvem, reduzindo drasticamente o custo total do uso das aplicações, possibilita consolidar dados da operação diária da sua empresa, gerando assim indicadores e dados específicos que auxiliam na tomada de decisões. O BI apresenta de forma prática e rápida informações e alertas correspondentes ao cenário de seu ERP por meio de gráficos, dashboards e tabelas personalizadas de controles específicos de seu negócio.

Todas estas informações podem ser utilizadas para fazer análises e identificar desvios de desempenho na empresa de forma rápida e consistente. Assim você pode evitar atrasos na execução de obras, consegue reduzir custos e desequilíbrios financeiros, verificar a produtividade e garantir assertividade para a tomada de decisões estratégicas.

 

Baixe o seu whitepaper sobre desperdício na construção gratuitamente e saiba:

  1. Como identificar as quatro principais causas do desperdício na construção civil
  2. Como um software especializado no setor pode ajudar sua empresa a ser mais eficiente e competitiva

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mercado imobiliário
Mercado imobiliário: o que fazer para melhorar as vendas em 2017?
Postado dia 30 de setembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Incorporação, Indústria da Construção, Tendências

Na última década, acompanhando o ritmo de desenvolvimento do país, o mercado imobiliário brasileiro viveu duas fases bem diferentes. Com o crescimento econômico e a expansão da construção civil, as construtoras e incorporadoras se depararam com muitas oportunidades, aumentando a oferta de imóveis. Mais recentemente, com a retração da economia, a construção civil desacelerou e o mercado imobiliário também.

Segundo dados da pesquisa da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), coletados em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), as vendas de imóveis, em julho de 2016, totalizaram oito mil unidades. O que representa um recuo de 7,1% na comparação com mesmo mês do ano anterior.

Embora o ritmo do mercado imobiliário continue lento, ao que tudo indica o país começa, aos poucos, a tomar fôlego para voltar a crescer e melhorar as vendas. De acordo com a mesma pesquisa, o lançamento de imóveis cresceu 92,5%.

“No acumulado dos sete primeiros meses de 2016, os lançamentos totalizaram 33,9 mil unidades, crescimento de 13,8% em relação aos mesmos meses de 2015.”

soldDiante do cenário atual e com a grande oferta de imóveis, o desafio é manter a positividade e aproveitar o momento para se preparar para próximo ano, planejando e desenhando estratégias com antecedência. Enquanto o país começa a se recuperar da instabilidade política e econômica, o caminho é buscar soluções para melhorar os processos internos, a integração da equipe e, principalmente, se aproximar do cliente com o objetivo central de impulsionar as vendas. A expectativa é que a partir de 2017 o Brasil passe a viver uma fase de retomada do crescimento do mercado imobiliário.

Com essa previsão, o momento é propício para que incorporadoras e construtoras façam uma avaliação da sua estrutura. É necessário avaliar os pontos fracos e as potencialidades, identificando o que é preciso fazer para se fortalecer e ganhar destaque no mercado imobiliário.

Como o preço de casas e apartamentos está em queda há meses e muitos imóveis estão encalhados, empresas da construção civil têm concedido altos percentuais de descontos, de 30%, 50% e até 70% para conseguir vender. Muitas, se propõem ainda a pagar parte da decoração do novo imóvel. Mas, o ideal é não gastar tanto recurso para efetuar a venda. É preciso evitar a perda de qualquer percentual de lucro. Por isso, investir em estratégias de diferenciação no mercado imobiliário é fundamental.

Esta palestra online, do Sienge, mostra que um dos caminhos para se destacar no mercado imobiliário é usar as redes sociais como ferramentas para alavancar a venda de imóveis. Sabe-se que mais de 70% do processo de compra de um imóvel começa on-line, então você não tem outra escolha: é preciso construir um bom plano de comunicação digital com ênfase em vendas e relacionamento com o cliente. A presença da construtora on-line vai garantir mais proximidade com seu público.

Como melhorar as vendas: oportunidade e desafios do mercado imobiliário

mercado imobiliário vendasPara melhorar as vendas no mercado imobiliário é essencial ter processos internos claros e transparentes e, sobretudo, estratégias bem definidas. A construtora precisa se perguntar, por exemplo, se está pronta para atender todos os potenciais clientes. Nosso e-book Acessibilidade na Construção Civil: obras adaptadas do início ao fim, destaca a importância de pensar a acessibilidade como um diferencial competitivo no mercado imobiliário. Se a construtora criar um projeto acessível, ela sai ganhando e muito: com o tempo,  a prática se consolida como um valor agregado à imagem institucional e ao produto. Ou seja, a construtora conquista a clientela de pessoas com mobilidade reduzida, e os demais públicos também, já que será vista como uma agente transformadora, preocupada com o bem-estar e inclusão de todos.

Depois de realizada a venda, manter uma aproximação com os clientes e estreitar o relacionamento com eles também é importante. Uma equipe preparada, canais de comunicação, e outras ações, se bem planejadas, contribuem para a construtora consiga tê-lo sempre por perto.

Um dos maiores desafios é manter o cliente satisfeito, durante toda a execução da obra, e após a entrega das chaves também. Por isso, a construtora deve ter uma ótima estrutura e uma equipe de pós-venda formada por profissionais com boas habilidades interpessoais. É importante por exemplo, criar um material para o novo proprietário do imóvel. Você pode usar o nosso Modelo de Manual do Proprietário de Imóveis para fazer o seu. Além das chaves, o cliente recebe as principais orientações para usufruir do espaço da casa nova e ser feliz ali, sem qualquer dúvida ou dificuldade.

Veja também os nossos materiais gratuitos que auxiliam na pós-entrega do imóvel

Recibo de Quitação de Imóvel
Recibo de Entrega de Chaves

Mercado Imobiliário 2017: quais fatores vão influenciar?

Este é o momento de repensar tudo: do começo ao fim da obra, e, principalmente, em todas as formas de aumentar o potencial competitivo. Dá, sim, para acreditar em um cenário de alta no mercado, e é possível elencar algumas razões para manter um olhar mais otimista e buscar se fortalecer.

  1. Crescimento de linhas alternativas de crédito no mercado imobiliário

    As mudanças nas regras de financiamento dos bancos públicos, em 2015, levaram os clientes a buscarem novas alternativas para financiar. Com isso, os bancos privados passaram a oferecer novas linhas de crédito, e os consórcios ganharam destaque no mercado. A tendência é que continuem crescendo.

    Quer saber como construir para o Programa Minha Casa Minha Vida? Veja tudo que você precisa saber sobre o PMCMV nesta página!

  2. Mercado de luxo não tem crise

    Em todo o país, no ano passado, a procura por imóveis com preço acima de R$ 1 milhão já era crescente e a tendência é que permaneça assim. Dados levantados pelo Portal Imobiliário VivaReal indicam que a procura por imóveis nessa faixa de preço aumentou 32% no terceiro trimestre de 2015.

