Rôgga: conheça o case da construtora que entendeu que precisava inovar

Vanessa Farias

Escrito por Vanessa Farias

3 de outubro 2018| 7 min. de leitura

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Gerson Castanho, gerente de Inovação da Rôgga Empreendimentos Imobiliários, foi um dos palestrantes da 4ª edição do Construtalk, que aconteceu em Florianópolis no dia 27 de setembro de 2018.
Ele apresentou o case de sucesso da Rôgga e mostrou como funciona o sistema de edifícios sustentáveis de uma das empresas mais inovadoras do setor da construção no país.
A construtora, que nasceu em 2006 e atua exclusivamente no estado de Santa Catarina, tem volume de lançamento de R$ 350 milhões e receita anual de R$ 200 milhões.
Conforme contou Castanho, ao perceber o atraso tecnológico do setor da construção civil causando elevada geração de resíduos, falta de compatibilidade nos projetos, atrasos e falhas de planejamento, além de outros problemas, a Rôgga decidiu colocar seu foco naquilo que poucos prestavam atenção: a inovação.
De acordo com dados divulgados pela CBIC, no ano de 2015 o Brasil registrou um déficit habitacional de mais de 6 milhões de moradias. Então, a empresa enxergou algumas oportunidades de mercado, como:

  • Utilização de pré-fabricados no nicho residencial
  • Competitividade
  • Agilidade para suprir demanda
  • Qualidade do produto

Por sua visão à frente, a Rôgga já recebeu diversos prêmios. Um deles foi o Prêmio CBIC de Inovação e Sustentabilidade, oferecido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção, pela implantação de central de pré-fabricação e tecnologia industrializada na construção de edifícios habitacionais.
Também por conta de suas práticas de sustentabilidade, a empresa conquistou o selo Casa Azul Caixa – Nível Ouro.   
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Projeto de Industrialização da Construção

Na prática, a empresa criou o PIC (Projeto de Industrialização da Construção) que, como o próprio nome remete, visa industrializar a construção de empreendimentos residenciais em sua totalidade.
A Rôgga teve aprovado o projeto de incentivo à inovação e tecnologia na construção civil de R$ 17,5 milhões. Foi a primeira construtora e incorporadora do Brasil a conquistar este financiamento.

Mas como funciona o processo de industrialização da Rôgga?

Pois bem, depois de investir na construção industrializada, a empresa desenhou um processo que passa desde do Centro de Preparação e Logística (CPL), local em que etapas de construção são realizadas de maneira controlada, até o canteiro de obras.
No CPL, como explicou Castanho no Construtalk Floripa, a produção das peças ocorre em uma linha carrossel em 6 etapas em que são produzidas lajes, vigas, escadas e sacadas.
Veja como funciona o CPL:

CPL Rôgga - Case de inovação na construção
Imagem: Rôgga

Depois de passar por essa fase, as peças estarão prontas para serem levadas à obra, como mostra imagem abaixo:

Peças prontas para a obra Rôgga
Imagem: Rôgga

Ao chegar no canteiro, começa então a segunda parte do processo. Nesse momento, as peças são içadas e feito seu correto posicionamento até o fim da montagem.

Resultados

O mais interessante de se observar quando cases como esse são apresentados em eventos são os resultados obtidos a partir de uma nova perspectiva de construção.
Por isso, Gerson Castanho revelou alguns dados a serem levados em conta após a execução do projeto:

  • Redução do período de obra – pavimento teve seu tempo de produção reduzido de 14 para 6 dias
  • Treinamento e formação de mão de obra especializada
  • Inovações de produto, processo e marketing
  • Antecipação dos processos de controle da qualidade
  • Redução nos índices de assistência técnica
  • Projetos 100% compatibilizados

Sustentabilidade

A sustentabilidade também tem vez na Rôgga, por meio do sistema Rôgga Edifícios Sustentáveis (RES).
Nesse sistema, é eliminado o uso de madeira na construção, além da redução do uso da água, energia e o prazo total da obra.
Como se trata de um processo de construção industrializada, há maior previsibilidade e controle dos custos de construção. Com isso, a Rôgga foi contemplada como uma das 50 empresas mais inovadoras do Sul do Brasil nos anos de 2015 e 2016.
Confira o depoimento de Gerson Castanho para as seguintes questões:

  1. Por que a Rôgga decidiu apostar na inovação como ferramenta de desenvolvimento da construtora?
  2. Pelo investimento em sustentabilidade, quais os principais benefícios tanto para a Rôgga quanto para quem compra um imóvel da construtora?

Sobre o Construtalk Floripa

O Construtalk é uma série de eventos itinerantes que discute inovação e tecnologia na construção civil. A última edição reuniu profissionais do setor no Auditório da Softplan, na capital catarinense. A 1ª edição aconteceu em Belo Horizonte, a 2ª em Goiânia e a 3ª na cidade de Recife. O evento é realizado pelo Buildin.
Com saldo positivo para os envolvidos, o Construtalk Floripa teve um público formado, em sua maioria, por decisores, ou seja, pessoas que têm poder direto na mudança de mentalidade da construção civil em relação ao uso de inovação e tecnologia.
A proposta do evento foi mostrar e debater o panorama de inovações e tecnologias disruptivas que impactam o setor. Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer cases reais de empresas tradicionais que vêm quebrando velhos paradigmas.
Do outro lado, construtechs também estiveram presentes e mostraram o que as startups estão fazendo para transformar o mercado da construção durante o pitch time.
Entre os participantes estavam gestores de construtoras e incorporadoras, empreendedores, investidores e estudantes.