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sustentabilidade na construção civil
Sustentabilidade na construção civil: técnica obra seca
Postado dia 13 de outubro de 2016 | 2 Comentários
Categorias: Construção, Indústria da Construção, Sustentabilidade, Tendências

sustentabilidade na construção civil steelframeDesenvolver projetos que aliam produção e preservação ambiental é uma prática que, cada vez mais, vem sendo utilizada na execução de obras. Para se ter uma ideia, a construção sustentável cresceu 40% entre 2014 e 2015! Segundo o gerente técnico da Associação Brasileira do Drywall Carlos Roberto de Luca, a sustentabilidade na construção civil, que antes parecia tabu, tem se tornado prática comum.

Antes de construir um empreendimento, os profissionais do ramo têm se atentado ao detalhe de projetar uma obra sem grandes impactos na natureza e, consequentemente, aderem à técnica de construção seca ou construção a seco. Esse modelo de obra é reconhecido na Europa e nos Estados Unidos, e contribui muito para edificações sustentáveis.

A construção seca substitui materiais prejudiciais à natureza e investe em insumos que podem ser reciclados e reutilizados após o uso. As construções convencionais utilizam elementos como tijolos e blocos de concreto assentados com argamassa, por exemplo. A principal diferença dessa  técnica está na utilização de perfis metálicos, chapas que utilizam um gesso especial, chapas cimentícias, madeira e outros componentes. Paredes construídas em gesso, podem inclusive ser recicladas, transformando-se em matéria prima para a produção de cimento.

 

 

Durante a obra, é possível realizar coleta seletiva dos entulhos gerados pela construção. As sobras de gesso ou madeira podem ser separadas em lixeiras adequadas e destinadas de forma  específica: o gesso pode ir para a usina de cimento, a madeira e o tijolo para a reciclagem.

 

 

A técnica utiliza estrutura de aço conhecida como Steel Framing, um sistema estruturado em perfis de aço que são projetados para suportar cargas e trabalhar em conjunto com outros sistemas da edificação, como placas cimentícias (paredes externas) e placas de gesso acartonado (parte interna).

Uma das principais características da construção seca é a responsabilidade ambiental, por isso, é preciso avaliar todo o processo de construção, desde o planejamento da obra, para garantir a escolha dos materiais de menor impacto ecológico. Além da preservação do meio ambiente, com a reciclagem de materiais, a técnica ainda contribui com a redução do uso de recursos naturais, como a água e com economia de energia elétrica.

De acordo com  matéria publicada no site do G1, especialistas de uma empresa de construção civil, localizada em São José do Rio Preto (SP) afirmam que “Na obra seca, existe uma redução do lixo gerado em aproximadamente 60% em comparação a uma convencional” .

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Por que utilizar construção seca para sustentabilidade na construção civil?

As técnicas de construção seca reduzem os impactos ambientais, ao passo que

utilizam recursos menos prejudiciais, como o aço e o gesso e permitem que os materiais utilizados sejam reciclados ou reutilizados. Em parceria com a arquitetura sustentável, a construção seca reduz significativamente o volume de resíduos gerados. Com isso, o processo dá força à sustentabilidade na construção civil e alcança objetivos ecológicos, tais como:

  • Minimizar o desperdício dentro e fora da obra;
  • Reutilizar e reciclar os materiais descartados;
  • Evitar a utilização de componentes complexos, de difícil reciclagem ao fim da vida útil.

Confira também vantagens importantes trazidas pela técnica de construção seca, que comprovam que sua utilização é uma boa idéia:

Para a construtora – sustentabilidade na construção civil:

  1. Aumento da produtividade na obra, por conta da maior velocidade na execução das paredes em fechamentos externos ou internos;
  2. Maior facilidade no manuseio das placas pelo baixo peso;
  3. Economia na fundação, por conta da redução da carga nas estruturas;
  4. Ganho de área útil, em decorrência da menor espessura das paredes;
  5. Grande resistência a impactos e ação da umidade.

