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As previsões para a Economia e a Construção Civil em 2017
Postado dia 1 de dezembro de 2016 | 1 Comentário
Categorias: Construção, Indústria da Construção, Tendências

O ano de 2015 foi um dos piores da história do Brasil para a Economia e Construção Civil, especialmente, para a Construção. 2016 foi – e está sendo – um período de pequenas melhoras, porém a recuperação não aconteceu no ritmo em que se esperava. Já 2017 promete melhoras significativas no cenário de Economia e Construção. No último mês de outubro, por exemplo, a pesquisa mensal da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) apontou que Atividade da Construção diminuiu em relação a setembro, acumulando quedas em 3 meses consecutivos.

Analisando os resultados da pesquisa da CNI, a atividade da construção estava em baixa no começo de janeiro de 2016 e veio crescendo levemente até julho. Nos últimos 3 meses, porém, a atividade do setor voltou a cair. Agosto, setembro e outubro configuraram queda da atividade da construção, que permanece um tanto longe de voltar a um cenário de Economia e Construção Civil otimista.



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O cenário ruim do mercado da construção civil no Brasil apenas consolida a percepção de que a Economia e Construção do país sofrem – e devem demorar um pouco para se recuperar. O PIB (Produto Interno Bruto) teve a pior variação negativa em 25 anos. Em 2015, o PIB recuou 3,8%, o que demonstra recessão efetiva da Economia do país. O cálculo do Produto Interno Bruto é um indicador que busca medir a atividade econômica através da soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Em 2016 a previsão é de que o PIB ainda apresente variação negativa. O último Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, aponta que a expectativa do mercado é de que o recuo do PIB seja de 3,5% ao final de 2016. Ainda segundo o Boletim Focus, a expectativa é de que 2017 termine com o recuo de 0,98% do PIB. Ou seja, o mercado não espera o fim da recessão tão cedo.

O que é o boletim Focus?
O Boletim Focus é um relatório divulgado semanalmente pelo Banco Central do Brasil (BC ou BACEN). Este relatório contém uma série de projeções sobre a economia brasileira coletadas junto a alguns dos principais economistas em atuação no país.


A pesquisa mensal “Sondagem da Construção” do Ibre/FGV mede, entre outros índices, a confiança de Economia e Construção. No mês de novembro de 2016, o Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou 2,3 pontos, alcançando 72,4 pontos após quatro altas consecutivas.

O índice mantém-se estável em médias móveis trimestrais (73,9 pontos), sinalizando uma acomodação no quarto trimestre.

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“Nos últimos meses, o anúncio de retomada de obras contribuiu para a redução do pessimismo empresarial. No entanto, o nível de atividade ainda fraco gerou uma correção das expectativas do setor em novembro. A queda da confiança não significa a inversão do ciclo, mas mostra que o caminho a percorrer ainda é longo”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

A situação da carteira de contratos das empresas da construção retrata bem o cenário do setor. O mercado da construção recebeu boas notícias, como a retomada dos investimentos no Minha Casa Minha Vida e a criação do Cartão Reforma. Porém, todas as boas notícias que favoreceram o setor não contribuíram para a melhora dos negócios correntes, o que ainda deve demorar a acontecer.

“Na comparação com o ano passado, aumentou o número de empresas reportando uma carteira de contratos abaixo do normal. Isso significa que a atividade nos próximos meses se manterá baixa, o que explica o aumento das intenções de demissão nos próximos três meses”, observou Ana Maria Castelo.


Se a sua empresa está com menos clientes e obras do que o esperado para esta época do ano, saiba que não é um caso isolado! Observe o gráfico abaixo e perceba como aumentou a proporção das empresas do setor da construção que estão com menos contratos do que no ano passado:

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O Índice Nacional de Custo da Construção – Mensal (INCC-M) registrou, em novembro, a mesma taxa do mês anterior, de 0,17%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de -0,05%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,03%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,36%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,30%. Este índice é utilizado para calcular o reajuste do financiamento de imóveis em construção, por isso é importante prestar atenção a eles. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O índice que mede a intenção de investimento das empresas de construção também caiu em novembro após acumular alta de 3,5 pontos nos três meses anteriores. O indicador atingiu 27,3 pontos, 1,5 ponto menor que o observado em outubro e 8,4 pontos inferior à média da série histórica iniciada em novembro de 2013.

