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Segurança do Trabalho na Construção Civil epis
Segurança do Trabalho na Construção Civil: saiba mais sobre essa área!
Postado dia 6 de outubro de 2016 | 2 Comentários
Categorias: Construção, Indústria da Construção

A Segurança do Trabalho na Construção Civil é uma das maiores preocupações de todos aqueles que trabalham diariamente em canteiros de obra. De acordo com a última atualização do Anuário Estatístico da Previdência Social, entre 2007 e 2013 foram registrados cinco milhões de acidentes de trabalho no Brasil. Os dados também mostraram que a construção civil é o quinto setor econômico com o maior número de acidentes e o segundo mais letal aos trabalhadores.


Para se ter uma ideia, a participação da construção no total de acidentes de trabalho fatais no país passou de 10% em 2007 para 16% em 2013, respondendo por uma média de 450 portes por ano – ou seja, cerca de uma por dia.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do  Mobiliário (Contricon):

“Esses números alarmantes são resultado da falta de treinamento e do uso de equipamentos de proteção nas obras. Isso pode ser somado ainda ao fato de que a maioria das atividades que fazem parte do dia a dia de uma obra apresentam características um tanto arriscadas, como trabalho em altura e contato com equipamentos e produtos químicos que exigem o dobro de atenção na sua utilização.”

Os riscos são tantos que surgiram profissões especificamente para garantir a integridade dos trabalhadores, especialmente em áreas com bastante propensão a acidentes como canteiros de obra. A Legislação e as Normas Regulamentadoras também auxiliam a garantir a segurança do trabalho na construção civil pois determinam as regras de conduta, uso de equipamentos de proteção e outras medidas de prevenção a acidentes de trabalho na construção civil.

 

Como se especializar para trabalhar com Segurança do Trabalho?

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Existem dois cursos que são os mais comuns quando se trata de Segurança do Trabalho na Construção Civil: a pós-graduação (ou especialização em Segurança do Trabalho) e o curso técnico em segurança do trabalho. Esses profissionais serão Técnicos e Engenheiros de Segurança do Trabalho que compõem o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho, ou SESMT. Vamos entender mais sobre eles:

 

  1. Pós-graduação ou Especialização em Segurança do Trabalho

    Engenheiros, arquitetos ou agrônomos formados podem cursar uma pós-graduação ou Especialização em Segurança do Trabalho e se tornarem Engenheiros de Segurança do Trabalho.

    O Engenheiro de Segurança deve atuar em empresas de médio e grande porte ou até mesmo em canteiros de obra. Nesses ambientes, elabora e orienta atividades de segurança do trabalho sempre de acordo com as normas. Tudo isso para prevenir riscos, danos e preservar a saúde dos funcionários. No Brasil, a profissão é regulamentada pela Lei 7.410, de 27 de novembro de 1985.

    Entre as atividades mais comuns de um Engenheiro de Segurança estão:

    • Designar e fiscalizar o uso de Equipamentos de Segurança Individuais
    • Determinar rotas e uso de máquinas
    • Sinalizar as áreas onde há riscos
    • Garantir o cumprimento das normas de segurança
    • Gerenciar casos de acidente de trabalho
    • Organizar e coordenar reuniões da CIPA
    • Coordenar o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) na empresa e emitir laudos

      Segundo informações da Catho, o salário médio de um Engenheiro de Segurança é de R$ 6.892,63.
  2. Técnico de Segurança do Trabalho na Construção Civil

O técnico de Segurança do Trabalho é aquele que frequentou e concluiu um curso técnico de Segurança do Trabalho. O curso é oferecido por diversas instituições do país e o pré-requisito para frequentá-lo é ter o Ensino Médio Completo.

As atividades mais comuns do Técnico de Segurança são quase as mesmas do Engenheiro de Segurança, mas a um nível mais operacional. Ou seja, o Engenheiro de Segurança geralmente fica mais responsável pela burocracia e planejamento e o Técnico de Segurança atua na prática. No caso do Técnico de Segurança do Trabalho na Construção Civil deve atuar diretamente no canteiro de obras.

