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Ética e compliance na construção civil: como evitar riscos na fiscalização
Postado dia 1 de dezembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Gestão, Indústria da Construção

Os órgãos fiscalizadores na Construção Civil estão mais ligados do que nunca nos últimos anos. Desde que teve início a operação Lava Jato (que investiga um dos maiores esquemas de corrupção, fraude e lavagem de dinheiro no Brasil), a fiscalização se tornou mais rigorosa e constante nas organizações. A partir daí, políticas de compliance  se tornaram mais significativas dentro das empresas como forma de evitar as práticas fraudulentas.

Por esse motivo, é vital que os donos das construtoras invistam e promovam programas de ética e compliance na construção civil. A prática pode evitar recebimento de subornos, superfaturamento de obras e outras atividades ilegais prejudiciais para a organização.

A falta de ética e compliance na construção civil pode acarretar sérias consequências para a construtora, como a cassação da licença de operação, multas, processos criminais e até mesmo a prisões. Um exemplo claro é o caso da construtora Odebrecht, investigada pela Operação Lava Jato e com ex-membros da diretoria já condenados por vários crimes, por operarem com compliance às avessas”, utilizado, especialmente, para pagamento de propina.

Mas a Odebrecht não foi a única construtora a ter problemas com a falta de transparência e ética. Ex-executivos da Andrade Gutierrez, também investigados na Operação Lava Jato, revelaram, em delação premiada, que pagaram propina a ex-governadores do Amazonas, por parte da obra Arena da Amazônia.

Contudo, além do quesito corrupção, também há outros problemas graves relacionados à falta de ética e compliance na construção civil:

  • Falta de saúde e segurança do trabalho;
  • Descumprimento da legislação trabalhista;
  • Furtos em obras;
  • Falta de cumprimento dos prazos para entrega das obras;
  • Irresponsabilidade na entrega do produto final para os clientes.
infografico caixa de gestao de obras

As ações fraudulentas aumentam quando não há práticas criteriosas que definam procedimentos e os processos de trabalho, de compra e contratação de fornecedores dos serviços. É preciso procurar conhecer o processo de contratação e ficar atento às especificações da obra. Acompanhar as obras e estar atento à reparos e alterações também é uma forma de evitar fraudes. Essa aplicação gera confiabilidade para o mercado.

Uma das formas de prevenir atitudes que vão contra a ética e compliance na construção civil é educar os profissionais a prestar serviços para os quais são competentes e qualificados. Dessa forma, na contratação do serviço, é preciso assegurar que qualquer empregado ou associado ajudando com a prestação dos serviços tem a competência necessária para realizá-los, agindo assim com honestidade e ganhando respeito dos clientes.  

 

 

 

 

 

 

 

 

Em uma organização, a ética é o que norteia o comportamento dos colaboradores. Por essa razão, ela deve começar pela própria liderança. Segundo o Guia de Ética e Compliance da Construção Civil, a gestão eficaz da ética depende, primeiramente, das atitudes dos líderes empresariais no momento das escolhas e decisões. A base de valores precisa ser guiada pela transparência e integridade. É preciso levar em consideração que os valores são identificados de acordo com a postura e a atitude das pessoas que fazem parte da organização.  Por isso, obter regras e valores auxiliam na tomada de decisão correta na organização.

  1. Por que aplicar a ética na organização?

    A imagem da empresa melhora;

    Surge uma cultura organizada na instituição;

    O movimento de boas práticas se intensifica.

    A ética está ligada aos valores e virtudes dos profissionais da empresa, por esse motivo a equipe precisa estar engajada. Assim, há uma parceria e um entendimento do que é considerado uma atitude correta e, se preciso for, um monitoramento de trabalho, sempre evitando práticas ilegais no ambiente. Por esse motivo, é importante estabelecer uma cultura no ambiente e da obra que influencia todos os membros da organização com diretrizes e premissas como forma de auxiliá-los nos seus comportamentos.

    Uma conduta ética evita inúmeros problemas legais. Em 2009, as autoridades brasileiras iniciaram uma investigação de uma rede de doleiros que movimentou bilhões de reais no Brasil e no exterior, usando supostas empresas de fachadas. Além dos mandados de prisão, as empresas envolvidas foram obrigadas a devolver todo o dinheiro envolvido na operação ilícita, causando fortes prejuízos.

    Para o engajamento da equipe, a empresa deve promover treinamentos para todos os colaboradores sobre as políticas e sistemas de controle interno, principalmente padrões de ética, conduta, missão e valores, influenciando os participantes a assumir um compromisso de responsabilidade e efetivar um programa de ética e compliance na Construção Civil. Cada empresa tem a sua própria cultura organizacional os profissionais da alta gestão devem, a todo momento, orientar os funcinários sobre regras e procedimentos exigidos. A aplicação de treinamentos pode fornecer a base para o entendimento das políticas internas. Ele pode ser feito por meio de demonstração das formas de cumprimento

    O altíssimo risco ligado à imagem a partir de uma conduta antiética causa uma avalanche de prejuízos financeiros é enorme. Perda de contratos, perda de valor de marca, queda do valor das ações para empresas de capital aberto, perda de poder de negociação com fornecedores ou de obtenção de financiamentos e multas pesadas são um dos fatores. Isso sem falar nos custos de todo o processo jurídico, que pode se estender por anos, levando até mesmo a instituição à falência. A aplicação e valorização da ética e compliance na Construção Civil melhora diversos processos, entre eles certificações, licitações e financiamento.

     

    Uma empresa que possui uma boa imagem, não só na aparência, mas onde o próprio processo organizacional e administrativo é transparente, é valorizada e priorizada no mercado de negócios. Ao participar de um processo de licitação, por exemplo, é fundamental quando a empresa conta com um programa de ética e compliance na construção civil. Um sistema de controle interno pode assegurar a identificação de eventuais processos ilícitos. Além disso, essa atitude permite o reconhecimento no ramo e fortalece as certificações por uma organização regulamentada.

