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Orçamento na Construção Civil: como dimensionar os custos indiretos de mão de obra?
Postado dia 9 de dezembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Indústria da Construção

Antes mesmo de começar a execução do projeto, o planejamento e o orçamento na Construção Civil são etapas que requerem total atenção, foco e dedicação dos profissionais envolvidos. Um custo mal dimensionado pode comprometer não só o orçamento na Construção Civil mas todo o andamento da obra. Para garantir a sustentabilidade do projeto e a sua execução do início ao fim, é fundamental priorizar a engenharia de custos e investir todo tempo e recurso necessários na elaboração de um orçamento completo e detalhado, que seja coerente, viável e o mais próximo possível da realidade da construtora.

Como o custo total de uma obra é o resultado da soma dos custos diretos e indiretos, cabe aos gerentes de projetos e engenheiros de custos dimensionar, com a máxima exatidão e de forma minuciosa, o seu real custo no orçamento na Construção Civil, reunindo todos os dados sobre o projeto e destacando o valor a ser gasto com mão de obra direta e indireta. Esse é um dos aspectos mais importantes: prever corretamente os custos com a mão de obra técnica e terceirizada, para que seja possível manter a mesma qualidade e ritmo de execução da obra, garantindo, sobretudo, a entrega do imóvel dentro do prazo estimado.

Para começar, o que é custo de mão de obra indireta?

Na fase de orçamento na Construção Civil, temos diferentes parcelas que compõem os custos de uma obra, de modo que cada parte tem uma metodologia de estudo e levantamento de custo diferente. Ao fim, todos os custos são classificados e somados, indicando o custo total da obra. Na tabela a seguir estão elencadas todas as parcelas.

Neste contexto, merecem especial atenção as parcelas de mão de obra: sejam diretas, sejam indiretas, devem ser estimadas com a máxima precisão. Este custo, na verdade, representa investimento, afinal, quem dá vida aos projetos são os profissionais e a qualidade da obra depende do esforço e da entrega de cada um deles. Quanto melhor o desempenho do time, maior a satisfação do cliente.

tabela1

Saber a diferença entre os tipos de mão de obra é fundamental na hora de dimensionar este custo no orçamento na Construção Civil. A mão de obra direta abrange o grupo de profissionais ligados diretamente à execução do projeto, ou seja, é todo o recurso humano que permite relacionar um período de tempo de cada profissional para a entrega de uma tarefa. Já a mão de obra indireta é formada pelos profissionais que apoiam a realização das atividades previstas no cronograma da obra. O dimensionamento da mão de obra indireta costuma ser feito com base em índices de rateio, derivados de ativos de processos organizacionais de projetos anteriores. Descobrir como calcular o custo com mão de obra indireta é o grande desafio!

Exemplos de custos de mão de obra indireta no orçamento da Construção Civil

Comumente, os custos indiretos de mão de obra envolvem profissionais nos serviços de infraestrutura de apoio à produção, em diferentes fases da obra.

  1. Instalação do Canteiro de Obras: para a implantação deste é preciso dimensionar a quantidade de mão de obra necessária para a limpeza da área, colocação de tapumes ou construção de muros, locação das instalações, fundações, construção ou montagem dos escritórios, depósitos, oficinas, refeitórios, sanitários, centros de convivência, entre outros.
  1. Administração Local: como a administração local da obra implica em gastos fixos mensais com a força de trabalho, é preciso ter em mente o ciclo da construção e prever a contratação de profissionais de acordo com esta demanda. A demanda de pessoal aumenta à medida que a obra avança, registrando um pico e, depois, perto da conclusão da obra é registrada uma queda. Dentre os profissionais contratados na categoria de mão de obra indireta na Construção Civil, destacam-se diferentes classes de trabalhadores mensalistas, tais como: engenheiros de obra, mestres, chefe administrativo, escriturários, encarregados de pessoal, financeiro, almoxarife, motoristas e vigias.
  1. Mobilização e Desmobilização da obra: é necessário prever a contratação de profissionais que irão atuar desde o planejamento do canteiro de obras, para a tomada de todas as providências e a instalação no local da construção, até a desmontagem das estruturas e equipamentos, a desmobilização do pessoal, a limpeza geral e a reconstituição da área à situação original.