 

 

 

 

 

 

O salário médio de um Técnico de Segurança, segundo a Catho, é de R$R$ 2.645,47.

 

 

 

 

 

 

Para entender a diferença entre o trabalho do Técnico de Segurança do Trabalho e do Engenheiro de Segurança, consulte este link que contém as Perguntas e Respostas sobre o assunto feito pelo CREA-SP.

Normas de Segurança do Trabalho na Construção Civil

segurança do trabalho na construção civilA construção civil é uma atividade complexa e propensa a muitos riscos. Existem várias Normas Reguladoras e Leis que buscam garantir que os trabalhadores terão segurança e condições adequadas de trabalho. Listamos aqui as principais:

 

A NR 35 foi criada em 2010, quando a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) promoveu o 1º Seminário Internacional de Trabalho em Altura. A intenção da NR 35, que entrou em vigor em 2012 – e foi atualizada em 2014 – é estabelecer os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, de forma que garanta a segurança e a saúde dos trabalhadores do setor.

A norma é aplicável em todos os segmentos que realizam atividades acima de dois metros de altura e apresentam risco de queda. As orientações em vigor na NR 35 são relacionadas às responsabilidades da empresa e também do trabalhador. Para isso, alguns pontos são destacados na ementa: a importância de treinamentos, planejamento e execução dos trabalhos em altura, além de equipamentos de proteção e ancoragem e técnicas de emergência e resgate.

Para saber mais sobre a NR 35, leia o nosso post sobre Trabalho em Altura!

Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção – PCMAT

O Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT) é uma exigência da NR18. É um conjunto de diretrizes e recomendações para garantir a segurança e as condições necessárias para que a equipe de obra tenha um ambiente adequado para desempenhar suas tarefas e também aproveitar seus momentos de folga.

São obrigatórios a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos estabelecimentos com 20 trabalhadores ou mais. Essas empresas estão sujeitas à fiscalização e devem providenciar a ART PCMAT ((Anotação de Responsabilidade Técnica PCMAT)  assinada por um profissional habilitado com registro no sistema Crea/Confea. Veja algumas das condições que a empresa deve seguir:

1. Se o PCMAT tiver sido elaborado por profissional do Sistema Confea/Crea e este não tiver as atribuições de acordo com a Resolução n.º 359 de 1991, deverá ser notificado por exorbitância de atribuições, baseado na alínea “b”do art. 6º da Lei n° 5.194, de 1966;

2. Se o PCMAT tiver sido elaborado por leigo, deverá ser notificado por exercício ilegal da profissão, falta de registro, baseado na alínea “a” do art.6º da Lei n° 5.194, de 1966;

3. Se o PCMAT tiver sido elaborado por profissional legalmente habilitado e não existir ART, deverá ser notificado por falta de ART, baseado no art. 1° da Lei n° 6.496, de 1977;

SESMT

Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho, ou SESMT é uma equipe de profissionais, com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade física dos servidores/trabalhadores. O SESMT está previsto no Artigo 162 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e é regulamentado pela Norma Regulamentadora nº4 do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.

Dependendo do grau de risco da atividade da empresa e da quantidade de empregados  a equipe do SESMT pode incluir os seguintes profissionais:

  • médico do trabalho
  • enfermeiro do trabalho
  • técnico de enfermagem do trabalho
  • engenheiro de segurança do trabalho
  • técnico de segurança do trabalho.

    O SESMT deverá funcionar em consonância com a CIPA.

CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA tem o objetivo de prevenir acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, promovendo a preservação da vida e a manutenção da saúde de todos os trabalhadores.

Ela é composta de representantes dos Empregados e do Empregador, seguindo o dimensionamento estabelecido pela NR-5.  

O que faz a CIPA?