    Da mesma forma, o programa de ética e compliance na construção civil pode ser apresentado na concessão de financiamento. O Banco BNDEs, por exemplo, passou a exigir compliance para esse procedimento. A partir dessa exigência, muitas empresas iniciaram ações e implementações do programa de conformidade para atender às solicitações e se enquadrar na Lei Anticorrupção para obter financiamento.

  2. Como estruturar o programa de ética e compliance na Construção Civil na sua organização

    Segundo o Guia de Ética e Compliance da Construção Civil, é importante estabelecer alguns critérios para a construção da política de ética e compliance na construção como:

  • Canais de comunicação para denúncias e orientações aos colaboradores;
  • Estrutura para criar e executar a fiscalização;
  • Treinamento;
  • Atualização dos regulamentos.

Para isso, a instituição deve prever as penalidades administrativas às quais seus colaboradores estarão submetidos. Por esse motivo, é importante que a definição desse regulamento seja feita em conformidade com o ordenamento jurídico.

Ao iniciar, crie uma estrutura para recebimento de denúncias, onde os funcionários se sintam seguros para monitorar, identificar e comunicar os desvios identificados. Isso pode ser feito por meio da tecnologia, com sistemas que facilitam acesso à documentos dos colaboradores.

Dessa forma, treine sua equipe de acordo com as visões e valores da empresa, a fim de que se sintam responsabilizados e realmente comprometidos com política ética e compliance. Então, por consequência, saberão como agir em caso de identificação de problemas. Não deixe de verificar o regulamento da política de ética e compliance pelo menos uma vez por mês. Ele precisa estar sempre atualizado e repassado com os funcionários.

“Mudar a cultura da corrupção não acontecerá de um dia para o outro. Exige planejamento e os resultados serão colhidos a médio e longo prazo.”

Fonte: Guia de Ética e Compliance da Construção Civil

A aplicação da política de ética e compliance na Construção Civil no ambiente corporativo é um meio de combater a corrupção e fraude nos seus negócios, agindo em conformidade com as leis e elevará a reputação da empresa e a valorização da imagem, além de evitar riscos de sanções de órgãos reguladores e da fiscalização.

 

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As previsões para a Economia e a Construção Civil em 2017
Postado dia | 1 Comentário
Categorias: Construção, Indústria da Construção, Tendências

O ano de 2015 foi um dos piores da história do Brasil para a Economia e Construção Civil, especialmente, para a Construção. 2016 foi – e está sendo – um período de pequenas melhoras, porém a recuperação não aconteceu no ritmo em que se esperava. Já 2017 promete melhoras significativas no cenário de Economia e Construção. No último mês de outubro, por exemplo, a pesquisa mensal da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) apontou que Atividade da Construção diminuiu em relação a setembro, acumulando quedas em 3 meses consecutivos.

Analisando os resultados da pesquisa da CNI, a atividade da construção estava em baixa no começo de janeiro de 2016 e veio crescendo levemente até julho. Nos últimos 3 meses, porém, a atividade do setor voltou a cair. Agosto, setembro e outubro configuraram queda da atividade da construção, que permanece um tanto longe de voltar a um cenário de Economia e Construção Civil otimista.



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O cenário ruim do mercado da construção civil no Brasil apenas consolida a percepção de que a Economia e Construção do país sofrem – e devem demorar um pouco para se recuperar. O PIB (Produto Interno Bruto) teve a pior variação negativa em 25 anos. Em 2015, o PIB recuou 3,8%, o que demonstra recessão efetiva da Economia do país. O cálculo do Produto Interno Bruto é um indicador que busca medir a atividade econômica através da soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Em 2016 a previsão é de que o PIB ainda apresente variação negativa. O último Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, aponta que a expectativa do mercado é de que o recuo do PIB seja de 3,5% ao final de 2016. Ainda segundo o Boletim Focus, a expectativa é de que 2017 termine com o recuo de 0,98% do PIB. Ou seja, o mercado não espera o fim da recessão tão cedo.

O que é o boletim Focus?
O Boletim Focus é um relatório divulgado semanalmente pelo Banco Central do Brasil (BC ou BACEN). Este relatório contém uma série de projeções sobre a economia brasileira coletadas junto a alguns dos principais economistas em atuação no país.


A pesquisa mensal “Sondagem da Construção” do Ibre/FGV mede, entre outros índices, a confiança de Economia e Construção. No mês de novembro de 2016, o Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou 2,3 pontos, alcançando 72,4 pontos após quatro altas consecutivas.

O índice mantém-se estável em médias móveis trimestrais (73,9 pontos), sinalizando uma acomodação no quarto trimestre.

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“Nos últimos meses, o anúncio de retomada de obras contribuiu para a redução do pessimismo empresarial. No entanto, o nível de atividade ainda fraco gerou uma correção das expectativas do setor em novembro. A queda da confiança não significa a inversão do ciclo, mas mostra que o caminho a percorrer ainda é longo”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

A situação da carteira de contratos das empresas da construção retrata bem o cenário do setor. O mercado da construção recebeu boas notícias, como a retomada dos investimentos no Minha Casa Minha Vida e a criação do Cartão Reforma. Porém, todas as boas notícias que favoreceram o setor não contribuíram para a melhora dos negócios correntes, o que ainda deve demorar a acontecer.

“Na comparação com o ano passado, aumentou o número de empresas reportando uma carteira de contratos abaixo do normal. Isso significa que a atividade nos próximos meses se manterá baixa, o que explica o aumento das intenções de demissão nos próximos três meses”, observou Ana Maria Castelo.