Para o meio ambiente – sustentabilidade na construção civil:

  1. Baixa ou nenhuma produção de entulho;
  2. Baixíssima utilização de água (basicamente nas fundações) e matéria prima natural;
  3. Redução do uso de cimento;
  4. Reciclagem total da estrutura;
  5. Utilização de aço reciclado, que consome muito menos energia para produção e colabora para a sustentabilidade na construção civil.
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Sustentabilidade na construção civil: obras que aplicam a construção seca

Métodos construtivos sem uso de água, como drywall e steel frame vem crescendo no Brasil. Para fortalecer essa tendência, o Brasil conta com a maior fábrica de drywall da América do Sul, com capacidade produtiva de 30 milhões de metros quadrados de chapas por ano, instalada no Rio de Janeiro.  

Outros dados importantes vêm da pesquisa Cenário dos Fabricantes de Perfis Galvanizados para Light Steel Frame e Drywall, que em sua edição de 2015, mostrou que a produção de perfis galvanizados para light steel frame (sistema estruturado em perfis de aço galvanizado formado a frio), por exemplo, aumentou 2% em relação ao ano anterior, chegando a 46.190 toneladas. A capacidade produtiva passou de 48% para 50% em seu nível de utilização – utilizados principalmente em construções industriais.

A mesma pesquisa aponta que, a produção de perfis para drywall, utilizados principalmente em edificações comerciais, apresentou acréscimo de 0,4%, chegando a 98.290 toneladas. A capacidade produtiva nesse caso passou de 66% para 67% em seu nível de utilização.

Esses dados demonstram que a utilização de técnicas de construção seca se fortalece no país e a sustentabilidade na construção civil também. Confira algumas obras que comprovam isso!

Aeroporto Internacional de Belo Horizonte

steel frame aeroporto de confins

Aeroporto de Confins em Minas Gerais utiliza steel frame nas obras do Terminal 2

Um dos exemplos da aplicação seca e sustentabilidade na construção civil no Brasil é o investimento que a concessionária do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte está fazendo na implantação do terminal 2. Com uma área prevista de 47 mil metros quadrados, a BH Airport pretende investir na obra estruturas metálicas em aço e revestimento interno e externo com isolamento termoacústico, que está ligado diretamente à conservação de energia.

Arenas Olímpicas – Rio 2016

Para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, uma grande estrutura foi construída para abrigar os atletas e as diversas modalidades esportivas e grande parte dos equipamentos utilizou dos métodos de construção seca. A utilização dessas técnicas foi fundamental em função dos cronogramas apertados, para evitar a criação de estruturas pesadas, com alto custo de manutenção. A adoção dessas técnicas no cenário olímpico, comprova a importância da sustentabilidade na construção civil.

Para as instalações esportivas, além dos requisitos estabelecidos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), também eram premissas os princípios de economicidade, simplicidade, sustentabilidade e respeito ao meio ambiente.

Conheça dois desses espaços:

  • O Estádio Aquático Olímpico foi construído para abrigar 16 mil pessoas, mas com o objetivo de ser  temporário. Arquibancadas e áreas de circulação, são uma combinação de estrutura em steel deck com forração de painéis impermeáveis de madeira de 30 mm de espessura. Com estrutura metálica aparafusada, o reaproveitamento será total e a sustentabilidade na construção civil sai fortalecida.  
  • A Arena do Futuro, uma área de cerca de 35 mil metros quadrados, com capacidade para 12 mil pessoas. Na sua construção foram utilizados perfis metálicos nas estruturas laterais, pilares principais, vigas principais da cobertura e treliças. Projetada para ser desmontada e reaproveitada, suas estruturas metálicas foram aparafusadas dispensando a soldagem na obra.

As evoluções tecnológicas e o surgimento de novos métodos construtivos ao longo dos anos mostram que é possível sustentabilidade e construção civil caminharem juntas. Nos exemplos apresentados fica clara a possibilidade de sucesso dessa parceria.

Nesse cenário, o investimento das construtoras em inovação precisa considerar a adoção de sistemas construtivos em prol da sustentabilidade na construção civil, como a construção seca. Sua construtora já pensou nisso?

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Sustentabilidade na Construção Civil: materiais de construção sustentáveis
Postado dia | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Sustentabilidade, Tendências

O conceito de desenvolvimento sustentável tem pautado o crescimento das cidades. A sustentabilidade, propagada desde a década de 70, após a  Conferência das Nações Unidas, em Estocolmo, tem como proposta o atendimento às necessidades humanas, com o uso consciente dos recursos naturais. Para pertencer a este novo mundo verde e ser ecologicamente correto, desde então processos e produtos vêm passando por uma reformulação. Este desafio vale para todos os setores e demanda também a sustentabilidade na Construção Civil, que pode inovar nas técnicas e materiais construtivos, pensando no equilíbrio, respeitando as pessoas e o meio ambiente.