A principal tarefa é trabalhar em conjunto – geralmente em reuniões – com a equipe de SESMT para identificar e relatar os riscos de execução do trabalho, fazer treinamentos para resposta a acidentes e elaborar o mapa de risco do local. Ao empregador cabe proporcionar aos membros da CIPA os meios e o tempo necessários para realizar as tarefas relativas a essa Comissão.

A diferença básica entre a CIPA e o SESMT é que o SESMT é composto exclusivamente por profissionais especialistas em segurança e saúde no trabalho, enquanto a CIPA é uma comissão partidária constituída por empregados eleitos em votação e normalmente leigos em prevenção de acidentes.

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Evitando acidentes na obra – EPIs, tapumes, redes de proteção, galerias

Algumas das normas mais importantes relativas à Segurança do Trabalho na Construção Civil determinam o uso de Equipamentos de Proteção Individuais e Coletivos. Cada equipamento destes tem a função de atuar na prevenção de um dos riscos aos quais os trabalhadores da construção estão expostos.

Riscos mais comuns para os trabalhadores da construção

Veja quais os riscos mais comuns aos quais os trabalhadores da construção estão expostos no dia a dia:

Desorganização

Um canteiro de obra desorganizado é um ambiente de risco e pode causar acidentes! Para evitar qualquer problema, é essencial manter os equipamentos e ferramentas armazenados em local adequado. Além disso, é importante manter a limpeza (dentro do possível) e garantir espaço adequado para circulação de pessoas e descarga de materiais.


Desatenção

Muitas vezes um trabalho repetitivo acaba se tornando automático, e aí mora o grande risco da desatenção. O trabalho na construção exige concentração e foco nas tarefas. Devem ser evitadas a imprudência, negligência ou imperícia, que são grandes causadoras de acidentes na construção civil. Por isso, é recomendado que os trabalhadores do canteiro de obras deixem os momentos de piada e descontração para o horário de almoço.

Queda de materiais

Um risco muito alto em uma construção é a queda de materiais de construção, tais como tijolos, azulejos, blocos e outros. Para prevenir acidentes é obrigatório o uso de EPIs, como capacete, luvas e botas reforçadas. Também é necessário garantir o uso de equipamentos de proteção coletiva (EPCs) como plataformas de segurança, guarda-corpo e telas de proteção. O trabalhador deve evitar transitar por áreas com cargas suspensas e manter distância de içamentos.

Dermatoses – doenças de pele

Alguns materiais usados em obras tais como cimento, argamassa ou cal podem causar alergias devido aos químicos presentes em sua composição. Para prevenir esses problemas, o recomendado é usar luvas de proteção adequadas.

Queda de nível
As quedas de nível (de um andar para outro, ou no mesmo nível) podem causar graves lesões! Para evitar esse tipo de situação, é importante atender aos requisitos da NR 35 que regulamenta o Trabalho em Altura. Para as funções realizadas acima de 2 metros de altura, o operário deve usar equipamentos de segurança como cintos tipo paraquedista e dispositivos para conexão em sistemas de ancoragem fixos. Os andaimes precisam estar sobre pisos nivelados e estáveis e ter guarda-corpo e rodapés.

Choques elétricos
No uso de máquinas, ferramentas e outros trabalhos que envolvem energia elétrica, a recomendação é: se não for especialista, não manipule pontos de eletricidade. Deixe as ligações, extensões e instalações elétricas para um eletricista.

Falhas de sinalização
Placas, luminosos, cones, sinais sonoros, fitas de sinalização: tudo isso deve estar presente no canteiro de obras. Não sinalizar um canteiro de obras é um erro grave que pode causar acidentes. Informando o funcionário (e outras pessoas) sobre os riscos do local, muitas ocorrências podem ser evitadas.

Ferramentas
O mau-uso de ferramentas pode causar lesões e acidentes muito graves, portanto é fundamental proporcionar o treinamento correto ou designar funcionários capacitados para operar ferramentas.

