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Gestão de obra e a importância da gestão de pessoas para a construtora

16 de dezembro de 2016

No segmento da construção civil, o sucesso na gestão de obra está diretamente ligado à gestão de pessoas. As construtoras e incorporadoras têm como desafio desenvolver estratégias e oferecer benefícios para engajar e motivar seus profissionais, mantendo-os focados nos objetivos definidos. Para engajar a todos,  fortalecer a equipe e estreitar o relacionamento com os trabalhadores é indispensável. Além disso, outro desafio para os líderes e gerentes de planejamento que ficam à frente da gestão de obra, é gerenciar (bem de perto!) as tarefas de cada profissional para garantir o andamento e a entrega da obra dentro do prazo.

Atrelado a isso, cada funcionário, seja contratado, seja terceirizado, tem direitos trabalhistas garantidos pela legislação, e cabe à construtora tomar ações para  cumprir essas exigências legais, além é claro, de zelar pela vida e bem estar dos envolvidos nos canteiros de obra. A contrapartida também é necessária: trabalhadores devem ter um sentimento de pertencimento e, sobretudo, de comprometimento com seu trabalho. Quando falta essa postura, o responsável pela gestão de obra e das pessoas precisa lidar com questões como faltas frequentes – justificadas e injustificadas – e alta rotatividade (turnover). São estas e outras questões envolvidas na gestão de obra e do time que você vai ver a seguir.

Gestão de obra: como contratar bons profissionais

Diante do atual cenário brasileiro e do momento que a construção civil vive, muitas construtoras têm se deparado com a necessidade de enxugar sua equipe e trabalhar sob demanda. Para dar o início na empreitada de uma nova obra, poderá ser preciso aumentar o time e contratar novos profissionais. Aí, para a gestão de obra, vem a questão de como recrutar e ter sucesso na contratação? Confira este passo a passo:

 

  • Divulgue a vaga

Ao divulgar a vaga para o público-alvo e pelo canal certo, a construtora aumenta muito as chances de ter sucesso na contratação. É preciso definir, de modo estratégico, a ferramenta a ser usada para divulgar as vagas e encontrar profissionais qualificados. Uma das alternativas é contar com sites especializados na divulgação de vagas, como Catho, Sine, Contrata Obra e Engenharia Civil Brasil.

 

  • Indique as funções e atribuições do profissional

Ao divulgar as vagas, deixe claro qual será a função de cada um e qual o tipo de serviço a ser executado. A correta divulgação, com todas as especificações, facilita o processo e garante uma seleção mais exitosa. Afinal, o objetivo é encontrar o profissional mais habilitado para cada tarefa no canteiro de obra, não é mesmo?

 

  • Qualificação e dedicação

Muito além da competência e da formação técnica para a função, busque identificar se o candidato à vaga é idôneo, responsável e pontual. Estas são características que também influenciam e, de algum modo, podem definir seu desempenho nas atividades laborais. Se possível, chame o mestre de obras para participar da seleção, ele tem experiência e feeling para identificar atributos e diferentes perfis.

 

  • Busque o histórico profissional e avalie o perfil

A carteira de Trabalho não é a sua única fonte de informação sobre a carreira do candidato. Busque saber mais sobre ele – perfil, qualidades e o motivo da saída de obras ou empregos anteriores – se possível com as empresas nas quais ele já trabalhou. Outro aspecto importante deve ser avaliado: o candidato busca aprimoramento, estuda, faz cursos? O conhecimento e a atualização também impactam no seu rendimento.

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Como reconhecer e nomear líderes na gestão de obra

Para conduzir a obra, é preciso ter um time completo, qualificado e focado nas principais metas do projeto. O desempenho de cada profissional reflete na qualidade do trabalho desenvolvido e também, no ritmo de andamento da obra. Por isso, ter um líder preparado comandando as equipes é fundamental para tornar a gestão de obra mais eficiente e eficaz. Mas para eleger um líder, antes é preciso identificá-lo.

Dentre os profissionais da equipe, engenheiros, mestres de obras e encarregados destacam-se porque intuitivamente, pelas funções que acumulam, eles tendem a assumir a responsabilidade de liderar e motivar os profissionais. Os responsáveis pela gestão de obra da construtora têm o desafio de observar os profissionais e buscar reconhecer neles características e atitudes inspiradoras de liderança. Ao identificar um potencial líder, peça para que tome a frente dos trabalhos, ajudando na gestão de obra e motivando e engajando a equipe. O sucesso da construtora depende do trabalho de líderes maduros e profissionais dedicados e produtivos.  