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Nos últimos 25 o Brasil viveu algumas grandes crises em: 1992, 2009 e 2015. É interessante notar que duas delas resultaram em impeachments de presidentes, o que demonstra como a nossa política pode interferir da atividade econômica e vice-versa. Um especial do G1 mostra em detalhes o que aconteceu em cada um destes momentos.  Vamos relembrar:

  • 1992: Crise inflacionária faz o dólar disparar em relação à moeda da época, o Cruzeiro. O então presidente Fernando Collor confisca as reservas da poupança da população para dar lastro à moeda nacional, causando grandes impactos na Economia. Uma investigação comprova o envolvimento do presidente com corrupção e consolida-se o processo de Impeachment. Durante o processo, a Economia do país fica estagnada e demora para recuperar-se. Em 1994 é criado o Plano Real, que estabiliza os problemas enfrentados até então.

  • 2009: Em 2009 num contexto de crise mundial, o Brasil não se viu isolado. O mercado dos Estados Unidos sofre com uma bolha imobiliária, vários bancos declaram falência, a bolsa de valores sofre a maior queda desde a grande crise de 1929. Os reflexos finalmente atingem o Brasil, levando o governo a optar por programas de desoneração como a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Isso fez com que a Economia não sofresse e levou o PIB a um crescimento de 7,5%.

  • 2015: A mesma desoneração adotada em 2009, que elevou o consumo de eletrodomésticos, carros e outros itens tornou-se um problema econômico. Com a retirada dos incentivos fiscais, o ritmo de consumo e o poder de compra reduziram severamente. Isso combinado com a alta da inflação levou o PIB a uma queda de 3,8%. Em adição a isso, a operação Lava-Jato comprova práticas corruptas na Petrobras e em algumas das maiores construtoras e empreiteiras do país.

Depois do cenário tumultuado de 2015, soma-se a crise política ocasionada pela operação Lava-Jato e pelas acusações ao governo Dilma de ter cometido irresponsabilidade fiscal no fechamento do orçamento. Tudo isso leva ao impeachment de Dilma, substituída por seu vice, Temer. A Economia dá sinais de recuperação, mas os índices de confiança seguem em baixa. Ou seja, o mercado segue desconfiado. A crise política parece estender-se mais do que se imaginava, com novas operações da Polícia Federal deflagrando crimes e com a frágil estrutura política sustentada pelo presidente em exercício.

Se o passado serve de indicação, o ano de 2017 não deve ser o pior nem o melhor para a Economia, assim como 1993 não o foi. O ano que se segue a uma crise econômica ou política costuma ser de acomodação e reestruturação. Segundo o consultor econômico Ricardo Amorim, a chamada Era da Informação ocasionou o maior crescimento já registrado entre os países emergentes. Em 2015, de cada U$1 produzido, U$0,73 vieram de países emergentes. Dessa forma é possível acreditar que o Brasil, na condição de emergente deve se recuperar em breve.

Além disso, a inflação que chegou a superar os 10% no final de dezembro de 2015, está prevista para terminar o ano um pouco acima do teto da meta. O último Boletim Focus aponta que o mercado espera que o IPCA (índice referência para a inflação) termine na casa dos 6,7% – ou seja, levemente acima do teto da meta.

Já para 2017, o cenário é muito mais otimistao mercado espera uma inflação abaixo da meta, na casa dos 4,8%. O que isso significa na prática? Com a inflação sob controle, o custo de vida diminui e os salários ficam menos “achatados”. Isso faz com que as famílias que estão cortando custos passem a consumir mais, o que traz ganhos e movimentação para o mercado. 