 

Sustentabilidade na construção civil: alternativas

sustentabilidade na construção civil materiais de construçãoCom o uso exagerado de recursos, a preocupação com a sustentabilidade na construção civil é cada vez maior. Nesse cenário, a consciência sobre a importância do ecossistema equilibrado e a vontade de fazer diferente, pensando em um amanhã melhor, têm motivado a criação de novas alternativas. Com a oferta de materiais de construção sustentáveis, os profissionais da área e as construtoras vêm investindo esforços conjuntos para adotar materiais verdes e fazer uma gestão completa aplicando sustentabilidade na construção civil do começo ao fim da obra.

A seguir apresentamos as etapas da obra e, respectivamente, alguns materiais de construção sustentáveis que ajudam a tornar a execução de um empreendimento focado em sustentabilidade na construção civil.

Materiais de construção sustentáveis: Fundação da obra

  1. Solo Cimento
    Material homogêneo, resultante da mistura de solo, cimento e água, o solo cimento é usado, principalmente, em construções de pequeno porte. Composto por uma parte maior de areia e outra menor de argila, é o tipo de cimento para argamassa ou estrutura sendo aplicado em revestimentos de pisos e paredes devido à elasticidade. Além disso, é usado também para pavimentação, em muros de arrimo, e confecção de tijolos e telhas sem que haja uma queima prévia. Uma ótima opção de material voltado para sustentabilidade na construção civil.

  2. Concreto reciclado
    Concreto é um material composto por cimento, areia, água, compostos britados (brita, cascalho e/ou pedregulho) que eventualmente contém materiais ligantes como colas, fibras e outros aditivos. O concreto reciclável pode ser feito a partir de várias combinações, com diferentes fórmulas: alguns são fabricados com escória de alto forno, material refugado, enquanto outros são feitos com sobras de minérios e asfalto, recolhidos em demolições e entulhos.
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Materiais de construção sustentáveis: Estrutura

  1. Madeiras alternativas

    A madeira é um material usado na construção civil, porém, a sua extração em larga escala, sem as devidas preocupações, causa sérios danos ao meio ambiente. Pensando na preservação da natureza, uma alternativa é adotar o uso de madeiras de reflorestamento e certificadas para garantir a sustentabilidade na construção civil. Veja a seguir como reconhecer cada uma delas:

  • Madeira de Reflorestamento: vem de lugares que mantém uma área de floresta original ou replantada, com manejo sustentável de produção. As matas são preservadas ao mesmo tempo em que sustentam o ritmo da extração.
  • Madeiras Certificadas: são aquelas cuja origem de pode ser comprovada por meio de selos concedidos por órgãos competentes e avaliadores. O selo verde do Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal) é um dos mais conhecidos e está presente em mais de 50 países. Além desta, outras certificadoras de madeira também garantem a procedência. São elas:
  • IDHEA – Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica
  • Instituto Falcão Bauer
  • ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
  • Fundação Vanzolini
  • BVQI – Bureau Veritas Quality International

 Materiais de construção sustentáveis: Cobertura

  1. Telhas “ecológicas”
    Com características mecânicas melhores do que as das telhas de fibra de vidro e amianto, as telhas ecológicas são mais leves e não prejudicam a saúde nem o meio ambiente. Estas podem ser feitas a partir de placas prensadas de fibras naturais ou de materiais reciclados. As telhas recicladas com embalagens tetrapak contém uma porcentagem de alumínio, refletindo a luz solar e garantindo uma excelente condição térmica aos ambientes e promovendo a sustentabilidade na construção civil..

  2. Telhado verde
    Instalados na cobertura da obra, os telhados verdes permitem a implantação de solo e vegetação em uma camada impermeabilizada sobre as construções. O telhado verde tem baixa inércia térmica da terra e da água vinda dos vegetais da cobertura, absorvendo até 90% mais o calor que os sistemas convencionais. Como o calor não é propagado para o interior da construção, a temperatura fica mais amena e é possível dispensar o uso do ar condicionado, economizando energia e, principalmente, poupando recursos naturais. O sistema também absorve os ruídos, permitindo o isolamento acústico. Mais natureza, beleza, conforto e economia com a sustentabilidade na construção civil.