A seguir, temos o exemplo de funções que se enquadram dentro do custo de mão de obra indireta. São profissionais cujas atividades desempenhadas não estão, necessariamente, dentro do escopo da construtora, mas são importantes para a execução das etapas previstas no cronograma da obra. Confira a tabela, divulgada no site PMKB, que ilustra as possíveis contratações a serem orçadas como mão de obra indireta.

tabela2

             

Quais os impactos dos custos de mão de obra indireta?

Como vimos, a mão de obra seja ela direta, seja indireta, tem um custo que representa uma das parcelas correspondentes ao custo total de um projeto executado. Por isso, a forma como os custos indiretos de mão de obra são alocados influencia muito o custo global, sendo que a mudança do critério de rateio pode impactar em variações no total de custos do projeto.

Assim, quanto mais cara a mão de obra, mais alto será o valor do projeto. É claro que no orçamento na Construção Civil existem uma série de outros fatores que impactam no valor final da obra, mas o custo da mão de obra empregada é decisivo para que a construtora possa definir com convicção e segurança o preço final, sem correr o risco de ficar no vermelho ao longo da execução e, ao fim, acumular prejuízo.

Como calcular o BDI? E qual o lugar da mão de obra indireta na sua composição?

Para calcular o BDI (Bonificação ou Benefícios e Despesas Indiretas) é preciso incluir também os custos relativos à mão de obra indireta. Afinal, o BDI é definido, justamente, como um percentual relativo às despesas indiretas, que incide sobre os custos diretos de maneira geral, e permite formar, com a máxima precisão, o preço de venda do empreendimento. Em suma, o BDI é o rateio do lucro somado ao custo indireto e aplicado sobre o custo direto.

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Entenda mais sobre como calcular o BDI no seu orçamento na construção civil no nosso post.

 

 

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Então como fazer o cálculo da mão de obra indireta na composição do BDI?

A mão de obra indireta na composição do BDI se destaca nas despesas da Administração Central (sede da empresa) e, comumente,  é constituída por mão de obra qualificada. Assim, é necessário ratear os valores de mão de obra apurados, de acordo com o porte da obra e valor dos contratos, adotando a seguinte fórmula:

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Como dimensionar a mão de obra indireta no orçamento na Construção Civil?

Mas, afinal, o que a construtora deve levar em conta na hora de fazer o dimensionamento no orçamento na Construção Civil? A verdade é que quando se trata de custos indiretos existe um universo à parte, composto por diferentes variáveis que devem ser consideradas. Dentro do escopo de custos indiretos temos diferentes áreas e aspectos que merecem análise e, sobretudo, requerem minuciosa cotação. Aldo Dorea Mattos, blogueiro e autoridade quando o assunto é orçamento na Construção Civil, propõe o esquema da figura a seguir, em artigo no Pini Blogs.

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Qualidade da obra

A qualidade da obra deve vir sempre em primeiro lugar. Afinal, ela está diretamente relacionada à satisfação do cliente. Mas para garanti-la o essencial é controlar o processo de produção e, por isso, o sistema de qualidade é composto por duas linhas:

  • Controle da qualidade: consiste na avaliação da obra, considerando os padrões de referência, para aferir se esta atende aos requisitos de aceitabilidade;
  • Garantia da qualidade: é o sistema de ações usado para verificar se os processos e as operações da obra estão de acordo com a política da empresa.

A equipe geralmente é composta por Encarregado de Qualidade Técnico, Engenheiro de Qualidade/Coordenador, Auxiliar Técnico da Qualidade e Estagiário.

Meio ambiente

Responsável pelo monitoramento das ações de campo e também pela elaboração e implementação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, a equipe de meio ambiente é formada pelos profissionais do grupo elencado a seguir. Engenheiro do Meio Ambiente/Coordenador, Encarregado do Meio Ambiente/Técnico, Auxiliar Técnico Meio Ambiente, Comunicador Social, Assistente Social e Estagiário integram a equipe desta área. Todos trabalham pautados pela tarefa de antecipar, reconhecer, avaliar e controlar a ocorrência de riscos ambientais existentes, visando à proteção do time e do meio ambiente, lembrando de seguir à risca as normas vigentes.