Outra boa notícia é que a taxa de juros, a Selic, que atualmente é de 13,75% ao ano, deve baixar em 2017. O Boletim Focus prevê uma taxa entre 10,7% e 11,7% para 2017. A expectativa é que em abril de 2018 a Selic atinja 10%. O número ainda corresponde à maior taxa de juros reais em todo o mundo, mas a sua queda deve deve incrementar o número de financiamentos e contratos de longo prazo. Isso deve aquecer a Economia, especialmente no que toca à compra de carros e imóveis: os produtos mais financiados no país. 

Ainda segundo Amorim, os primeiros setores a se recuperarem depois de uma crise costumam ser o automotivo e o imobiliário. Apesar de não termos visto uma recuperação significativa em números ainda, as projeções apontam para que isso aconteça gradativamente. O consultor econômico aconselha que o melhor momento para investir é agora, em que o pessimismo domina quem está desinformado. O pior já passou e a recuperação deve ser lenta mas progressiva a partir de agora.

No texto do seu blog, Ricardo aponta que a própria desvalorização do Real e o forte crescimento do desemprego – que reduz salários – estão tornando a produção no Brasil mais competitiva, o que gradualmente deve causar uma recuperação em setores com forte concorrência externa, exportadores e na indústria em geral.

Ainda segundo dados da Ricam Consultoria, a cada triênio em que o PIB se manteve em baixa, o que se seguiu foi um crescimento acelerado, conforme é possível verificar na imagem abaixo.

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E então, está pronto para enxergar a crise de uma forma mais otimista?

Toda dificuldade traz oportunidades, por isso esteja preparado para o cenário da Economia e Construção Civil do ano que vem e estruture a sua empresa para acompanhar o aumento da atividade – que deve acontecer em breve!

Pode contar conosco aqui no Sienge para apoiar as melhorias dos seus processos!

 

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Celulares com as melhores câmeras para registro fotográfico de obra
Postado dia 23 de novembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: construct, Tendências

O registro fotográfico da obra é um dos melhores meios de se controlar e acompanhar o andamento do trabalho com gasto praticamente zero. De cinco dias para verificar a qualidade de uma etapa finalizada, é possível resolver tudo no mesmo dia com o uso das câmeras embutidas nos celulares.

Infelizmente escolher os celulares com as melhores câmeras fotográficas não se resume a avaliar o nome de megapixels listado pelo fabricante. Esse é apenas um dos fatores que se deve levar em conta ao comprar um aparelho, junto de, por exemplo, capacidade do zoom e desempenho sob pouca luz.

Como hoje em dia praticamente todo mundo tem um aparelho, ficou fácil, por exemplo, registrar por foto se há algum perigo no canteiro ou um equipamento posicionado incorretamente  e, imediatamente, avisar a pessoa ou o setor responsável.

Pensando em facilitar todo o tipo de trabalho que envolve fotografia, o blog do Construct separou uma lista dos celulares com as melhores câmeras para registro fotográfico de obra. Confira!

Como encantar o cliente com o registro fotográfico de suas obras
Como encantar o cliente com o registro fotográfico de suas obras
Postado dia 17 de novembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: construct, Tendências

Esta semana lançamos em parceria com Construct e ConstruOn o eBook Registro Fotográfico na Construção Civil: Tudo sobre como a fotografia contribui para processos mais eficientes na execução de obras. Não deixe de baixá-lo se você ainda não viu! Neste eBook, falamos sobre os diversos processos que se beneficiam do uso da fotografia de obras, como fotografia para acompanhamento de progresso de projeto; documentação em fotos para melhoria contínua; registro fotográfico na construção civil para checagem e controle da qualidade; fotos para rastrear pedidos e entregas de materiais; medição de obra: a fotografia como complemento; registro fotográfico como aliado para redução de custos no canteiro de obras, entre outros.

Neste artigo publicado pelo Blog Construct, sobre como encantar o seu cliente com registro fotográfico de obras, você pode continuar se aprofundando neste tema!

Desta vez, nosso parceiro destaca a experiência prática de empresas de construção civil brasileiras, Tecnisa, Metroll e Master Construtora, e conta como elas utilizam os recursos da fotografia e também de vídeo para demonstrar progresso, qualidade e todo tipo de diferencial em suas obras para encantar seus clientes.

