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Levando conhecimento para a Indústria da Construção




representação teórica de bim
Você sabe o que é BIM? Entenda o conceito e suas aplicações
Postado dia 8 de setembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: BIM, Indústria da Construção, Sienge, Software, Tendências

Na prática, nenhuma obra é igual, mas todas elas têm algo em comum: mobilizam uma variedade extensa de materiais, serviços e demais providências para que sua execução aconteça da forma mais eficiente possível. E dependendo do caso, gerenciar essa colaboração multidisciplinar pode ser uma tarefa um tanto complexa, mas a questão aqui é que, quanto mais dessas informações forem conhecidas, mais assertivo fica o planejamento e a construtora pode programar as atividades da obra com muito mais segurança.

Para captar e organizar o máximo possível desses dados, a cada novo empreendimento a construtora precisa elaborar vários documentos para planejar e acompanhar a execução da obra. Muitos deles você já conheceu aqui no blog, como o orçamento, cronograma de obra e cronograma físico-financeiro. Mas já pensou o quão prático seria se absolutamente todas as informações da obra estivessem consolidadas e integradas em uma mesma plataforma? Acompanhe a nossa série aqui no blog do Sienge sobre BIM, o conceito que é tendência para o futuro da modelagem na construção.

O que é BIM?

O Building Information Modeling (BIM), em português, Modelagem da Informação da Construção, é o novo conceito quando se trata de projetos para construções. Diferente do desenho usual em 2D, uma mera representação planificada do que será construído, a modelagem com o conceito BIM trabalha com modelos 3D mais fáceis de assimilar e mais fiéis ao produto final. Numa comparação simples, seria como abandonar a ideia de fazer o planejamento desenhando mapas e trabalhar diretamente com maquetes.

O projeto ideal realizado em BIM deve agregar todas as partes envolvidas no planejamento de uma construção, fornecendo informações aprofundadas sobre cada detalhe da construção e que podem ser utilizadas por todos os envolvidos, desde engenheiros e arquitetos até planejadores e responsáveis pela compra de materiais. Em um software que aplique o conceito, vários profissionais podem trabalhar no mesmo projeto ao mesmo tempo utilizando o mesmo arquivo, adicionando os dados que competem à sua especialidade e vendo as atualizações no modelo em tempo real.

tela do revit com item em BIM

Tela do software Revit com aplicação de BIM

Não se trata de facilitar apenas dados como dimensões de paredes e localização de canos hidráulicos e tubos de gás, mas também informações relacionadas a tipos e quantidade de insumos e mão de obra utilizados, por exemplo. Isso quer dizer que, ao se modelar uma parede usando o BIM, é possível especificar parâmetros não apenas de espessura, comprimento e altura, mas também, por exemplo, o material do qual será feita a parede, fabricantes de materiais, custos, propriedades térmicas e acústicas, custos envolvidos, dentre outras possibilidades.

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Aplicações de BIM em softwares e novas tecnologias

Saber como funciona o BIM pode ter feito você pensar nos softwares mais populares nos meios de engenharia e arquitetura, as ferramentas CAD, como o AutoCAD. Estas ferramentas ficaram conhecidas por terem sido pioneiras na transição da prancheta para o computador, fornecendo plataformas de desenho 2D para arquitetos e engenheiros. Pode ter surgido a dúvida, será que estes programas vão incorporar o BIM às suas práticas? A resposta é sim! E isso já está acontecendo. O foco para os softwares do seguimento mudou, os principais devem atuar em BIM, como Autodesk Revit, Vector Works e ArchiCad, por exemplo. Já os programas CAD não vão sumir, mas terão um papel secundário para agregar todas as funcionalidades do BIM.

Se considerarmos que a tecnologia de realidade aumentada está avançando rapidamente e a associarmos ao BIM, em breve, com o uso de smartphones, tablets e ferramentas como o Google Glass, poderemos visualizar o projeto no local em que ele será construído antes mesmo de terminá-lo e interagir com ele, entre outras facilidades.

Principais características e vantagens:

O National BIM Standard-United States® (NBIMS-US™) define a Modelagem da Informação da Construção como uma fonte de conhecimentos compartilhados para a geração de informações sobre um empreendimento, e também destaca a colaboração dos participantes como um dos principais motores da prática. Reconhecendo que trabalhar em conjunto pode ser um aspecto complicado em um projeto, dada a variedade de especializações envolvidas, o NBIMS-US™ constatou que nos Estados Unidos “as construções custam mais do que deviam e demoram muito para serem entregues”. Por isso é importante promover um trabalho de colaboração de informações melhor entre os vários participantes envolvidos no processos de construção – um estudo mostrou que a falta de interoperabilidade nas obras chega a gerar às construtoras um custo adicional de 15,8 bilhões de dólares a cada ano!

Essa interoperabilidade é considerada uma das principais características (e vantagens) do BIM, além do intercâmbio de informações. Ou seja, todos os profissionais envolvidos na execução do empreendimento podem exercer suas funções de forma integrada e alinhada ao objetivo do projeto.Arquitetos, engenheiros, construtores, fornecedores e demais partes interessadas podem extrair informações de acordo com suas necessidades para tomarem decisões mais assertivas. Sem contar que toda e qualquer alteração que os profissionais fizerem no modelo será processada em tempo real e atualizada. Essa automação dos processos ajuda bastante na economia de tempo e na redução dos custos. Confira outros benefícios que o BIM pode levar à sua construtora:

  • Cumprimento das datas estipuladas no cronograma de obra;

  • Oportunidade de testar soluções previamente;

  • O projeto pode ser compreendido, revisado e visualizado mais facilmente, o que ajuda a garantir mais precisão e avaliar alternativas para otimizar recursos e processos;

  • Comunicação mais eficiente entre os participantes do projeto e fluência no compartilhamento de informações da construção.

     

3D ou BIM?

O 3D foi a evolução natural do desenho de projeto, mas qual a diferença entre o 3D e o BIM? Um objeto modelado em 3D ou “objeto volumétrico” muitas vezes era apenas uma representação do modelo real, uma ferramenta de visualização. Com a aplicação da tecnologia BIM, esse modelo 3D passa a ter diversos “objetos paramétricos” com a adição das informações que o BIM proporciona. Ou seja, cada objeto modelado passa a aceitar parâmetros e informações que agregam ao trabalho de outros profissionais que não sejam apenas os projetistas. É possível, por exemplo, adicionar informações de marca do material a ser utilizado, custos e outras especificações dentro do arquivo onde o projeto está sendo modelado. Desta forma, vários profissionais (engenheiros, arquitetos, orçamentistas, compradores, etc) podem acessar e editar várias informações ao mesmo tempo, economizando tempo e evitando erros de comunicação que se traduzem em desperdício e atraso nas obras.