Diferentes equipes: técnica, administrativa e de produção

No orçamento na Construção Civil, é preciso dimensionar também o custo voltado para a contratação dos profissionais que irão formar cada equipe.

Técnica: formada pelo pessoal de planejamento e controle, medição e apropriação de campo. São profissionais desta equipe: Encarregado Geral, Encarregado de Medição, Técnico de Obras, Técnico de Edificações, Auxiliar Técnico, Apropriador, Apontador, Estagiário, Técnico de Documentação, e Desenhista Cadista.

Administrativa:  formada, basicamente, pelo pessoal de apoio às equipes de campo. São eles: Gerente Administrativo Financeiro, Encarregado Administrativo de Escritório, Encarregado Pessoal, Assistente/Auxiliar Administrativo, Assistente/Auxiliar de Pessoal, Encarregado de Almoxarife, Comprador, Auxiliar de Almoxarifado, Ferramenteiro/Ajudante, Recepcionista/Ajudante, Secretária, Motorista, Faxineira/Copeira/Servente, Mensageiro/Ajudante, Vigia, Bombeiro de Apoio, Eletricista de Apoio e Ajudante de Apoio.

Produção: é formada pelos profissionais que atuam na supervisão geral. São eles: Gerente de Contrato, Gerente de Suprimentos, Gerente de Produção, Gerente de Planejamento, Engenheiro de Produção, Engenheiro de Planejamento, Engenheiro de Medições e Custos, Engenheiro de Trainee, Mestre de Obras A, Mestre de Obras B, Encarregado de Turma Serventes, Encarregado de Obras, Topógrafo, Nivelador e Laboratorista.

Como fazer a análise de desempenho do custo indireto?

O orçamento na Construção Civil é uma ferramenta poderosa que permite à construtora prever e detalhar todo o tipo de custo. Ao fim da obra, para fazer uma avaliação coerente de desempenho, é preciso comparar os custos que haviam sido descritos e orçados, com todos os custos incorridos na execução da obra checando a diferença entre o inicial e o executado.

A tabela a seguir apresenta um exemplo fictício das despesas de um empreendimento  com a comparação de participação de cada custo indireto no orçamento na Construção Civil e a real participação de cada custo indireto no custo total do empreendimento.

tabela3

Como uma obra normalmente é executada em várias etapas e a sua conclusão pode levar um, dois anos ou até mais, o importante é que o orçamento na Construção Civil seja atualizado de acordo com os fatos que impactam no seu andamento.

Vale elencar alguns fatores que podem influenciar e explicar porque as despesas administrativas foram superadas em 10,99 % no empreendimento do exemplo apresentado.

Ao longo da obra:

  • a construtora deixou de lançar empreendimentos;
  • as obras contratadas, em sua maioria, nesse período, eram de pequeno porte;
  • a estrutura funcional da empresa teve um crescimento elevado de 100%; e a estrutura física da empresa cresceu em 50%;
  • foi realizada a aquisição da sede da empresa.

Ainda em falando do exemplo citado, com relação às despesas comerciais,  inicialmente, as despesas de corretagem não haviam sido orçadas. Por isso, no orçamento inicial, o Engenheiro de Custo havia trabalhado com 3% sobre o valor de venda na corretagem do empreendimento.

Se você não faz a análise do custo indireto, qual o impacto e o risco?

Como o orçamento na Construção Civil é elaborado com margens cada vez mais justas, dimensionar os custos indiretos da mão de obra é uma necessidade real do segmento. Além da mão de obra, é preciso prever os demais custos indiretos e acessórios. Ou seja, todo o custo que não tiver sido definido claramente na planilha de preços do contrato deve ser estimado e atribuído para permitir o cálculo do BDI. Só assim, com esse cuidado na fase de orçamento na Construção Civil, será possível garantir o bom andamento das obras, a lucratividade do empreendimento e a sustentabilidade da construtora. Nunca antes o indireto e o acessório foram classificados como indispensáveis mas, neste caso, eles são.