  3. Otimismo no mercado de locações

    Se comprar está um pouco mais difícil, a saída, muitas vezes, é optar pela locação. Ainda segundo informações do mesmo portal, o mercado imobiliário, especificamente o aluguel, setor começou a ficar aquecido em 2015. Entre maio e setembro de 2015, por exemplo, a procura por imóveis para locação subiu 32% e deve continuar crescendo. Ou seja, comprar imóvel para locar, garantindo uma renda fixa, pode ser uma ótima ideia, o que deve atrair os investidores para o mercado imobiliário.

mercado imobiliário 2017 fechando negócioEstas são algumas das razões que motivam quem trabalha no mercado imobiliário. Para fazer mais e se destacar, é preciso começar agora. Aos gestores, cabe a tarefa de fazer uma pausa, avaliar os processos internos e buscar uma visão completa de tudo o que está acontecendo no mercado imobiliário e na sua empresa, em tempo real. Para isso, o gestor pode se valer de ferramentas como Business Intelligence. É possível inovar com o uso de soluções tecnológicas especializadas na construção civil, que propiciem a comunicação entre as áreas, melhor planejamento e gestão dos projetos de obra. Além disso, a tecnologia permite uma comunicação de vendas integradas, com processos comerciais definidos e automatizados que podem ser a chave para se destacar e ser competitivo no mercado imobiliário.

 

normas de acessibilidade na construção civil
Normas de acessibilidade na construção civil: entrevista com Regina Cohen e Cristiane Rose Duarte, do núcleo Pró-Acesso, da UFRJ
Postado dia 29 de setembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Indústria da Construção, Tendências

Entrou em vigor em 2016 a nova lei brasileira de inclusão da pessoa com deficiência. Para acompanhá-la, foram atualizadas no ano passado as normas técnicas 9050 da ABNT, de 2004, as normas de acessibilidade na construção civil, que tratam das edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.

Foram muitas as alterações em relação ao texto original. A nova norma institui, por exemplo, o princípio dos dois sentidos: a informação deve ser transmitida de modo visual e tátil ou visual e sonoro. Além disso, prevê que as rotas acessíveis a edificações e equipamento urbanos devem se estender a todas as entradas – ou, se comprovado tecnicamente, pelo menos ao maior número de acessos. Antes, apenas uma rota acessível já bastava.

 

Clique aqui para ler a entrevista que as professoras do Pró-Acesso concederam ao Blog Construct sobre acessibilidade no Brasil!

curso de engenharia civil
Curso de Engenharia Civil: Tudo que você precisa saber
Postado dia 28 de setembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Indústria da Construção, Tendências

O curso de Engenharia Civil atrai muitos jovens que estão terminando o Ensino Médio e profissionais que já estão no mercado e desejam evoluir em uma carreira na área da construção. A opção por uma profissão é uma escolha importante, e por isso é preciso ser cuidadoso e estar bem informado antes de tomar qualquer decisão. Para te ajudar a ter certeza de que Engenharia Civil é a área que você quer seguir, pesquisamos e reunimos nesse post tudo que você precisa saber sobre o curso de Engenharia Civil e a profissão. Vamos lá?

Quem é o Engenheiro Civil?

engenheiro civilO Engenheiro Civil é o profissional que trabalha com a concepção, projeto, construção e manutenção de todos os tipos de estrutura e infraestrutura necessários à sociedade. Desta forma, esta área dedica-se à criação de edifícios, pontes, túneis, estradas, usinas geradoras de energia, indústrias e inúmeros outros tipos de estrutura.

O escopo destes trabalhos compreende todas as etapas de uma construção: planejamento, reforma, execução, orçamento até a entrega. Os conhecimentos de um Engenheiro Civil vão da análise do solo ao estudo dos efeitos do tempo e do clima nas construções e o estudo da resistência e natureza dos materiais mais indicados para cada obra. Cabe a esse profissional garantir a estabilidade e a segurança da edificação, calculando os efeitos dos ventos e das mudanças de temperatura na resistência dos materiais usados na construção.

Entre as atribuições do engenheiro também podem estar especificar as redes de instalações elétricas, hidráulicas e de saneamento das edificações e definir os materiais a serem usados. Na execução das obras, o Engenheiro Civil chefia as equipes de trabalho, supervisionando prazos, custos, padrões de qualidade e de segurança.

Este profissional também pode se dedicar à administração de obras, supervisão de equipes de execução ou o gerenciamento do funcionamento e manutenção de vários edifícios.

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Opções de carreira

A Engenharia Civil é uma área muito vasta, com várias opções de cargo e de especializações que você pode escolher, como por exemplo a Engenharia Estrutural, a Engenharia de Custos ou ainda a Engenharia de Segurança do Trabalho.

Veja mais algumas das opções de áreas de trabalho e cargos que você pode ocupar (alguns necessitam de cursos extra e especializações):

  • Coordenador de manutenção civil
  • Coordenador de projetos imobiliários
  • Coordenador de planejamento e controle de obras
  • Coordenador de obras
  • Coordenador de compras
  • Fiscal de conservação civil
  • Gerente de projeto
  • Gerente de obra
  • Gerente de operações
  • Engenheiro civil
  • Engenheiro civil autônomo
  • Engenheiro estrutural
  • Engenheiro de custos
  • Engenheiro de segurança do trabalho
  • Engenheiro orçamentista
  • Engenheiro para manutenção
  • Diretor de engenharia civil
  • Engenheiro de obras (Engenheiro de Execução)
  • Coordenador/gerente de obras: Galpões e Shoppings
  • Diretor de infraestrutura predial
  • Diretor de operações
  • Diretor de licitações
  • Vendedor técnico
  • Engenheiro de orçamentos para o mercado imobiliário

Média salarial

Segundo informações da Catho, o salário médio do Engenheiro Civil no Brasil é de R$7.334,46

Como se tornar um Engenheiro Civil?

Quem quer se tornar um Engenheiro Civil precisa obrigatoriamente passar pelo curso de Engenharia Civil e ter um diploma de ensino superior. Isso está previsto na Lei Federal nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966:
Art. 2º O exercício, no País, da profissão de engenheiro, arquiteto ou engenheiro-agrônomo, observadas as condições de capacidade e demais exigências legais, é assegurado:
a) aos que possuam, devidamente registrado, diploma de faculdade ou escola superior de engenharia, arquitetura ou agronomia, oficiais ou reconhecidas, existentes no País;”

Exercício legal da profissão de Engenheiro Civil

Quem regula o exercício da profissão quanto às práticas, e o código de ética é o Confea (O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), que é a instância superior da fiscalização do exercício profissional da engenharia, da arquitetura e da agronomia.

  • Sob o guarda-chuva do Confea estão as várias unidades do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA). Cada estado tem o seu. É somente com o número de registro profissional no CREA da região que se consegue o exercício legal da profissão. Os médicos precisam legalmente do registro no CRM, os advogados da carteira da OAB, e os engenheiros precisam do registro no CREA. Quando o engenheiro terminar o seu curso de graduação em Engenharia Civil, deve entrar em contato com o CREA da sua região para obter o seu registro.