Não deixe de conferir os exemplos na íntegra no Blog Construct!

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Benefícios das NBRs da construção civil para regulamentar materiais
Postado dia | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Indústria da Construção, Tendências

Aumento de qualidade, produtividade, segurança e redução de custos são alguns dos pontos positivos que as NBRs da construção civil oferecem. Desenvolvidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) – organização não governamental, sem fins lucrativos e reconhecida pelo governo – mais do que um meio de regulamentação, as NBRs são uma forma de organizar e permitir monitoramento e controle em todo processo da obra e da conformidade dos materiais utilizados na construção.

Com surgimento em 1940, a ABNT tem como responsabilidade a elaboração das Normas Brasileiras, que são desenvolvidas por seus Comitês Brasileiros. Atualmente, a ABNT possui um quadro com vários comitês técnicos, que atuam na coordenação, planejamento e execução das atividades de normalização técnica dentro de seu âmbito de atuação, sempre contando com alinhamento de necessidades entre consumidores e produtores.

No decorrer dos anos, o mercado da construção civil passou por um aumento de demanda, o que ocasionou o surgimento de muitos materiais de pouca qualidade que acabam prejudicando o consumidor. As NBRs voltadas ao controle dos materiais para construção civil têm como objetivo estabelecer critérios de avaliação de materiais, visando o aumento de durabilidade e desempenho dos mesmos, o que também gera a oportunidade de constante melhoria dos produtos e fortalece a competitividade no setor.

 

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Diante dessa tarefa de regulamentação, foi desenvolvido um comitê especializado na área, o CB-002, que atua no desenvolvimento das normas NBRs da Construção Civil e auxilia o mercado a extrair o melhor dos materiais e gerar um aumento de produtividade e qualidade. Com essa normalização, materiais de maior qualidade são desenvolvidos e processos mais assertivos são criados, aumentando a eficiência das construtoras e suas obras.

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Confira a seguir alguns materiais para construção civil e seus critérios de avaliação, estabelecidos em suas devidas normas:

  • Tijolos Maciços Cerâmicos para Alvenaria

As normas que regulamentam os Tijolos Maciços Cerâmicos são a NBR 7170 e a NBR 6460. Têm como objetivo estabelecer exigências para a melhor qualidade do produto, como por exemplo, terem as mesmas dimensões e mesma resistência mínima à compressão.

  • Blocos Vazados de Concreto para Alvenaria

As NBRs que regulamentam Blocos Vazados de Concreto estabelecem critérios de componentes de alvenaria, fabricados a partir da mistura de cimento Portland, agregados e água, que apresentam furos em ambas as faces, no sentido perpendicular ao do seu comprimento, cuja área é igual ou inferior a 75% da área bruta, utilização de blocos segundo seu uso, que pode ser estrutural ou não estrutural e definido em três classes, A, B e C, entre outros critérios de avaliação.

  • Telhas Cerâmicas

A norma NBR 15310 das Telhas Cerâmicas estabelece o critério de estanque de água, precisam apresentar o mesmo formato, o mesmo tipo de sobreposição e mesma propriedade construtiva. Seguindo as normas, os materiais têm a garantia de segurança, durabilidade e qualidade.

 

  • Placas Cerâmicas para Revestimento e Porcelanato

As placas precisam estar de acordo com os critérios estabelecidos para garantir o melhor do material final. Exemplares de placas que, dentro de uma mesma família, apresentam ainda as mesmas dimensões, porcelanato com baixa absorção de água (menor ou igual a 0,5% para os porcelanatos esmaltados ou menor ou
igual a 0,1% para os porcelanatos não esmaltados), entre outros critérios.

  • Cal Hidratada para Argamassa

Como todos os outros materiais, com a finalidade de obter qualidade e maior resistência do material, o cal hidratado precisa seguir os critérios de possuir pó obtido pela hidratação da cal virgem, constituído essencialmente de uma mistura de hidróxido de cálcio e hidróxido de magnésio, ou ainda de uma mistura de hidróxido de cálcio.