Se a sua empresa está com menos clientes e obras do que o esperado para esta época do ano, saiba que não é um caso isolado! Observe o gráfico abaixo e perceba como aumentou a proporção das empresas do setor da construção que estão com menos contratos do que no ano passado:

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O Índice Nacional de Custo da Construção – Mensal (INCC-M) registrou, em novembro, a mesma taxa do mês anterior, de 0,17%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de -0,05%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,03%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,36%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,30%. Este índice é utilizado para calcular o reajuste do financiamento de imóveis em construção, por isso é importante prestar atenção a eles. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O índice que mede a intenção de investimento das empresas de construção também caiu em novembro após acumular alta de 3,5 pontos nos três meses anteriores. O indicador atingiu 27,3 pontos, 1,5 ponto menor que o observado em outubro e 8,4 pontos inferior à média da série histórica iniciada em novembro de 2013.

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Nos últimos 25 o Brasil viveu algumas grandes crises em: 1992, 2009 e 2015. É interessante notar que duas delas resultaram em impeachments de presidentes, o que demonstra como a nossa política pode interferir da atividade econômica e vice-versa. Um especial do G1 mostra em detalhes o que aconteceu em cada um destes momentos.  Vamos relembrar:

  • 1992: Crise inflacionária faz o dólar disparar em relação à moeda da época, o Cruzeiro. O então presidente Fernando Collor confisca as reservas da poupança da população para dar lastro à moeda nacional, causando grandes impactos na Economia. Uma investigação comprova o envolvimento do presidente com corrupção e consolida-se o processo de Impeachment. Durante o processo, a Economia do país fica estagnada e demora para recuperar-se. Em 1994 é criado o Plano Real, que estabiliza os problemas enfrentados até então.

  • 2009: Em 2009 num contexto de crise mundial, o Brasil não se viu isolado. O mercado dos Estados Unidos sofre com uma bolha imobiliária, vários bancos declaram falência, a bolsa de valores sofre a maior queda desde a grande crise de 1929. Os reflexos finalmente atingem o Brasil, levando o governo a optar por programas de desoneração como a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Isso fez com que a Economia não sofresse e levou o PIB a um crescimento de 7,5%.

  • 2015: A mesma desoneração adotada em 2009, que elevou o consumo de eletrodomésticos, carros e outros itens tornou-se um problema econômico. Com a retirada dos incentivos fiscais, o ritmo de consumo e o poder de compra reduziram severamente. Isso combinado com a alta da inflação levou o PIB a uma queda de 3,8%. Em adição a isso, a operação Lava-Jato comprova práticas corruptas na Petrobras e em algumas das maiores construtoras e empreiteiras do país.

Depois do cenário tumultuado de 2015, soma-se a crise política ocasionada pela operação Lava-Jato e pelas acusações ao governo Dilma de ter cometido irresponsabilidade fiscal no fechamento do orçamento. Tudo isso leva ao impeachment de Dilma, substituída por seu vice, Temer. A Economia dá sinais de recuperação, mas os índices de confiança seguem em baixa. Ou seja, o mercado segue desconfiado. A crise política parece estender-se mais do que se imaginava, com novas operações da Polícia Federal deflagrando crimes e com a frágil estrutura política sustentada pelo presidente em exercício.

Se o passado serve de indicação, o ano de 2017 não deve ser o pior nem o melhor para a Economia, assim como 1993 não o foi. O ano que se segue a uma crise econômica ou política costuma ser de acomodação e reestruturação. Segundo o consultor econômico Ricardo Amorim, a chamada Era da Informação ocasionou o maior crescimento já registrado entre os países emergentes. Em 2015, de cada U$1 produzido, U$0,73 vieram de países emergentes. Dessa forma é possível acreditar que o Brasil, na condição de emergente deve se recuperar em breve.

Além disso, a inflação que chegou a superar os 10% no final de dezembro de 2015, está prevista para terminar o ano um pouco acima do teto da meta. O último Boletim Focus aponta que o mercado espera que o IPCA (índice referência para a inflação) termine na casa dos 6,7% – ou seja, levemente acima do teto da meta.

Já para 2017, o cenário é muito mais otimistao mercado espera uma inflação abaixo da meta, na casa dos 4,8%. O que isso significa na prática? Com a inflação sob controle, o custo de vida diminui e os salários ficam menos “achatados”. Isso faz com que as famílias que estão cortando custos passem a consumir mais, o que traz ganhos e movimentação para o mercado. 


Outra boa notícia é que a taxa de juros, a Selic, que atualmente é de 13,75% ao ano, deve baixar em 2017. O Boletim Focus prevê uma taxa entre 10,7% e 11,7% para 2017. A expectativa é que em abril de 2018 a Selic atinja 10%. O número ainda corresponde à maior taxa de juros reais em todo o mundo, mas a sua queda deve deve incrementar o número de financiamentos e contratos de longo prazo. Isso deve aquecer a Economia, especialmente no que toca à compra de carros e imóveis: os produtos mais financiados no país. 

Ainda segundo Amorim, os primeiros setores a se recuperarem depois de uma crise costumam ser o automotivo e o imobiliário. Apesar de não termos visto uma recuperação significativa em números ainda, as projeções apontam para que isso aconteça gradativamente. O consultor econômico aconselha que o melhor momento para investir é agora, em que o pessimismo domina quem está desinformado. O pior já passou e a recuperação deve ser lenta mas progressiva a partir de agora.

No texto do seu blog, Ricardo aponta que a própria desvalorização do Real e o forte crescimento do desemprego – que reduz salários – estão tornando a produção no Brasil mais competitiva, o que gradualmente deve causar uma recuperação em setores com forte concorrência externa, exportadores e na indústria em geral.

