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acessibilidade na construção
Acessibilidade na construção: conheça as regras para edifícios hospitalares
Postado dia 2 de agosto de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Indústria da Construção, Tendências

Dados do último Censo Demográfico, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que mais de 45,6 milhões de pessoas apresentam algum tipo de deficiência, totalizando 23,9% dos brasileiros. Diante de um número tão expressivo, empreendimentos acessíveis são cada vez mais exigidos pela sociedade, seja em edifícios comerciais, residenciais ou em entidades prestadoras de serviços assistenciais.

Observando entidades que prestam assistência à saúde, como um ambiente hospitalar, por exemplo, nota-se a necessidade de uma obra acessível em dois aspectos: dos usuários que são portadores de deficiência e das pessoas que estão temporariamente com alguma deficiência, e que necessitam de cadeira de rodas e macas para sua locomoção. Além disso, tem-se os pacientes, que estão passando por algum tratamento e que têm a audição, visão ou equilíbrio prejudicados. Nesse cenário, a necessidade de um empreendimento acessível é ainda maior.

De acordo com Fábio Bitencourt, presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar, ao projetar um estabelecimento de saúde é primordial pensar em acessibilidade na construção. “A humanização nas edificações hospitalares inclui proporcionar ao paciente e as equipes de saúde autonomia para sua locomoção. Para isso, cabe a construtora pensar em alternativas, com base nas normas técnicas”, ressaltou em sua fala ao portal Saúde Business.

Todos os projetos voltados a estabelecimentos assistenciais de saúde devem atender prescrições estabelecidas em leis e normas pertinentes ao assunto e vigentes no local da execução da edificação. Documentos legais como a NBR 10647 (Norma Geral de Desenho Técnico), disposições da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), como a 14712 (referente aos elevadores) e a 9077 (que trata, entre outras coisas, das rampas e saídas de emergência); além de normas municipais e regulamentações de concessionárias – precisam ser observadas.

Um bom exemplo é a  Resolução RDC nº 50 da ANVISA (da Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que regulamenta o planejamento físico e estrutural, bem como a inspeção das edificações desses estabelecimentos em todo o Brasil. De acordo com a resolução, os materiais adequados para o revestimento de paredes, pisos e tetos de ambientes das áreas devem ser resistentes à lavagem e ao uso de desinfetantes e devem ser priorizados materiais de acabamento que tornem as superfícies com o menor número possível de ranhuras ou frestas. A atenção aos pisos, por exemplo, se dá na utilização correta de material para cada área:  

  • Recepções, corredores, enfermarias e consultórios podem utilizar pisos granitos, porcelanato e vinílicos comuns;
  • Em rampas e escadas devem prevalecer pisos vinílicos especiais, com grãos minerais para efeito antiderrapante;
  • Nos berçários e apartamentos os pisos vinílicos acústicos são os mais indicados;
  • Nas salas de cirurgia e anestesia, por exemplo, que necessitam de controle de condutividade elétrica, os pisos vinílicos condutivos, de excelente resistência à abrasão e maior facilidade de limpeza, são os ideais.

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Empreendimentos acessíveis: normas para unidades básicas de saúde

A acessibilidade na construção nesses locais é tão importante que a Secretaria de Direitos Humanos disponibiliza recomendações, normas e condições necessárias específicas para um empreendimento acessível em unidades de saúde. O objetivo do documento é ajudar técnicos envolvidos na execução dos projetos e obras, sinalizando as seguintes orientações:

#1 Circulação de pedestres e rotas acessíveis em áreas externas

É importante que ao menos um itinerário de pedestres ao redor da unidade de saúde seja acessível, priorizando a interligação entre avenidas principais, ruas secundárias, pontos de parada e acesso aos transportes públicos e estacionamentos de veículos. Segundo a norma NBR 9050: 2015 da ABNT, uma rota acessível se define como um trajeto contínuo, desobstruído e sinalizado, que conecta os ambientes externos ou internos de espaços e edificações e que possa ser utilizado de forma autônoma e segura por todas as pessoas, inclusive aquelas com deficiência. Para que isso ocorra, devem ser analisados os critérios:

 

  • Calçadas

 

Devem ser construídas sem desnível, com faixa de circulação recomendável de 1,50m, sendo o mínimo admissível de 1,20m. Marquises, faixas, placas de identificação, toldos, luminosos, vegetação e similares devem respeitar altura superior a 2,10 m.

