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Benefícios das NBRs da construção civil para regulamentar materiais
Postado dia 17 de novembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Indústria da Construção, Tendências

Aumento de qualidade, produtividade, segurança e redução de custos são alguns dos pontos positivos que as NBRs da construção civil oferecem. Desenvolvidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) – organização não governamental, sem fins lucrativos e reconhecida pelo governo – mais do que um meio de regulamentação, as NBRs são uma forma de organizar e permitir monitoramento e controle em todo processo da obra e da conformidade dos materiais utilizados na construção.

Com surgimento em 1940, a ABNT tem como responsabilidade a elaboração das Normas Brasileiras, que são desenvolvidas por seus Comitês Brasileiros. Atualmente, a ABNT possui um quadro com vários comitês técnicos, que atuam na coordenação, planejamento e execução das atividades de normalização técnica dentro de seu âmbito de atuação, sempre contando com alinhamento de necessidades entre consumidores e produtores.

No decorrer dos anos, o mercado da construção civil passou por um aumento de demanda, o que ocasionou o surgimento de muitos materiais de pouca qualidade que acabam prejudicando o consumidor. As NBRs voltadas ao controle dos materiais para construção civil têm como objetivo estabelecer critérios de avaliação de materiais, visando o aumento de durabilidade e desempenho dos mesmos, o que também gera a oportunidade de constante melhoria dos produtos e fortalece a competitividade no setor.

 

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Diante dessa tarefa de regulamentação, foi desenvolvido um comitê especializado na área, o CB-002, que atua no desenvolvimento das normas NBRs da Construção Civil e auxilia o mercado a extrair o melhor dos materiais e gerar um aumento de produtividade e qualidade. Com essa normalização, materiais de maior qualidade são desenvolvidos e processos mais assertivos são criados, aumentando a eficiência das construtoras e suas obras.

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Confira a seguir alguns materiais para construção civil e seus critérios de avaliação, estabelecidos em suas devidas normas:

  • Tijolos Maciços Cerâmicos para Alvenaria

As normas que regulamentam os Tijolos Maciços Cerâmicos são a NBR 7170 e a NBR 6460. Têm como objetivo estabelecer exigências para a melhor qualidade do produto, como por exemplo, terem as mesmas dimensões e mesma resistência mínima à compressão.

  • Blocos Vazados de Concreto para Alvenaria

As NBRs que regulamentam Blocos Vazados de Concreto estabelecem critérios de componentes de alvenaria, fabricados a partir da mistura de cimento Portland, agregados e água, que apresentam furos em ambas as faces, no sentido perpendicular ao do seu comprimento, cuja área é igual ou inferior a 75% da área bruta, utilização de blocos segundo seu uso, que pode ser estrutural ou não estrutural e definido em três classes, A, B e C, entre outros critérios de avaliação.

  • Telhas Cerâmicas

A norma NBR 15310 das Telhas Cerâmicas estabelece o critério de estanque de água, precisam apresentar o mesmo formato, o mesmo tipo de sobreposição e mesma propriedade construtiva. Seguindo as normas, os materiais têm a garantia de segurança, durabilidade e qualidade.

 

  • Placas Cerâmicas para Revestimento e Porcelanato

As placas precisam estar de acordo com os critérios estabelecidos para garantir o melhor do material final. Exemplares de placas que, dentro de uma mesma família, apresentam ainda as mesmas dimensões, porcelanato com baixa absorção de água (menor ou igual a 0,5% para os porcelanatos esmaltados ou menor ou
igual a 0,1% para os porcelanatos não esmaltados), entre outros critérios.

  • Cal Hidratada para Argamassa

Como todos os outros materiais, com a finalidade de obter qualidade e maior resistência do material, o cal hidratado precisa seguir os critérios de possuir pó obtido pela hidratação da cal virgem, constituído essencialmente de uma mistura de hidróxido de cálcio e hidróxido de magnésio, ou ainda de uma mistura de hidróxido de cálcio.