EPIs – Equipamentos de Proteção Individual:

04-29-post-1Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são obrigatórios e essenciais para prevenir acidentes de trabalho na construção. Veja os principais:

Óculos de Segurança:

Protege contra a entrada de partículas nos olhos durante a utilização de serras e lixadeiras, por exemplo.

Protetor auditivo:

Ameniza a exposição ao ruído que pode danificar a audição ao longo do tempo.

Máscara:
Protege contra a poeira gerada pelo corte de madeira e cerâmicas como tijolos e telhas, além de evitar o contato das vias respiratórias com produtos químicos, como tintas.

Luvas:
Disponíveis em diversos materiais para finalidades específicas, elas fornecem proteção em trabalhos com risco de cortes e evitam o contato direto das mãos com materiais como cimento e argamassa.

Calçado de Segurança:
Protege os pés de perfurações (ao pisar em pregos, por exemplo) e quedas de objetos e evita que o trabalhador seja vítima de escorregões.

Cinto de Segurança tipo Paraquedista:
Principal equipamento de proteção utilizado em trabalhos em altura, possui pontos de conexão a outros elementos de segurança e é capaz de reter uma pessoa em caso de queda.

Principais EPCs – Equipamentos de Proteção Coletiva

Os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs) são para prevenir acidentes de trabalho na construção em áreas comuns. Veja os principais:

Tapumes:
Anteparo geralmente de madeira que limita o local da execução da obra para proteger quem está do lado de fora.

Chuveiros lava-olhos:
Ajuda o trabalhador a fazer limpeza imediata dos olhos no caso de contato com materiais da obra.

Plataformas:
Instaladas entre os pavimentos, evitam que objetos caiam diretamente no solo e atinjam algum trabalhador.

Cones, cavaletes, biombos, fitas, correntes, telas e redes isoladoras:
Sinalizam áreas restritas e alertam sobre o trânsito e uso de máquinas e equipamentos, por exemplo.

Extintores de incêndio:
Combatem focos de chamas e evitam incêndios conforme o tipo de material gerador do fogo

E na sua empresa, você segue as recomendações de Segurança do Trabalho na Construção Civil? O que você considera mais importante? Conte para nós em um comentário!

Caso precise de mais orientações, baixe o nosso ebook gratuito no link abaixo

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segurança do trabalho em altura
Saiba o que diz a NR 35 sobre segurança do trabalho em altura
Postado dia 15 de agosto de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Indústria da Construção, Tendências

A NR 35 mostra o caminho a seguir para garantir uma melhor segurança do trabalho em altura, saiba mais:

Acidentes em obras, ocasionados por falta de segurança do trabalho em altura, contribuem para colocar o Brasil em 4º lugar no ranking mundial de acidentes de trabalho. Os dados Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que acontecem 1,3 milhão de casos de quedas por ano, resultado, principalmente, do descumprimento de normas básicas de proteção aos trabalhadores no ambiente de trabalho. Para evitar que a sua construtora faça parte deste índice, existem cuidados fundamentais a serem seguidos no canteiro de obras.

Para ajudar nessa orientação, a norma regulamentadora nº 35 traz orientações para locais de trabalho onde as atividades aconteçam acima de dois metros de altura do chão. Confira as principais características da norma:

#1 Condições obrigatórias de trabalho em altura

Os requisitos mínimos e as ações de proteção envolvem o planejamento,  organização e aplicação de medidas de segurança do trabalho em altura na construção civil, a fim de garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos com essa atividade. Eles devem estar para lidarem com:  

  • Utilização correta dos EPIs (equipamento de proteção individual);
  • Utilização correta de sistemas de ancoragem;
  • Ações em caso de emergência e salvamento em nas quedas;
  • Análise de riscos;
  • Inspeção de cordas e cabeamento aéreo.

