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Levando conhecimento para a Indústria da Construção




planejamento da construção civil
Planejamento da construção civil com técnicas de business intelligence
Postado dia 28 de novembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Gestão, Indústria da Construção

Em um cenário de muita concorrência e clientes exigentes, buscar resultados positivos, conquistando mais eficiência e eficácia, é o principal desafio das empresas. É por isso que o gestor e a sua equipe devem trabalhar focados em diferentes estratégias, para se manter, se destacar e conquistar mercado. É preciso investir na elaboração de um planejamento da construção civil coerente e viável para pautar o andamento dos trabalhos. E para saber como agir, antes é preciso entender o cenário e suas variáveis, tais como investimento, horas-trabalhadas, produtividade e lucro líquido. Um conjunto de dados pode clarear muito as ideias, facilitar a compreensão do cenário e embasar a construção de estratégias.

Aos gestores é lançado o desafio de pesquisar ferramentas e metodologias que possam auxiliar no gerenciamento dos processos e respectivos dados, e impulsionar o crescimento da construtora. Atualmente, o Business Intelligence (BI), em português, Inteligência Empresarial é uma das técnicas empregadas para o aperfeiçoamento das atividades empresariais. O recurso permite gerenciar, mapear, modelar e automatizar, em alguns casos, os processos de negócios otimizando, assim, o cumprimento das atividades e tarefas.

Business Intelligence no mercado brasileiro

Ao usar a solução de BI, os gestores da empresa passam a ter condições de tomar decisões respaldadas nos fatos e não apenas em intuições. Com as tecnologias de BI na construtora grandes volumes de dados, oriundos de diversas fontes de informação sejam internas, sejam externas à empresa, são processados indicando o momento que a construtora vive e os seus desafios. Assim, o empresário visualiza como as coisas estão acontecendo e tem condições de identificar as falhas e inconsistências, despercebidas até então, para refletir sobre os processos e fazer diferente no planejamento da construção civil.

Segundo pesquisa feita em fevereiro de 2016 pela Resultados Digitais, empresa referência em marketing digital no país, apenas 28% das empresas de tecnologia, por exemplo, já utilizam ferramentas BI. Os responsáveis pelo estudo consideraram o índice baixo e destacaram que o uso dessa tecnologia é realmente uma grande oportunidade para as empresas se destacarem no mercado em que atuam – inclusive para as construtoras! É preciso explorar mais o recursos e, para tanto, é necessário conhecê-lo muito bem.

BI: transformando o planejamento da construção civil com dados

O planejamento da construção civil pode ganhar muito com a estrutura e os recursos da inteligência empresarial. As informações, extraídas do dia a dia da construtora, constantes no sistema, se bem analisadas e interpretadas indicam aos gestores as possibilidades e estratégias que podem ser adotadas, desenhando o caminho a ser seguido.

Imagine as possibilidades! Já pensou em poder combinar dados do seu cronograma de obras com a previsão do tempo? E agilizar sua pesquisa de mercado descobrindo necessidades e desejos de potenciais clientes de forma muito mais rápida? Ou, ainda, ao saber que a produtividade de uma das obras está baixa, identificar rapidamente onde está o problema e agir de forma certeira sobre ele?

Tudo isso é possível com o uso dos conceitos e ferramentas de BI. Agora que você já conhece as tecnologias de BI e sabe a importância de usá-las para gerenciar os negócios, apresentamos os exemplos práticos dos conceitos que podem ajudá-lo a fortalecer o gerenciamento de processos de negócios e embasar o planejamento da construção civil.

  • Para começar: organize os processos antes da implantação de um sistema de Business Intelligence (BI). É muito mais interessante mapear e reestruturar os processos, quando necessário, para torná-los mais confiáveis. Assim, o conjunto de informações extraídas será, de fato, um retrato fiel do cenário da empresa.

  • Elaborar um planejamento da construção civil mais efetivo: se você tem baseado o planejamento da construção civil em intuições e impressões está na hora de repensá-lo. A inteligência de negócios inova a gestão da empresa, de modo que o planejamento passa a ser feito com base nos dados de sólidas pesquisas e análises estatísticas, resultantes da avaliação com centenas de variáveis.