 

  • Estacionamento para veículos

 

É obrigatório a reserva de, pelo menos, 2% do total de vagas para veículos que transportem pessoa com deficiência física ou visual definida no Decreto Federal nº 5.296/2004. Para os idosos, a reserva deve ser de 5% das vagas nos estacionamentos públicos e privados.

#2  Acesso e circulação em áreas internas

Nas edificações e equipamentos urbanos todas as entradas devem ser acessíveis, assim como as rotas de acesso ao edifício. Na adaptação de edificações e equipamentos urbanos já existentes deve ser prevista, no mínimo, uma entrada acessível à circulação principal e também de emergência.

 

  • Rampas

 

Inclinações superiores a 5% são consideradas como rampas. A largura livre recomendada é de 1,50 m e  a inclinação transversal deve ser de, no máximo, 2% em rampas internas e 3% em rampas externas.

Quando não existirem paredes laterais, as rampas devem possuir guias de balizamento com altura mínima de 5 cm executadas nas projeções dos guarda-corpos.

 

  • Degraus

 

Todo degrau ou escada deve ter sinalização visual na borda do piso, em cor contrastante com a do acabamento de acordo com as normas da ABNT.  

 

  • Desníveis

 

As mudanças de nível do piso com altura de até 5 mm não demandam tratamento especial. Caso tiverem alturas superiores a 5 mm até 15 mm devem ser tratadas em forma de rampa, com inclinação máxima de 50%.

 

  • Portas

 

As portas, inclusive de elevadores, devem ter um vão livre mínimo de 0,80 m e altura mínima de 2,10 m.

 

  • Corrimãos

 

Os corrimãos devem ser instalados em rampas e escadas, em ambos os lados, com altura de 0,92 m e 0,70 m do piso medidos da face superior do corrimão até o piso. A largura deve respeitar as medidas entre 3,0 cm e 4,5 cm, sem arestas vivas, sendo preferencialmente de seção circular. Deve ser deixado um espaço livre de, no mínimo, 4,0 cm entre a parede e o corrimão, para permitir boa empunhadura e deslizamento.

 

  • Sanitários

 

Em empreendimentos acessíveis de uso público a serem construídos, para os sanitários destinados à deficientes ou pessoas com mobilidade reduzida, deve-se reservar ao menos uma cabine para cada sexo em cada pavimento da edificação, com entrada independente dos sanitários coletivos, obedecendo às normas técnicas de acessibilidade da ABNT e Decreto Federal nº 5.296/2004.

 

  • Mobiliário interno

 

Todos os elementos internos como móveis, bebedouros, guichês, balcões de atendimento entre outros devem ser acessíveis, garantindo-se as áreas de aproximação e manobra e as faixas de alcance manual, visual e auditivo.

#3 Informação e sinalização

Os elementos essenciais devem permanecer a vista em entradas, recepções, portas, circulação horizontal e vertical, sanitários e rotas de fuga. A sinalização deve estar disposta em locais acessíveis, de forma que possa ser compreendida por todas as pessoas. Elementos de direcionamento, como pisos e maquetes táteis, devem ser instalados como forma de orientação aos portadores de deficiência.

 

Dica

Adaptações para promover a acessibilidade na construção também podem ser feitas por trabalho terceirizado. Confira o checklist  para a elaboração do contrato de prestação de serviços de construção civil da sua empresa.

É importante deixar claro, que a falta de acessibilidade não se resume apenas às barreiras físicas estruturais do edifício hospitalar, mas para garantir o direito e ir e vir com segurança e autonomia, a acessibilidade na construção precisa estar em conformidade com as normas e de acordo com a legislação. Além disso, gestores de construtoras podem e devem oferecer a seus colaboradores treinamentos e processos bem estabelecidos para estarem preparados para esta diversidade, tanto para atender bem seus clientes, como para a inclusão dos colegas de trabalho com deficiência.

