Ecossistema: cooperar é a palavra-chave

Martha Ramos

Martha Ramos

Jornalista, Especialista em Marketing
Redatora do Sienge

21 de outubro

Quando você pensa no conceito de ecossistema no ambiente de inovação e tecnologia, o que vem à tona? Experiências com marcas? Startups? O que vamos falar neste post é exatamente sobre esse ecossistema, que vai um pouco mais além que essa primeira impressão, mas passa também pela integração entre diversas plataformas.

Vamos navegar juntos por esse universo da tecnologia?

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Ecossistema

Sabe aquela máxima do trabalho em equipe que diz: juntos somos mais fortes ou aquela outra: sozinho você pode muito, mas trabalhando em equipe você pode tudo! Essas frases têm similaridade com o que vem a ser o ecossistema. 

Isso porque, nesse contexto, a proposta é estimular o ambiente colaborativo e a troca de diferentes vivências e expertises, para então, oferecer/ofertar ao mercado/usuário uma experiência maior.

Vemos essa realidade acontecer em organizações como, por exemplo a Uber e o AirbnB. Você percebe? No caso da Uber, uma empresa foi criada para resolver uma demanda das pessoas: locomoção. 

Na prática, centraliza-se uma prestação de serviço, onde os motoristas vão até o cliente atender a sua necessidade, e tem uma organização por trás, que teve toda a visão do negócio e que o gerencia, formando um ecossistema. 

A mesma situação se deu com o AirbnB, que surgiu também graças à uma necessidade das pessoas, como todo produto ou serviço de sucesso que nasce no mercado. Assim como o uber tornou-se uma alternativa aos demais meios de transporte, dando mais opções aos usuários. A plataforma de acomodações é um diferencial para quem busca hospedagem quando viaja, sendo uma alternativa aos hotéis. 

Nela, é possível locar uma casa inteira ou apenas um quarto, dependendo da disponibilidade dos proprietários da residência ou apartamento. Com grandes vantagens: preço, na maioria das vezes, mais em conta que em hotéis, e, a possibilidade, de, se haver interesse, interagir com os donos. 

Pode parecer estranho, mas muitas pessoas buscam essa interação, principalmente quando estão em um país diferente, com cultura e língua distintas. Às vezes tudo o que buscam é, justamente, ficar na casa de uma pessoa local. Por isso, dentre outros motivos, esse tipo de hospedagem tem feito tanto sucesso. 

No fim das contas são, nada a mais, nada a menos, do que empresas e/ou profissionais liberais com diferentes habilidades, mas com um mesmo propósito, que se unem para entregar um produto ou serviço final. 

Mas, afinal, o que faz um ecossistema de inovação?

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De acordo com Fundação CERTI, “um ecossistema de inovação é formado basicamente de um conjunto de atores e mecanismos de estímulo à cooperação, como incubadoras, parques tecnológicos, associações e ambientes de inovação de todos os tipos. Esses locais são o ponto focal, por exemplo, para a criação de programas para a promoção de novos talentos, ambientes para palestras sobre inovação, rodadas de negócio, novas ideias e projetos, etc”.

Conceito

Quando se fala em características que permeiam esse ambiente de ecossistema de inovação encontramos algumas particularidades em comum elencadas pelos estudiosos da área.

Começamos por um fato curioso, mas impossível de ser deixado de lado. Muito possivelmente você deve ter associado o conceito de ecossistema à Biologia. E, se fez isso, estava correto, pois a definição de ecossistema de inovação deriva, propriamente, da analogia com o ecossistema biológico. 

“A metáfora foi introduzida por James Moore em 1993, ao sugerir que as empresas deveriam ser consideradas como parte de um ecossistema de negócios, que envolve uma série de indústrias e, não mais como unidades de uma única indústria”.

O estudo de Gomes et al (2016), por exemplo,  indica com relação ao ecossistema de inovação,  os termos: 

  • empreendedorismo; 
  • inovação; 
  • colaboração;
  • criação;
  • desenvolvimento de produtos;
  • tecnologia. 

Já outro autor defende que “os ecossistemas de inovação se constituem num conjunto de indivíduos, comunidades, organizações, recursos materiais, normas e políticas por meio de universidades, governo, institutos de pesquisa, laboratórios, pequenas e grandes empresas e os mercados financeiros numa determinada região. Estes atores trabalham de modo coletivo a fim de permitir os fluxos de conhecimento, amparando o desenvolvimento tecnológico e gerando inovação para o mercado”. (WESSNER, 2007)

Para Dedehayir, Mäkinen e Ortt (2016) “um ecossistema precisa ter os papéis dos atores definidos, com interações internas e externas coordenadas, e fluxos e recursos entre parceiros orquestrados. As parcerias realizadas devem atrair e reunir parceiros relevantes que estejam juntos, formando alianças estratégicas mesmo que de diferentes segmentos. Colaboração vem sendo considerado o termo de maior relevância em ecossistema, uma vez que pode criar valor, por meio de vínculos fortes, para a evolução coletiva”.

Corroborando com a ótica desses teóricos, temos a seguinte afirmação: “o ambiente que proporciona a interação de diferentes atores que inovam é o que chamamos ecossistema de inovação”.

Seguida da explicação: “Na biologia, a palavra ecossistema significa um conjunto de comunidades que, aliadas a fatores externos, colaboram entre si para a sobrevivência de todas. O mesmo ocorre quando empresas de tecnologia, universidades, fundações, governo e sociedade se unem para favorecer o crescimento da inovação e colaborarem umas com as outras. Isso pode acontecer ao acaso, mas o mais comum é que essa interação seja promovida e estimulada”. 

Plataforma

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No contexto desafiante de entregar valor ao mercado com Plataformas e Ecossistemas, o diretor de Produto e Ecosystem do Sienge Plataforma, Fabrício Schveitzer, dá dicas para quem pensa em inovar e utilizar ferramentas de integração:

    • os dados precisarão estar guardados em algum lugar e agrupados;
    • esses dados precisarão ser interligáveis para todos os sistemas e usuários;
    • o uso dos dados e ferramentas são potencializados quando compartilhados com outros profissionais;
    • quanto mais dados organizados, melhor o contexto, mais a Inteligência Artificial (IA) pode entregar valor;
    • um ecossistema será composto de: comunidades de usuários/clientes, comunidades de profissionais e tecnologia.

E se o Sienge se tornasse um Ecossistema ideal para atender a sua construtora e/ou incorporadora, seria algo promissor para o mercado da construção civil? 

Pergunto isso tendo em vista o fato de algumas tecnologias já terem sido anunciadas que serão integradas ao setor, tais como: BIM, Inteligência Artificial, Drones, Computação na Nuvem, Realidade Aumentada, entre outras.

E a sua construtora ou incorporadora, está preparada para a inovação e a transformação digital?

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