  • Tomar decisões bem embasadas: o BI usa ferramentas matemáticas como, por exemplo, algoritmos, análise combinatória, relações de causa e efeito e série histórica para fornecer indicativos aos gestores. Os dados internos e as variáveis externas, como dados macroeconômicos, informações do mercado ou da concorrência, são conjugados de modo que o BI entrega um cenário completo, oportunizando ao gestor mais embasamento e segurança no processo de tomada de decisões.

  • ŸConhecer melhor os processos: os dados permitem a análise dos processos internos de todas as áreas da empresa: do operacional ao estratégico. Assim, o gestor tem mais domínio sobre os processos, podendo conhecê-los e revisá-los, tendo noção de como funcionam todas as etapas, mudá-los ou eliminá-los, se necessário, e, ainda, identificar possíveis falhas como erros de fabricação e sobreposição de atividades. Essa visão completa fornece subsídios para a atuação do gestor e da empresa.

  • ŸControlar receitas e despesas: visualizar todos os processos e atividades da empresa em uma única plataforma, a partir de uma perspectiva holística, eleva o nível de gestão da empresa. Na análise de dados financeiros e contábeis, é possível, por exemplo, integrar as despesas com as informações do estoque, as receitas com o fluxo de caixa e o planejamento de investimentos e as alterações patrimoniais com balancetes da empresas. Desta forma, o gestor tem uma visão mais completa sobre a saúde financeira da construtora, e, sobretudo, tem condições de administrar os recursos da melhor forma possível.

  • ŸSistematizar informações e criar relatórios: para facilitar a análise com os dados do BI é possível usar rankings ou, ainda, dados em forma de percentuais. Com os relatórios padronizados, as avaliações e análises são baseadas em documentos com uma linguagem simplificada e acessível, de modo que o fluxo de decisão e dos processos fica muito mais fácil.

  • ŸAvaliar o desempenho dos profissionais: o uso de soluções de BI pode permitir uma avaliação precisa do desempenho de cada colaborador. A aplicação da ferramenta de Balanced Scorecard (BSC) permite integrar as quatro perspectivas: processos internos, clientes, financeiro, e aprendizagem e crescimento, de modo que tais dados são mesclados e comparados indicando os cenários. O BI permite, por exemplo, que o gestor tenha noção exata da performance e da produtividade da área comercial. Ao gerar e interpretar gráficos específicos de vendas por equipes e por volume de vendas, de acordo com a meta, o gestor tem condições de avaliar a equipe e os resultados alcançados.

  • ŸTecnologia e agilidade para a análise de dados: com alta tecnologia e grande capacidade de armazenamento e de tratamento de dados, o BI gera informações em alta velocidade garantindo que todos os dados sejam arquivados. A agilidade deste processo fornece as informações necessárias, na maioria das vezes captadas em tempo real, para que o gestor tenha condições de tomar decisões rápidas e bem embasadas.

 

 

 

O correto gerenciamento das atividades da empresa, o fortalecimento do espírito de equipe e o aumento do desempenho da construtora exigem total dedicação dos gestores.

 

 

 

Para garantir uma gestão eficaz e eficiente, manter o time engajado e o ritmo constante de crescimento é fundamental ter uma visão holística dos processos da construtora, e é por isso que o BI é indispensável. No planejamento da construção civil e na condução dos negócios, os dados do BI norteiam a atuação da equipe visando garantir alto desempenho. Além de simplificar e facilitar o trabalho, a ferramenta confere muito mais embasamento e segurança ao gestor e à equipe. Com o armazenamento e a interpretação dos dados, aos poucos, constrói-se o cenário da construtora, em um processo contínuo de melhoria de análise do BI, que pauta o trabalho, o planejamento da Construção Civil e o crescimento de todos.

licenciamento de obra
Licenciamento de obras: Quais são os documentos obrigatórios?
Postado dia 16 de setembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Incorporação, Indústria da Construção

A construção de uma obra requer não somente “botar a mão na massa”, mas envolve também, o procedimento legal de permissão para construir e morar. Ao construir um imóvel ou realizar uma obra é imprescindível garantir junto à prefeitura o licenciamento de obras. Pois, se a fiscalização do governo identificar uma obra não regularizada, ela pode ser barrada, o dono do imóvel pode levar multa e, em alguns casos, a construção pode até ser demolida.