Costuma-se dizer no segmento de construção civil que quanto mais próximo da realidade o planejamento da obra estiver, maiores são as chances de sucesso do empreendimento no futuro. As tecnologias que utilizam BIM estão sintonizadas com essa realidade e criaram recursos para que a visualização prévia das edificações fique ainda mais apurada, permitindo planejamentos ainda mais precisos.

Acompanhe nosso blog e conheça melhor no próximo post o BIM Manager , profissional que surgiu para ajudar sua construtora e obras a tirarem o máximo proveito da prática desse conceito.

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bim normas bim abnt wilton catelani
Leia entrevista sobre as normas BIM da ABNT com Wilton Catelani, consultor BIM na CBIC
Postado dia 4 de julho de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: BIM, Indústria da Construção, Software, Tendências

O engenheiro Civil é membro da comissão da ABNT que desenvolve a tabela com a padronização na classificação das informações BIM

 

wilton catelani

Wilton Catelani, Engº Civil membro da comissão da ABNT que desenvolve a padronização da classificação BIM

Wilton Catelani é Engenheiro Civil formado há 30 anos: estudou em São Carlos (SP), começou a carreira como engenheiro de obras, trabalhou em empresas de diferentes portes, como multinacionais, Pini e Autodesk. Ele é um dos membros convidados pela ABNT para fazer parte da CEE 134, a Comissão Especial de Estudos relacionados a BIM e que trata de estabelecer as NBRs que compõem o Sistema de Classificação da Informação da Construção.

A norma desenvolvida pela comissão é a primeira sobre o Building Information Modeling (BIM) desenvolvida no Brasil e será publicada em 7 partes, das quais 4 já estão prontas. A comissão foi formada em junho de 2009 e dela participam os 3 setores da economia consumidores das informações BIM: fornecedores, um grupo de pessoas ou agentes, e entidades neutras: ONGs, universidades, associações sem fins lucrativos. A comissão é voluntária e os interessados podem fazer parte manifestando interesse através de contato com a ABNT.

A classificação dos elementos é importante quando se está trabalhando em BIM para evitar retrabalhos e conflito de dados causados por erros de informação. É importante que todos os dados que estão relacionados a um componente sejam padronizados, de forma a garantir a consistência das informações.

Veja um pouco da nossa conversa com Wilton Catelani e entenda melhor sobre essa nova padronização da ABNT:

1- Como funciona a comissão da ABNT para normas BIM?

É uma comissão voluntária da ABNT sobre BIM, que faz reuniões públicas e envia convites para pessoas e entidades interessadas, quem manifestar interesse pode participar. Essa comissão existe desde 2009 desenvolvendo a primeira norma BIM que consiste no Sistema de Classificação das Informações BIM.

Por exemplo, se um arquiteto está desenvolvendo um banheiro e chama, em seu projeto, um item de “bacia sanitária” e um orçamentista chama de “vaso sanitário”, uma coisa simples como essa pode gerar retrabalho, ainda mais se quem estiver fazendo a análise não for uma pessoa, mas um software.

A norma propõe termos um código, de abrangência nacional para unificar essa classificação dos componentes. O texto base é a classificação Omniclass americana. A ideia é que a classificação da ABNT possa ser aplicada em todo o país. O Sistema de Classificação da Informação da Construção foi planejado em partes 7 partes, das quais 4 já estão prontas.

Ao final, serão 13 tabelas de classificação da informação tratando de assuntos diferentes. Combinando essas tabelas, você consegue classificar qualquer elemento. Explico: um elemento é o que está no plano mas ainda não especificado, sem um código atrelado a ele. Assim que for relacionado a um código, vira um componente.

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2- Quando o conjunto total de tabelas estará disponível?

A aprovação de um conteúdo para publicação segue um protocolo: a leitura do conteúdo é feita em reunião plenária e é necessária a aprovação formal dos presentes. Algumas tabelas chegam a ter 6 mil itens, portanto é um processo demorado.

3- Quais os ganhos com essa padronização?

É muito melhor do que não ter regras, pois assim todos terão acesso à mesma informação padronizada e os softwares e profissionais podem trabalhar com uma única classificação, evitando erros e retrabalhos.

 

4- Em que outros lugares já existe uma normatização quanto ao BIM?

Reino Unido, Cingapura e Chile, tomaram a decisão de usar BIM como estratégia nacional: nenhum projeto com dinheiro público pode ser realizado sem BIM, ele é obrigatório. É também uma prática comum nos EUA, Austrália e nos países nórdicos.

5- Como um profissional da construção pode encontrar o seu caminho para ser um especialista em BIM?

Em sua maioria, não existe ainda na grade de disciplinas nos cursos de Arquitetura e Engenharia o assunto BIM. A adaptação não será fácil por motivos estruturais: na rede pública, muitos professores estão defasados e não têm nenhum estímulo para se atualizarem. Além disso, uma mudança de grade curricular é um processo demorado. Hoje, o que eu vejo, é que as pessoas se capacitam por 2 motivos:  necessidade da empresa, através cursos particulares ou contratam uma consultoria e dentro de um projeto real acabam sendo treinados no trabalho.

As pessoas mais jovens se interessam pelo assunto, aproveitam o material na internet e aprendem sozinhos. A falta de informação disponível é uma barreira que existe. Por isso são importantes iniciativas como o guia BIM da CBIC, que deve sair em breve. A capacitação ainda é um dos problemas no país e existem muitos oportunistas que usam o termo BIM frouxamente. Assim como aconteceu com a sustentabilidade na construção, acontece com o BIM: muitos oportunistas aplicam o termo para publicidade, sem ter o domínio do assunto.

6- Você provavelmente ouviu falar da iniciativa do Sienge de fazer uma integração BIM, qual a sua opinião sobre?