Materiais de construção sustentáveis: Sistemas de energia

  1. Coletores de Água da Chuva

    O sistema de coleta aproveita a estrutura da edificação e direciona a água de calhas e rufos para um reservatório, também chamado de cisterna, que pode ser ligado a torneiras, vasos sanitários e estruturas que não precisam de água potável. Com a captação da água da chuva, é possível economizar este insumo e diminuir o número de áreas impermeabilizadas.

  1. Aquecimento Geotérmico

    O aquecimento geotérmico é tão natural quanto a coleta da água da chuva já que permite o aproveitamento do vento ou da luz do sol. Contudo, a sua instalação é mais exigente.

    A implementação consiste em uma mistura de água e materiais que não congelam ou evaporam com facilidade quando expostos à temperatura média do solo (15ºC), passando no subterrâneo por canos ligados a uma bomba movida à eletricidade, que esquenta/esfria a mistura e a distribui por todo o sistema.

    Depois da instalação, com os movimentos da crosta terrestre, o calor é trazido para perto da superfície. Esse processo é possível por meio da intrusão de magma fundido e pela circulação de águas subterrâneas que levam à formação de reservatórios de água quente sob grande pressão.

    Segundo dados publicados no Portal Energia, estima-se que a energia geotérmica requer 70% menos de energia, se comparada ao sistema convencional de aquecimento e refrigeração. Além disso, o sistema controla a umidade dentro das instalações domésticas e comerciais.

Materiais de construção sustentáveis: Acabamento

  1. Vidro Inteligente

    Os vidros eletrocrômicos permitem controlar o quanto uma área será iluminada e transparente à radiação solar na fachada ou mesmo em ambientes internos. Segundo dados de estudos realizados nos Estados Unidos, referenciados no artigo “Janelas Eletrocrômicas: Uma Nova Era em Eficiência Energética”, as janelas com vidros inteligentes são até 75% mais eficientes no verão e 45% no inverno, quando comparadas às janelas comuns, resultado em uma economia de energia de até 25% no total.

  1.  Tintas à base de óleo e água

    Resinas, tintas, colas, seladores contêm substâncias orgânicas tóxicas, derivadas do petróleo, e compostos voláteis altamente poluidores no contato com córregos e lençóis freáticos. Com substâncias tão pesadas, estes podem causar a danos à saúde e ao meio ambiente, mas, ainda assim, são necessários e amplamente usados no acabamento de obras.  

    Por isso, o mercado já oferece alternativas e produtos verdes. Colas e tintas, por exemplo, são fabricadas à base de água. Seguindo a mesma tendência, tintas, vernizes, impermeabilizantes e solventes passaram a ser feitos à base de óleos vegetais, evitando, assim, o uso e o descarte de produtos químicos prejudiciais à saúde.

  1.  Piso intertravado

    Composto por peças de concreto modulares, com diversas formas e cores, que são assentadas como um quebra cabeça. Devido à sua resistência é aplicado em calçadas, parques e pisos externos. Ao contrário dos demais, os pisos intertravados permitem que a água da chuva permeie entre as juntas e encontre o solo, facilitando a drenagem. Sustentabilidade na construção civil: o meio ambiente agradece!
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Ao contrário do que pode parecer em um primeiro momento de avaliação sobre as alternativas verdes, priorizar o uso de procedimentos e materiais de construção sustentáveis em detrimento dos convencionais, pode baratear a obra e permite uma melhor gestão dos custos de engenharia civil e manutenção, além de promover a sustentabilidade na construção civil.

Além dos benefícios ecológicos, as escolhas de materiais de construção sustentáveis podem trazer ganhos financeiros. O telhado verde, por exemplo, permite a cobertura de grandes áreas planas ou inclinadas com um investimento muito baixo. Os materiais reciclados de construção também podem ser muito baratos. Como são produzidos a partir de resíduos que seriam descartados, o custo é bem menor se comparado aos materiais 100% novos, e ainda contribuem para a redução do desperdício através da sustentabilidade na construção civil.

sustentabilidade na construção civil casinhaQuando as construtoras projetam empreendimentos que utilizam materiais de construção sustentáveis, a economia e os benefícios não são mensurados apenas durante a obra mas, principalmente, no uso do imóvel. Se o ambiente tiver sido planejado para ser bem ventilado o morador irá reduzir o uso de ar condicionado ou ventilador, poupando também recursos naturais. A sustentabilidade na construção civil está diretamente ligada ao bem-estar e ao conforto dos proprietários. Mais do que isso, uma obra que utiliza materiais de construção sustentáveis pensa nas pessoas e na natureza, ou seja, na comunidade em equilíbrio. Com a sustentabilidade na construção civil,  empresa e sociedade ganham juntas.