 

Não existe uma regra única para todas as obras. Cada cidade possui exigências particulares para legalizar um imóvel, algumas exigem autorização e fiscalização do Corpo de Bombeiros, outras pedem avaliação da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

 

Mas existem processos comuns a todos os empreendimentos, como é o caso da retirada de alvará de construção, conseguir licença de instalação de energia e água, certidão do habite-se e licença de habitação. Diante de tantas burocracias vivenciadas por construtoras na finalização e entrega de imóveis, e objetivando minimizar a improvisação diante dos obstáculos legais e operacionais, o time do Sienge, software de gestão mais utilizado no mercado da construção civil, elaborou um roteiro, com uma abordagem de todos os aspectos envolvidos no processo de licenciamento de obras.

Confira quais são os documentos necessários para legalizar as obras da sua construtora!

  1. Alvará de construção


    Quando você vai construir um imóvel, é preciso antes pedir um alvará de construção na prefeitura. Para que esse alvará seja aprovado, o tamanho da construção e do terreno devem seguir as regras impostas pelo município. É dever da construtora entregar o projeto na prefeitura para avaliação, segundo a Lei n. 1.172/96.

    Primeiramente, o proprietário (ou preposto) deve comparecer à Administração Regional competente e apresentar o projeto arquitetônico com os documentos complementares, assim o processo será autuado e receberá um número. O setor de projetos e obras conferirá esses documentos e emitirá um visto sobre o projeto caso seja aprovado.

Com o visto do projeto arquitetônico em mãos, o proprietário preencherá um requerimento de alvará de construção, além de juntar uma série de documentos referentes à obra, dentre eles, os projetos complementares e comprovantes de pagamento de taxas ao CREA (ART’s).

*Correção: É obrigatória também por lei vigente a menção do trabalho profissional do arquiteto. O Arquiteto e Urbanista com o devido registro no CAU(Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil) deve assinar o RRT (Registro de Responsabilidade Técnica) como responsável técnico habilitado. 

A lista dos documentos exigidos, geralmente encontra-se nos sites de cada Administração Regional. Protocolado o requerimento com todos os documentos, os agentes públicos competentes da própria Administração farão uma conferência da demarcação do lote ou fração (topografia). Depois, o departamento de licenciamento analisará a documentação e os projetos complementares e caso sejam aprovados, emitirá o alvará de construção.

  1. Ligações definitivas (energia e água)


    Para a solicitação da certidão do habite-se, o construtor deverá estar com todas as ligações definitivas estabelecidas pelos serviços públicos. A ligação definitiva de energia e água podem ser solicitadas via telefone ou por carta protocolada contendo os dados da obra. A concessionária realizará vistoria para verificar se o projeto arquitetônico aprovado no alvará de construção corresponde à obra construída. Não havendo problemas, é ativado o fornecimento de energia e água junto à rede pública, além do esgoto.

    Se o empreendimento for um condomínio de prédios, por exemplo, nas áreas comuns, a ligação de energia será feita em nome da construtora, pois no período de ligação definitiva o condomínio ainda não estará estabelecido. A concessionária emitirá carta de liberação para ser entregue na entrada da solicitação do habite-se. Os nomes dos proprietários das unidades deverão ser informados à concessionária para facilitar as ligações definitivas individuais, que só serão feitas após a entrega do imóvel para cada proprietário.

Estando tudo de acordo com o projeto aprovado, a concessionária emite sua carta de licença de instalação energética e hidráulica do imóvel. Dessa forma, a construtora pode solicitar a liberação da certidão do habite-se. Todas as cartas de liberação das concessionárias de serviços públicos serão parte integrante da documentação exigida pela Prefeitura Municipal para obtenção do habite-se.