Geralmente são exigidos para obter o registro no CREA*:

    1. O formulário de registro preenchido
    2. Cópia do diploma de curso de ensino superior em Engenharia Civil (reconhecido pelo MEC)
    3. Histórico escolar com detalhamento das disciplinas e cargas horárias cursadas
    4. Cópia de Identidade
    5. Cópia do CPF
    6. Prova de quitação do Serviço Militar
    7. Cópia do título de eleitor
    8. Comprovante de quitação eleitoral
    9. Comprovante de residência
    10. Foto 3×4
    11. Taxa de emissão da carteira do CREA (quitada)

*Certifique-se dos documentos necessários junto ao CREA da sua região

 

 

 

 

 

 

 

>Lista de CREAs dos 27 Estados brasileiros

 

 

 

 

 

 

 

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O curso de Engenharia Civil

Quem deseja cursar o curso de Engenharia Civil terá mais facilidade se tiver aptidão para lidar com matérias relacionadas a Matemática e Física, pois trabalhará diretamente com Cálculo Avançado e conceitos como o Momento de Força cotidianamente. Se você tem problemas com essas matérias, calma. Não há nada que não se possa aprender com uma boa dose de esforço!

Outras características que você deve levar em conta para saber se você tem o perfil de um Engenheiro Civil são a vontade de trabalhar com projetos, aptidão para lidar com softwares e a facilidade para trabalhar em equipe.

Considere também o ambiente de trabalho, que pode ser dos mais diversos. Pode ser que você trabalhe o dia todo em um escritório ou então que seu cotidiano seja passar o dia no canteiro de obras com a equipe de execução. Na Engenharia Civil existe espaço para os perfis mais variados!


Tipos de graduação

Você pode optar por dois tipos de curso de Engenharia Civil:

  • Graduação

A graduação costuma ser um curso com uma mistura equilibrada entre matérias que tratam da teoria e da prática. O objetivo é fornecer uma formação completa e que também possibilite a produção do saber acadêmico.  

  • Graduação Tecnológica

A Graduação Tecnológica geralmente é mais focada em formar um profissional para o mercado de trabalho e tende a ter menos disciplinas teóricas e menos foco na produção acadêmica. Os cursos geralmente são de menor duração, e podem ser mais específicos (e algumas vezes mais restritivos).

Duração média

5 anos

Carga horária mínima

3.600 horas/aula

Grade do curso de Engenharia Civil

estudante graduação engenhariaDurante a graduação você vai adquirir o conhecimento teórico e dominar os conceitos básicos que permitem trabalhar em diversas áreas. As matérias variam desde Resistência dos Materiais, Cálculo Diferencial e Integral, Mecânica dos Solos até Construção de Edifícios e Hidráulica.

O mínimo de horas/aula para um curso de graduação da área de Engenharia ser reconhecido pelo MEC é de 3.600 h/a. Portanto, certifique-se de que a Faculdade/Universidade que você pretende cursar é reconhecida pelo MEC. Sem esse reconhecimento, o seu diploma pode não ter validade e você não poderá exercer a profissão legalmente!

Os cursos de Engenharia possuem uma Matriz Curricular em comum, e por isso algumas das disciplinas são comuns a várias Engenharias. para saber mais, consulte as Diretrizes Curriculares Nacionais do MEC para os cursos de Engenharia.  

 

>>Veja aqui:  7 filmes para engenheiros e apaixonados por construção


Rankings: Qual o melhor curso de engenharia civil?

Existem vários critérios e rankings diferentes para avaliar qual é a melhor escola de ensino superior de Engenharia Civil do país. Listamos alguns dos principais:

O MEC possui critérios para avaliar os cursos de graduação que vão desde notas nas provas como o Enade e Vestibular até avaliações presenciais de condições das instalações e do corpo docente. 

Para consultar a nota de uma faculdade de Engenharia Civil específica,ou verificar se ela é reconhecida pelo MEC, basta seguir esses passos:

1) Acessar o site emec.mec.gov.br
2) Clicar na aba “Consulta Avançada”
3) Em “Buscar por”, selecionar a opção “Curso de Graduação”
4) Na linha “Curso”, digitar: Engenharia Civil
5) No item “UF”, selecionar o estado (opcional)
6) Selecionar o município (opcional)
7) Clicar no botão “Pesquisar”
8) Aparecerá a lista de cursos de Engenharia Civil, com suas respectivas notas e situação perante o MEC

trofeu curso engenharia civil

Da mesma forma que o Guia do Estudante, a Folha de São Paulo também dá nota para os cursos de Graduação do país. Como um dos maiores jornais do país e que possui a disposição um instituto de pesquisa (o Datafolha), vale a pena conferir este ranking.

O Ranking da Exame organiza as informações obtidas pelo MEC e facilita a visualização e a navegação. Muito mais rápido para conferir os melhores cursos!

  • Algumas das universidades que costumam constar das listas de melhores graduações de Engenharia Civil:

    Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Goiânia (UFG), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Instituto Militar de Engenharia (IME-RJ), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Pará (UFPA), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade de Campinas (Unicamp), Instituto Federal da Aeronáutica (ITA), Universidade do Estado de São Paulo (USP).

 

Preço médio do curso de Engenharia Civil nas faculdades particulares

Segundo informações do Guia do Estudante, a mensalidade dos cursos de Engenharia Civil geralmente variam de R$ 400,00 a R$ 1.500

 

Tecnologia e tendências na Engenharia – fique ligado!

Ao final do curso de Engenharia Civil você já deverá estar apto para usar os softwares que auxiliam no cotidiano do mercado de trabalho. Esses programas serão essenciais para  facilitar tarefas como o cálculo de orçamentos e de estruturas, por exemplo.

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bimBIM

Building Information Modelling – ou Modelagem da Informação da Construção – é um conceito que está transformando o modo de pensar e projetar Construções! Para quem tem planos de ingressar no curso de Engenharia Civil, é essencial estar a par das novidades e boas práticas da área, e o BIM pode ser a chave para que isso aconteça. 

 


Para saber mais sobre o assunto, veja o nosso conteúdo sobre BIM:

Softwares que devem estar no radar do Engenheiro Civil:

O cotidiano de trabalho de um Engenheiro Civil envolverá, com certeza, o uso de pelo menos um software. Se você pretende cursar Engenharia Civil ou já está trabalhando na área, veja alguns dos programas que você deve conhecer para estar atualizado no mercado:

  • Softwares CAD (Computer Assisted Design) e 3D

Nas disciplinas de desenho técnico, você deve aprender a usar pelo menos um software para fazer os projetos no computador. Alguns deles:

 

AutoCAD

Esse é o software para desenho técnico mais conhecido e mais popular. Quem trabalha com Engenharia Civil com certeza vai ter algum contato com esse software em algum momento da vida profissional ou de estudante.

 

Autodesk Revit

O Revit é a ferramenta mais conhecida desenvolvida especificamente para Modelagem da Informação da Construção (BIM), incluindo recursos para projeto de arquitetura, de engenharia MEP, estrutural, e construção. Não se trata de apenas um software, e sim de uma “família” composta por programas como o Revit Architecture, Revit Structure, e Revit MEP.

 

Autodesk Navisworks

O Navisworks atua principalmente na coordenação, simulação da construção e análise de todo o projeto para revisão de projetos integrados. Alguns produtos Navisworks incluem ferramentas avançadas de simulação e validação.

>> Conheça também os principais apps no nosso post “Aplicativos para Engenheiros também nos smartphones”

Bentley

A Bentley possui várias ferramentas que podem auxiliar a modelar em BIM,

como o Bentley Architecture, o Bentley Structure e o Bentley MEP.