O Sienge é o primeiro ERP que eu vejo fazer um esforço para se adaptar ao BIM. É uma iniciativa ainda modesta, relacionada a expressões de quantidades. O trabalho a partir daí pode ser interessante, e deve evoluir. A grande base de clientes já consumada pelo Sienge garante um bom ambiente para testar essa integração BIM no mercado e desenvolvê-la.

7- Como você enxerga o cenário atual e o futuro da construção aqui no país?

O cenário está muito difícil com a crise econômica, motivada por fatores macroeconômicos. Também afeta o cenário o fato de que as operações anticorrupção afetaram as grandes empresas do ecossistema da construção. Grandes players como Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez, estão paralisadas, isso afeta a confiança do setor inteiro. Em breve o país deve voltar a produzir, aliás, já está até demorando demais, pois temos grandes necessidades de infraestrutura que precisam ser atendidas.

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orçamento de obra
Orçamento de obra como diferencial competitivo
Postado dia 16 de junho de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: BIM, Funcionalidades Sienge, Indústria da Construção, Tendências

Veja a importância de investir em um orçamento de obra detalhado e bem feito: pode fazer a diferença na sua empresa!

As circunstâncias econômicas atuais pressionam cada vez mais as construtoras a serem precisas no orçamento de obra. A  análise da viabilidade inicial do projeto e um controle de custos muito bem estruturado e rígido são cruciais para garantir o sucesso do empreendimento e uma margem de lucro adequada para construtoras e incorporadoras.

Projetos de construção civil possuem características que requerem um considerável esforço de gerenciamento, tais como a mobilização de grande quantidade de recursos especializados e execução da obra em ambiente dinâmico e incerto. Sendo assim, sua construtora precisa buscar sempre alternativas que elevem seu patamar de qualidade, garantindo uma maior confiabilidade e atendimento às necessidades dos clientes.

Nesse cenário, nenhuma construtora deseja trabalhar com um orçamento incompleto e que desconsidere informações importantes de todas as fases da obra, não é mesmo?

Se destacar perante a concorrência exige cada vez mais das construtoras orçamentos muito precisos.

Confira situações que comprovam a relevância do orçamento de obra para uma execução mais tranquila e assertiva!

#1 Controle apurado de custos

Um orçamento bem elaborado ajuda na visualização da utilização dos recursos necessários para concluir a obra (como materiais, mão de obra, equipamentos e tecnologia), facilitando o controle de custos e evitando que custos não previstos  onerem a obra além do esperado. Além disso, garante maior controle para estipular a margem de lucro da construtora.

Lembrando que é importante não enxugar demais o orçamento, retirando as folgas para eventuais imprevistos que ocorram na obra. Isso porque, por vezes, o lançamento do empreendimento para o mercado é feito antes de todo o projeto estar aprovado nos órgãos competentes. E quando as avaliações desses órgãos ocorrerem podem ser necessárias mudanças nos projetos, inclusive por questões ambientais.

#2 Maior poder de negociação junto aos fornecedores

Quando sua empresa trabalha com orçamento você tem tempo hábil para cotar com diferentes fornecedores, o que permite a comparação dos valores e maior poder de barganha.

Comprar com urgência é sempre mais caro, logo, com um orçamento prévio, as negociações se tornam mais fáceis com esse grande aliado para redução dos custos. Além de você conseguir preços mais atrativos também em decorrência do volume de compra.

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#3 Fazer uso de histórico para evoluir em cada obra

Ao utilizar orçamento de obras, você gera históricos tanto das informações sobre os insumos utilizados quanto das correções necessárias durante o curso de cada uma delas.

O resultado disso é uma construtora cada vez mais eficiente, tanto na confecção do orçamento, realizada de forma mais natural e assertiva, quanto na execução da obra em si, pois as lições aprendidas são repassadas de uma obra para outra.

Uma boa base histórica de composições de insumos e mão de obra transforma-se em um enorme diferencial para o desempenho de seus empreendimentos, aumentando gradativamente a margem de lucro.

#4 Compatibilização mais fácil na obra

A compatibilização de projetos da construção (topográfico, estrutural, hidrossanitário, elétrico, de refrigeração e arquitetônico) fica mais fácil na prática quando já está estipulada no orçamento. Quando no orçamento já estão apontados quais projetos serão compatibilizados, há diminuição de custo e tempo gasto no canteiro de obras e os ganhos são garantidos pela redução do desperdício e eliminação do retrabalho.

A compatibilização é feita pela sobreposição dos desenhos dos diversos projetos necessários para uma obra. Por exemplo, ao promover a interface entre o projeto hidrossanitário e o estrutural. É muito comum que uma tubulação hidráulica que caminha na horizontal encontre uma viga de concreto. Na fase de projeto é perfeitamente possível desviar essa tubulação ou prever uma furação na viga de concreto, ações que precisam estar calculadas no orçamento, pois se esses problemas só forem detectados no canteiro de obras, solucioná-los certamente acarretará custos que não estavam previstos. 

Essa compatibilização pode ficar muito mais fácil se sua empresa trabalhar com a modelagem de projetos em BIM – ou Modelagem da Informação da Construção em Português. Essa nova forma de fazer projetos permite agregar várias etapas e tipos de projeto em um único arquivo e fazer a detecção de erros.

Essas informações detalhadas em BIM  também podem ser utilizadas para fazer um orçamento automático com a Integração BIM do Sienge, saiba mais:
http://www.sienge.com.br/bim/

 

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#5 Participação mais assertiva em licitações

Para licitações públicas e obras financiadas por organismos internacionais de financiamento, como Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Banco Mundial, bem como órgãos públicos (por exemplo, o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem – DNER), se faz necessária a utilização de uma metodologia adequada para o orçamento.

Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos (Ibec), Vilela Dias, no livro “Engenharia de Custos: Estimativa de Custo de Obras e Serviços de Engenharia”, é necessária a apresentação dos seguintes formulários para basear o orçamento apresentado para o projeto:

  • Pesquisa de mercado de preços de pessoal
  • Materiais e equipamentos
  • Composição de custo do tipo por produção
  • Cálculo do custo horário de utilização dos equipamentos
  • Produção das equipes mecânicas
  • Discriminação dos encargos sociais e do BDI (Bonificação e Despesas Indiretas)

No caso específico da administração pública, se os orçamentos não forem bem feitos e não representarem a realidade da obra e do mercado, correm também um sério risco de gerar baixa qualidade dos serviços e atrasos ou paralisações na construção. Levando em consideração ainda a necessidade de aditivos contratuais, recursos e ações judiciais, que podem levar a prejuízos para o tesouro público e também para a construtora envolvida.