  1. Habite-se da obra


    Os parâmetros legais para conclusão de uma obra, têm como ponto máximo, a solicitação da certidão do habite-se, que é emitido pela prefeitura. Ele pode ser solicitado via requerimento elaborado pelo representante legal do empreendimento, dentro do prazo de validade do alvará de licença, tendo em mãos os seguintes documentos:

    – Petição comunicando a conclusão da obra;
    – Cópia do alvará de licença;
    – Anuência do autor quanto à observância do seu projeto aprovado;
    – Prova de quitação do imposto territorial urbano;
    – Licença de instalações definitivas;
    – Escritura registrada do terreno.

O prazo para vistoria e manifestação da autoridade fiscalizadora será de no máximo 15 dias a contar da data de protocolo. Após a primeira vistoria na obra, se for percebido algum problema no descumprimento do projeto, a prefeitura concede um prazo para ajustes quanto às disposições legais ou deverá ser aplicada multa pela modificação, condicionada à sua quitação para obtenção da certidão.

A prefeitura municipal poderá, em alguns casos, conceder o habite-se parcial, liberando a moradia quando ela não oferecer riscos para os usuários da edificação, cujas unidades deverão ser independentes umas das outras. De maneira alguma o órgão expedirá o habite-se quando:

– As fachadas da edificação não estiverem concluídas;
– O acesso às partes concluídas estiver sem condições de uso ou for indispensável à utilização da parte concluída para acesso ao restante da obra;
– Obra ainda em construção ou por construir.

O prazo para os pedidos da licença de habitação são de no máximo 20 dias a partir da data de protocolo da entrada do pedido na prefeitura. Este prazo pode ser prorrogado em até o dobro do tempo, quando não se completarem as diligências que o processo exigir.

  1. Certidão negativa de débito do INSS


    Após a solicitação da certidão do habite-se, o empreendedor deverá solicitar a certidão negativa de débito (CND) do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). Este documento será emitido pela previdência social, para comprovar a regularidade de contribuições com a Seguridade Social.

Ela só é válida quando emitida eletronicamente, e não serão assinadas ou carimbadas por servidor da previdência. O CND da construção é exigido quando da averbação da obra no cartório de registro de imóveis ou por ocasião da inscrição ou revalidação do memorial de incorporação no registro de imóveis.

A previdência social fará um cálculo (ARO) do valor dos recolhimentos totais da obra tendo como base o CUB (Custo Unitário Básico), fornecido pelo SINDUSCON (Sindicato da Indústria da Construção Civil). Se o valor calculado for igual ou superior a 70% do recolhimento a certidão negativa será fornecida. No caso de valores inferiores, a parte interessada, pode recorrer junto a fiscalização com a demonstração da contabilidade da obra ou optar pôr pagar a diferença do cálculo estabelecido pelo INSS.

O prazo de validade da CND é de 180 dias contados a partir data de sua emissão. O seu pedido deverá ser feito pela internet, nas agências da previdência social, com fornecimento pelo próprio interessado, do número de CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), CPF (Cadastro de Pessoa Física) ou CEI da referida obra. Será necessária a solicitação da sua baixa (cancelamento) junto ao INSS, para que não haja problemas no futuro.

  1. Averbação da construção


    Após a emissão da certidão do habite-se também pode-se averbar a construção no cartório de registro de imóveis. O interessado deverá apresentar o título a ser registrado ou averbado ao cartório competente, de acordo com a localização do imóvel.

O cartório emitirá o DAJ (Documento de Arrecadação Judiciária) com o valor das custas correspondentes ao registro. O prazo para entrega do respectivo registro estará definido na guia de protocolo. Após o registro, o cartório poderá fornecer as seguintes certidões:
– Positiva ou negativa de propriedade;
– Positiva de propriedade, com negativa ou positiva de ônus, de cadeia sucessória ou vintenária ou de inteiro teor.