As normas determinam critérios de qualidade desde o processo de controle e recebimento até o preparo dos materiais. Argamassas colantes, pisos de madeira maciça e torneiras são outros exemplos de materiais, que quando desenvolvidos com base em suas respectivas NBRs da Construção Civil, têm a garantia de um um produto final mais seguro e resistente. Por isso, quando sua construtora está usando materiais em conformidade com as NBRs, não só seu processo construtivo está regulamentado, como seu empreendimento mais valorizado, uma vez que um produto certificado aumenta a qualidade da sua obra e a satisfação dos seus clientes.

Obrigatoriedade das NBRs da Construção Civil

No Brasil, existem dois tipos de Avaliação de Conformidade das NBRs da construção civil: a compulsória e a voluntária.

  1. Compulsória

    A norma compulsória, diferente da voluntária, é exercida pelo poder do Estado e tem seu uso obrigatório. É desenvolvida caso haja o entendimento de que algum produto ou serviço possa ter riscos à segurança do consumidor, ao meio ambiente ou até mesmo caso possa trazer prejuízos econômicos ao país.

  2. Voluntária

    Normas voluntárias, segundo o site do Inmetro “são aquelas em que a empresa define se deve ou não certificar o seu produto, e acordo com o disposto em uma norma técnica, partir dos benefícios que identifique que essa certificação pode trazer ao seu negócio.”

    As normas voluntárias são desenvolvidas pela ABNT e, por lei, a sua aplicação não é obrigatória. Porém, caso haja uma Norma Regulamentadora que requer o uso de alguma NBR, o seu exercício se torna obrigatório.

Em 2015 o setor de Construção Civil passou por um momento de crise, inclusive de ética e compliance. Milhares de demissões, executivos presos e grandes empresas fechando as portas. Atualmente o cenário caminha para a melhoria e é visível que o mercado está evoluindo e mostrando resistir ao meio conturbado onde atua. O que poucos sabem é que fortes aliadas para a retomada do mercado são as NBRs da construção civil, ao passo que enquanto regulamentam os materiais para as construções, também instituem métodos de otimização de produção, durabilidade, resistência e qualidade.

Benefícios das NBRs da Construção Civil

Uso de mais tecnologia

Um dos benefícios da normalização quando falamos de qualidade é a de contratação e venda de novas tecnologias. A utilização de materiais catalogados e normalizados, facilita a exportação e a importação padronizada de produtos que estejam regulamentados de acordo com as NBRs da construção civil.

Mais durabilidade dos produtos

Quando os materiais estão em conformidade com as normas, há a garantia de maior durabilidade e qualidade dos mesmos. As normas previnem práticas enganosas que prejudicam o consumidor e estabelecem requisitos mínimos que os materiais precisam seguir, assim também estimulando a concorrência.

Maior qualidade para obra

A padronização é um processo constante de melhoria. A determinação de padrões e normalização dos materiais de produção também exige a adequação por parte da equipe envolvida nas obras, tornando-a mais preparada quanto ao uso e desenvolvimento de materiais mais resistentes, duráveis e de qualidade.

Algumas construtoras ainda se contrapõem ao uso das NBRs da construção civil, pois acreditam que são mais um meio de burocracia, ou apenas um instrumental legal de defesa. No entanto, as normas que regulamentam os materiais têm se mostrado de extrema importância e cada vez mais empresas adotam o meio de padronização e normalização para suas organizações. É importante trabalhar a ideia dos benefícios que o cumprimento das NBRs da construção civil pode proporcionar, tanto para sua construtora, quanto para seus funcionários e clientes.

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materiais de construção
Panorama de preço e vendas dos materiais de construção em 2016
Postado dia 8 de novembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Indústria da Construção, Tendências

Veja como a variação dos números relacionados aos materiais de construção mostram a realidade do setor da construção do país e leia mais informações sobre o assunto

O preço dos materiais de construção é um importante indicador para o mercado da construção, pois é através da sua variação que consegue-se identificar se o setor está aquecido ou em baixa. É difícil conseguir um índice que resuma as alterações nacionais, uma vez que a procura por determinados materiais tem grande influência da realidade da região. Porém, o Ibre/FGV realiza uma pesquisa todos os meses para divulgar o INCC – ou Índice Nacional dos Custos da Construção. Este índice mede a variação dos preços de materiais de construção, mão-de-obra e matéria prima – e é muito utilizado para ajustar preços nos contratos de compra e venda de imóveis.