 

custo global da construção como calcular
Como calcular o Custo Global da Construção?
Postado dia 2 de junho de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Fiscal, Indústria da Construção

Custo global da construção é um valor que pode te ajudar a analisar lucros e definir preços de venda dos seus empreendimentos. Entenda melhor:

O custo da construção civil ficou 0,82% mais caro entre fevereiro e março de 2016, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse aumento foi influenciado principalmente pela valorização da mão de obra e do material de construção. Ao mesmo tempo, os potenciais clientes da construtora têm se mostrado favoráveis em desembolsar mais, mas não é por qualquer imóvel!

Uma pesquisa realizada para Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) mostrou que o consumidor brasileiro está cada vez mais exigente sobre as inovações na construção e disposto a pagar mais por tecnologias que resultem em maior economia (30,2% dos entrevistados), segurança (16,3%), conforto (4,9%) e sustentabilidade ambiental (4,1%).

Sendo assim, tendo em vista dados de mercado como esses, como seria possível obter um empreendimento com preço de custo atraente ao qual pudesse ser adicionado, ainda, o valor do oferecimento de diferenciais tecnológicos? É aí que entra em cena um debate muito importante da esfera do mercado da construção civil, chamado de custo global da construção.

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O que é o custo global da construção e como sua construtora pode calcular

Você já deve ter lido sobre o assunto aqui no blog do Sienge, mas não custa relembrar. Custo global da construção é o valor total mínimo que pode ser atribuído à edificação, o qual é calculado com base no custo unitário básico (CUB) praticado na região onde o imóvel está localizado – no estado de Santa Catarina, por exemplo, o CUB utilizado em maio de 2016 foi de R$ 1.565,77.

A multiplicação do CUB pela área total do empreendimento somada ao valor total que a construtora investiu para sua concretização resulta no custo global da construção.

A partir desse valor é que será obtido o custo unitário ou valor por metro quadrado da edificação, efetuando-se sua divisão pela área total do empreendimento e, com isso, estimando o valor de venda de cada uma de suas unidades. Daí a importância de se ter um custo global da construção atraente, já que impacta no preço final oferecido ao consumidor.

Importante: quando se fala no valor total que a construtora investiu para tirar o projeto do papel é preciso fazer um levantamento bem completo desses custos, do início ao fim da obra, de forma a se chegar a um valor de venda justo e, ao mesmo tempo, rentável. Entre os itens que devem ser considerados nessa conta estão pesquisas de mercado e estudos de viabilidade, custos com terreno, regularizações, elaboração de projetos, mão de obra, insumos e equipamentos. O Sienge preparou um infográfico exclusivo sobre esse tema, faça download aqui!

Regras da construção: a NBR 15.575

Como se não bastasse o aumento dos custos de insumos e mão de obra, as construtoras precisam ficar atentas ainda à Norma de Desempenho NBR 15.575, que institui um nível de desempenho mínimo ao longo de uma vida útil para os elementos principais de toda e qualquer edificação habitacional, como estrutura, vedações, instalações elétricas e hidrossanitárias, pisos, fachada e cobertura. A NBR 15.575 é composta por seis capítulos:

  • Requisitos gerais: conceitos sobre vida útil do projeto e parâmetros de desempenho;
  • Estrutura: critérios de estabilidade e resistência;
  • Sistemas de piso: colocação e características de pisos internos e externos;
  • Vedações verticais: resistência e segurança de paredes e esquadrias;
  • Coberturas: resistência ao fogo;
  • Sistemas hidrossanitários: durabilidade e manutenção de sistemas de água fria e quente, esgoto sanitário e ventilação.

Segundo especialistas do setor, a estimativa é de que a norma esteja gerando acréscimo de 5% a 7% no custo final da obra. Porém, a NBR 15.575 também é responsável por agregar custo-benefício e valor percebido no mercado da construção civil. Isso porque, de forma geral, preza para que a construtora utilize matérias-primas de qualidade que, mesmo tornando o valor de venda das unidades mais elevado, ofereçam mais durabilidade e menos necessidade de manutenção a curto prazo.

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Agregando valor no mercado da construção civil

Incluir soluções inovadoras e que permitam maior eficiência no uso de recursos como água e energia elétrica – e, com isso, maior economia aos moradores – é outra estratégia que ajuda a agregar valor ao seu empreendimento e passa a ser um bom argumento de venda no momento de apresentar o imóvel aos potenciais clientes da construtora. Confira abaixo como você pode oferecer unidades que permitam:

  • Economia de água

Separe os sistemas potável e não potável e possibilite a reutilização e economia de água em todo o edifício. Aposte na criação de reservatórios para captação, armazenamento e uso da água da chuva nas descargas de vasos sanitários e para limpeza geral, por exemplo. Por falar nisso, procure utilizar materiais de acabamento como azulejos, tintas e vidros de limpeza fácil para reduzir a quantidade de água utilizada nessa manutenção.