#2 Quem está apto para trabalho em altura na construção civil

De acordo com as orientações contidas na norma, são considerados capacitados para exercer com segurança o trabalho em altura os trabalhadores submetidos e aprovados em treinamento teórico e prático. O treinamento deve ter uma carga horária mínima de oito horas, com conteúdo que aborde, necessariamente, os seguintes temas:

  • Normas e regulamentos aplicáveis a segurança do trabalho em altura;
  • Análise de riscos e condições impeditivas;
  • Riscos potenciais inerentes ao trabalho em altura na construção civil e medidas de prevenção e controle;
  • Sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção coletiva;
  • Equipamentos de proteção individual para trabalho em altura: seleção, inspeção, conservação e limitação de uso;
  • Acidentes típicos em trabalhos em altura;
  • Condutas em situações de emergência, incluindo noções de técnicas de resgate e de primeiros socorros.

Cursos e treinamentos

De acordo com o tópico 35.3.1 da NR 35, o empregador deve oferecer um programa para capacitação dos trabalhadores envolvidos com atividades em altura, antes mesmo do início dos trabalhos, com um treinamento de cuidados básicos. A norma também recomenda ainda que, a cada dois anos, seja realizado um treinamento periódico com carga horária mínima de oito horas, com o objetivo de relembrar e fixar as regras para segurança do trabalho em altura.

#3 Responsabilidades do empregador no trabalho em altura na construção civil

A NR 35 aborda aspectos relacionados às obrigações do empregador e a sua construtora, por meio do diretor técnico, deve estar atenta ao tópico 35.2.1 da norma, que especifica que o empregador precisa:  

  • Garantir a implementação das medidas de proteção estabelecidas nesta norma;
  • Assegurar a realização da análise de riscos e, quando aplicável, providenciar a emissão da permissão de trabalho para essa atividade;
  • Desenvolver um procedimento operacional para as atividades rotineiras de segurança do trabalho em altura na construção civil;
  • Garantir a realização de uma avaliação prévia das condições no local do trabalho em altura, pelo estudo, planejamento e implementação de medidas complementares de segurança a serem aplicadas;
  • Adotar as providências necessárias para acompanhar o cumprimento das medidas de proteção estabelecidas na norma pelas empresas contratadas;
  • Garantir aos trabalhadores informações atualizadas sobre os riscos e as medidas de controle;
  • Garantir que qualquer trabalho em altura só se inicie depois de adotadas as medidas de proteção;
  • Assegurar a suspensão dos trabalhos em altura quando verificar situação ou condição de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível;
  • Estabelecer uma sistemática de autorização dos trabalhadores para trabalho em altura na construção civil;
  • Assegurar que todo trabalho em altura seja realizado sob supervisão, a ser  definida pela análise de riscos de acordo com as peculiaridades da atividade;
  • Organizar e arquivar a documentação prevista na norma.

#4 Responsabilidades do empregado segundo a NR 35

Também é importante que o empregado tome conhecimento de suas responsabilidades durante o exercício da atividade. Por isso, aos trabalhadores, a norma estabelece, no tópico 35.2.2, que o empregado deve:

  • Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança do trabalho em altura na construção civil, incluindo os procedimentos apresentados pelo empregador;
  • Colaborar com o empregador na implementação das exigências indicadas na norma;
  • Interromper suas atividades exercendo o direito de recusa, sempre que identificar evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou de pessoas próximas, comunicando imediatamente o fato a seu superior;
  • Zelar pela sua segurança e saúde e pessoas próximas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho.