As normas determinam critérios de qualidade desde o processo de controle e recebimento até o preparo dos materiais. Argamassas colantes, pisos de madeira maciça e torneiras são outros exemplos de materiais, que quando desenvolvidos com base em suas respectivas NBRs da Construção Civil, têm a garantia de um um produto final mais seguro e resistente. Por isso, quando sua construtora está usando materiais em conformidade com as NBRs, não só seu processo construtivo está regulamentado, como seu empreendimento mais valorizado, uma vez que um produto certificado aumenta a qualidade da sua obra e a satisfação dos seus clientes.

Obrigatoriedade das NBRs da Construção Civil

No Brasil, existem dois tipos de Avaliação de Conformidade das NBRs da construção civil: a compulsória e a voluntária.

  1. Compulsória

    A norma compulsória, diferente da voluntária, é exercida pelo poder do Estado e tem seu uso obrigatório. É desenvolvida caso haja o entendimento de que algum produto ou serviço possa ter riscos à segurança do consumidor, ao meio ambiente ou até mesmo caso possa trazer prejuízos econômicos ao país.

  2. Voluntária

    Normas voluntárias, segundo o site do Inmetro “são aquelas em que a empresa define se deve ou não certificar o seu produto, e acordo com o disposto em uma norma técnica, partir dos benefícios que identifique que essa certificação pode trazer ao seu negócio.”

    As normas voluntárias são desenvolvidas pela ABNT e, por lei, a sua aplicação não é obrigatória. Porém, caso haja uma Norma Regulamentadora que requer o uso de alguma NBR, o seu exercício se torna obrigatório.

Em 2015 o setor de Construção Civil passou por um momento de crise, inclusive de ética e compliance. Milhares de demissões, executivos presos e grandes empresas fechando as portas. Atualmente o cenário caminha para a melhoria e é visível que o mercado está evoluindo e mostrando resistir ao meio conturbado onde atua. O que poucos sabem é que fortes aliadas para a retomada do mercado são as NBRs da construção civil, ao passo que enquanto regulamentam os materiais para as construções, também instituem métodos de otimização de produção, durabilidade, resistência e qualidade.

Benefícios das NBRs da Construção Civil

Uso de mais tecnologia

Um dos benefícios da normalização quando falamos de qualidade é a de contratação e venda de novas tecnologias. A utilização de materiais catalogados e normalizados, facilita a exportação e a importação padronizada de produtos que estejam regulamentados de acordo com as NBRs da construção civil.

Mais durabilidade dos produtos

Quando os materiais estão em conformidade com as normas, há a garantia de maior durabilidade e qualidade dos mesmos. As normas previnem práticas enganosas que prejudicam o consumidor e estabelecem requisitos mínimos que os materiais precisam seguir, assim também estimulando a concorrência.

Maior qualidade para obra

A padronização é um processo constante de melhoria. A determinação de padrões e normalização dos materiais de produção também exige a adequação por parte da equipe envolvida nas obras, tornando-a mais preparada quanto ao uso e desenvolvimento de materiais mais resistentes, duráveis e de qualidade.

Algumas construtoras ainda se contrapõem ao uso das NBRs da construção civil, pois acreditam que são mais um meio de burocracia, ou apenas um instrumental legal de defesa. No entanto, as normas que regulamentam os materiais têm se mostrado de extrema importância e cada vez mais empresas adotam o meio de padronização e normalização para suas organizações. É importante trabalhar a ideia dos benefícios que o cumprimento das NBRs da construção civil pode proporcionar, tanto para sua construtora, quanto para seus funcionários e clientes.

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minha casa minha vida
Previsões para Minha Casa Minha Vida e Financiamentos Caixa em 2017
Postado dia 16 de novembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Gestão, Incorporação, Indústria da Construção, Tendências

O ano de 2016 foi atribulado para quem depende de políticas públicas para construir: com o impeachment de Dilma Rousseff, surgiu a preocupação com a continuidade do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Este programa movimentou bilhões de reais no setor da construção nos últimos 7 anos e encontrava-se praticamente estagnado quando houve a troca de poder na presidência.

