Construsummit 2018: “Construtoras tendem a se tornar montadoras”, diz presidente da CBIC

Bruno Moreira

Escrito por Bruno Moreira

14 de dezembro 2018| 4 min. de leitura

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O presidente da Câmara Brasileira da Indústria de Construção (CBIC), José Carlos Martins, deu início às palestras do segundo dia do Construsummit 2018, abordando as perspectivas e os desafios para a construção civil em 2019.

Martins destaca o momento atual de estagnação do setor no Brasil, mas afirma que a construção civil é a grande locomotiva da economia. O presidente da CBIC sublinha ainda a importância de investimentos privados para o segmento voltar a crescer.

Para tomar novamente o rumo do crescimento o setor de construção civil precisa se adaptar às mudanças que já estão ocorrendo no Brasil e no mundo.

De acordo com Martins, a indústria deve perder o medo de mudar. “A disrupção deve ser uma atitude”, salienta.

 

Segundo o presidente da CBIC, já há sinais claros de tecnologias disponíveis que transformarão o setor. “A tendência é de que tecnologias dominantes no presente virem ativos residuais e sinais de mudança (ideias) se tornem dominantes no futuro”, diz.

Construtoras montadoras

Neste mundo novo, as construtoras tendem a se transformar em montadoras, segundo Martins. O modelo atual em que a mesma empresa de construção desenvolve e utiliza a inovação construtiva irá acabar. “Ao longo do tempo, haverá uma empresa responsável pelo desenvolvimento e comercialização e outra que apenas empregará as novas tecnologias”, afirma.

Especificamente sobre a indústria de habitação e construção no Brasil, o presidente da CBIC destaca a necessidade do apoio governamental para que o setor floresça. “Precisamos de segurança jurídica, linhas de crédito e planejamento confiável”, afirma. Segundo ele, políticas públicas podem ajudar ou atrapalhar o setor, tanto quanto a cultura da empresa.

Iniciativas CBIC

Diversas iniciativas estão sendo realizadas pela CBIC para desenvolver o setor de construção e habitação no País. Conforme Martins, já foi idealizada proposta no sentido de dar apoio técnico a prefeituras municipais para estruturar projetos de Parceria Público Privada (PPP). A entidade está propondo ao governo eleito também a criação de um Conselho Estratégico da Construção.

 

A informação e a comunicação são também peças-chave no processo de retomada. “Precisamos fazer com que o cidadão comum nos entenda como aliados. A indústria ter uma boa imagem perante a sociedade é muito importante. Por isso, integridade e ética são vitais”, diz Martins.

Nesse sentido, o CBIC está gestando dois projetos. Um sobre auto regulação do setor. Outro relacionado ao Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat (PBQP-H). Este para que a questão da integridade se torne mais relevante no programa.

O objetivo com ações como esta, segundo Martins é impactar a sociedade e governo para que o setor progrida.

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