Para evitar esse tipo de problema existe uma norma geral que rege todas as contratações em qualquer nível de governo, seja administração direta ou indireta, onde a contratante é obrigada a seguir a lei de licitações (Lei Federal nº 8.666/93). Por essa lei, uma vez apresentada a proposta (e se for a vencedora) não poderá haver arrependimento, sob pena de pesadas multas e impedimento de participar de outras licitações por um período. Em outras palavras, seu orçamento para uma licitação precisa estar impecável!

Essas três situações mostram claramente a importância do orçamento de obra para sua construtora. Além delas, ao trabalhar com orçamentos bem estruturados e o mais completos possível, sua construtora vai perceber vantagens muito significativas.

O orçamento de obra assertivo permite que o engenheiro responsável pela obra possa se antecipar aos custos necessários para construir a edificação e auxilia engenheiros a tomar decisões com base no orçamento, permitindo o correto dimensionamento das equipes que executarão os serviços. Além disso, o controle do consumo de materiais é facilitado, de modo que qualquer desvio possa ser analisado e revertido por meio de planos de ação. Também se pode garantir com a correta análise da engenharia de custos de um empreendimento que o cronograma físico-financeiro da obra está seguindo o ritmo desejado pela construtora.

A previsão correta de todos os itens necessários para a execução da obra faz com que o engenheiro também consiga otimizar todo o processo de estimativa dos custos do empreendimento, diminuindo muito os riscos futuros de gastos com itens não previstos inicialmente no orçamento da obra. Dessa forma evita-se os problemas e frustrações causados por uma obra com problemas para execução, e consequentemente, ao final desse processo, alcance grandes objetivos da construtora, como satisfação dos clientes e margem de lucro atraente!

Quanto mais competitivo se torna o segmento da construção civil, com maiores exigências dos órgãos públicos e dos consumidores e com o surgimento de novas empresas no setor, mais importante se torna a realização de um orçamento preciso da obra. Um orçamento passa a ser um dos principais fatores para a tomada de  decisão de uma construtora em realizar ou não um empreendimento, por isso os orçamentos precisam ser muito assertivos para dar a visibilidade total dos custos da obra.

Todo o resultado futuro do empreendimento depende da realização de um orçamento correto!

Trabalhe com orçamento de obra completo e estruturado e evite os problemas ocasionados pela falta dele.

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BIM: além do 3D e da compatibilização de projetos
Postado dia 13 de maio de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Artigo, BIM, Indústria da Construção, Sienge, Software, Tendências

BIM, ou Modelagem da Informação da Construção em Inglês, é a nova forma de projetar que está tomando conta do mercado. Os especialistas do Sienge explicam sobre como utilizar esses novos níveis de detalhamento em favor da sua empresa.

Representar em um desenho um espaço, ou como algo deve ser fabricado ou construído, é uma técnica milenar. Ao longo do tempo ela foi evoluindo, até culminar com a utilização de escalas de redução nas áreas de arquitetura e engenharia. Isto possibilitou projetar construções com maior assertividade e orientar os construtores na complexidade e dimensionamento das várias disciplinas de um projeto. Durante muitos anos os projetos foram literalmente “desenhados” no papel, com a ajuda de instrumentos importantes como a prancheta, escalímetros, compassos, dentre outros.

Com a evolução da indústria de computadores, que permitiu uma empresa ou profissional liberal informatizar os processos, as empresas de software começaram a produzir programas para desenho. Empresas como a Autodesk, desenvolvedora do software AutoCAD, auxiliaram na transição da prancheta para o desenho 2D em computadores. Com isto, a produtividade aumentou de forma estrondosa e os profissionais foram obrigados a aprender e utilizar estas ferramentas.

Mas ainda tratava-se de um desenho em 2 dimensões. Posteriormente, estas ferramentas evoluíram e passaram a permitir a criação de desenhos em 3 dimensões. Mas ainda havia a falta de informação integrada aos desenhos, e de forma vinculada, por exemplo, detalhar as camadas de uma parede, de qual material cada camada deverá ser construída, quais as propriedades deste material, seu custo, fabricante, e por aí vai. Além disto, as muitas ferramentas de desenho não se integravam, cada uma desenvolvida em linguagens e tecnologias diferentes. O Building Information Modeling (BIM), em português, Modelagem da Informação da Construção, é um conceito que veio para resolver estas questões. Softwares como Revit, Vector Works e Archicad foram desenvolvidos e trabalham baseados nestes conceitos. A interoperabilidade é uma das premissas desta filosofia e para os projetos poderem ser consolidados em um único modelo, estes e outros softwares geram informações em um formato padrão chamado IFC. Assim, atualmente é possível modelar a construção de uma forma muito próxima da realidade, simulando o comportamento da construção antes, durante a após sua finalização.

Além disto, o BIM permite mais do que 3 dimensões somente. O 4D, 5D e mesmo 6D são realidades deste conceito. Cada uma destas outras dimensões estão relacionadas a informações como planejamento da execução, custo, orçamento e planejamento e até a operação do modelo em BIM. Estamos falando de algo muito além do que simplesmente um projeto em 3 dimensões para facilitar sua compatibilização e identificação de interferências, processo que obviamente passou a ser executado automaticamente por softwares em BIM.

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Como mencionando anteriormente, um diferencial do BIM é a informação inserida no modelo. E como a interoperabilidade é considerada uma das principais premissas do BIM, todos os profissionais envolvidos no projeto interagem com BIM, direta ou indiretamente. Engenheiros, construtores e fornecedores, dentre outros, podem extrair informações do modelo ou tomar decisões baseadas nas simulações e análises feitas diretamente no modelo. Além disto, toda e qualquer alteração de projeto executada no modelo, por arquitetos ou projetistas de outras disciplinas, é processada imediatamente, assim como seus possíveis impactos são analisados de forma on-line. Isto significa economia de tempo e dinheiro. Com o BIM, a construção é “resolvida” ainda no projeto e não no canteiro de obra.Obviamente, para atingir estas outras dimensões, o modelo em BIM precisa de um maior desenvolvimento e detalhamento. Existe um conceito adotado neste mundo chamado LOD: Level of Developement, ou traduzindo, Nível de Desenvolvimento. Originalmente o conceito LOD vai de 100 a 500. Modelar em LOD 100 significa estar em BIM em um nível de Estudo Preliminar, onde as soluções técnicas não foram amplamente definidas, detalhadas, testadas e aprovadas. Como exemplo, pensemos uma parede. Para verificar interferências de um projeto, podemos ter simplesmente a forma geométrica e posicionamento da parede definidas. Para poder extrair quantitativos e custos, precisamos modelar as diversas camadas da parede, como o tijolo, reboco, tinta, etc. Esta modelagem em camadas já caracteriza um estágio de LOD mais alto do Modelo.