 

Graphisoft Archicad

É um programa CAD BIM para projeto, modelagem e maquete 3D. Permite projetar em 3D gerando plantas, cortes, elevações automaticamente. Desenvolvido pela empresa húngara Graphisoft, é bastante popular na Europa.

 

VectorWorks Nemestschek

Outra suíte de aplicativos que oferecem a possibilidade de integrar desde o rascunho de um projeto até o BIM, design em 2D e 3D, analisar custos, materiais e eficiência energética. É melhor utilizado se em conjunto com o Vectorworks Architect.

 

AltoQI Eberick

O AltoQI Eberick é um software para projeto estrutural em concreto armado moldado in-loco e concreto pré-moldado que engloba as etapas de lançamento, análise da estrutura, dimensionamento e o detalhamento final dos elementos.

CadTQS

Os softwares da TQS são todos voltados para cálculo e projeto de Estruturas de Concreto.

Sienge

O Sienge é um software de gestão – também chamado de ERP, ou Enterprise Resource Planning – especializado na Indústria da Construção com mais de 2300 clientes em todo o Brasil. O sistema é desenvolvido pela Softplan, uma empresa de tecnologia de Florianópolis que atua no mercado há mais de 25 anos. O software é composto por vários módulos interligados, assim é possível optar por quais e quantos contratar. Cada um deles é focado em resolver os problemas e facilitar o cotidiano de empresas que trabalham com construção.

Entre as facilidades que o Sienge oferece estão: fazer Orçamentos de obra e empresarial dentro do sistema, Estudos de Viabilidade, acompanhamento de Diário de Obra, compras de materiais e suprimentos dentro do sistema, gestão de ativos, gestão de qualidade, gerenciamento de contratos e notas fiscais, SPED fiscal e várias outras vantagens que simplificam o trabalho no ramo da construção, diminuindo o desperdício e aumentando a eficiência das empresas.  

>> Quer aproveitar para se atualizar? Leia o nosso post: “Cursos para engenheiros: separamos os melhores!”

 

Agora que você já sabe bastante sobre o curso de Engenharia Civil e a profissão de Engenheiro, já tem base para saber se essa é a escolha mais acertada para você, certo?

Ficou com alguma dúvida? Pode nos perguntar nos comentários!

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entrega de imóvel
Quais são os documentos essenciais para a entrega de imóvel?
Postado dia 27 de setembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Fiscal, Incorporação, Indústria da Construção

Preparamos um modelo de recibo de entrega de chaves e um modelo de recibo de quitação de imóveis para a sua empresa. Veja estes e outros documentos e entenda porque são importantes. Tudo para garantir uma boa entrega de imóvel para o seu cliente!

Quando a construtora ou incorporadora termina a construção do imóvel, precisa providenciar alguns documentos antes da entrega de imóvel oficialmente para o cliente. Entre esses documentos estão o recibo de quitação de imóveis e o recibo de entrega de chaves, que atestam legalmente que o imóvel foi totalmente pago pelo cliente e marcam que as chaves foram entregues.

entrega de imóvel casa vendida

Dentre todos os papéis que a empresa precisa providenciar na entrega de imóvel, qual a importância do recibo de quitação de imóveis e do recibo de entrega de chaves? Vamos detalhar melhor em tópicos:

Qual a necessidade de um documento como o recibo de entrega de chaves? É importante marcar legalmente esse momento, pois é a partir daí que o cliente é obrigado a assumir algumas responsabilidades, como por exemplo começar a pagar as taxas de condomínio e impostos. Antes disso, o ônus fica a cargo da empresa construtora. A assinatura do recibo de entrega de chaves comprova que:

– O  cliente/comprador vistoriou e aprovou as condições do imóvel. Também verificou e garantiu que o imóvel está com as licenças em dia.

Já sabe quais os documentos necessários para o licenciamento de obra? Leia o nosso post sobre o assunto!

 

– A construtora ou empresa executora não precisa mais construir ou reformar nenhuma parte do imóvel, ou seja, executou o projeto integralmente e não há reparos a fazer. É importante que o cliente/comprador não assine o Recibo de Entrega de Chaves até que tudo esteja pronto e não seja detectado nenhum vício construtivo. Caso haja desacordo entre as partes, é possível assinar o recibo de entrega de chaves e incluir algumas ressalvas. Por exemplo, se foi encontrada uma rachadura na parede, deve constar no recibo de entrega de chaves a ressalva de que a empresa construtora fica responsável por fazer esse reparo, com reconhecimento da assinatura de ambas as partes.

– A partir da entrega das chaves, a empresa construtora fica livre das responsabilidades fiscais e/ou documentais sobre o imóvel a partir daquela data (a não ser aquelas que estejam determinadas anteriormente em contrato, como por exemplo alguma forma de manutenção manutenção).

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já manifestou-se em alguns casos de forma a indicar que “a efetiva posse do imóvel, com a entrega das chaves, define o momento a partir do qual surge para o condômino a obrigação de efetuar o pagamento das despesas condominiais” (EREsp 489647/RJ). Por isso, somente é legal a cobrança da taxa de condomínio e do IPTU quando o comprador tem a posse efetiva do imóvel que se dá com a entrega das chaves, sem que este tenha defeitos.

Existe uma polêmica quanto ao cálculo de juros das parcelas de compra do cliente. Costumeiramente, antes da emissão do Habite-se, os juros são calculados com base unicamente no INCC (Índice Nacional da Construção Civil). Após a emissão do Habite-se na prefeitura, podem ser praticados os juros e correção monetária previstos anteriormente em contrato até que o imóvel seja quitado. Vale lembrar que essa costuma ser a prática juridicamente, mas a situação pode variar para cada caso. 

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Vale notar que a emissão do Habite-se não significa necessariamente que a obra está pronta para ser entregue. A emissão dessa licença e a entrega das chaves costumam ser em momentos diferentes, e é importante explicar isso para que o cliente compreenda os seus direitos e obrigações.

Segundo matéria do Estadão, a entrega das chaves também costuma ser o momento em que a empresa que vendeu o imóvel recebe o valor devido:
“No mercado imobiliário, esse é um momento crucial, porque a venda só se concretiza na entrega das chaves: é quando o cliente da incorporadora passa a ser cliente do banco, ao assumir um financiamento, e a empresa recebe o valor integral do imóvel.”

A entrega das chaves é um momento marcante para o cliente/comprador, pois significa o fim de todo um processo de acompanhar, planejar e sonhar com aquele imóvel. Por isso, é essencial garantir que a sua empresa apresente um bom serviço nesse momento: é o momento de encantar o cliente. A MRV Construtora, por exemplo, tem uma cartilha que guia a Entrega das Chaves. Esse também é o momento de detalhar os direitos e deveres daquele que recebe o imóvel. O Manual do Proprietário é um ótimo complemento para esse momento de entrega de imóvel. 

Você pode baixar o nosso modelo gratuito de Manual do Proprietário de Imóveis:

Baixe aqui!

 

Para que a empresa construtora evite problemas jurídicos, é importante ficar atento quanto aos financiamentos de imóveis em andamento para que cheguem ao final com a emissão do recibo de quitação do imóvel quando o cliente terminar o pagamento das prestações. Ou seja, enquanto o financiamento ou a dívida estiver em curso, a propriedade do cliente ainda não está consolidada.  

