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Levando conhecimento para a Indústria da Construção




materiais de construção
Panorama de preço e vendas dos materiais de construção em 2016
Postado dia 8 de novembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Indústria da Construção, Tendências

Veja como a variação dos números relacionados aos materiais de construção mostram a realidade do setor da construção do país e leia mais informações sobre o assunto

O preço dos materiais de construção é um importante indicador para o mercado da construção, pois é através da sua variação que consegue-se identificar se o setor está aquecido ou em baixa. É difícil conseguir um índice que resuma as alterações nacionais, uma vez que a procura por determinados materiais tem grande influência da realidade da região. Porém, o Ibre/FGV realiza uma pesquisa todos os meses para divulgar o INCC – ou Índice Nacional dos Custos da Construção. Este índice mede a variação dos preços de materiais de construção, mão-de-obra e matéria prima – e é muito utilizado para ajustar preços nos contratos de compra e venda de imóveis.

A Abramat – Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção também esforça-se para oferecer panoramas sobre materiais de construção, especialmente através do índice Abramat. O acumulado do ano, até outubro, demonstra que a fabricação de materiais de construção está em queda – assim como os empregos do setor. O faturamento deflacionado das indústrias de materiais de construção acumula -11,8%, enquanto o emprego gerado por esta indústria acumula -9,7%.

“O mercado de materiais de construção continua em queda tanto no varejo, como nas construtoras. No varejo devido ao alto índice de desemprego, queda na renda e dificuldades de se obter crédito. No mercado das construtoras, em função da forte queda no financiamento imobiliário, baixo desempenho das obras de infraestrutura, bem como a redução do programa Minha Casa Minha Vida”, explica Walter Cover, presidente da Abramat.

A maior diferença de preço de material de construção está nas tintas e revestimentos de parede e piso. Em Belo Horizonte – MG, o preço de uma tinta Látex de 18L tem variação de 220,54%. A brita, material básico para qualquer construção, também teve variação de preço expressiva apontada em duas pesquisas:

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Uma boa notícia é que muitos varejistas estão baixando os preços para esvaziar o estoque e evitar prejuízo durante a crise econômica vivida pelo Brasil nos últimos anos. Então é uma ótima hora para aproveitar a queda nos preços e comprar materiais de construção.

 

 

O preço do cimento, um dos materiais mais necessários nas construções, varia bastante conforme a região. Na Bahia, por exemplo, o preço do cimento se mantém estável nos últimos anos. Já em Minas Gerais, teve queda de 26% em 2016. Na mesma linha, o SINCOMAVI (Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção) indicou, através de dados do IBGE, que as maiores quedas de preço em 2016 estão no cimento, material hidráulico e tijolo.

Para facilitar a elaboração do orçamento de obra e a cotação dos preços, existem tabelas de preço que permitem a análise nacional ou regional de praticamente todos os materiais necessários para construção. As tabelas de preço mais conhecidas são SINAPI da Caixa Econômica Federal e a TCPO da Revista PINI.

SINAPI

TCPO

A base de dados TCPO – Tabela de Composições e Preços para Orçamentos é organizada pela PINI, e é muito utilizada para cotação de custos. Essa tabela tem origem em preços de serviços que eram publicados na revista “A Construção” em São Paulo. Na TCPO é possível encontrar mais de 8.500 composições de Serviços, Preços de Referência e outras informações que podem ser utilizadas por engenheiros, arquitetos, construtores, orçamentistas, empreiteiros e outros profissionais da construção.

Previsões para o mercado de materiais de construção

Pensando ainda na realidade do mercado de materiais de construção em 2016, o mês de novembro promete ser de melhoras. Historicamente, o final do ano é um bom período de vendas de materiais, pois muitas pessoas aguardam o 13º salário para fazer pequenas reformas ou iniciar obras. Pesquisas apontam que as vendas de tintas e revestimentos cerâmicos já apresentam aumento no Sul e Sudeste do país.

Além disso, o presidente Michel Temer anunciou uma medida de incentivo ao crédito para compra de materiais de construção, o Cartão Reforma. Esse programa do governo deve oferecer uma linha de crédito de até R$5 mil reais para reformas. Também está previsto um plano para regularização de construções já existentes. Tudo isso deve movimentar o mercado de materiais de construção. A indústria da construção finalmente dá sinais de que deve começar a se recuperar!

>>Para acompanhar os usos, preços e outras informações sobre materiais de construção, acesse a nossa página especial sobre Material de Construção!