Na gestão de obra, a liderança tem o papel de compartilhar com a equipe os objetivos do projeto, e ressaltar para cada um a importância da sua contribuição. Um líder empático ajudará a construtora a impulsionar o desenvolvimento de todos e até, reter talentos.   

 

Gestão de obra e a terceirização de profissionais

Como a  construtora desenvolve diferentes projetos e, muitas vezes, vários simultaneamente, nem sempre é possível executar a obra somente com os profissionais que integram o time da construtora. Além disso, dependendo da fase e da gestão de obra, vale a pena contratar profissionais especializados por meio da terceirização.

Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 70% das empresas, incluindo as de construção civil, já utilizam serviços terceirizados. Além disso, o mesmo estudo aponta que 84% destas companhias pretendem manter e ampliar o uso deste modelo.

Para as construtoras que optam pela contratação de mão de obra terceirizada, vale destacar que cabe a elas a responsabilidade subsidiária. Ou seja, em caso de descumprimento das obrigações trabalhistas por parte da terceirizada, e da impossibilidade de arcar com as dívidas resultantes, a empresa contratante pode ser acionada pelo trabalhador que recorre à justiça. Na gestão de obra, é valioso identificar se a contratação direta de mão de obra ou por meio de terceirizado irá caracterizar vínculo empregatício em determinado contrato.

 

Dois perfis de profissionais: contratados x terceirizados

Enquanto algumas construtoras vêm investindo na terceirização da mão de obra para ganhar fôlego, no cronograma de prazos e na planilha de custos, outras fazem o contrário: em vez de terceirizar a mão de obra – e a responsabilidade pela execução do serviço – elas vêm optando por investir em equipes próprias e fortalecer o time de profissionais.  Esse movimento tem sido registrado porque muitas construtoras entendem que a terceirização não permite manter o mesmo tipo de controle de qualidade e prazo, de modo que constituir uma equipe própria acaba sendo a melhor estratégia. Diante das duas alternativas, os responsáveis pela gestão de obra precisam conhecer as vantagens de contar com profissionais contratados e terceirizados em seu quadro.

Contratados: a entrega dos profissionais contratados, que integram o time da construtora, tende a ser maior por haver um sentimento de pertencimento. Se além dos direitos trabalhistas garantidos, a construtora também cumpre as normas regulamentadoras e oferece outros benefícios aos profissionais, a produtividade será maior e a gestão de obra fica mais simples. Logo, vemos que o investimento na gestão de obra e das pessoas está conectado ao desempenho da equipe e aos resultados dos processos.

Terceirizados: a expectativa é que os funcionários entreguem mais em menos tempo. Para um bom desempenho dos profissionais terceirizados, é fundamental que eles se sintam parte da equipe, conheçam os objetivos  e, sobretudo, tenham condições de trabalho e benefícios garantidos. Assim, os terceirizados têm uma produtividade maior, diminuindo retrabalho e até a rotatividade.

 

Gestão de obra: como gerenciar faltas, tempo de folga, férias, intervalo de almoço

Benefícios para quem é assíduo

O absenteísmo, indicador que mede a ausência dos funcionários em executar suas atividades ou funções laborais, é preocupação constante nas empresas, e na construção civil não é diferente. Para incentivar a pontualidade e a assiduidade, muitas empresas vêm concedendo bônus aos funcionários assíduos. Para quem bate o ponto todos os dias, a premiação é dada em dinheiro e pode chegar a 12% do salário mensal. Com a implantação do projeto de bonificação pela assiduidade, as empresas registram índices bem mais altos de presença no trabalho.

Intervalo de almoço

A hora de parada para o almoço é um momento importante para os trabalhadores, por isso é essencial ter esse período bem definido. É bom saber o que a lei trabalhista indica sobre o intervalo.

– Jornada diária de mais de 6 horas: tempo mínimo de intervalo é de 45 minutos.

–  Jornada diária de mais de 8 horas: o tempo mínimo de intervalo é de uma hora.

Vale lembrar que o intervalo não é contabilizado como horário de trabalho, por isso a construtora não precisa remunerar este período.

 

Dias de folga

Além de ser direito do trabalhador, o dia de folga é uma pausa saudável. Depois do descanso até a produtividade aumenta. Na gestão de obra, a construtora deve conceder aos profissionais, no mínimo, um dia de folga por semana. Os dias de descanso são regulamentados pela lei n° 605, de janeiro de 1949.

Cabe à empresa especificar em qual dia da semana será o descanso, já que não é obrigatório conceder a folga aos sábados e domingos. Ainda assim, na gestão de obra, o ideal é definir um ou dois dias semanais de descanso, para que o trabalhador possa se programar. Se a construtora precisar que o profissional trabalhe no domingo ou feriado, é possível, desde que seja concedido um dia de folga/semana. Outra alternativa é compensá-lo com o pagamento do adicional de 35%.