Se for o caso de o comprador usar do financiamento imobiliário, a entrega das chaves marca o momento em que a construtora/incorporadora recebe o valor total relativo ao imóvel e o cliente passa a ser cliente de uma instituição de crédito. O mutuário (titular das prestações do financiamento) deve estar ciente de que o imóvel ainda não lhe pertence até que a dívida seja quitada. A propriedade do imóvel se dará somente após o pagamento integral do financiamento imobiliário, ocasião em que será entregue e assinado o recibo de quitação de imóveis.

 

Enquanto o recibo de quitação de imóvel não for assinado, o imóvel é passível de devolução por parte do comprador (salvo casos específicos determinados em contrato). A devolução do imóvel – ou o distrato do contrato imobiliário – é uma situação que não beneficia ninguém: o comprador desiste de algo que planejou por tanto tempo e a empresa construtora/incorporadora geralmente deve retornar uma parte do investimento ao seu cliente.

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Os casos de distrato e devolução de imóvel têm aumentado muito no Brasil. Segundo matéria do Estadão, “O levantamento recente da agência de classificação de riscos Fitch, com nove companhias, mostra que, de cada 100 imóveis vendidos, 41 foram devolvidos de janeiro a setembro de 2015. Isso significa quase R$ 5 bilhões de volta às prateleiras das grandes empresas.” Essa realidade inclusive levou a uma negociação para Novas Regras para Distrato de Contrato de Compra e Venda de Imóveis.

O comprador pode solicitar a quitação do imóvel à instituição de crédito responsável pelo financiamento. Caso deseje amortizar uma parte da dívida que corresponda ao fim do financiamento, a quitação pode ser realizada com recursos recursos do FGTS. Vale consultar a Caixa Econômica, responsável pela liberação dos recursos do FGTS.

Caso haja a quitação do valor da compra do imóvel no ato da compra ou caso a empresa construtora/incorporadora também gerencie linhas de crédito, esse documento torna-se ainda mais importante dentro da empresa.

 


entrega de imóvel contratoO recibo de quitação do imóvel garante:

  1. Solicitando a averbação do Termo de Quitação no Cartório de Registro de Imóveis
  2. Solicitando uma matrícula atualizada no Cartório de Registro de Imóveis. Este documento comprova finalmente a propriedade do imóvel.

Agora que você já conhece esses dois documentos, que tal incluí-los no manual do proprietário de imóveis? Você certamente fornece um Manual do Proprietário para os seus clientes no momento da entrega de imóvel, mas caso ainda não tenha um modelo, nós desenvolvemos um para você baixar e usar gratuitamente.

Agora que já falamos bastante sobre a importância desses documentos de entrega de imóvel para a sua empresa, que tal baixar nossos modelos gratuitos e utilizá-los para oferecer um serviço de qualidade para os seus clientes?

Baixe aqui o Recibo de Quitação de Imóveis

Baixe aqui o Recibo de Entrega de Chaves

 

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engenharia de custos
Qual a importância da engenharia de custos na obra?
Postado dia 26 de setembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Gestão, Indústria da Construção

No cenário da construção civil brasileira, os atrasos na entrega de obras – sejam  residenciais, sejam comerciais – são recorrentes. Segundo dados divulgados na matéria do Jornal O Dia, em 2013, a Secretaria Nacional do Consumidor recebeu 34.534 reclamações na área de habitação, sendo que 22% correspondem ao não cumprimento de contrato por parte das construtoras. Os casos e os números justificam porque as pessoas já estão desacreditadas quanto aos prazos dados para entrega de empreendimentos imobiliários. Mas, a questão é que, mesmo sabendo que os atrasos são comuns, os clientes estão dispostos a comprar. Então, como trabalhar para evitar estouro de orçamento, atrasos na entrega das obras e mudar essa visão? A engenharia de custos pode ser a resposta!

Uma gestão inteligente, aliada à orientação da engenharia de custos, deve definir o melhor caminho a ser seguido, para que o projeto seja executado conforme o planejado. É por isso que o orçamento da obra está diretamente ligado à qualidade do projeto que o originou.

Um bom projeto requer um bom planejamento orçamentário para que o desenho ganhe vida e saia do papel. Diante da necessidade de manter este alinhamento, a engenharia de custos participa e acompanha a construção como responsável pelo levantamento do valor a ser investido em cada etapa da obra. Cabe aos profissionais que atuam nesta área a responsabilidade de prever os custos para executar o projeto, tais como:

    • Pessoal: salários, encargos sociais, benefícios e vale-transporte;
    • Materiais: fornecimento e impostos (IPI e ICMS);
    • Equipamentos: fornecimento e impostos – IPI, ICMS, Importação;
    • Taxas e seguros: Crea, Licença, e Seguro de Vida, Predial, Automotiva e Garantia de Obras;
    • Transportes

Na engenharia de custos, nenhuma das variáveis utilizadas em um orçamento pode ser previamente fixada, afinal, estas dependem exclusivamente de informações sobre o projeto, a localização do serviço, as exigências do Edital de Licitações ou ainda do Memorial Descritivo do empreendimento. Cada projeto requer uma análise totalmente diferente, feita sob medida para a obra ser construída em tempo, com qualidade e com custos sob controle.

Neste sentido, a atuação do engenheiro de custos é focada, principalmente, na elaboração e validação de orçamentos e planejamento de custos do empreendimento para todas as fases da obra, e também na gestão de custos e do fluxo de caixa. Dentre outras atividades, cabe também ao engenheiro de custos a tarefa de analisar o desempenho e os resultados dos projetos em andamento (com visitas ao canteiro de obras), bem como monitorar desvios, abrangendo evolução física, financiamento à produção, incorrido e à incorrer.  

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Segundo dados da Catho, o engenheiro de custos é o profissional que “faz análise, composição e controle de custos de projetos (obras); elabora e controla os orçamentos, e planeja a apropriação de custos diretos e indiretos.” Hoje, no Brasil, o salário-médio é de R$ 3.971,20.

Para que o profissional possa de fato contribuir com a qualidade da obra, é preciso também que ele vivencie de perto a rotina da construtora. Desde o desenho do projeto e reuniões de planejamento, acompanhamento da obra com visitas ao canteiro de obras até o relatório final após a entrega da obra. Com essa participação, o engenheiro de custos pode identificar fragilidades, corrigi-las e  indicar o melhor caminho para que a construtora não fuja, ou desvie o mínimo possível, dos custos estimados para o projeto. Dessa forma, o profissional vai também consolidando um modelo de trabalho e histórico de informações, que propicia o refinamento do seu trabalho.