Ainda segundo dados da Ricam Consultoria, a cada triênio em que o PIB se manteve em baixa, o que se seguiu foi um crescimento acelerado, conforme é possível verificar na imagem abaixo.

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E então, está pronto para enxergar a crise de uma forma mais otimista?

Toda dificuldade traz oportunidades, por isso esteja preparado para o cenário da Economia e Construção Civil do ano que vem e estruture a sua empresa para acompanhar o aumento da atividade – que deve acontecer em breve!

Pode contar conosco aqui no Sienge para apoiar as melhorias dos seus processos!

 

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planejamento da construção civil
Planejamento da construção civil com técnicas de business intelligence
Postado dia 28 de novembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Gestão, Indústria da Construção

Em um cenário de muita concorrência e clientes exigentes, buscar resultados positivos, conquistando mais eficiência e eficácia, é o principal desafio das empresas. É por isso que o gestor e a sua equipe devem trabalhar focados em diferentes estratégias, para se manter, se destacar e conquistar mercado. É preciso investir na elaboração de um planejamento da construção civil coerente e viável para pautar o andamento dos trabalhos. E para saber como agir, antes é preciso entender o cenário e suas variáveis, tais como investimento, horas-trabalhadas, produtividade e lucro líquido. Um conjunto de dados pode clarear muito as ideias, facilitar a compreensão do cenário e embasar a construção de estratégias.

Aos gestores é lançado o desafio de pesquisar ferramentas e metodologias que possam auxiliar no gerenciamento dos processos e respectivos dados, e impulsionar o crescimento da construtora. Atualmente, o Business Intelligence (BI), em português, Inteligência Empresarial é uma das técnicas empregadas para o aperfeiçoamento das atividades empresariais. O recurso permite gerenciar, mapear, modelar e automatizar, em alguns casos, os processos de negócios otimizando, assim, o cumprimento das atividades e tarefas.

Business Intelligence no mercado brasileiro

Ao usar a solução de BI, os gestores da empresa passam a ter condições de tomar decisões respaldadas nos fatos e não apenas em intuições. Com as tecnologias de BI na construtora grandes volumes de dados, oriundos de diversas fontes de informação sejam internas, sejam externas à empresa, são processados indicando o momento que a construtora vive e os seus desafios. Assim, o empresário visualiza como as coisas estão acontecendo e tem condições de identificar as falhas e inconsistências, despercebidas até então, para refletir sobre os processos e fazer diferente no planejamento da construção civil.

Segundo pesquisa feita em fevereiro de 2016 pela Resultados Digitais, empresa referência em marketing digital no país, apenas 28% das empresas de tecnologia, por exemplo, já utilizam ferramentas BI. Os responsáveis pelo estudo consideraram o índice baixo e destacaram que o uso dessa tecnologia é realmente uma grande oportunidade para as empresas se destacarem no mercado em que atuam – inclusive para as construtoras! É preciso explorar mais o recursos e, para tanto, é necessário conhecê-lo muito bem.

BI: transformando o planejamento da construção civil com dados

O planejamento da construção civil pode ganhar muito com a estrutura e os recursos da inteligência empresarial. As informações, extraídas do dia a dia da construtora, constantes no sistema, se bem analisadas e interpretadas indicam aos gestores as possibilidades e estratégias que podem ser adotadas, desenhando o caminho a ser seguido.

Imagine as possibilidades! Já pensou em poder combinar dados do seu cronograma de obras com a previsão do tempo? E agilizar sua pesquisa de mercado descobrindo necessidades e desejos de potenciais clientes de forma muito mais rápida? Ou, ainda, ao saber que a produtividade de uma das obras está baixa, identificar rapidamente onde está o problema e agir de forma certeira sobre ele?

Tudo isso é possível com o uso dos conceitos e ferramentas de BI. Agora que você já conhece as tecnologias de BI e sabe a importância de usá-las para gerenciar os negócios, apresentamos os exemplos práticos dos conceitos que podem ajudá-lo a fortalecer o gerenciamento de processos de negócios e embasar o planejamento da construção civil.

  • Para começar: organize os processos antes da implantação de um sistema de Business Intelligence (BI). É muito mais interessante mapear e reestruturar os processos, quando necessário, para torná-los mais confiáveis. Assim, o conjunto de informações extraídas será, de fato, um retrato fiel do cenário da empresa.

  • Elaborar um planejamento da construção civil mais efetivo: se você tem baseado o planejamento da construção civil em intuições e impressões está na hora de repensá-lo. A inteligência de negócios inova a gestão da empresa, de modo que o planejamento passa a ser feito com base nos dados de sólidas pesquisas e análises estatísticas, resultantes da avaliação com centenas de variáveis.

  • Tomar decisões bem embasadas: o BI usa ferramentas matemáticas como, por exemplo, algoritmos, análise combinatória, relações de causa e efeito e série histórica para fornecer indicativos aos gestores. Os dados internos e as variáveis externas, como dados macroeconômicos, informações do mercado ou da concorrência, são conjugados de modo que o BI entrega um cenário completo, oportunizando ao gestor mais embasamento e segurança no processo de tomada de decisões.

  • ŸConhecer melhor os processos: os dados permitem a análise dos processos internos de todas as áreas da empresa: do operacional ao estratégico. Assim, o gestor tem mais domínio sobre os processos, podendo conhecê-los e revisá-los, tendo noção de como funcionam todas as etapas, mudá-los ou eliminá-los, se necessário, e, ainda, identificar possíveis falhas como erros de fabricação e sobreposição de atividades. Essa visão completa fornece subsídios para a atuação do gestor e da empresa.