Assim, o perfil de empresas e profissionais que podem utilizar o conceito BIM é vasto, desde escritórios de arquitetura, empresas de projetos complementares, construtoras contratadas para executar o projeto e mesmo o “dono” do projeto, como órgãos públicos ou incorporadoras privadas. Normalmente estes últimos, vão utilizar softwares em BIM para consolidar todos os projetos e podem possuir uma equipe ou mesmo uma única pessoa para executar este trabalho, já que o projeto pode ser feito por terceirizados. Neste contexto, surge uma nova profissão, o BIM Manager ou Gerente de BIM. O ideal é que este profissional tenha curso superior em Arquitetura ou Engenharia Civil, experiência em construção, gerenciamento de projetos e certo conhecimento em TI. Ele terá papel fundamental no gerenciamento do modelo, extração de informações para as mais diversas áreas e repasse destes conhecimentos para os demais profissionais da empresa. Esta disseminação de conhecimento é fundamental para o sucesso e evolução da utilização do BIM nos projetos da empresa, já que sua implantação depende do entendimento de todos do novo fluxo de trabalho e da importância do detalhamento e compartilhamento das informações do projeto.

Obviamente, a adoção do BIM impacta em investimentos e mudança cultural nas organizações. E para justificar, é importante salientar as principais vantagens com sua adoção:

Banco de dados único, com todas informações de todas disciplinas consolidadas e atualizadas

Fácil identificação de elementos, pois em BIM um duto não é confundido com uma viga ou outra forma geométrica parecida

Alterações sem retrabalho: ao alterar um componente do projeto, esta alteração é extrapolada para todos os pontos onde o componente está presente

Maior velocidade e assertividade para alimentar outras etapas do projeto, como orçamentos e cronogramas

Diante do exposto, fica claro que o BIM pode contribuir também com a Gestão da Obra, e não somente na fase de projetos. Neste sentido, o software Sienge, ERP voltado para a Indústria da Construção, com mais de 2.500 clientes, está trabalhando em uma funcionalidade que integra ferramentas BIM ao módulo de Orçamento do ERP. Será possível vincular as composições unitárias do banco de dados do Sienge, com elementos construtivos do modelo em BIM. Posteriormente, exportar os quantitativos do modelo e gerar automaticamente planilhas de Orçamento dentro do ERP. O trabalho de levantamento de quantitativos e cadastramento do orçamento, que antes poderia levar semanas, poderá ser feito em minutos!

Concluindo, o recado é simples: o BIM já é uma realidade e veio para ficar. Os profissionais que investirem agora neste mundo, garantirão uma vantagem competitiva enorme em curto prazo.

Os autores deste artigo

fernando ramos arquiteto                         anauri marafon engenheiro

Fernando Ramos,                                  Anauri Marafon,
Arquiteto e Consultor de                  Engenheiro Civil e especialista em Sienge
Implementação de BIM

 

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Podcast Sienge | O que é BIM e como aplicar na sua empresa
Postado dia 11 de maio de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: BIM, Construção, Indústria da Construção, Podcasts, Tendências

Ouça as explicações do nosso especialista sobre BIM, o que é essa nova forma de fazer projetos e como utilizá-la para benefício da sua empresa.

BIM, ou modelagem da informação da construção, é o que há de mais moderno em matéria de projetos. Por mais que muitos já tenham ouvido falar sobre BIM, poucos conhecem a fundo esse conceito que trata de toda a vida útil de uma edificação.

Nós já tratamos do tema em posts anteriores, mas para trazer mais informação para você e responder as suas dúvidas, gravamos um podcast abordando os pontos principais sobre essa nova realidade no setor da construção.

Você pode ouvir o podcast clicando abaixo:

O nosso convidado para falar sobre BIM no podcast é Fernando Silva Ramos, arquiteto e consultor para implementação de BIM da Softplan. O debate foi conduzindo pelo Edson Santana, nosso coordenador de marketing.

Sobre o Podcast

Esse é o primeiro Podcast Sienge, uma nova forma de levar informação para os profissionais da construção. Sabe qual o diferencial? Por ser um conteúdo em áudio você pode escutar online enquanto trabalha ou fazer download do arquivo em mp3 para ouvir no seu celular ou até mesmo no seu carro.

Se quiser, você pode ouvi-lo no Itunes

A duração do áudio do Podcast Sienge BIM é de cerca de 26 minutos.

 

Sabe o que é um podcast?
Podcast é uma forma de transmissão de arquivos multimídia na Internet criados pelos próprios usuários. Nestes arquivos, as pessoas disponibilizam áudios nos quais simplesmente falam e expõem suas opiniões sobre os mais diversos assuntos, como política ou tecnologia.


Caso prefira, colocamos no final desta página a transcrição do arquivo de áudio.

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Vamos procurar responder a todos o mais rápido possível, sempre com a ajuda do nosso especialista.