Lembre-se de levantar cada um destes custos e garanta uma mão de obra indireta de alto nível para executar os projetos da sua construtora. O alto desempenho dos profissionais faz toda a diferença na execução do projeto: do alicerce ao acabamento.

Para gerenciar todos os processos e acompanhar o andamento da obra sem descuidar do orçamento na Construção Civil, um sistema de gestão pode auxiliar – e muito – você e sua equipe na organização e supervisão das atividades e para manter-se dentro dos custos de forma a viabilizar economicamente o empreendimento.

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Orçamento na Construção Civil: por que elaborar um?
Postado dia 19 de outubro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Gestão, Indústria da Construção

Na Construção Civil, o orçamento de obra é indispensável para o sucesso das empresas em seus projetos. Ter todas as etapas e atividades desenhadas, estimar os recursos necessários e prever a composição das equipes de profissionais são apenas algumas das tarefas mais desafiadoras. No projeto da obra, o orçamento, requer atenção e foco dos profissionais envolvidos. Um bom orçamento na Construção Civil permite prever receitas e despesas futuras, controlar desvios e até projetar, com bastante precisão o resultado econômico a ser alcançado na conclusão do projeto.

orçamento na construção civilO orçamento na Construção Civil deve contemplar todas as necessidades da obra – aquelas já apresentadas e também aquelas que estão por vir. Com um universo de possibilidades tão amplo, prever o custo das situações inusitadas, que fogem do roteiro da obra, é um dos maiores desafios e realizar um bom orçamento requer um trabalho minucioso e a contribuição de diversas áreas da empresa, como compras e recursos humanos.

 

 

 

Mas, verdade seja dita: quando a construtora investe em planejamento e se antecipa, tudo fica mais fácil e o esforço inicial garante ótimos resultados.

 

 

Um orçamento na Construção Civil bem elaborado é a chave para o sucesso dos negócios.

 

Ainda assim, muitos se arriscam ao não se dedicar à sua elaboração e outros até iniciam a construção sem ter o orçamento pronto. O descuido nesta etapa impacta em todas as demais. Para quem corre o risco e começa uma construção sem orçamento, qual o tamanho do problema? Você pode conferir a resposta dessa pergunta nesta palestra, do consultor Ronaldo Machado Júnior.

Neste post, lançamos outra pergunta: orçamento na Construção Civil, quais as vantagens de ter um?

Muito além de um simples cálculo de preço de referência, o orçamento na Construção Civil tem como objetivo projetar com precisão o resultado econômico a ser obtido no momento da conclusão da obra. O orçamento é fundamental para a tomada das melhores decisões, seja na hora de negociar o prazo de um contrato de prestação de serviços de Construção Civil, seja para definir o preço do empreendimento imobiliário e iniciar as vendas.

 

 

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Na obra e na empresa: vantagens e benefícios do orçamento na Construção Civil

Se sua construtora tem se deparado com baixo resultado financeiro nas obras, o vilão pode ser o orçamento mal elaborado ou, então, o pouco tempo dedicado a ele.  Para mostrar as vantagens do

– na tentativa de convencer você a fazê-lo – elencamos cinco (boas) razões que justificam a elaboração para cada obra.

  1. Torna o planejamento da obra muito mais assertivo: o orçamento na Construção Civil divide-se em três etapas: estimativa de preços e prazos; detalhamento do planejamento e do orçamento; e acompanhamento por meio de sistema de gestão. Assim é possível fazer uma melhor gestão de obra e seguir à risca o planejamento.

  2. Permite a criação de uma boa base de insumos e composições: com um orçamento na Construção Civil completo, com todos os quantitativos de consumo de material, a construção flui com mais segurança, controle e menos desvios. Há clareza do que fazer, de quanto comprar e quanto pagar por cada insumo ou serviço.