  1. Escritura


    O proprietário deverá lavrar sua escritura de valor declarado (compra e venda) para validar sua propriedade. Para isso, deverá providenciar os seguintes documentos:
    – Qualificação das partes (CPF, identidade, dados pessoais) ou promessa de compra e venda entre as partes;
    – Certidão de quitação do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano);
    – Certidão do distribuidor do foro (em nome do vendedor);
    – Certidão da justiça federal (em nome do vendedor); certidão da justiça do trabalho (em nome do vendedor);
    – Declaração do síndico (com firma reconhecida) que o condomínio está quitado;
    – Guia do ITIV (Imposto de Transmissão Intervivos).

A escritura pronta deverá ser registrada no cartório de registro de imóveis no qual está inscrito, passando a ter validade como documento.

  1. Convenção de condomínio


    Para empreendimentos residenciais outros documentos deverão ser providenciados. Um deles é a convenção de condomínio, que previamente já foi registrada em forma de minuta no registro de incorporação do empreendimento. A convenção é o contrato social do condomínio e está prevista no Código Civil. É obrigatória a sua existência para estabelecer um condomínio (art. 1.333o), assim como a elaboração do regulamento interno, que é parte integrante da convenção.

Para tornar-se legal deverá ser aprovada por no mínimo 2/3 dos representantes que compõem o condomínio e deverá ser registrada no cartório de registro de imóveis. A convenção determinará:
– A cota proporcional e o modo de pagamento das contribuições dos condôminos para atender as despesas ordinárias e extraordinárias do condomínio;
– Sua forma de administração;
– A competência das assembléias, forma de sua convenção e quórum exigidos para as deliberações.

Todos esses itens e métodos aqui expostos têm por finalidade garantir o máximo de transparência entre a sua construtora e seus clientes e órgãos fiscais e facilitar o seu trabalho com a extensa documentação exigida pelos órgãos fiscalizadores para obter o licenciamento de obras. Dessa forma, você também evita notificações e multas. Esteja preparado para entregar um empreendimento totalmente legalizado e evite possíveis multas e notificações!

planejamento de obra
Como a tecnologia ajuda no planejamento de obra?
Postado dia 14 de setembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Gestão, Indústria da Construção

Construir é uma ação detalhada e complexa, que vai muito além de empilhar tijolos e colocar argamassa. É uma tarefa meticulosa que requer análise de cálculos, detalhamento estrutural, avaliação de riscos e tomada de decisões. Por isso, o planejamento de obra torna-se indispensável para definir custo, tempo e exploração de recursos, na busca dos melhores resultados. O tempo dedicado ao planejamento reflete diretamente na economia, cumprimento de prazos e redução da necessidade de adaptações após a construção do empreendimento.

Que bom que a antiga prancheta ficou pra trás e hoje, pode-se contar com programas de desenho em computador e softwares especializados para controle de cronogramas e execução de obras, por exemplo. Com a ajuda da tecnologia, o engenheiro ganha velocidade no planejamento e execução das obras, flexibilidade no controle de seu desenvolvimento e também um acompanhamento mais assertivo de todas as etapas da construção.

Por meio da utilização de um software especializado na indústria da construção civil, as atividades se tornam mais dinâmicas, com menor incidência de erros nas previsões de tempo e investimento. Uma solução completa permite que a área de engenharia desenvolva seu trabalho de forma organizada, mantendo total controle entre o planejamento de obra e o acompanhamento físico das obras. Considerando todas as etapas que envolvem a construção de uma obra, com gestão adequada das datas de execução, máquinas e equipamentos necessários, custos com mão de obra e demais recursos.

O Sienge é a solução mais usada no Brasil e apoia o trabalho das construtoras em todas as etapas da obra: planejamento, execução, acompanhamento e pós-entrega. Na etapa de projeto propriamente dita, oferece funcionalidades que merecem destaque:

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1) Elaboração do orçamento da obra

Esta etapa define quanto custará a obra efetivamente e assim, permite iniciar seu planejamento financeiro e a captação dos recursos necessários. Na elaboração de um bom orçamento você precisará saber quais serão todos os materiais aplicados para realizar a avaliação do custo da obra, tendo como base preços dos insumos praticados no mercado ou valores de referência e levantamento de quantidades de materiais e serviços obtidos.