  • ŸControlar receitas e despesas: visualizar todos os processos e atividades da empresa em uma única plataforma, a partir de uma perspectiva holística, eleva o nível de gestão da empresa. Na análise de dados financeiros e contábeis, é possível, por exemplo, integrar as despesas com as informações do estoque, as receitas com o fluxo de caixa e o planejamento de investimentos e as alterações patrimoniais com balancetes da empresas. Desta forma, o gestor tem uma visão mais completa sobre a saúde financeira da construtora, e, sobretudo, tem condições de administrar os recursos da melhor forma possível.

  • ŸSistematizar informações e criar relatórios: para facilitar a análise com os dados do BI é possível usar rankings ou, ainda, dados em forma de percentuais. Com os relatórios padronizados, as avaliações e análises são baseadas em documentos com uma linguagem simplificada e acessível, de modo que o fluxo de decisão e dos processos fica muito mais fácil.

  • ŸAvaliar o desempenho dos profissionais: o uso de soluções de BI pode permitir uma avaliação precisa do desempenho de cada colaborador. A aplicação da ferramenta de Balanced Scorecard (BSC) permite integrar as quatro perspectivas: processos internos, clientes, financeiro, e aprendizagem e crescimento, de modo que tais dados são mesclados e comparados indicando os cenários. O BI permite, por exemplo, que o gestor tenha noção exata da performance e da produtividade da área comercial. Ao gerar e interpretar gráficos específicos de vendas por equipes e por volume de vendas, de acordo com a meta, o gestor tem condições de avaliar a equipe e os resultados alcançados.

  • ŸTecnologia e agilidade para a análise de dados: com alta tecnologia e grande capacidade de armazenamento e de tratamento de dados, o BI gera informações em alta velocidade garantindo que todos os dados sejam arquivados. A agilidade deste processo fornece as informações necessárias, na maioria das vezes captadas em tempo real, para que o gestor tenha condições de tomar decisões rápidas e bem embasadas.

 

 

 

O correto gerenciamento das atividades da empresa, o fortalecimento do espírito de equipe e o aumento do desempenho da construtora exigem total dedicação dos gestores.

 

 

 

Para garantir uma gestão eficaz e eficiente, manter o time engajado e o ritmo constante de crescimento é fundamental ter uma visão holística dos processos da construtora, e é por isso que o BI é indispensável. No planejamento da construção civil e na condução dos negócios, os dados do BI norteiam a atuação da equipe visando garantir alto desempenho. Além de simplificar e facilitar o trabalho, a ferramenta confere muito mais embasamento e segurança ao gestor e à equipe. Com o armazenamento e a interpretação dos dados, aos poucos, constrói-se o cenário da construtora, em um processo contínuo de melhoria de análise do BI, que pauta o trabalho, o planejamento da Construção Civil e o crescimento de todos.

Post NR4
Saiba como manter a obra em conformidade com a NR4
Postado dia 21 de novembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Indústria da Construção

Você sabe o que é NR4 na Construção Civil? Sua empresa está adequada a essa norma? Quais empresas precisam do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho)? É normal o surgimento de dúvidas quando falamos de Segurança do Trabalho na Construção Civil. Porém, precisamos dar a devida importância a esse tema, uma vez que o setor é o segundo com maior número de acidentes no país. Apenas no Brasil são registrados mais de 700 mil acidentes de trabalho por ano.

As Normas Regulamentadoras (NR) são processos e orientações referentes à segurança no trabalho para todas as empresas que possuem empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. As NRs, ao contrário das NBRs, têm caráter obrigatório, uma vez que são estabelecidas pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

Pensando na melhoria no ambiente de trabalho, foi desenvolvida a NR4 na Construção Civil, que rege o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). Esta norma tem como objetivo promover a segurança no local de trabalho e a saúde entre os funcionários. Entre outras funções, o SESMT tem o exercício de registrar mensalmente todos os dados de acidentes do trabalho, doenças ocupacionais e agentes de insalubridades.

O dimensionamento do SESMT é relativo a cada empresa, isso porque há a necessidade de cruzar o grau de risco (Quadro I NR4 na Construção Civil) com o número total de funcionários da organização (Quadro II NR4 na Construção Civil). Independente do tamanho da empresa, existe um número de profissionais adequado para compor a grade do SESMT.

 

O Informe da Previdência Social de 2014  trouxe uma análise das estatísticas de acidentes do trabalho na construção civil e mostrou que, entre 2008 e 2012, enquanto o total de acidentes no Brasil caiu 6,7%, o total de acidentes no setor da construção civil aumentou 19%.

O mesmo informe mostra que em 2008 os acidentes na construção civil representaram 6,9% do total de acidentes no Brasil, passando a representar 8,9% em 2012.


Profissionais da SESMT e suas funções

Médico do trabalho

O Médico do Trabalho tem a função de realizar consultas e atendimentos, prevenir doenças entre os funcionários, diagnosticar e tratar questões de saúde. Este profissional tem sob seus cuidados todos os funcionários da organização e durante seu trabalho, deverá atuar com total isenção perante os funcionários e empregadores.

Engenheiro de Segurança do Trabalho

Tem como função a gestão de segurança e saúde ocupacional, atua na redução das possíveis perdas que uma empresa possa passar, não apenas perdas humanas, mas também como maquinários, equipamentos, multas e degradação do meio ambiente. Estabelecem planos de ações corretivas e preventivas para possíveis problemas, supervisionam processos e métodos produtivos, coordenam treinamentos e atividades do trabalho.

Enfermeiro de Trabalho

Atua na assistência ao funcionário, no ambiente de trabalho ou até mesmo em ambulâncias e hospitais, fornece os devidos procedimentos em enfermagem e realiza rotina transcrita pelo médico. Tem a função de exercer a coleta de dados de doenças ocupacionais, mortalidade e acidentes. Executa programas de prevenções da área de medicina e segurança do trabalho.