 

Durante o andamento do projeto, um dos fatores que provoca mais impacto no orçamento é o atraso da obra, que desencadeia uma série de prejuízos para as empresas da construção civil. Com o cronograma comprometido, a engenharia de custos da obra assume o desafio de evitar o efeito dominó do atraso e a geração de reflexos como:

  • Aumento de custo: quando a obra atrasa, os custos fixos do canteiro extrapolam o gasto previsto.
  • Problemas no fluxo de caixa: o adiamento da realização do lucro da construtora impacta o fluxo de caixa, de modo que influencia o capital de giro e pode afetar o desempenho da construtora.
  • Indisponibilidade das equipes: a dificuldade de originar novos negócios fica maior por conta da indisponibilidade dos profissionais, que ficam mais tempo focados em um mesmo projeto.
  • Perda de credibilidade: a percepção de que a construtora não honra seus compromissos coloca em risco vendas futuras e a confiança do consumidor no mercado imobiliário.
  • Perda de clientes e devolução de parcelas: compradores insatisfeitos podem entrar com ação judicial solicitando a rescisão do contrato e a devolução integral dos valores pagos, com correção monetária.
  • Indenizações: mesmo após a entrega, os clientes têm a opção de entrar na Justiça pedindo indenização por danos morais e materiais.
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Diante de possíveis complicações, durante a execução do projeto, se for preciso, o replanejamento dos custos e serviços deve ser feito de imediato.  Neste cenário, o engenheiro de custos deve estar preparado para transitar, com facilidade, por todas as etapas do ciclo de vida de uma edificação, participando do processo desde o estudo de viabilidade até a gestão econômica do ativo. O profissional especialista atua, portanto, como um gerente de múltiplas habilidades, algumas adquiridas com estudo e capacitação, outras com experiência e vivência em diferentes obras e empreendimentos.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos (Ibec), oferece suporte para a formação de engenheiro de custos, com cursos de capacitação, especialização e MBA Executivo. Como uma organização sem fins políticos e/ou lucrativos, desde 1978, o Ibec:

“Visa promover as técnicas e tecnologias da Engenharia de Custos, como ciência multidisciplinar, integrando empresas e profissionais, atuantes em todos os segmentos e promovendo encontros, palestras, reuniões técnicas, cursos, seminários, congressos, publicações e principalmente o intercâmbio com as congêneres dos demais países do mundo.”

Com o movimento de profissionalização, as construtoras passam a contar com especialistas treinados, com sólidos conhecimentos em relação ao processo  de gerenciamento de custos e orçamentos de obras. Em parceria com os demais profissionais da equipe, o engenheiro de custos trabalha focado para maximizar os resultados, diminuindo e evitando atrasos, e garantindo a qualidade da obra no tempo certo.

Para Gustavo Martins, autor do blog Engenheiro de Custos, o principal atributo do engenheiro de custos é ser um bom gestor, entendendo a sua importância nas etapas do ciclo de vida de uma construção e interligar de fato as áreas de orçamento, planejamento, riscos, viabilidade do projeto, entre outros.Colocando-se sempre em comunicação com outros profissionais para encontrar soluções técnicas adequadas para a empresa.

O ganho da construtora com o investimento na engenharia de custos é inquestionável. Para evitar o cenário de corrida contra o relógio no canteiro de obras e desgaste com o cliente na central de atendimento, priorize a engenharia de custos nos próximos empreendimentos ou, se aproprie desta prática e contrate um especialista na área.

Com a técnica da engenharia de custos e a atuação de um profissional da área, todos ganham: construtora, profissionais e clientes. Este profissional mantém um olho no planejamento orçamentário e no fluxo de caixa, outro no cronograma e, em parceria com os demais profissionais, ajuda a garantir a entrega das chaves.

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regularização da obra
Saiba como garantir a regularização da obra
Postado dia | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Indústria da Construção

Para qualquer projeto, o planejamento é sempre essencial e na construção civil não poderia ser diferente. Um dos segredos é justamente pensar em tudo o que precisa ser feito, no tempo certo, para que seja possível dar conta das etapas do cronograma no prazo estimado. Antes mesmo de começar a construir, vale levantar toda a documentação necessária para regularização da obra. Você pode conferir aqui quais são os documentos obrigatórios para o licenciamento de obras.

Segundo matéria da Infomoney, em julho de 2016, o Brasil registrava pelo menos cinco mil obras públicas paralisadas, num total de investimentos de mais de R$ 15 bilhões. Na iniciativa privada, não é diferente, e por isso, profissionais dos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (Creas) desempenham, entre outros, o papel de fiscalizar e notificar obras irregulares. O Crea do Espírito Santo, por exemplo, segundo matéria divulgada no portal  G1, registrou um crescimento de obras irregulares: em  2014, eram  8 mil, já em 2015 o número saltou para quase 10 mil.  Além do enfraquecimento da economia, outras questões como, por exemplo, falta de atenção à burocracia e ao orçamento, projetos malfeitos e entraves ambientais afetam a condução das obras, implicando na paralisação, gerando multas e até embargos.

O resultado de entraves para a regularização da obra causa prejuízo para a construtora e decepção para o cliente, que espera receber o imóvel – e poder ocupá-lo – dentro do prazo.

Para evitar este desgaste e garantir que a obra não enfrente problemas, o caminho é um só: ter todos os projetos em mãos e buscar todas as licenças necessárias para construir com tranquilidade, atendendo aos trâmites burocráticos e garantindo a regularização da obra, sem qualquer dor de cabeça.  

Para te ajudar neste percurso, elencamos a seguir a documentação necessária para o planejamento, execução, conclusão e regularização da obra, destacando a importância de cada uma delas.

Use a lista abaixo para fazer um checklist de regularização da obra e não esqueça de nenhum documento ou licença importante:

  • Matrícula do imóvel

Este documento identifica o imóvel pela localização e descrição exata, com o registro das mudanças do imóvel e outras informações, como nome dos antigos proprietários e a data da primeira matrícula.

É preciso ter certeza de que o terreno escolhido para o projeto está regularizado. Pesquise a matrícula do terreno e certifique-se disso.Tal consulta deve ser feita no cartório de registro de imóveis. Hoje, em alguns estados como São Paulo, por exemplo, já é possível fazer esta consulta on-line pela Central de Registradores.

 

  • Contratação de Profissional Habilitado

Para qualquer tipo de construção, a contratação de um arquiteto ou engenheiro civil é obrigatória, segundo o Art. 15, da Lei n° 5194/66. A contratação de um profissional habilitado perante o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) do seu estado e a prefeitura da cidade, garante segurança, economia de tempo e dinheiro, e evita possíveis complicações futuras.

Ele será responsável pela elaboração dos projetos e pelo acompanhamento técnico da obra, de acordo com as NBRs (normas brasileiras) aplicáveis à construção civil.

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  • Projeto Arquitetônico

Envolve a transcrição das ideias e a definição de formas e tamanhos dos ambientes, levando em conta os fatores limitantes impostos pelas leis municipais, estaduais e federais. É baseado em cinco etapas: levantamento de dados, estudo preliminar, anteprojeto, projeto legal e projeto executivo.

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Cada tipo de edificação exige um conjunto diferente de projetos, mas o projeto arquitetônico é requerido para qualquer tipo de obra, ou seja, é impossível seguir em frente sem tê-lo em mãos. Então, priorize a elaboração do projeto arquitetônico e de todos os outros: estrutural, elétrico, hidráulico, prevenção de incêndio e tubo de telefonia. A qualidade da obra começa com o escopo completo dos projetos.

  • Alvará de Construção

Esse documento garante que a obra foi aprovada pelas autoridades técnicas do município quanto às questões urbanísticas legais, define um prazo e indica o responsável por construir atendendo às questões de saúde, segurança e meio ambiente.