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Confira também os nossos post anteriores sobre BIM:
Você sabe o que é BIM? Entenda o conceito e suas aplicações

Gerente de BIM: novo profissional que surge no mercado

O papel da tecnologia na carreira do profissional de BIM

4 bons motivos para começar a aplicar BIM nos seus projetos

Tecnologia para BIM: conheça as principais ferramentas

Orçamentos mais precisos com ajuda de tecnologia para BIM

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Transcrição do podcast : BIM – o que é e como aplicar na sua empresa

Sejam bem-vindos ao primeiro podcast do Sienge. Meu nome é Edson Santana e pode-se dizer que eu estou aqui para conduzir esse papo sobre BIM. Vamos ao que interessa, vamos falar de BIM. Primeiro, a gente escolheu esse tema porque se escutou muito, a gente viu muito nos eventos de comunicação focados na construção, várias pessoas falando sobre BIM, mas também a gente viu muitas pessoas com muitas dúvidas que não estavam sendo sanadas. Então a ideia desse papo de hoje é explicar melhor o que é BIM, o que muda na vida das empresas, qual tipo de adequaçã as construtoras, incorporadoras e outras empresas da indústria da construção vão ter que fazer pra que consigam trabalhar com BIM. E um segundo motivo é que no início de abril nós fomos na Feicon em São Paulo, colocamos o nosso estande lá na entrada, na porta da feira e no primeiro dia a gente foi até tímido falando de BIM, bem discreto mesmo, só nos nossos materiais gráficos, nossos impressos e chamamos tanta atenção, veio tanta gente no estande falar sobre BIM que sentimos com um certo dever nessa questão de ajudar as pessoas a entenderem o que é BIM.

Por isso que nós chamamos aqui o Fernando. O Fernando, ele é especialista em BIM, e foi contratado pelo Sienge para desenvolver alguns projetos aqui. Ele faz parte da equipe de produto e inovação e a gente conseguiu roubar um pouquinho dessa agenda apertada dele para ele falar conosco.

Mas antes de falarmos sobre BIM eu vou pedir pro Fernando se apresentar aqui pro pessoal. Fernando, se apresenta aí.

Obrigada Edson. Olá a todos que estão nos ouvindo. Eu sou arquiteto Fernando Ramos, já estou formado há mais de 10 anos, atuando na área de projetos, gerenciamento de projetos. Já atuei também em outras áreas da construção civil, como execução de obra e acompanhamento. Nos últimos anos tenho me especializado nas ferramentas da Autodesk. Em específico Autodesk Revit. Hoje eu também sou instrutor no nosso centro de treinamento autorizado da Autodesk aqui em Florianópolis, em Santa Catarina e tenho atuado nesses treinamentos, também em implementação de BIM nos escritórios de projeto pelo estado e possivelmente em outros locais. A minha especialidade maior é implementação de BIM nos escritórios.

Maravilha, Fernando. Então pra gente começar assim fácil, light, explica pro pessoal, o que é BIM.

Certo. BIM, eu acredito que todos já devam ter ouvido pelo menos esse termo. É um termo que hoje está muito em voga aí no mercado, muita gente tem falado sobre BIM, discutido, falado que é uma maravilha e isso e aquilo, mas poucos são aqueles que realmente conhecem a fundo esse conceito. Então, BIM pra quem não conhece muito, podemos dizer que é um acrônimo de três letrinhas, que seria Building Information Modelling, na tradução seria Modelagem da Informação da Construção e é realmente uma modelagem da informação. A partir do momento em que a gente está atuando em BIM, a gente não está mais falando em desenhos. Hoje o mercado de projetos no Brasil ainda é muito focado em desenhos, com ferramentas como AutoCad, ferramentas 2D, certo? E o BIM vem justamente dar uma evolução nesse processo, que ele vai não mais tratar sobre desenho, não só com desenhos. O desenho é apenas uma parte do processo de BIM. Ele vai tratar de toda a vida útil da edificação, desde o seu planejamento, passando pela etapa de projeto, planejamento, construção e até operação e manutenção, até sua demolição ou possível reforma. Então ele fecha um ciclo de vida da edificação. Toda a informação que é lançada desde lá no início, ela pode ser aproveitada até o final da vida útil dessa edificação. Facilita muito.

Então só pra eu ver se entendi aqui, BIM ele não é só 3D. O foco do BIM é a informação.

Exatamente.

Tu podes explicar um pouquinho melhor como que isso funciona?

Como eu disse, o BIM, ele é focado em informação. Então, a partir do momento em que a gente não está falando mais em desenho, a gente tá falando em informação. Estamos modelando todas as informações que cercam o projeto, a gente precisa ter o modelo virtual desse projeto, certo? Então precisamos de ferramentas para tratar um projeto em 3D, em 3 dimensões. Uma vez que você modela o edifício, facilita a visualização de todos os envolvidos do projeto. Também com a nova tecnologia do BIM a gente consegue colocar informação dentro desse modelo, que até então, o Autocad por exemplo faria um projeto em 3 dimensões. Porém, você clicaria num elemento e ele não teria a informação dizendo se ele é um pilar, uma parede, qual a sua espessura, quais suas camadas. Com o BIM já não, com BIM você clica num componente do seu modelo virtual, da sua edificação, ele tem todo um relatório de informação. Ele fala do que ele é feito, espessuras, áreas, volumes e etc. Então a base do BIM é a informação.

Fernando, pegando um gancho e continuando a conversa, uma das coisas que eu escutei aqui e escutei lá na Feicon também era sobre níveis de aplicação de BIM. Tu podes explicar um pouco pra gente que níveis são esses, se são graus de maturidade, como é.

Sim, sim, tem a ver com grau de maturidade sim. Hoje num processo de projeto a gente tem as etapas. As etapas de estudo preliminar, de anteprojeto, um projeto pra aprovaçã nos órgãos legais, um projeto executivo e esses projetos, ou melhor, essas etapas, hoje em BIM, elas ficam muito mais claras ou definidas a partir do momento em que você não vai de cara colocar toda a informação. Então, conforme o projeto evolui você vai definindo o que é feito, qual é a solução empregada no projeto, e uma fez definindo do que é feito, você vai detalhando mais o seu modelo. Vamos entender assim: a gente começou um projeto numa etapa de estudo preliminar. Em BIM, a gente pode comparar isso a um LOD 100, os níveis em BIM, eles são descritos como níveis de desenvolvimento, que seria a abreviação do LOD no termo em Inglês. Que seria o Level Of Development. Então um LOD 100 é como se fosse uma régua, vai ter o LOD 100, 200, 300, 400, 500, vai até o 500. O LOD 100, podemos equiparar ele ao estudo preliminar, você vai se ater a elementos mais genéricos. Pra fechar conceitos de área, conceitos de espaço, volume, circulação, fluxos, a parte de volumetria no caso, então, isso se equipara a um estudo preliminar. Conforme a gente evolui no projeto, as etapas vão mudando. No BIM, os LODs vão mudando. Se você fechou um estudo preliminar, fechou um LOD 100, você agora estaria num outro nível, um LOD 200, que poderia se equiparar a um anteprojeto. Nesse caso a gente vai ter que detalhar mais do que é feita a parede, quais são as portas, as janelas, quais são esses elementos, aonde estão esses elementos, sentido de abertura, a gente começa a colocar mais informação no modelo. Conforme avançam as etapas, o nível de maturidade do modelo também vai aumentar, vai ter mais informação e cada informação só deve ser inserida na etapa correspondente, senão não vai ter sentido. Ninguém começa fazendo um estudo preliminar já com informações de projeto executivo, entende, é algo gradativo.