Técnico de Segurança do Trabalho

Possui como atividades inspecionar os locais de trabalho, equipamentos, maquinários e instalações da empresa para, assim, poder analisar as condições de trabalho e definir fatores e riscos para o trabalhador. Instrui os funcionários da empresa sobre as normas regulamentadoras de segurança do trabalho, participa de reuniões sobre o tema e registra as situações irregulares ocorridas para a elaboração de estatísticas.

Auxiliar de Enfermagem no Trabalho

O Auxiliar de Enfermagem no Trabalho exerce as funções de primeiros socorros, administração de medicamentos, coleta de material para exame, organização e orientação quanto à vacinação de funcionários e auxilia o enfermeiro nas atividades diárias.

Todos os profissionais do SESMT devem atuar em consonância com as normas regulamentadoras. Mais do que uma norma, a NR4 na Construção Civil, com o desenvolvimento do SESMT, proporciona aos funcionários de empresas, públicas e privadas, mais segurança e a possibilidade de prevenir doenças ocupacionais, que acabam prejudicando ambos os lados.

Há quem veja a NR4 na Construção Civil e o SESMT apenas como mais um processo de burocracia ou um aumento de custo com funcionários, o que não é verdade. Investimentos nessa área trazem retornos para a empresa. O custo total de um acidente, por exemplo, é dado pela soma do custo direto (ou custo segurado, como o recolhimento mensal feito à Previdência Social) e do custo indireto (custo não segurado, como o transporte médico de urgência e a interrupção do trabalho). Estudos informam que a relação entre os custos segurados e os não segurados é de 1 para 4, ou seja, para cada real gasto com os custos segurados, são gastos 4 com os custos não segurados.

Além disso, com ações adequadas, sua construtora pode garantir um bom desempenho em relação ao FAP (Fator Acidentário de Prevenção) e pode até reduzir os valores de recolhimento desta obrigação.

Os funcionários também obtém benefícios com o SESMT bem estruturado na construtora, uma vez que as ações desenvolvidas aumentam sua segurança e promovem condições de trabalho mais adequadas, aumentando sua produtividade.

 

 

 

 

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Ações que geram retorno para a empresa

Vacinação

Segundo pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o principal motivo de faltas no trabalho é causada pela gripe. Os profissionais da área de saúde do SESMT tem a função de organizar e desenvolver campanhas de vacinação corporativa, com essa ação as faltas por questões de saúde terão uma redução significativa, o que irá gerar maior presença de funcionários nas empresas, menos gastos com saúde e maior produtividade no ambiente laboral.

Proteção no canteiro de obras

Como já citado, o canteiro de obras é um dos locais de trabalho com maior número de acidentes no Brasil. O uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual) e EPC (Equipamento de Proteção Coletivo) estão normalizados na NR 6, a falta desses equipamentos são fatores que influenciam nos acidentes de trabalho, uma vez que o canteiro de obras é um ambiente com altos ruídos constantes que prejudicam a audição e objetos em queda, que são situações mais comuns no dia a dia dos funcionários de Construção Civil.

Maquinário antigo, curto prazo para entrega do projeto – o que gera pressa na obra – e falta de conscientização são outras situações que afetam a produtividade dos funcionários. O Engenheiro de Segurança do Trabalho tem em sua competência a função de conscientizar os funcionários, inspecionar os equipamentos de trabalho e desenvolver medidas preventivas que reduzem o índice de acidentes, assim gerando maior presença de funcionários e o aumento da produtividade.

Além da equipe de SESMT, existe a CIPA, que é a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. A CIPA é normalizada pela NR 5 e é formada por funcionários e gestores. Possui ligação direta com os profissionais do SESMT, uma vez que ambas as partes estão engajadas em evitar acidentes de trabalho e conscientizar sobre doenças ocupacionais.

Diferente da comissão de SESMT, os membros da CIPA não precisam de formação específica, portanto todos os funcionários que quiserem estão aptos a participar da comissão. As duas comissões são de extrema importância para o desenvolvimento de ações internas, de modo a tornar a prevenção da saúde e segurança do trabalho uma situação do cotidiano de todos os colaboradores.

planejamento de obra
Planejamento de obra passo a passo
Postado dia 18 de novembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Gestão, Indústria da Construção, Sienge

O planejamento de obra é uma etapa essencial para garantir o sucesso de um empreendimento – e de uma empresa! No Brasil nós temos o costume de planejar os projetos até um certo ponto e depois improvisar conforme o que aparece, e é aí que costumam ocorrer as perdas, desperdícios e atrasos. Um planejamento de obra cuidadoso auxilia a manter os imprevistos e o caos das obras sob controle, prevendo as entregas e mantendo as atividades dentro do prazo.

Uma matéria da Revista Exame em 2015, chamada “O Custo da Burrice”, demonstra como a falta de planejamento de obra prejudica a construção no Brasil. De acordo com a reportagem, o costume brasileiro é dedicar pouco tempo da obra para o planejamento, ⅕ do total. Em países mais desenvolvidos, a elaboração de projetos, montagem dos cronogramas e as projeções de custos consomem muito mais tempo: cerca de 40% do tempo previsto para uma obra no Japão; na Alemanha, 50%.

A falta de organização se reflete diretamente na qualidade da infraestrutura do país, inclusive quando se trata de obras públicas. O metrô de São Paulo, por exemplo, entrou em operação em 1974 e tem 78 km de trilhos. O metrô de Seul, na Coreia do Sul, foi inaugurado no mesmo ano e já tem 386 km.