A emissão do alvará de construção pela prefeitura indica que o projeto está apto para ser construído de acordo com legislação local, e autoriza o início da execução da obra. Para que o projeto seja aprovado, é preciso que os profissionais envolvidos estejam atentos às diretrizes do município referentes ao zoneamento, aos coeficientes de aproveitamento, à taxa de ocupação, e às exigências da parte urbanística e do código de edificações.

  • Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)

Criada pela Lei 6.496/77, a ART é a formalização do contrato entre o cliente e o profissional contratado para prestação de serviços de engenharia, arquitetura e agronomia. Na ART, o profissional descreve as obrigações contratuais e identifica os responsáveis pela obra e prestação de serviços.

A ART é válida apenas se tiver sido cadastrada no CREA, quitada, possuir as assinaturas originais do profissional e contratante, sendo que também deve estar livre de qualquer irregularidade referente às atribuições do profissional que a anotou.

A taxa incidente sobre o documento varia de acordo com o tipo de serviço. Conforme prevê a Resolução 425/98, do Confea, no art. 4º, o recolhimento é obrigação do profissional ou empresa contratada.

fiscalização de obra

Quando a fiscalização visitar a sua obra, alguns documentos precisam estar disponíveis no local

  • Placa, plantas e ART na Obra

Em todas as fases da construção é necessário manter o terreno sinalizado, com todas as informações do projeto, mostrando a regularidade da obra. Por isso, os Creas exigem a utilização de placa, com os dados do profissional responsável pela construção, e também com o número do processo de aprovação e do alvará de construção, no canteiro de obras.

Para facilitar a consulta e confirmar a regularidade, em uma fiscalização, uma via do alvará de construção, a cópia da ART cadastrada no Crea e as cópias das plantas aprovadas também devem ser mantidas na obra.

  • Certidão Negativa de Débito (CND) INSS Obra

Este é o documento comprobatório da regularidade do contribuinte. A CND da obra é emitida pelo INSS e exigida para a regularização da obra no momento da averbação. Para a emissão da CND, a obra não pode ter restrição no Cadastro Específico do INSS (CEI). Se houverem restrições, o INSS emitirá um relatório, indicando as irregularidades para que seja providenciada a regularização.

Para solicitar a CND INSS da Obra, o proprietário da construção deve enviar à Receita Federal a Declaração e Informações sobre a Obra (Diso). O documento pode ser enviado pelo site da Receita, para que o órgão possa validar as principais informações sobre a obra. Somente depois da regularização da obra junto à Receita Federal será expedida a Certidão Negativa de Débito (CND) relativa à construção, permitindo a averbação nos cartórios de registros de imóveis. A CND tem prazo de validade de 180 dias a partir da data de emissão.

  • Atestado das concessionárias de água e esgoto

Nesse documento, as concessionárias de água e esgoto dos estados asseguram a possibilidade de interligação de determinado empreendimento às redes públicas de distribuição de água e esgotamento sanitário.

  • Atestado de conformidade da instalação de energia elétrica

Esse atestado demonstra que a instalação elétrica de baixa tensão avaliada atende às prescrições da norma NBR 5410/04 e aos regulamentos das autoridades e das concessionárias de energia elétrica.

  • Auto de vistoria do corpo de bombeiros

Auto de vistoria do Corpo de Bombeiros, é o documento emitido pelo Corpo de Bombeiros que comprova que, durante a vistoria, a edificação possuía as condições de segurança contra incêndio, previstas pela legislação

  • Habite-se

Após a conclusão da obra, a prefeitura emite o Certificado de Conclusão, conhecido como Habite-se, atestando que a construção do imóvel foi conduzida seguindo à risca as exigências da legislação do município.

Para solicitar o documento, é necessário ter em mãos os atestados das concessionárias de água, energia e do corpo de bombeiros, que evidenciam a correta funcionalidade das instalações do imóvel.

De acordo com a Lei n° 1. 172/96, as construções com dois ou mais blocos situados em um mesmo terreno, liberadas por um único alvará de construção, podem receber a Carta de Habite-se separadamente, desde que cada bloco seja unidade autônoma, de funcionamento independente, e possa ser utilizado separadamente.

Antes liberar o documento, a prefeitura faz uma vistoria no imóvel para verificar se as regras locais foram seguidas.

  • Registro do imóvel

O registro do imóvel é o instrumento que permite a comprovação do direito de propriedade, e também a forma pela qual é feita a transferência dos bens imóveis.

Para concluir o processo e efetuar a averbação da construção na escritura do terreno, gerando um novo registro do imóvel, o proprietário deve apresentar o Habite-se, a CND INSS obra e também o carnê do IPTU (em dia), além de documentos pessoais de identificação do proprietário e cônjuge.

O documento deve ser requerido no cartório de registro de imóveis mais próximo do empreendimento recém-construído. Depois, é preciso ir até a prefeitura para que o imóvel receba um número de cadastro, garantindo a regularização completa da obra.


Com a observância a todas estas exigências, fica mais fácil conduzir a obra, para que todas as etapas sejam concluídas e o projeto saia do papel, sem qualquer transtorno ou dor de cabeça. É preciso concentração na regularização da obra, de acordo com o que preveem as Normas Brasileiras (NBR) da Construção Civil e as legislações municipais. Caso seja identificada qualquer irregularidade, a construtora pode ser notificada e multada pelos órgãos fiscalizadores, como a prefeitura da cidade e o Crea do estado. A regularização da obra garante tranquilidade – durante a obra e após a entrega das chaves – e representa um ganho para todas as partes envolvidas.

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cobrança sem registro
Contas a receber: Boleto de Cobrança sem registro vai deixar de existir!
Postado dia 20 de setembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Gestão, Sienge, Software, Tendências

Se você trabalha no departamento Financeiro da sua empresa, é importante prestar atenção, pois os boletos de cobrança sem registro devem acabar em breve. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) está mudando muitos processos através do seu projeto Projeto Nova Plataforma de Cobrança, que deve entrar em vigor no começo de 2017. É preciso se preparar e estar informado, mas fique tranquilo que nós vamos te ajudar!

O que é o Projeto Nova Plataforma de Cobrança?

A Febraban lidera esse projeto como uma iniciativa para reduzir as fraudes bancárias, evitar a sonegação de imposto de renda e assim garantir mais segurança e transparência nas transações.

Muitas empresas têm sofrido um tipo de golpe em que infratores alteram alguns números do código de barras do boleto e desviam o pagamento para suas contas, roubando o dinheiro do pagamento do título. Com a cobrança sem registro, era difícil contestar o pagamento desse boleto e reaver a quantia desviada, com a cobrança registrada, o boleto pode funcionar como título de protesto. Também fica mais complexo “esconder” ou “maquiar” números para a declaração de imposto de renda, afinal os seus dividendos estarão registrados no sistema bancário nacional.  

Dados da Febraban mostram que 3,6 bilhões de boletos são emitidos anualmente no Brasil, sendo 40% deles sem registro. Aos poucos, o projeto de Nova Plataforma de Cobrança já está sendo colocado em prática. A primeira medida tomada para implementar essa mudança está em vigor desde junho de 2015, quando a rede bancária deixou de ofertar o produto cobrança sem registro, ou seja, os novos contratos de cobrança bancária somente são feitos por meio de cobrança registrada.

