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engenharia de custos
Qual a importância da engenharia de custos na obra?
Postado dia 26 de setembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Gestão, Indústria da Construção

No cenário da construção civil brasileira, os atrasos na entrega de obras – sejam  residenciais, sejam comerciais – são recorrentes. Segundo dados divulgados na matéria do Jornal O Dia, em 2013, a Secretaria Nacional do Consumidor recebeu 34.534 reclamações na área de habitação, sendo que 22% correspondem ao não cumprimento de contrato por parte das construtoras. Os casos e os números justificam porque as pessoas já estão desacreditadas quanto aos prazos dados para entrega de empreendimentos imobiliários. Mas, a questão é que, mesmo sabendo que os atrasos são comuns, os clientes estão dispostos a comprar. Então, como trabalhar para evitar estouro de orçamento, atrasos na entrega das obras e mudar essa visão? A engenharia de custos pode ser a resposta!

Uma gestão inteligente, aliada à orientação da engenharia de custos, deve definir o melhor caminho a ser seguido, para que o projeto seja executado conforme o planejado. É por isso que o orçamento da obra está diretamente ligado à qualidade do projeto que o originou.

Um bom projeto requer um bom planejamento orçamentário para que o desenho ganhe vida e saia do papel. Diante da necessidade de manter este alinhamento, a engenharia de custos participa e acompanha a construção como responsável pelo levantamento do valor a ser investido em cada etapa da obra. Cabe aos profissionais que atuam nesta área a responsabilidade de prever os custos para executar o projeto, tais como:

    • Pessoal: salários, encargos sociais, benefícios e vale-transporte;
    • Materiais: fornecimento e impostos (IPI e ICMS);
    • Equipamentos: fornecimento e impostos – IPI, ICMS, Importação;
    • Taxas e seguros: Crea, Licença, e Seguro de Vida, Predial, Automotiva e Garantia de Obras;
    • Transportes

Na engenharia de custos, nenhuma das variáveis utilizadas em um orçamento pode ser previamente fixada, afinal, estas dependem exclusivamente de informações sobre o projeto, a localização do serviço, as exigências do Edital de Licitações ou ainda do Memorial Descritivo do empreendimento. Cada projeto requer uma análise totalmente diferente, feita sob medida para a obra ser construída em tempo, com qualidade e com custos sob controle.

Neste sentido, a atuação do engenheiro de custos é focada, principalmente, na elaboração e validação de orçamentos e planejamento de custos do empreendimento para todas as fases da obra, e também na gestão de custos e do fluxo de caixa. Dentre outras atividades, cabe também ao engenheiro de custos a tarefa de analisar o desempenho e os resultados dos projetos em andamento (com visitas ao canteiro de obras), bem como monitorar desvios, abrangendo evolução física, financiamento à produção, incorrido e à incorrer.  

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Segundo dados da Catho, o engenheiro de custos é o profissional que “faz análise, composição e controle de custos de projetos (obras); elabora e controla os orçamentos, e planeja a apropriação de custos diretos e indiretos.” Hoje, no Brasil, o salário-médio é de R$ 3.971,20.

Para que o profissional possa de fato contribuir com a qualidade da obra, é preciso também que ele vivencie de perto a rotina da construtora. Desde o desenho do projeto e reuniões de planejamento, acompanhamento da obra com visitas ao canteiro de obras até o relatório final após a entrega da obra. Com essa participação, o engenheiro de custos pode identificar fragilidades, corrigi-las e  indicar o melhor caminho para que a construtora não fuja, ou desvie o mínimo possível, dos custos estimados para o projeto. Dessa forma, o profissional vai também consolidando um modelo de trabalho e histórico de informações, que propicia o refinamento do seu trabalho.

 

Durante o andamento do projeto, um dos fatores que provoca mais impacto no orçamento é o atraso da obra, que desencadeia uma série de prejuízos para as empresas da construção civil. Com o cronograma comprometido, a engenharia de custos da obra assume o desafio de evitar o efeito dominó do atraso e a geração de reflexos como:

  • Aumento de custo: quando a obra atrasa, os custos fixos do canteiro extrapolam o gasto previsto.
  • Problemas no fluxo de caixa: o adiamento da realização do lucro da construtora impacta o fluxo de caixa, de modo que influencia o capital de giro e pode afetar o desempenho da construtora.
  • Indisponibilidade das equipes: a dificuldade de originar novos negócios fica maior por conta da indisponibilidade dos profissionais, que ficam mais tempo focados em um mesmo projeto.
  • Perda de credibilidade: a percepção de que a construtora não honra seus compromissos coloca em risco vendas futuras e a confiança do consumidor no mercado imobiliário.
  • Perda de clientes e devolução de parcelas: compradores insatisfeitos podem entrar com ação judicial solicitando a rescisão do contrato e a devolução integral dos valores pagos, com correção monetária.
  • Indenizações: mesmo após a entrega, os clientes têm a opção de entrar na Justiça pedindo indenização por danos morais e materiais.
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Diante de possíveis complicações, durante a execução do projeto, se for preciso, o replanejamento dos custos e serviços deve ser feito de imediato.  Neste cenário, o engenheiro de custos deve estar preparado para transitar, com facilidade, por todas as etapas do ciclo de vida de uma edificação, participando do processo desde o estudo de viabilidade até a gestão econômica do ativo. O profissional especialista atua, portanto, como um gerente de múltiplas habilidades, algumas adquiridas com estudo e capacitação, outras com experiência e vivência em diferentes obras e empreendimentos.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos (Ibec), oferece suporte para a formação de engenheiro de custos, com cursos de capacitação, especialização e MBA Executivo. Como uma organização sem fins políticos e/ou lucrativos, desde 1978, o Ibec:

“Visa promover as técnicas e tecnologias da Engenharia de Custos, como ciência multidisciplinar, integrando empresas e profissionais, atuantes em todos os segmentos e promovendo encontros, palestras, reuniões técnicas, cursos, seminários, congressos, publicações e principalmente o intercâmbio com as congêneres dos demais países do mundo.”

Com o movimento de profissionalização, as construtoras passam a contar com especialistas treinados, com sólidos conhecimentos em relação ao processo  de gerenciamento de custos e orçamentos de obras. Em parceria com os demais profissionais da equipe, o engenheiro de custos trabalha focado para maximizar os resultados, diminuindo e evitando atrasos, e garantindo a qualidade da obra no tempo certo.

Para Gustavo Martins, autor do blog Engenheiro de Custos, o principal atributo do engenheiro de custos é ser um bom gestor, entendendo a sua importância nas etapas do ciclo de vida de uma construção e interligar de fato as áreas de orçamento, planejamento, riscos, viabilidade do projeto, entre outros.Colocando-se sempre em comunicação com outros profissionais para encontrar soluções técnicas adequadas para a empresa.

O ganho da construtora com o investimento na engenharia de custos é inquestionável. Para evitar o cenário de corrida contra o relógio no canteiro de obras e desgaste com o cliente na central de atendimento, priorize a engenharia de custos nos próximos empreendimentos ou, se aproprie desta prática e contrate um especialista na área.

Com a técnica da engenharia de custos e a atuação de um profissional da área, todos ganham: construtora, profissionais e clientes. Este profissional mantém um olho no planejamento orçamentário e no fluxo de caixa, outro no cronograma e, em parceria com os demais profissionais, ajuda a garantir a entrega das chaves.

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