 

Fonte: Mobilize

Fonte: Mobilize


As linhas de metrô do Rio de Janeiro, que começaram a operar em 1993, hoje são praticamente as mesmas. O trem de superfície apenas melhorou com as obras das Olimpíadas – outro exemplo de como somos ruins em planejar e executar dentro dos prazos.

metro-rio-x-xangai

Problemas de projeto? Falta de investimento? Nem sempre este é o problema! Um bom planejamento de obra é crucial para conseguir sucesso nos empreendimentos – e uma evolução constante. Basta dedicar-se com mais afinco à esta tarefa e munir-se das informações e ferramentas adequadas.

E então, vamos detalhar passo a passo como fazer um bom planejamento de obra?

1º passo: Estudo de viabilidade de obra

Antes de mais nada, é preciso saber se a empresa tem dinheiro em caixa suficiente para cobrir os custos operacionais. Caso haja, é preciso avaliar se o novo projeto vai trazer lucro ou não. Ou seja, é preciso fazer um estudo de viabilidade financeira da obra!

Se você já faz um controle bem organizado dos custos das suas obras, prever o desembolso e o lucro para a próxima não deve ser grande problema. Caso o seu controle de custos ainda não esteja bom ou confiável o suficiente, você pode começar utilizando a nossa planilha gratuita de Gestão de Custo de Obras.

Para obter o máximo de confiabilidade no seu estudo de viabilidade econômica o mais recomendado é munir-se do máximo de informações possíveis. Projetos e memoriais descritivos do empreendimento são bons pontos de partida para um estudo de viabilidade econômica. Além disso, é importante ter dados que permitam prever o que esperar deste empreendimento.

Algumas informações que podem ajudar no seu planejamento de obra e estudo de viabilidade:

  • Equipamentos e ferramentas que serão utilizados
  • Custo para execução da fundação
  • Custos e orçamentos para preparação do terreno
  • Custos de terceirização e/ou contratação de mão de obra
  • Prazos para cada etapa da obra
  • Taxa de remuneração da construtora
  • Custo dos projetos arquitetônico, estrutural, elétrico, hidrossanitário, prevenção de incêndio, ambiental, etc.
  • Custos da regularização e licenciamento de obra
  • Possibilidades de financiamento e condições de pagamento
  • Cálculo de Orçamento de Obra
  • Cronograma de Obra organizado
  • Cálculo de Retorno de Investimento (ROI)
  • Cálculo de BDI
  • Planejamento de vendas

Nesta etapa de estudo de viabilidade, o orçamentista é de fundamental importância. Esse profissional em conjunto com os decisores – diretores, sócios, acionistas – é quem vai fornecer as bases para uma definição do projeto.

Business Intelligence

A tecnologia pode auxiliar – e muito – na tomada de decisão! Ferramentas de Business Intelligence voltadas para a construção oferecem uma visão gerencial dos custos das suas obras e da sua empresa, o que pode fazer a diferença na sua análise de viabilidade e evitar investimentos equivocados.

2º passo – Orçamento de obra

O projeto é viável, você e sua empresa tomaram a decisão de construir: é hora de detalhar o orçamento de obra! Essa etapa de orçamento é crucial para o planejamento de obra!

Você pode utilizar de planilhas para fazer este controle ou então automatizar o processo com um ERP. O Sienge, por exemplo, permite utilizar informações do projeto desenvolvido em BIM para gerar orçamentos automáticos.

BDI: calculando Benefícios e Despesas Indiretas

O índice BDI na Construção Civil – do Inglês Budget Difference Income ou Benefícios e Despesas Indiretas em Português  – é um elemento orçamentário específico para cada obra e que ajuda a conseguir um preço de venda final melhor levando em conta os custos indiretos. Estes custos indiretos são geralmente tributos municipais, estaduais, margem de incerteza, etc. Para saber mais sobre como calcular o BDI no orçamento da sua obra, leia nosso post completo sobre o assunto.

 

ROI – Return on Investment ou Retorno do Investimento

O Retorno do Investimento é um cálculo simples e que muitas vezes é neglicenciado. Trata-se de saber, efetivamente, qual foi o lucro do seu empreendimento.

Segundo a Endeavor, uma das maiores organizações de apoio ao empreendedorismo, a seguinte fórmula é suficiente para este cálculo:

ROI = (GANHO OBTIDO – INVESTIMENTO INICIAL) / INVESTIMENTO INICIAL

Neste exemplo, supondo que o ganho no seu empreendimento tenha sido 500 mil reais e o investimento inicial tenha sido de 100 mil reais, temos:

ROI = (500.000 – 100.000) / 100.000

ROI = 4


O resultado significa que o retorno foi de quatro vezes o investimento inicial. Para você obter o ROI em forma de porcentagem,é só multiplicar o resultado por 100. Nesse caso, seria de 400%.

3 º passo –  Cronograma físico-financeiro

Com o orçamento detalhado e definido, o Cronograma Físico-Financeiro é o próximo passo: com ele você consegue distribuir os custos por data e etapa da obra.

A importância de um Cronograma Físico-Financeiro na sua obra, é saber com boa previsibilidade quanto tempo os serviços irão durar e quanto irão custar.

Com um Cronograma Físico-Financeiro você pode:

  1. Mapear todas as atividades e custos relacionados desde o começo até o fim da obra

  2. Identificar custos mensais acumulados

  3. Ter um planejamento de obra mais realista

  4. Melhorar o controle do fluxo de caixa

  5. Melhorar a previsibilidade da obra

4 º passo –  Regularização da obra

Ainda durante a fase de projeto já é importante se preocupar com a regularização da sua obra! A burocracia para conseguir todas as permissões e licenças de um empreendimento pode empurrar os prazos para frente e causar alterações no projeto. Ou seja, custos extra!

Uma obra sem os requisitos necessários pode receber multas e notificações!  Fique atento para ter tudo que é preciso no seu planejamento de obra! Verifique se o seu canteiro tem tudo que é exigido, como por exemplo a placa indicando o responsável técnico, espaço dedicado para armazenamento de materiais, cercamento com tapumes e passagem para pedestres.