As empresas que ainda operam na modalidade sem registro devem contatar seu banco de relacionamento para registrarem seus boletos de pagamento, pois a partir de 2017, todos os boletos deverão passar pela aprovação do sistema centralizador de títulos. Portanto, os boletos sem registro deixarão de existir na prática.

O sistema centralizador de títulos deve funcionar assim:

– Você registra o seu contrato no sistema do seu banco de relacionamento indicando um CPF ou CNPJ do pagador, datas de vencimento e outras informações

– Envia o boleto para o sistema de registro de boletos

– O boleto é processado e aprovado

– Você ou o cliente recebe o boleto de volta para pagamento

Essa burocracia extra deve atrasar e dificultar a emissão de segunda via de boletos. Uma vantagem é que todos os títulos poderão ser pagos em qualquer instituição financeira, coisa que não acontece hoje.

O que significa o fim da cobrança sem registro na prática?

Para se adaptar, você deve verificar a sua carteira de clientes e entrar em contato com seu banco. Cheque clientes e contratos antigos para os quais você emite boletos não registrados e registre-os.

Se você usa algum software de controle Financeiro, entre em contato com eles para verificar se atendem à essa nova obrigação.

Veja este vídeo o Diretor da Febraban explicando todos os detalhes e motivos para a mudança:

A diferença entre boleto registrado x não registrado

Boleto não-registrado:

– Como não consta no sistema do banco, possui dados mais gerais, e pode ter dados alterados mais facilmente, como data de vencimento e outras informações.

– Segunda via é emitida sem comunicar o banco

– São mais passíveis de fraude

– A única taxa cobrada é quando acontece o pagamento na instituição bancária e não são cobradas taxas para sua emissão ou desistência do pagamento

– Na falta de pagamento, o banco não se responsabiliza pela cobrança

-Não é possível acompanhar o andamento da operação


Boleto registrado

– Alterações nas informações do boleto devem ser comunicadas ao banco e podem ser cobradas taxas para tal

– Emissão de segunda via precisa ser comunicada ao banco e pode ser cobrada uma taxa

– As informações do pagador devem ser definidas através de CPF ou CNPJ

– O banco pode protestar cobranças atrasadas

– A operação fica registrada nos sistemas e pode ser acompanhada na sua totalidade

Sua empresa está preparada para 2017?

Já começou a migrar sua carteira de clientes com cobranças sem registro para registradas? Entre em contato com seu banco e comece agora!

Se você emite boletos pelo Sienge, fique tranquilo, nós estamos preparados para atender às cobranças registradas e te auxiliar na gestão das suas Contas a Pagar.

 


Ficou com alguma dúvida?
Mande uma mensagem para nós no formulário abaixo:

Apontador de Obras
Qual o papel do Apontador de Obras?
Postado dia 17 de agosto de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Fiscal, Gestão, Indústria da Construção, Sienge

Você sabe o que faz o Apontador de Obras e qual a sua função em uma empresa? Descubra no nosso post!

O que faz o apontador de obras? Entre todos os profissionais de uma obra, o apontador é um dos mais importantes. É ele quem integra os trabalhos no canteiro e do escritório, pois exerce funções importantes para os dois ambientes, fornecendo informações estratégicas para o acompanhamento das obras e o cumprimento do planejado.

Esse profissional é responsável por fazer levantamentos e registros diários no canteiro de obras, tais como fiscalizar o registro de ponto e ajudar a área administrativa passando informações quanto à alimentação, transporte, vestuário, etc. Além disso, também orienta o pessoal quanto às normas da empresa e normas técnicas, gerencia a presença dos visitantes e fornecedores no canteiro de obras.

De acordo com a Classificação Brasileira de Ocupação do Ministério (CBO) do Ministério de Trabalho e Emprego, a função de Apontador de Obras também pode ser chamada de: Anotador de mão-de-obra, Anotador de pessoal, Apontador de pessoal, Apropriador de mão-de-obra e Controlador de mão-de-obra. Oficialmente, a CBO determina que a função do Apontador de Obras é:

“Anotar a produção e controlar a freqüência de mão-de-obra. Acompanhar atividades de produção, conferir cargas e verificar documentação. Preencher relatórios, guias, boletins, plano de carga e recibos. Controlar movimentação de carga e descarga nos portos, terminais portuários e embarcações. Podem liderar equipes de trabalho.”

Pode-se dizer que o apontador de obras é uma espécie de “agente do RH” no canteiro, pois geralmente fica responsável por verificar a presença dos funcionários, faltas, horas extras, acompanhar pausas para almoço, final do expediente, preparar rescisões, folhas de pagamento e até mesmo ajuda a recrutar e registrar novos funcionários.

Para exercer essa função é necessário saber utilizar as ferramentas corretas para controle, tais como planilhas e softwares de gestão. Também é essencial conhecer a legislação trabalhista e as normas de segurança, bem como outras normas da construção civil. Esse trabalhador é, geralmente, subordinado ao mestre de obras e à equipe de RH da empresa.

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Outra função do apontador de obras é fiscalizar o uso de equipamentos de segurança, auxiliando o técnico ou engenheiro de segurança a cumprir suas tarefas. Também pode atuar junto aos responsáveis pela compra de insumos, ajudando no controle do recebimento de fornecedores e verificando necessidades do canteiro de obras. Auxilia, por vezes, nas medições e nos levantamentos necessários para o controle de qualidade nas obras.

Segundo informações da Catho, o salário médio para Apontador de Obras no Brasil é de R$ 1.433,33. Dentre as qualificações deste profissional, a Catho aponta que 24% têm Graduação, 12% são graduados em Administração de Empresas e 5% têm Inglês intermediário.

É importante lembrar que não é pré-requisito ter uma formação especifica para trabalhar na área, mas muitas empresas exigem experiência em atividades administrativas e domínio de ferramentas de gestão.

Esse profissional é essencial para que o escritório – ou seja, a equipe administrativa – esteja ciente do que acontece no canteiro de obras. O caminho para evoluir na área e chegar a Encarregado Administrativo da Obra, é especializar-se através de cursos, ser organizado e dominar várias ferramentas de gestão que substituam as várias planilhas de controle. Os requisitos para saber coordenar atividades relacionadas à gestão de qualidade, por exemplo, são conhecimentos muito úteis para esse profissional.

Uma das maiores responsabilidades desse profissional é garantir o sucesso das equipes terceirizadas, fiscalizar o seu trabalho e determinar seus horários. Para garantir que tudo seja feito da forma mais correta, é essencial ter conhecimento da CLT e estar bem treinado.

Antigamente, o trabalho desse profissional era feito com lápis e papel, na base da prancheta. Daí o nome apontador, pois era o responsável por colocar tudo “na ponta do lápis”. Hoje em dia, nem é preciso dizer, a tecnologia transformou a função. Esse trabalho é realizado, por vezes, utilizando planilhas e fichas de controle.

Nas empresas mais modernas e automatizadas, o trabalho do apontador é totalmente integrado com outros setores da empresa através do uso de softwares de gestão, como o nosso ERP, o Sienge.

Conheça as Soluções do Sienge que podem facilitar o trabalho de medição e apontamento nas obras!

Caso deseje saber como podemos ajudar nas suas obras, mande uma mensagem através do formulário abaixo e entraremos em contato!

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Saiba como o Sienge pode ajudar a sua empresa