  3. Gera um maior controle no canteiro de obras: com o orçamento na Construção Civil definido, todo o planejamento da obra é favorecido. Pode-se determinar a rotina da equipe no canteiro,  planejar atividades com margem de tempo nos cronogramas, e garantir o controle dos custos do canteiro de obras, evitando gastos adicionais e inesperados.   

  4. Garante mais rentabilidade nas vendas: quanto mais assertivo o orçamento na Construção Civil mais confiança ele gera sobre o custo da obra e o valor de venda, de modo que torna-se mais fácil identificar a rentabilidade de cada empreendimento.

  5. Resulta em credibilidade e confiança no mercado: a elaboração de um orçamento na Construção Civil assertivo ajuda na definição das datas de compras e aquisições de máquinas, equipamentos e insumos na hora certa para a obra começar e terminar. Tal controle evita possíveis atrasos, garantindo a confiança dos clientes e a credibilidade perante o mercado.
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Orçamento na Construção Civil: mais controle e rentabilidade

orçamento na construção civil 2Um estudo recente realizado pela consultoria Deloitte junto a construtoras aponta o desvio médio de 21,7% entre o orçado e o custo real de uma obra. Neste cenário, diagnosticar os fatores que acarretam a imprecisão do orçamento na Construção Civil é o primeiro passo para reduzir a margem de riscos e manter os desvios controlados. Assim, o orçamento na Construção Civil é uma ferramenta e também um diferencial competitivo.  

Na gestão de obras, o orçamento bem elaborado contribui para o levantamento dos recursos necessários e, principalmente, para o controle apurado de custos, garantindo a correta definição da margem de lucro da construtora e o seu alcance. Com o orçamento na Construção Civil, a empresa ganha maior poder de negociação junto aos fornecedores, e acesso a um histórico valioso de informações sobre os insumos e as correções mais comuns nas obras.

A compatibilização de projetos da construção (topográfico, estrutural, hidrossanitário, elétrico, de refrigeração e arquitetônico) também fica mais fácil, na prática, quando já está estipulada no orçamento. Com esse indicativo no orçamento, temos diminuição de custo e tempo no canteiro de obras, redução do desperdício e eliminação do retrabalho.

Orçamento na Construção Civil: construção colaborativa

Com tantos benefícios e vantagens não dá para deixar de se dedicar ao planejamento e ao orçamento na Construção Civil. O processo de elaboração é exigente, mas recompensador. O melhor é saber que, com o auxílio da tecnologia, a definição do orçamento na Construção Civil pode ser feita com a participação de todos os perfis profissionais envolvidos no planejamento e na execução da obra. Com o orçamento colaborativo, é possível evitar as oscilações entre a falta de insumos (que pode comprometer os prazos) e o excesso de estoque (cujo armazenamento inadequado pode resultar em desperdício de material).

Veja quais profissionais e áreas estratégicas podem participar e contribuir na fase de levantamento de custos da construção:

  • Engenheiro da obra: é importante conhecer o perfil desse profissional e sua autonomia na tomada de decisões sobre custos. As informações preliminares dadas por ele podem evitar equívocos no orçamento na Construção Civil e retrabalho, evitando também trocas de fornecedores ou de tipo de material.
  • Compras: o olhar desta área contribui para mitigar problemas no orçamento com fornecedores, por exemplo. Avaliar os prestadores de serviço evita que sua empresa dependa de um único fornecedor, o que pode gerar impactos e custos na obra.
  • Planejamento: ter uma análise global do projeto contribui para dimensionar os custos com mais precisão. Assim, será possível prever o trabalho de logística ou ainda identificar melhores técnicas e serviços a serem adotados.

Métodos e ferramentas simplificam o orçamento na Construção Civil

Com a exigência e a competitividade no mercado, as construtoras têm o desafio de buscar e adotar ferramentas que permitam um o maior controle nos métodos de planejamento, e mais precisão no orçamento na Construção Civil e nas etapas de execução. Para a gestão das informações da obra e, principalmente, para apoiar o controle de custos, a curva ABC é uma metodologia facilitadora que permite estabelecer um orçamento na Construção Civil organizado, com foco na gestão do custo, e possibilidade de mensurar os custos de insumos, mão de obra e equipamentos, fatores que mais pesam no valor total da obra ou do serviço. E o melhor de tudo: ela pode ser feita utilizando o Excel ou por meio de um software especializado na Construção Civil.