Então é possível que uma empresa trabalhe, faça um projeto inteiro com BIM com nível básico, outra em nível intermediário, outra em nível avançado? Qual é a diferença disso?

Perfeito, realmente pode-se existir empresas que vão atuar apenas, ou com foco em estudo preliminar, elas vão resolver uma gestão geral de implantação de áreas, volumetria, a parte mais inicial do projeto, pode ser um escritório de arquitetura focado nisso. Como podemos ter uma construtora, onde o que interessa pra ela seria mais um projeto executivo, mais informação pra ela poder se planejar. Planejar a execução e poder executar tranquilamente esse edifício. Então as pessoas, ou os escritórios no caso, eles podem estar atuando ou em um nicho de mercado específico, num nível de modelagem específica. Poderia ser um LOD 200, como também poderia atuar em todas essas etapas, passar por todas as etapas. Então um escritório que capta um projeto, vai fazer seu planejamento, vai fazer o estudo preliminar, anteprojeto, até o projeto executivo, ele vai passar por todos esses níveis: lod 100, 200, 300, 400, até a sua efetiva construção, a sua medição e operação.

Fernando, outra coisa que a gente escuta bastante quando se fala de BIM é que as pessoas entendem melhor o que é clash detection, ou compatibilidade, ou incompatibilidade de projetos. Mas também em algumas das leituras que eu fiz, se falava de 4D ou 5D. Você pode explicar pra gente qual e a diferença entre 3D, BIM, 4D e 5D?

Bem, vamos entender assim, começando desde o início: 2D. 2D todo mundo sabe bem o que é você está num Autocad por exemplo, numa ferramenta de desenho e você produz documentos apenas em duas dimensões, são plantas, cortes, elevações e isso não tem ligação entre si. Acabam sendo desenhos desconexos, desconectados, não tem uma informação única. A partir do momento em que você modela, tem uma maquete, nem que seja virtual, isso vai ajudar muito, porque começa a integrar as coisas. Não vai criar um corte, vai olhar o modelo em corte. Então, é a mesma informação, só que, com digamos, câmeras, observando esse modelo em determinadas posições. Uma cãmera de cima é uma planta, uma câmera lateral seria uma elevação e o modelo é o mesmo . Se mudar o modelo, todas as vistas se atualizam. A partir desse momento, a gente tem o 3D. Só que o 3D, com a informação, que é a ideia do BIM, a gente começa a ter um poder maior para planejar a edificação, entra a partir daí o nosso 4D, que seria a etapa de planejamento, sequenciamento da execução. Então a gente consegue pegar esse modelo, como ele tem informação, dividir as etapas de execução dentro dele. Os softwares BIM, eles tem como se fosse uma linha do tempo dentro dele, então você pode definir para o seu modelo que na primeira fase vai se construir a fundação. Numa segunda fase, vai se levantar os pilares e as alvenarias, certo. Dentro do modelo, a gente consegue separar os elementos de acordo com a sua etapa construtiva, o que iria compor um 4D. Aliado com uma ferramenta de planejamento, como o MS Project, o Primavera e outros softwares de planejamento, a gente consegue integrar melhor tudo isso e chegar num 5D, que seria já um custo. O 5D nada mais é do que esse planejamento com o custo inserido,então teríamos assim um cronograma, por exemplo físico-financeiro da obra, certo? A partir do modelo.

Acho que o pessoal entendeu bem o que é BIM e até como pode ser aplicado de algumas formas, mas tem alguma outra vantagem que você acha que não descreveu ainda? Você falou da continuidade da informação, que aumenta a precisão, falou dessa junção de planejamento com os custos, o que dá um certo ganho de velocidade, tem alguma outra vantagem que o BIM traz para as empresas?

Olha, uma grande vantagem que eu vejo é justamente essa integração e essa consistência da informação. Porque uma informação que é inserida lá no início, no seu LOD 200, pode ter até um LOD mais avançado numa outra etapa de processo de projeto. Ou seja, você tem uma informação inserida lá no início e no seu planejamento, vai ter a mesma informação. Não houve um copia e cola, ou algum outro processo que pode ocasionar erro. Não é um processo mais manual. Depende, é lógico, da organização da empresa, das ferramentas que ela vai utilizar. Mas de uma forma geral, essa é no meu ver, uma das maiores vantagens que é a consistência da informação. Você acaba não tendo um retrabalho, porque as vezes não é bem essa informação aqui, alguém errou em algum ponto. Aí vai e corrige manualmente, fica sempre uma certa incerteza, não há uma segurança a respeito das informações que estão ali. Você não sabe se aquela revisão daquele projeto é a última revisão. Já com o BIM, por conta dessa integração, é facilitada a parte da consistência da informação. Ajuda muito.
Então vamos para a prática agora, aquele cara que está nos escutando agora e que ainda não usa BIM, como que ele deve comçar, por onde ele deve começar?

Bom, eu creio que o início seria ele, por conta, conhecer um pouco mais sobre isso e definir de acordo com as ferramentas que existem no mercado, qual a ferramenta que vai lhe auxiliar melhor. Temos diversos fabricantes e desenvolvedores de software, de acordo com as áreas, por exemplo projeto, execução, etc. A partir do momento em que ele tem uma noção é interessante fazer uma capacitação de toda a equipe naquela ferramenta, naquele software. Então, se ficou definido que vai se utilizar e adotar os produtos da Autodesk, então a equipe faz uma capacitação, por exemplo,no Revit. Aí ele já tem ideia de onde pode chegar e do que é possível fazer com essa ferramenta. A partir desse momento, é necessário um consultor. Porque o consultor dentro de uma empresa vai direcionar como a pessoa vai trabalhar com aquela ferramenta. Uma coisa que é difícil de se entender pra quem está começando, é que não é só aprender uma ferramenta. É necessário saber como utilizar na prática, qual é o fluxo de trabalho que eles vão ter que adotar, porque as funções dentro do escritório vão mudar. Não vai seguir na mesma linha de raciocínio tradicional de um projeto, a gente vai ter funções que vão sumir. Vamos ter funções que vão aparecer por conta do uso do BIM.