O Ministério do Meio Ambiente estima que mais de 50% dos resíduos sólidos gerados pelo conjunto das atividades humanas sejam provenientes da Construção Civil. Daí a preocupação de repensar a relação entre construção, meio ambiente e qualidade de vida. O compromisso com a sustentabilidade na construção civil deve ser de todos os envolvidos: clientes, profissionais, empresas e comunidade. As escolhas de hoje não podem comprometer a capacidade das gerações futuras suprirem suas próprias necessidades. A sustentabilidade na construção civil representa, acima de tudo, o dever de manter uma relação equilibrada com o ambiente para garantir qualidade de vida hoje e amanhã.

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Desperdício na construção civil: impactos no meio ambiente
Postado dia 22 de setembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, construct, Sustentabilidade

Combater o desperdício na construção civil é um dos grandes desafios do setor em nosso país. Em média, gasta-se até 8% a mais em material do que o necessário devido a perdas – tanto na própria edificação quanto em entulho. Em alguns tipos de materiais, o problema é ainda maior. O desperdício de massa fina pode chegar a 80% e o de tintas e tijolos, a mais de 25%.

A construção civil é responsável pelo consumo de 40% a 75% da matéria-prima produzida no planeta, além de um terço dos recursos naturais. O consumo de cimento é maior que o de alimentos – e só perde para o de água. Em 2012, o foram 536 quilos de cimento para cada ser humano no mundo, o que faz da construção civil a indústria mais poluente do planeta. No Brasil, foram 353 quilos por pessoa em 2009 – número que quintuplica na China.

Acesse o Blog Construct para ler o artigo na íntegra!

sustentabilidade na construção civil
Sustentabilidade na construção civil: 6 obras mais sustentáveis do Brasil
Postado dia 15 de setembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: construct, Sustentabilidade

O impacto causado pela construção civil no meio ambiente é gigantesco, por isso, a sustentabilidade na construção civil está ganhando espaço no mundo todo, inclusive em países conhecidos pelo grande volume de empreendimentos, como China e Emirados Árabes Unidos.

No Brasil, desde 2010 houve um salto no número  dos empreendimentos que buscam certificações internacionais para mostrar seu comprometimento com a causa. As duas mais famosas são a americana Leed, emitida pelo USGBC, e a francesa Aqua-HQE. Entre os estados, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná são os que mais buscam os selos de qualidade.

O Blog do Construct separou uma lista com as obras mais qualificadas como sustentáveis. Confira quais as inovações e certificações de cada uma delas, e entende porque ser sustentável se torna cada vez mais uma vantagem competitiva.

Veja a lista das seis obras mais sustentáveis do Brasil.

bloco ecologico tijolo ecologico
Tijolo de terra e bloco ecológico: soluções antigas para sustentabilidade na construção
Postado dia 28 de julho de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Indústria da Construção, Sustentabilidade

 

Construções feitas com o uso de bloco ecológico, tal como tijolo de terra compactada não são novidade, mas estão em alta agora que a sustentabilidade na construção civil está em evidência. A Muralha da China, por exemplo, que começou a ser construída em 215 a.C, foi feita com tijolos feitos de uma argamassa a base de barro e farinha de arroz. Esses tijolos resistentes eram aquecidos a 1150ºC e transportados por 80km até a construção. A técnica milenar sobreviveu ao teste do tempo, afinal boa parte da muralha está de pé ainda hoje, mesmo com a erosão.

Na verdade, se formos olhar para a evolução dos tijolos e argamassas, muitos dos materiais de construção eram feitos com barro ou pedras misturados à gorduras, fibras animais e outros materiais que faziam as vezes de cola. Até hoje esses métodos são muito utilizados em regiões menos industrializadas, e agora, modernizados, podem ser usados em todos os tipos de construções.