Sistema para gestão de custos

Se a opção for usar um software para instituir a Curva ABC de Orçamento na Construção Civil, o sistema, dentre outras funções, é capaz de:

  • Projetar a coleta de dados (memorial descritivo, projetos, encarregados, clientes);
  • Capturar informações consultando, inclusive, a base de dados e o histórico gerado;
  • Calcular o percentual de modo automatizado;  
  • Estruturar o relatório da curva ABC, com relatórios gerenciais e de engenharia, e o desenho da própria curva.  

Na prática, a curva ABC indica os insumos mais utilizados; o que pode ser priorizado na redução de custos, e os impactos dados pela variação de preço dos insumos. Com o método e a adoção de um sistema, o gerente tem um maior controle sobre o orçamento na Construção Civil, negociando itens que mais representam o custo total, com maior potencial de barateamento. Como tem um maior domínio sobre o processo, o gestor pode delegar a outras pessoas a negociação de itens que não impactam tanto no orçamento geral.

Com um ERP (sistema de gestão integrado) especializado, desenvolvido especificamente para o setor da construção, é possível eliminar os controles paralelos que cada orçamentista e engenheiro de obra fazem da curva ABC e concentrar em uma única solução as informações, com mais organização e acuracidade, gerando inteligência competitiva para a construtora.

Se a estratégia é implantar um sistema de gestão para simplificar e integrar os processos, reduzindo custos, a questão é: como escolher a solução ideal para sua construtora?  Quais critérios tornarão sua escolha assertiva e trarão ganhos rapidamente?

Para lhe ajudar nesta decisão, foram selecionados quatro critérios muito importantes que devem ser considerados nesta análise:

 

  • Ter flexibilidade para simulações: a solução ideal para a confecção de seu orçamento na Construção Civil precisa permitir o registro de vários cenários, para que você possa trabalhar com várias opções até concluir qual será o oficial para a obra em questão.
  • Permitir análises em níveis de agrupamento: uma solução tecnológica de qualidade deve permitir de forma fácil a confecção de planilhas orçamentárias a partir da configuração de composições, etapas e sub-etapas específicas de cada obra.
  • Ter integração com outras áreas da empresa: a solução ideal aumenta a velocidade na montagem do orçamento na Construção Civil pelo reaproveitamento das informações já existentes em sua empresa. Para garantir assertividade no processo orçamentário, e dar uma visão física, econômica e financeira, a integração com as demais áreas é fundamental.
  • Manter histórico dos orçamentos na Construção Civil: a possibilidade de revisitar orçamentos já concluídos ajuda demais sua empresa a reutilizar experiências já vividas. O reaproveitamento de orçamentos e a integração com as demais áreas contribuem para garantir maior assertividade e velocidade na confecção de novos orçamentos.

 

Planilha Orçamentária

Se a construtora visa trabalhar na fase de elaboração e acompanhamento do orçamento das obras, além do software, qual outro método pode ser usado?

Diante da importância e da necessidade de priorizar a gestão de custos, outro caminho possível para fazer a gestão de orçamentos na Construção Civil é adotar uma planilha de orçamento empresarial. Com o uso desta, a construtora garante eficácia no orçamento e na projeção de vendas e de investimentos, bem como assegura a correta elaboração do demonstrativo de resultados. A planilha de orçamento da obra permite ao gestor organizar e prever os gastos de cada obra, bem como fazer a gestão de quantitativos da mesma. Está tudo previsto e registrado: basta fomentar e acompanhar!

Tudo muito prático, mas por onde começar?

Para te ajudar, produzimos um Modelo Gratuito de Orçamento de Obra que você pode baixar clicando abaixo:

banner da planilha de orçamento de obra


Veja como utilizar o nosso modelo neste vídeo:

 

 

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