Férias

Assim como todo trabalhador, os profissionais da construção civil têm direito a usufruir de férias após cumprir o período aquisitivo de um ano. O número de dias de férias é escalonado, de acordo com a assiduidade do trabalhador. Conforme prevê o decreto-lei n° 1.535, de abril de 1977, quem não faltou mais de cinco vezes no ano tem direito aos 30 dias, e assim por diante. Além de ser justo (e obrigatório!) conceder as férias, é importante oportunizar a escolha do período ao trabalhador. De todo modo, analise antes se o período escolhido não prejudica o andamento da obra e, se for o caso, negocie com o profissional. Quando o gestor mantém diálogo aberto com os envolvidos fica fácil chegar a um consenso. É bom ter em mente que ao usufruir de um período de férias o profissional sempre volta mais disposto e motivado.

 

Leis trabalhistas aplicadas ao funcionário da construção civil

A Convenção Coletiva do Trabalho (CLT) é o instrumento que detalha os direitos e as obrigações entre empregador e empregado e deve ser observada principalmente pela construtora. O piso salarial de diferentes categorias como, por exemplo, servente, mestre de obras e contramestre é um dos direitos trabalhistas previstos em lei, entre outros direitos.

Sejam contratados, sejam terceirizados: todos os funcionários têm sua jornada de trabalho amparada pela legislação trabalhista e, claro, têm direito a alguns benefícios.  As construtoras devem estar atentas às ações necessárias para a gestão de obra, mas, principalmente, aos direitos trabalhistas que devem ser respeitados.

Confira as leis trabalhistas que merecem atenção na gestão da obra:

·     Jornada de trabalho de 44 horas semanais: são oito horas diárias de trabalho de segunda a sexta mais quatro horas que podem ser trabalhadas no sábado. Para dar folga aos sábados, uma alternativa é dividir estas quatro horas e incluir carga horária de cada dia da semana. A jornada de trabalho é o número de horas trabalhadas desde o momento em que se inicia o expediente até seu término, sem considerar o tempo de intervalo. Qualquer hora que exceda as 44 previstas é considerada extra e deve ser remunerada com um adicional de 50% no mínimo em relação à hora normal. Ao funcionário não é permitido fazer mais de duas horas extras por dia.

·     Controle de ponto: se a construtora tem mais de dez empregados, ela é obrigada a registrar a jornada de trabalho usando cartão de ponto, livro ou outra ferramenta de controle de horário. O próprio trabalhador deve registrar corretamente o horário início e o término da jornada. O registro de horários falsos consiste em fraude.

·    Adicional noturno: quando o trabalhador atua no período noturno, das 22h às 5 horas, ele tem direito a um acréscimo salarial de, no mínimo, 20%. Comumente, o percentual é definido na convenção coletiva. O acréscimo é uma forma de recompensar o profissional da construção civil pelo desconforto físico causado pelo serviço prestado à noite.

·     FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço): consiste no depósito de dado percentual, geralmente 8%, sobre parcelas salariais. O valor deve ser depositado pelo empregador até o dia 7 de cada mês em relação ao período anterior. É um direito assegurado pela Constituição Federal.

·    Vale-transporte: é o benefício que deve ser antecipado pela empresa para que o profissional utilize no transporte público, no trajeto de ida e volta do trabalho. Cabe à construtora custear as despesas com deslocamento que ultrapassam 6% (seis por cento) do salário básico do empregado.

·     Aviso prévio: a empregadora e o profissional têm o direito de rescindir o contrato de trabalho a qualquer tempo, a única condição é avisar a outra parte por escrito com antecedência de 30 dias. Se a construtora optar por dispensar o empregado do serviço sem exigir o cumprimento do aviso prévio, deverá indenizar, no pagamento das verbas rescisórias, o valor equivalente a 30 dias de salário. Durante o aviso prévio, o profissional pode trabalhar duas horas a menos por dia ou deixar de trabalhar por sete dias seguidos.

·     Décimo terceiro salário: é o benefício pago aos empregados até o dia 20 do mês de dezembro, conhecido também como gratificação natalina. Metade do valor deve ser antecipada ao trabalhador até o dia 30 de novembro. Em caso de rescisão contratual, com exceção da justa causa, a construtora deverá pagar o décimo terceiro proporcional ao número de meses trabalhados no respectivo ano.

 

 

Edson Poyer Sant'Ana

  • Coordenador de Marketing Digital - Unic
  • Especialista em Administração e Negócios pela UNISOCIESC
  • Publicitário formado pela UNISUL
  • Focado na indústria da construção desde 2012
 

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