Porém, quando pensamos nos materiais de construção para usar nas nossas obras, é preciso garantir que a qualidade seja mantida. Para usar algo em substituição ao tijolo e aos bloco ecológico tradicionais, é necessário que a mesma durabilidade, resistência e qualidade sejam garantidas. As características de um tijolo feito de barro dependem das propriedades do solo, da compactação, dos materiais secundários utilizados, etc. Por isso, a durabilidade e a resistência podem variar conforme o produtor, e é necessário avaliar qual marca e tipo de tijolo são os mais indicados para cada tipo de obra.

Tijolos de Mariana

Uma iniciativa que ganhou notoriedade neste ano foi o projeto Tijolos de Mariana. Os tijolos são feitos a partir de uma técnica desenvolvida em laboratório da UFMG, que consegue reaproveitar o solo contaminado com os resíduos da mineração. No caso do Tijolos de Mariana, esses tijolos estão sendo feitos de forma artesanal e reaproveitando o material da barragem que se rompeu na cidade de Mariana, em Minas Gerais, em novembro de 2015. Havia um projeto de transformar a produção para a escala industrial via financiamento coletivo, mas não foi possível levantar fundos suficientes e portanto o projeto foi adiado. A produção artesanal, porém, continua.

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BTC (bloco de terra comprimida)

O bloco de terra comprimida (BTC) ou mais conhecido como tijolo ecológico, é um tijolo composto por solo (areia arenosa), água, normalmente estabilizado com um pouco de cimento ou cal e comprimido em prensas mecânicas. Similar ao adobe, diferencia-se por ser ter a composição mais estável e, geralmente, por ser prensado. .

Os tijolos BTC, também chamados de solo cimento, em geral não requerem massa de assentamento, consomem menos ferro e concreto nas vergas, cintas e grautes e dispensam o uso de madeira, estribos e arame para construção de vigas e pilares para apoio da laje. Porém, é importante ressaltar que o acompanhamento de um profissional de engenharia é essencial para o uso correto dos BTCs. Eles tem a característica de proporcionarem conforto térmico em regiões de altas temperaturas e precisam de uma fundação de cerca de 60cm em material isolante de umidade (como pedra, por exemplo) para evitar o desgaste causado pela infiltração. É também essencial proteger as estruturas feitas de BTC da chuva, garantindo telhados com beirais. Lembrando que esses dados são uma aproximação das situações mais comuns, e as propriedades dos BTCs podem variar de acordo com a marca e técnica de produção.  

Uma das tecnologias construtivas ecológicas mais difundidas no Brasil, o BTC virou sinônimo de tijolo ecológico, devido ao reduzido uso de cimento e por dispensar a queima (ou cozimento) de tijolos, o que contribui diretamente para a diminuição do desmatamento (a lenha seria utilizada para a queima do tijolo). O preço do material também costuma ser menor, fazendo do BTC uma alternativa para construir casas de baixo custo. É importante ressaltar que, dependendo da característica de resistência e das propriedades do BTC escolhido, não é recomendado o seu uso para construções altas.  

Bloco verde: bloco de construção a base de rejeitos da maricultura

O cultivo de moluscos, também chamado de maricultura, gera muitos resíduos com o descarte das conchas que já foram “colhidas”. O que acontece é que a maior parte dessas conchas descartadas é jogada em terrenos baldios ou no fundo do mar, onde o acúmulo pode tornar as baías mais rasas e, assim, impedir a circulação de água. Tudo isso prejudica a própria maricultura, que necessita de água limpa.

Para resolver esse problema gerado pelos rejeitos, uma empresa de Biguaçu, em Santa Catarina (o estado com maior produção de moluscos do país) desenvolveu um bloco ecológico através do projeto Bloco Verde. No centro da reciclagem da empresa, foram desenvolvidos blocos de concreto agregado combinando resíduos da construção civil e rejeitos gerados pela maricultura. A matéria-prima acaba sendo o pó de conchas de ostras e de mariscos misturada ao “entulho” da construção.

As características físicas e de processo de fabricação do bloco ecológico verde são: leveza considerável do material, 30% mais resistente que blocos comuns, redução de custo em uma obra, a água usada no processo é reaproveitada e uma vida útil de mais de 50 anos.

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