A Abramat – Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção também esforça-se para oferecer panoramas sobre materiais de construção, especialmente através do índice Abramat. O acumulado do ano, até outubro, demonstra que a fabricação de materiais de construção está em queda – assim como os empregos do setor. O faturamento deflacionado das indústrias de materiais de construção acumula -11,8%, enquanto o emprego gerado por esta indústria acumula -9,7%.

“O mercado de materiais de construção continua em queda tanto no varejo, como nas construtoras. No varejo devido ao alto índice de desemprego, queda na renda e dificuldades de se obter crédito. No mercado das construtoras, em função da forte queda no financiamento imobiliário, baixo desempenho das obras de infraestrutura, bem como a redução do programa Minha Casa Minha Vida”, explica Walter Cover, presidente da Abramat.

A maior diferença de preço de material de construção está nas tintas e revestimentos de parede e piso. Em Belo Horizonte – MG, o preço de uma tinta Látex de 18L tem variação de 220,54%. A brita, material básico para qualquer construção, também teve variação de preço expressiva apontada em duas pesquisas:

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Uma boa notícia é que muitos varejistas estão baixando os preços para esvaziar o estoque e evitar prejuízo durante a crise econômica vivida pelo Brasil nos últimos anos. Então é uma ótima hora para aproveitar a queda nos preços e comprar materiais de construção.

 

 

O preço do cimento, um dos materiais mais necessários nas construções, varia bastante conforme a região. Na Bahia, por exemplo, o preço do cimento se mantém estável nos últimos anos. Já em Minas Gerais, teve queda de 26% em 2016. Na mesma linha, o SINCOMAVI (Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção) indicou, através de dados do IBGE, que as maiores quedas de preço em 2016 estão no cimento, material hidráulico e tijolo.

Para facilitar a elaboração do orçamento de obra e a cotação dos preços, existem tabelas de preço que permitem a análise nacional ou regional de praticamente todos os materiais necessários para construção. As tabelas de preço mais conhecidas são SINAPI da Caixa Econômica Federal e a TCPO da Revista PINI.

SINAPI

TCPO

A base de dados TCPO – Tabela de Composições e Preços para Orçamentos é organizada pela PINI, e é muito utilizada para cotação de custos. Essa tabela tem origem em preços de serviços que eram publicados na revista “A Construção” em São Paulo. Na TCPO é possível encontrar mais de 8.500 composições de Serviços, Preços de Referência e outras informações que podem ser utilizadas por engenheiros, arquitetos, construtores, orçamentistas, empreiteiros e outros profissionais da construção.

Previsões para o mercado de materiais de construção

Pensando ainda na realidade do mercado de materiais de construção em 2016, o mês de novembro promete ser de melhoras. Historicamente, o final do ano é um bom período de vendas de materiais, pois muitas pessoas aguardam o 13º salário para fazer pequenas reformas ou iniciar obras. Pesquisas apontam que as vendas de tintas e revestimentos cerâmicos já apresentam aumento no Sul e Sudeste do país.

Além disso, o presidente Michel Temer anunciou uma medida de incentivo ao crédito para compra de materiais de construção, o Cartão Reforma. Esse programa do governo deve oferecer uma linha de crédito de até R$5 mil reais para reformas. Também está previsto um plano para regularização de construções já existentes. Tudo isso deve movimentar o mercado de materiais de construção. A indústria da construção finalmente dá sinais de que deve começar a se recuperar!

>>Para acompanhar os usos, preços e outras informações sobre materiais de construção, acesse a nossa página especial sobre Material de Construção!

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