Preste atenção aos requisitos necessários para a regularização e licenciamento da obra, como:

  • Matrícula do imóvel
  • Contratação de Profissional Habilitado
  • Projeto Arquitetônico
  • Alvará de Construção
  • Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)
  • Placa, plantas e ART na Obra
  • Certidão Negativa de Débito (CND) INSS
  • Atestado das concessionárias de água e esgoto
  • Atestado de conformidade da instalação de energia elétrica
  • Auto de vistoria do corpo de bombeiros
  • Habite-se
  • Registro do imóvel

4º passo –  Acompanhamento de atividades da obra

A execução da obra precisa ser acompanhada e avaliada constantemente. Esse é o ponto nervoso que garante o sucesso de um planejamento de obra ou não!

Para garantir uma equipe de execução eficiente e organizada, é essencial ter ou contratar um time excelente.

Avalie o que é mais vantajoso para sua empresa: aumentar o time de execução ou terceirizar a empreitada.

Se a mão de obra for terceirizada, é preciso ter ainda mais cuidado – especialmente com o contrato de empreitada/prestação de serviços. A terceirização da mão de obra é uma boa saída, mas está mais propensa à processos trabalhistas.

Caso queira contratar uma equipe para prestar serviços na sua obra, nós temos um Modelo de Contrato de Prestação de Serviços de Construção que pode ajudar. O documento foi revisado por nosso assessor jurídico e está disponível gratuitamente.

>> Aproveite o nosso checklist para elaboração de um contrato de prestação de serviços de construção

  • Segurança do trabalho

A integridade dos trabalhadores do canteiro de obra deve ser sempre uma prioridade! Acidentes instalam um clima de incerteza, prejudicam o trabalhador, a empresa e a equipe. Para prevenir ocorrências no canteiro de obra é bom garantir:

– Um bom planejamento do canteiro de obra

– Fiscalizar o uso de EPIs e EPCs

– Cercar a obra com tapumes, andaimes e telas de segurança para evitar acidentes com pedestres

– Seguir as normas de segurança

– Armazenar os materiais nos locais adequados

  • Diário de Obra

 

O diário de obras é um documento muito importante para o planejamento de obra porque dá uma visão real do que está acontecendo na construção. Preenchê-lo e manter um histórico proporciona uma visão da evolução da obra dia a dia e facilita quando há alguma dúvida ou impasse sobre atrasos ou medições.

Por exemplo, se uma concretagem estava agendada para um dia em que choveu e teve que ser adiada, esse fato deve constar no diário de obras.

Aproveite o nosso Modelo gratuito de Diário de Obras para o seu Planejamento de obra!

5º passo – Ajustando os prazos

A verdade é que um bom planejamento de obra não vai exigir muitas mudanças ou revisões. Porém, quando se verifica que o previsto está longe do realizado, é preciso reformular e adaptar. Estes ajustes são essenciais para ter um método cada vez mais afinado e preciso.  

Se formos nos basear nas práticas mais eficientes, podemos adotar métodos como Lean Construction e o Método Tempo-Caminho, por exemplo.

  • Lean Construction

    O método de Lean Construction é baseado em uma linha japonesa de pensamento que procura trabalhar com construções enxutas. Ou seja, o foco é comprar e armazenar apenas a quantidade de material necessária para cada etapa, evitando o desperdício. Essa prática baseia-se muito na corrente do toyotismo.

  • Planejamento de Obras com o Método Tempo-Caminho

    O planejamento de obras Tempo-Caminho ajuda a definir diferentes prazos de execução para cada tarefa. Por exemplo o tempo dedicado à Estrutura em uma obra deve ser maior do que o tempo dedicado à Alvenaria. O responsável pelo planejamento de obra pode controlar e prever esses tempos diferentes através de gráficos. Saiba mais sobre o assunto lendo o nosso post.

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6º passo – Acabamento e licenciamento

Quando a obra chega ao momento de acabamento, é hora de conferir se o licenciamento e a entrega do imóvel estão encaminhados e bem planejados.

– Verifique se o Habite-se, Alvarás sanitários, vistorias e outros documentos estão em dia
– Planeje a entrega do imóvel para o cliente

O momento de entregar as chaves com o imóvel pronto para ser usado costuma ser especial para quem vai ocupá-lo. Planeje este ato e garanta que tudo está em ordem para que seu cliente possa aproveitar ao máximo o novo empreendimento!

Um documento que ajuda bastante a conservar a integridade do trabalho da sua equipe e evita o desgaste dos imóveis é o Manual do Proprietário de Imóveis. Nós preparamos um modelo gratuito que você pode usar com os seus clientes!

Veja alguns materiais que ajudam a melhorar a Entrega do Imóvel:

A tecnologia ajuda a fazer Planejamento de Obra

O planejamento de obras tem vários fatores que o alteram e precisa ser muito bem feito e monitorado. É preciso tomar cuidado para não se perder no meio de tantas informações e prazos. É nessa hora que a tecnologia se torna uma grande aliada!

Ao invés de usar várias planilhas que não são integradas e precisam ser preenchidas à mão, linha a linha, você pode usar um software de gestão, como o Sienge. O Sienge é voltado para empresas de construção e leva em conta todos os passos sobre os quais falamos neste post!

O melhor é que com as integrações do Sienge, você pode orçar, planejar, acompanhar, cotar com fornecedores, comprar suprimentos, emitir notas, fazer fluxo de caixa e muito mais – tudo no mesmo ambiente!

Ficou curioso?

>>Conheça as nossa solução para Planejamento de Obra!

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Saiba como o Sienge pode ajudar a sua empresa