Tu podes falar um pouco mais dessas funções? Principalmente, quem aparece?
A grande figura seria o BIM Manager. Dentro de uma empresa, ele é quem vai direcionar como a empresa vai trabalhar, como que ela vai se organizar utilizando determinada ferramenta de BIM. Como é que eles vão preparar a sua biblioteca, que é outro ponto importantíssimo. No BIM, você não desenha as coisas como se estivesse num CAD, você modela os elementos. E num futuro próximo, a gente não vai ter tanta necessidade de modelar, vai pegar o produto. no site do fabricante, faz o download de determinado produto pra ser utilizado no modelo. Mas, apesar disso, o BIM Manager é quem vai direcionar esse trabalho. Ele é que sabe qual a melhor forma de modelar, qual a melhor forma de levar o fluxo para que se tenha, para todos os envolvidos, a informação necessária. O modelo não tem toda a informação disponível para todo mundo, é preciso direcionar, porque senão, vocês sabem bem, informação desnecessária é perda de tempo.O BIM Manager vai direcionar isso, vai criar um modelo com a equipe, focado para atender determinado contrato ou LOD.

Vamos explorar um pouco mais esse BIM Manager, tu podes dizer para a gente, o que ele precisa saber, o que ele precisa estudar, qual o grau de conhecimento, com quem ele vai interagir, qual que é o papel desse cara?

Bom, BIM Manager hoje é uma figura de extrema importância e com uma extrema capacitação. Porque ele vai ter que alinhar todo o conhecimento que ele já possui, ou deve possuir, sobre construção, projeto, gerenciamento de projeto, gerenciamento de equipes, com novas funções.É como se fosse o gerente atualmente de projeto, de empreendimento, adquirindo uma nova função, que é o conhecimento pleno da ferramenta BIM. Então esse conhecimento agregado vai facilitar o direcionamento dele com a equipe para como proceder, como modelar essa construção virtualmente. É como se fosse uma figura já existente com uma capacitação a mais em BIM, ferramentas, formatos de arquivo para poder ter essa interoperabilidade entre softwares ou ferramentas, porque geralmente as empresas não atuam sozinhas. Você atua, geralmente, com diversos outros profissionais que não estão necessariamente dentro da sua empresa. É necessário o BIM Manager para saber como exportar esses arquivos, qual tipo de informação deve ser encaminhada aos envolvidos.

No contato com as empresas que tu tens tido ultimamente, como que está sendo a receptividade do pessoal quando tu conversas sobre BIM com eles?

Olha, a receptividade é sempre muito boa, porque quando a gente fala das vantagens o pessoal sorri de orelha a orelha, fica muito feliz, porque só tem vantagens. Só que tem que tomar cuidado porque lá no início da implementação no escritório é complicado. É uma coisa que deve ser muito bem planejada, não pode-se apenas aprender uma ferramenta e sair tentando usar já num contrato real. Tem prazo definido, tem dinheiro envolvido. O ideal nesse caso é se planejar antes de fazer uma adoção e empregar um primeiro piloto real. Recomendo sempre um consultor para auxiliar essa implementação e adoção de um modelo piloto para se testar tudo que está sendo gerado e definido dentro da empresa. Há uma necessidade de muito planejamento e um trabalho muito sério antes de se conseguir estar plenamente em BIM.

Fernando, eu vou aproveitar que você está aqui e pedir para que você fale um pouco do que nós temos aqui no Sienge de integração com BIM. Lá no começo falamos de 3D, 4D e 5D e eu sei que tem uma ferramenta aqui que está relacionada com o orçamento. Eu queria que você explicasse pra gente como ela funciona, em qual nível essa ferramenta trabalha, para que o pessoal consiga entender o que a gente tem para oferecer.

Bom, aqui com o pessoal da Softplan a gente tem feito um trabalho, já faz um tempo, para desenvolver uma primeira integração. Como eu falei, existem vários níveis, e dependendo do nível em que você se encontra, as informações necessárias são específicas, e a modelagem também deve ser específica. Uma modelagem não atende a todos os níveis, em princípio deve ser direcionada para atender a apenas um objetivo. O que a gente trabalhou aqui foi numa primeira integração. A gente buscou conseguir de uma forma simples e fácil, e até sem precisar de muito empenho dos profissionais no mercado, uma integração entre o modelo em BIM e o software do Sienge para orçamento. Ele consegue hoje com a nossa integração, pegar todos os quantitativos de forma automática no seu modelo em BIM e transcrever para uma planilha dentro do Sienge, tudo de forma automática. Isso já seguindo uma certa estrutura orçamentária que veio previamente do Sienge e com os seus devidos códigos de serviço.

Para resumir, vamos entender assim: há um primeiro trabalho no Sienge para definir essa estrutura de orçamento e todos os serviços que vocês gostariam de organizar nesse orçamento. É preciso exportar informações de serviço do Sienge em um arquivo .txt, um arquivo de texto muito simples. No caso estamos trabalhando com Autodesk Revit para fazer essa primeira integração, mas como é um .txt, acredito que no princípio, vários outros softwares vão se beneficiar disso. Uma vez exportada essa estrutura, esse serviço, dentro do software BIM a gente importa esse arquivo com os serviços e classifica rapidamente os componentes existentes no seu modelo. Uma vez classificado, a gente exporta novamente isso, num arquivo .txt novamente, que é importado para o Sienge. O elemento no modelo está com um código de serviço que é do Sienge, facilitado a parte de integração das informações e para num primeiro momento obter uma planilha orçamentária de forma facilitada e concisa, de acordo com o modelo.

Aqui de positivo a gente tem a precisão da informação e a velocidade de se montar um orçamento, é isso?

Exato, como grandes vantagens, temos a velocidade, porque todo mundo sabe que para elaborar um orçamento, a gente precisa analisar todos os projetos, fazer medições. Dependendo de como foi desenvolvido esse projeto, você vai ter que fazer isso manualmente. Já no BIM, nessa nossa funcionalidade, não. O BIM faz isso por nós, ele vai ter esses quantitativos, a informação já está modelada.

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