  • Economia de luz

Planeje áreas que possam funcionar com iluminação natural o máximo de tempo possível e, quando a luz artificial for necessária, opte por lâmpadas de baixo consumo. Considere também a instalação de placas coletoras para realizar a captação de energia solar e aproveitá-la no aquecimento da água, por exemplo.

  • Economia de energia elétrica em geral

Um bom e correto isolamento térmico possibilita manter uma temperatura constante no interior da edificação, diminuindo e até evitando o uso de aparelhos elétricos – como ventilador, ar condicionado e aquecedor – para equilibrar a temperatura no verão e inverno. Além do mais, em dias quentes, uma arquitetura que beneficia a ventilação natural diminui a necessidade de uso de equipamentos para refrescar ambientes.

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Como sua construtora pode obter um preço de custo adequado

Reduzir custos, otimizar o uso de recursos e acompanhar a evolução da obra de perto são formas bastante eficientes de garantir um custo global da construção adequado. E isso é importante porque, como você já sabe, o preço de venda das unidades é formado com base também nos valores investidos pela construtora, aos quais devem ser agregados ainda os diferenciais que a o produto tem a oferecer. Por isso, quanto mais eficiente a construtora puder ser nesse aspecto, melhor. E para isso não é preciso sacrificar a qualidade e inovação dos seus empreendimentos, não. Confira:

  • Utilize ferramentas de gestão de obras

Documentos como projetos, orçamentos e cronogramas ajudam a planejar e gerenciar sua obra do início ao fim e é justamente por isso que são grandes aliados na missão de controlar e reduzir custos. Ao elaborar projetos arquitetônicos e estruturais detalhados e com antecedência é possível levantar tudo que será preciso em termos de materiais, mão de obra e equipamentos e visualizar estratégias para o melhor aproveitamento desses recursos.

Fazendo o mesmo com orçamentos a construtora pode negociar melhores preços em função do volume e da antecedência, e ferramentas como o cronograma físico-financeiro ajudam a acompanhar a relação investido versus realizado durante todo o processo da obra e tomar as devidas providências no caso de desvios.

  • Reaproveite e não desperdice

Entulhos podem ser muito úteis à sua construtora na tarefa de reduzir custos e, mais do que isso, podem até render um dinheirinho extra no caixa. Resíduos de alvenaria, concreto, argamassa, areia e brita, por exemplo, podem ser utilizados como matéria-prima para pavimentações. Se as sobras não forem reaproveitadas de imediato, basta a construtora armazená-las de forma adequada e organizada para não perderem a qualidade até o momento de seu uso.

Outra possibilidade de reutilização é revender as sobras para empresas especializadas no processamento, recuperação e venda desses resíduos de construção civil, com o objetivo de gerar recursos financeiros à construtora.

Fique de olho também para evitar situações que gerem desperdício: a movimentação de insumos com muita antecedência para a obra, como areia, que sofre ação do tempo, por exemplo, é uma situação típica da comunicação ineficiente entre canteiro de obras e área de suprimentos, causando desperdícios.

  • Automatize a gestão da sua construtora

Um projeto de redução de custos pode ser iniciado com sucesso dentro de uma construtora a partir do momento em que ela conseguir ter uma visão do todo de seus gastos e das demais informações que incidem sobre eles. Isso é possível com a adoção de uma solução tecnológica especializada no segmento, o que ajuda a planejar os próximos passos da empresa com foco na gestão de custos, além de integrar dados que permitem maior eficiência aos processos e ajudar a ter as informações do fluxo de caixa sempre atualizadas e em mãos.

Encerrar este post falando sobre tecnologia não foi em vão: depois de conferir dicas valiosas para tornar o custo global da construção de seus empreendimentos justo e lucrativo, aguarde o próximo conteúdo que vai detalhar melhor para sua construtora como o uso de uma solução tecnológica especializada no mercado da construção civil vai ajudar, e muito, nessa missão. Continue acompanhando o blog do Sienge!

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