No início do ano, em março, o então Ministro das Cidades, Gilberto Kassab, anunciou a terceira fase do Minha Casa Minha Vida. O plano era de contratar mais 2 milhões de habitações até 2018. O investimento seria de cerca de R$ 210,6 bilhões, dos quais R$ 41,2 bilhões do Orçamento Geral da União. Além disso, houve o aumento dos tetos de investimento das Faixas de renda contempladas – e a criação da Faixa 1,5.

Na fase 3 do programa Minha Casa Minha Vida, o teto da faixa 1 passou de R$ 1,6 mil para R$ 1,8 mil; o da faixa 2, de R$ 3.275 para R$ 3,6 mil, e o da faixa 3, de R 5 mil para R$ 6,5 mil. A faixa 1,5 foi criada com o teto de até R$ 2.350 por mês, com direito a até R$ 45 mil de subsídios.

Na prática, o que observou-se no ano de 2016 foi a paralisação dos recursos – e das obras – o que levou muitas empresas aos empréstimos e às dívidas. Muitas das obras, de várias faixas, atrasaram e não foram entregues. Além disso, o mau desempenho da Economia aumentou a inadimplência entre os beneficiários da Faixa 1 – em outubro, o número de devedores chegava a 25% do total dos contemplados.

Neste mês de novembro, o Governo Temer deu indícios de que pretende retomar os investimentos em Habitação. Segundo o atual Ministro das Cidades, Bruno Araújo, em entrevista ao Correio Braziliense, a meta é contratar 70 mil unidades através do Minha Casa Minha Vida até dezembro. Destas 70 mil, 50 mil já estavam previstas para este ano – ou seja, serão retomadas. As outras 20 mil unidades devem ser realocadas de programas como o PAC Saneamento e Mobilidade Urbana.

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Para 2017, a meta do MCMV aumenta para 600 mil unidades contratadas, com recursos totais de R$ 64,7 bilhões — dos quais R$ 7,2 bilhões previstos no Orçamento-Geral da União, R$ 48,5 bilhões de financiamento do FGTS e outros R$ 9 bi de subsídios do Fundo.

No próximo ano, o teto do subsídio e investimento para cada faixa do Minha Casa Minha Vida deve ser revisto pelo atual governo. O Ministro das Cidades já deu indicativos de que pretende readequar o orçamento previsto para a faixa 1,5. É muito provável que haja mudanças significativas.

Outra medida que movimentou o setor da construção foi o lançamento do Cartão Reforma, que disponibiliza uma linha de crédito de entre R$2 mil a R$9 mil para a compra de materiais de construção para as famílias com renda mensal de até R$1,8 mil. O programa foi lançado no dia 9 de novembro. A intenção é movimentar o mercado da construção e possibilitar a adequação das moradias das famílias de menor renda. A previsão é de que os cartões devem começar a ser entregues em abril de 2017, atendendo de 85 mil a 100 mil casas. O cadastramento dos beneficiados será feito inteiramente online e os recursos serão mediados por governos estaduais e municipais. A média de benefícios concedidos prevista é de R$ 5 mil.

Além disso,o governo deve mandar ao Congresso um projeto de lei para estimular a regularização da posse das propriedades. Segundo o Ministro das Cidades, 50% dos donos de imóveis no país não têm a titulação da terra. Esta medida visa incrementar a arrecadação dos cofres públicos com os impostos sobre a propriedade de imóveis.

Financiamentos da Caixa Econômica

O financiamento através da Caixa Econômica também sofreu mudanças neste ano de 2016, com a diminuição – na prática – do crédito disponível para a Habitação. Apenas neste ano a Caixa já aumentou e diminuiu os juros dos financiamentos. A última notícia é de que os juros do banco para financiar a casa própria ou construir para investir baixaram 0,25 ponto percentual. 