É no orçamento que serão detalhadas as etapas e informados os gastos básicos e também os adicionais, como por exemplo, saber quantos sacos de cimentos foram utilizados na construção da parte de alvenaria. Um bom orçamento faz com que cada construção tenha um banco de dados interno, com diretrizes definidas (quantidade de material, mão de obra e produtividade da equipe) para a contabilização do projeto. Para se ter uma ideia, segundo dados coletados em 2010 pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC):

  • Apenas 35,8% das construtoras tinham um sistema de gestão integrado e
  • Somente 18,1% das obras de construção civil contavam com apoio de sistemas informatizados no pátio da obra.

# Como a tecnologia pode ajudar

O módulo de Orçamento do Sienge ajuda o engenheiro a ganhar velocidade na montagem do orçamento, pois viabiliza o reaproveitamento das informações existentes no sistema. Além de poder contar com representações gráficas do desenvolvimento dos serviços a serem executados ao longo do tempo de duração da obra demonstrando em cada período, o percentual físico a ser executado e o respectivo valor financeiro envolvido. Além disso, o software permite:

  • Trabalhar com a configuração de composições, etapas e sub etapas específicas para cada obra, orçando com maior ou menor detalhamento de níveis;
  • Separar o orçamento em unidades construtivas (bloco, fase, entre outros);
  • Criar versões diferentes para cada planilha de orçamento e manter o histórico de alterações;
  • Orçar serviços com composições ou verbas dentro da mesma planilha;
  • Dispor de relatórios de orçamento em mais de 30 formatos, tais como: cálculo de BDI, curva ABC de insumos e de serviços.

Você também pode contar com um estudo de viabilidade econômica muito mais preciso. O sistema permite cadastrar vários estudos para um mesmo empreendimento, simular diferentes cenários econômicos (otimista, pessimista, entre outros) e incluir todas as variáveis do estudo (custo de construção, compra de terreno, impostos, corretagem, publicidade, entre outras).


2) Planejamento de obra

Ao planejar a obra, é possível elaborar uma lista de tarefas, conforme a ordem de execução, de forma independente da estrutura orçamentária, mas mantendo o vinculo entre os custos e os itens orçados. O planejamento de obra é crucial para priorização de atividades e para possibilitar o acompanhamento preciso do andamento dos serviços, além de viabilizar a comparação entre o planejado e o realizado. Dessa forma, será  possível tomar providências em tempo hábil quando algum desvio é detectado.

Uma pesquisa recente, realizada pela consultoria Deloitte junto a diversas construtoras brasileiras, aponta um desvio médio de 21,7% entre o orçado e o custo real de uma obra. O dado demonstra a importância que o planejamento de obra tem, porque mesmo planejando existe a possibilidade de apontar um desvio médio de mais de 20%.

Ainda segundo o estudo:

  • Mais de 55% das empresas concordam com a afirmação de que têm um uso escasso da tecnologia nas suas construtoras;
  • Mais de 70% dessas empresas apontou que só utilizam planilhas eletrônicas para a gestão dos seus projetos de obras.  

# Como a tecnologia pode ajudar

Com a utilização do software Sienge, o planejamento de obra fica mais eficiente e assertivo. O módulo de Planejamento garante eficiência e dinâmica na gestão da obra, pois possui relatórios de cronogramas físicos e financeiros, necessidades de compras e dimensionamento de equipes. Além disso, é possível configurar a forma de pagamento dos insumos representativos do custo da obra e gerar um cronograma de desembolso aderente à realidade. Confira outras características importantes da solução:

  • Permite cadastrar cada obra e registrar informações básicas, como por exemplo, datas de início e fim, leis sociais e metragem;
  • Elabora planilhas de cada projeto, definindo as durações e datas de execução das tarefas, obtendo desta forma um cronograma de execução para o orçamento realizado;
  • Trabalha com a montagem de calendários de obras personalizados, de forma que se possa estabelecer os dias de trabalho e feriado/folga dentro de cada obra;
  • Dispõe de relatórios variados que auxiliam o planejamento de obra, tais como: cronograma físico de Gantt, cronograma de desembolso, de composições de custos por tarefas e levantamento de datas;
  • Possibilita a integração com o MS Project, se necessário, aumentando a produtividade, o detalhamento e a consistência das datas previstas de execução.