#5 Outras normas envolvidas no trabalho em altura na construção civil

Além da NR 35 que regulamenta o trabalho em altura e trata especificamente desse assunto, existem outras normas que ajudam sua construtora a promover segurança no canteiros de obras, tais como:

  • NR6:
    Equipamento de Proteção Individual (EPI): orienta a utilização do EPI, que entende-se como todo dispositivo ou produto de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos.
  • NR7:
    Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO): este programa tem como objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto de seus trabalhadores.
  • NR9:
    Programa de Prevenção e Riscos Ambientais (PPRA): esta norma visa a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores através da antecipação, reconhecimento, avaliação e controle da ocorrência de riscos que venham a existir no ambiente de trabalho.
  • NR18:
    Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção: ressalta a importância de vários procedimentos de segurança, individuais e coletivos para um ambiente de trabalho mais seguro.

A segurança é um tema de extrema importância para sua construtora, seus funcionários e a sociedade em geral. Por isso, sua empresa precisa tratar o tema com atenção, respeitar as normas regulamentadoras e buscar ações que reduzam acidentes com trabalho em altura no canteiro de obras.  

Para gerenciar e integrar as áreas da sua construtura, busque uma solução de gestão especializada na construção civil. Um software especialista no segmento vai automatizar o gerenciamento de documentos trabalhistas e técnicos, controlar a retirada e devolução de EPIs, além de facilitar ações de reciclagem, capacitação e treinamentos. Com a integração que a tecnologia proporciona, sua construtora centraliza e compartilha informações, dispondo de acesso fácil e rápido a elas. É agilidade e garantia de que os dados estão acessíveis para planejamento e tomada de decisões voltadas a segurança no canteiro de obras.

Entre em contato conosco e conheça o Sienge – você organizará  seu canteiro de obras, gerenciará com mais eficiência sua construtora e terá uma rotina de trabalho muito mais segura!

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Trabalho em altura: reduza acidentes de trabalho no canteiro de obras
Postado dia 18 de julho de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Gestão, Incorporação, Indústria da Construção

Não basta saber o que é trabalho em altura, é preciso entender os riscos associados a essa prática para manter a sua construtora fora dos índices de acidentes. Isso porque, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 40% dos acidentes de trabalho no Brasil estão relacionados a quedas de profissionais no exercício do trabalho em altura.

A participação do setor de construção civil no total de acidentes de trabalho fatais no país passou de 10% em 2007 para 16% em 2013, resultando em uma média de 450 mortes por ano – ou seja, cerca de uma por dia, conforme dados citados no e-book gratuito do Sienge “Manual de segurança no trabalho para a construção civil”.  

Prevenção a acidentes no trabalho em altura

Mas foi, por exemplo, pensando na segurança e em dar mais atenção às atividades profissionais desenvolvidas nas alturas, além de minimizar esse índice de acidentes, que surgiu a Norma Regulamentadora 35 (NR 35). Essa norma foi criada em 2010, quando a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) promoveu o 1º Seminário Internacional de Trabalho em Altura. A intenção da NR 35, que entrou em vigor em 2012 – e foi atualizada em 2014 – é estabelecer os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, de forma que garanta a segurança e a saúde dos trabalhadores do setor.

A norma é aplicável em todos os segmentos que realizam atividades acima de dois metros de altura e apresentam risco de queda. As orientações em vigor na NR 35 são relacionadas às responsabilidades da empresa e também do trabalhador. Para isso, alguns pontos são destacados na ementa: a importância de treinamentos, planejamento e execução dos trabalhos em altura, além de equipamentos de proteção e ancoragem e técnicas de emergência e resgate.

Trazendo orientações de segurança como essas para o canteiro de obras, é preciso destacar a importância de se realizar, primeiramente, uma conscientização a respeito dessas normas. Para isso, é necessário trabalhar regularmente em conjunto com a equipe em relação à adoção de atitudes seguras durante o expediente, o que faz com que o próprio trabalhador escolha ter e promover atitudes seguras. Uma das melhores estratégias é criar um sistema interno de fiscalização periódica para incentivar o comportamento seguro e evitar acidentes.