 

 

 

 

 

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Na realidade de 2016, a Caixa previa um orçamento original de R$93 bilhões para financiamento imobiliário, mas segundo a agência Reuters, na primeira metade do ano só havia emprestado R$39 bilhões. O baixo destinamento de recursos deve-se, em boa parte, à crise do Mercado Imobiliário, que registrou número recorde de devoluções de imóveis neste ano. Porém, a Caixa também apertou as regras para pequenos financiamentos, exigindo maior documentação como forma de precaver-se de inadimplências e melhorar a qualidade das carteiras de crédito. As exigências também recaíram sobre as linhas de crédito para pequenos construtores – em alguns casos, por exemplo, havia a necessidade de que a obra fosse negociada através de Incorporadoras.

A situação da Caixa Econômica, em geral, também não é boa. Em especial no que toca a área de Habitação do banco – a maior financiadora de imóveis do país. Em algumas agências de Correspondentes Caixa (que oferecem financiamentos imobiliários a terceiros), havia a orientação de não fechar novos contratos, pois não havia dinheiro disponível.

Em entrevista ao Wall Street Journal (WSJ) em outubro, o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, indicou que o banco deve vender ativos e cortar o repasse de lucros ao Governo Federal para evitar um pedido de socorro em 2018. Sem essas medidas, Occhi admite que o banco pode precisar de um aporte de capital à União.

Ainda na entrevista ao WSJ, Occhi afirma que entre 2010 e 2014, a Caixa repassou 100% do seu lucro para o Tesouro Nacional. Em 2015, com o aumento da inadimplência dos empréstimos, o repasse de lucros foi de 50%. Este ano, o banco e o Governo Federal negociam para que o repasse seja de 25% – o mínimo exigido pela Lei – medida que deve ajudar a equilibrar as contas do banco.

Até mesmo alguns fundos de investimento relacionados à Caixa enfrentam dificuldades. Os pensionistas da Fundação dos Economiários Federais (Funcef) estão contribuindo compulsoriamente com uma taxa extra para cobrir furos no caixa da fundação, que é acusada de investir recursos de forma indiscriminada e sem consultar seus associados. O fundo de pensão responsável pelo pagamento da aposentadoria dos funcionários da Caixa Econômica investiu em empresas como a Sete Brasil, que gerenciava sondas de exploração do pré-sal para a Petrobras. Investigada pela Lava Jato, a Sete Brasil entrou com pedido de recuperação judicial e amarga dívidas superiores a R$18 bilhões.

Mesmo com todos estes problemas, a Caixa teve um lucro líquido de R$ 2,45 bilhões nos primeiros seis meses de 2016 e não apresenta risco de falência, segundo analistas financeiros. A disponibilidade de crédito e as exigências devem ter critérios mais apertados, mas não deixarão de existir. Programas como o Minha Casa Minha Vida devem continuar, porém provavelmente em um ritmo menor de investimento e com menos riscos.

Minha Casa Minha Vida como alternativa para construtoras

  • Para construir para as Faixas 1 e 1,5 é preciso que a empresa seja contratada pela Caixa para executar obras de habitações populares que serão distribuídas pelo Governo. O orçamento e o planejamento devem ser feitos de forma muito organizada e deve sempre haver um fundo de reserva caso o repasse de recursos governamentais atrase. O lucro pode ser substancial, desde que a empresa trabalhe de forma organizada e de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Caixa Econômica. 

 

  • Para as Faixas 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida, as construtoras e incorporadoras devem apresentar o projeto do empreendimento à superintendência da Caixa na região do imóvel para uma pré-análise. Caso seja autorizada a construção, o banco libera o financiamento de produção de até 100% com taxas de juros atraentes. Os repasses são feitos de acordo com o cronograma da obra, por isso é importante – mais uma vez – planejar-se bastante para que o empreendimento atenda aos prazos e custos previstos.

Em suma, 2017 promete ser um ano de retomada para o mercado imobiliário e da construção. O programa Minha Casa Minha Vida não deve ser extinguido e os financiamentos da Caixa devem ser retomados. O ritmo de vendas, obras e a oferta de crédito não devem chegar aos mesmos níveis observados nos últimos anos – como 2015, que foi um ano extremamente próspero para a construção. A boa notícia é que o cenário deve melhorar consideravelmente em relação a 2016, o que já é um bom motivo para se estruturar e pensar em retomar os investimentos na construção.

 

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