3) Execução e acompanhamento da obra

O acompanhamento da execução tem como objetivo levantar e verificar os desvios apresentados com relação ao planejamento de obra e, principalmente, indicando qual a melhor forma para a correção da execução. Para o acompanhamento ficar mais fácil é interessante manter um controle manual ou informatizado que deverão estar inclusos as atividades de levantamento de dados, compilação de dados, comparação com o planejado, análise dos resultados e proposição de ações corretivas.

banner sobre planejamento de obra

# Como a tecnologia pode ajudar

O sistema Acompanhamento facilita o controle da execução da obra por meio de registros de medições físicas e de relatórios comparativos entre o planejado e o realizado, de forma a permitir uma resposta ágil caso haja atrasos ou imprevistos nas obras.

  • É possível informar as quantidades medidas de cada item do orçamento para a referida obra numa determinada data, realizando assim o acompanhamento da execução dela;
  • As medições podem ser registradas no sistema também a partir de dispositivos móveis, como tablets e smartphones, além de planilhas impressas com layout (que facilitam o registro, conferência e autorização manual);
  • Permite a importação dos percentuais executados a partir de arquivos do MS-Project;
  • Disponibiliza relatórios comparativos que permitem avaliar o andamento físico da obra, comparando-o com o planejamento de obra previamente definido.

Todas estas etapas de orçamento, planejamento de obra e acompanhamento da obra fazem total diferença nos projetos dos empreendimentos da sua construtora. Elas se tornam imprescindíveis para reduzir estouros de orçamento, problemas com prazos de entrega e comprometimento da satisfação dos clientes da sua construtora. E para tornar os processos  da sua empresa ainda mais assertivos e preservar seus resultados, a gestão de riscos também se torna uma prática indispensável!

 

#Gestão de riscos é crucial para apoiar as decisões da construção civil

dashboard

Fonte: Sienge

Empreendimentos cada vez maiores e mais complexos, realizados em prazos cada vez mais curtos, têm impulsionado as construtoras a buscarem identificar, ainda na fase de planejamento de obra, todos os riscos possíveis para tomarem ações que possibilitem solucionar os contratempos com o mínimo de impacto possível para o projeto da obra.

Ao tomar decisões proativas, os gestores da construção civil podem utilizar a informação sobre eventuais riscos de forma favorável ao projeto, garantindo seu sucesso e segurança aos acionistas e investidores.

Confira as principais vantagens do módulo Suporte à Decisão do Sienge:

  • Rápido acesso aos dados e relatórios que auxiliam a gestão e decisão sobre várias áreas da empresa, permitindo uma visão macro das áreas e ações preventivas ou corretivas.
  • Com um sistema de Business Intelligence (Inteligência Competitiva), o Sienge BIaaS, consolida dados da operação diária da sua empresa, gerando assim indicadores e dados específicos que auxiliam na tomada de decisões.
  • Apresenta dados das suas obras que resultam em indicadores, trazendo de forma prática e rápida informações e alertas correspondentes ao cenário de seu ERP Sienge, por meio de gráficos, dashboards e tabelas personalizadas de controles específicos de seu negócio.

Todas estas informações podem ser utilizadas para fazer análises e identificar desvios de desempenho na empresa de forma rápida e consistente. Assim você pode evitar atrasos na execução de obras, consegue reduzir custos, desequilíbrios financeiros, verificar a produtividade e fazer outros ajustes estratégicos. E o melhor, esta tecnologia está disponível em plataforma na nuvem, reduzindo drasticamente o custo total do uso das aplicações.

As empresas da indústria da construção civil têm se preocupado constantemente em estratégias que tornem seu planejamento de obra mais rápido, eficiente a um custo reduzido. Investir em Tecnologia de Informação e em um software como o Sienge, que ajude o engenheiro em todos os processos que fazem parte de uma construção de forma mais assertiva e prática é uma opção estratégica!

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