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Confira três dicas básicas para destacar a importância da segurança no canteiro de obras:

#1 Treinamentos

A construtora deve promover treinamentos teóricos e práticos periodicamente  com instruções claras para que todos, até mesmo os terceirizados, entendam claramente o que é trabalho em altura e os cuidados que ele exige. Durante as capacitações, deve-se enfatizar questões como normas aplicadas ao trabalho em altura, análise de riscos, medidas de prevenção, equipamentos de proteção e condutas em situações de emergência. Os treinamentos precisam ser ministrados por instrutores com experiência comprovada no assunto. Veja mais dicas no e-book Manual de Segurança no Trabalho para Construção Civil.

 

Uma dica para deixar esses treinamentos mais dinâmicos e interativos é utilizar vídeos sobre a NR 35. Também é possível trabalhar as orientações para a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Coletiva (EPCs) com demonstrações práticas envolvendo simulações de situações que necessitem essa aplicação.

#2 Planejamento da obra

Se houver outras alternativas para a realização da atividade, o trabalho em altura deve ser evitado. Quando não for possível, deve ser executado por colaboradores capacitados que estejam em estado de saúde adequado e conscientes de todos os detalhes da tarefa. Também devem ser observadas influências externas que possam alterar as condições do local como clima e trabalhos simultâneos. Além disso, é essencial garantir que os EPIs e EPCs sejam de boa qualidade e tenham Certificado de Aprovação. É relevante lembrar que um sistema de comunicação entre trabalhador e equipe e pontos de ancoragem definidos por profissionais especializados no assunto sejam incluídos nesse planejamento.

#3 Equipamentos de proteção

Os EPIs e EPCs utilizados nos trabalhos em altura devem ser selecionados de acordo com grau de eficiência, conforto e resistência mais adequados para cada atividade. Também é importante levar em consideração a realização de uma rotina de inspeções frequentes a fim de identificar possíveis defeitos e degradações decorrentes do uso contínuo dos equipamentos de proteção. Em casos como esse, os materiais devem ser descartados, salvo quando a restauração for prevista e assegurada pelo fabricante.

Além disso, a manutenção dos equipamentos de proteção e até mesmo a gestão eficiente da segurança como um todo dos profissionais que trabalham nas obras da sua construtora pode ser apoiada por uma solução tecnológica especializada no segmento de construção civil, que registra e controla informações para ajudar você a não perder um só prazo e oferecer condições de trabalho seguras em toda obra que for realizar. O sistema auxilia nessa missão de gerenciar e integrar todas as áreas de uma empresa ao mesmo tempo que atende com propriedade a produção da sua empresa.

Confira os principais equipamentos de proteção utilizados em trabalhos em altura:

  • Cinto de segurança tipo paraquedista: possui pontos de conexão a outros elementos de segurança. É capaz de reter uma pessoa em caso de queda e deixá-la suspensa;
  • Talabarte: garante que o trabalhador esteja conectado a pelo menos um ponto da estrutura durante seu deslocamento;
  • Absorvedor de energia: conectado ao talabarte, impede que a energia e o impacto da queda sejam transmitidos diretamente ao corpo do trabalhador;
  • Trava-quedas: ao sofrer um impacto, este dispositivo trava automaticamente e impede a movimentação;
  • Capacete: protege contra impactos, choques elétricos e objetos que possam cair dos andares superiores da obra, como ferramentas.

Uma única ação não é suficiente para a prevenção de acidentes contra quedas. É importante ressaltar aqui que respeito às normas, análises de riscos, procedimentos de trabalhos adequados, avaliações médicas admissionais e periódicas, trabalhadores bem treinados e equipamentos de proteção de qualidade formam um conjunto de medidas que levam a um campo de trabalho muito mais seguro.

A adoção de medidas para prevenir a queda ou reduzir seus efeitos é responsabilidade de todos. Por sua vez, o empregado também deve respeitar a legislação e as normas internas da empresa e utilizar os equipamentos de qualidade e zelar por sua manutenção, além de informar defeitos e participar dos treinamentos. Então, mãos à obra!

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