NR e NBR construção
NR e NBR: quem é quem na construção civil?
Postado dia 12 de setembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Gestão, Indústria da Construção, Sienge

Você sabia que o não cumprimento da Norma Regulamentadora nº 12 (NR 12) pode repercutir em multas de até 50 vezes o valor de referência do equipamento em questão, além de inúmeras notificações para a construtora? E ainda que a Norma Técnica Brasileira (NBR) 6118/2014 estipula diretrizes a serem seguidas no procedimento de trabalhos com estrutura de concreto?

 

Ter conhecimento sobre as NRs e NBRs relacionadas ao mercado da construção civil é fundamental para entregar o empreendimento com maior qualidade, seguindo à risca as recomendações, métodos e parâmetros previstos na legislação brasileira. No entanto, é comum que profissionais da área tenham dúvidas a respeito das aplicações da NR e da NBR, sendo que as mesmas são, diversas vezes, confundidas. Logo, o primeiro passo é compreender, afinal, o que são as NRs e a NBRs.

 

NR (Normas Regulamentadoras) e NBR (Normas Brasileiras) são conjuntos de leis que visam parametrizar as práticas de trabalho da construção civil. Ambas tem como propósito reduzir e evitar acidentes de trabalho no setor. Entre elas, Existem diferenças fundamentais.

NR – Norma Regulamentadora


NR
é uma sigla estabelecida e divulgada pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Uma vez que o MTE é uma instituição do Poder Público, as Normas Regulamentadoras tem caráter obrigatório.

Trata-se de um conjunto de direcionamentos e procedimentos técnicos referentes à segurança no trabalho. As Normas Regulamentadoras foram definidas e podem ser alteradas, por intermédio do MTE,  de acordo com as necessidades da sociedade em geral, indicadores estatísticos, demandas de órgãos fiscalizadores e organizações empresariais.

 

↦ Quais são os objetivos principais das NRs?

 

  • Conservar a segurança, a saúde e a integridade dos trabalhadores no decorrer da obra;
  • Parametrizar procedimentos;
  • Incentivar a implantação de políticas de segurança e saúde no trabalho dentro das empresas;
  • Traçar estratégias para prevenção de acidentes de trabalho;
  • Evitar que seja atribuído ao trabalhador atividades que o exponham a condições precárias, pondo em risco sua integridade física;
  • Formalizar uma legislação de proteção à segurança e medicina do trabalho.
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↦ Quais são as principais NRs na Construção Civil?

  • NR 4: esta norma fala a respeito do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). Seu intuito é proteger a integridade física do trabalhador e favorecer sua saúde no canteiro de obras.
  • NR 5: esta NR obriga empresas com 20 colaboradores ou mais a constituir uma CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes).
  • NR 6: por sua vez, a NR 6 exige que as construtoras providenciem Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para prevenção de riscos e acidentes durante a jornada de trabalho.
  • NR 7: obriga as construtoras a adotarem o Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO), para diagnóstico e tratamento de malefícios à saúde ocasionados em função do trabalho.
  • NR 8: estipula requisitos técnicos mínimos que as edificações devem apresentar, de modo a garantir a segurança de quem venha as ocupar após a entrega do empreendimento.
  • NR 9: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. Tem como intuito proteger a saúde e a integridade física do trabalhador mediante avaliações e controle de riscos no canteiro de obras.
  • NR 9: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. Tem como intuito proteger a saúde e a integridade física do trabalhador mediante avaliações e controle de riscos no canteiro de obras.
  • NR 10: estipula requisitos e condições mínimas de trabalho que estejam relacionados às instalações elétricas, de modo a garantir a integridade do trabalhador.
  • NR 12: estabelece referências técnicas e medidas de proteção à saúde e à integridade física do trabalhador que utiliza máquinas e equipamentos.
  • NR 15: esta norma  trata de atividades e operações insalubres, sendo seu conhecimento de vital importância para evitar possíveis processos trabalhistas.
  • NR 16: esta NR trata das atividades consideradas perigosas, com maior risco para a segurança do trabalhador, estabelecendo recomendações de prevenção.
  • NR 18: considera as condições e o meio ambiente de trabalho na construção civil.
  • NR 26: esta NR define requisitos de sinalização de segurança, orientando a respeito das cores que devem ser usadas no canteiro de obras, de modo a evitar acidentes, identificar equipamento de segurança, entre outras atribuições.
  • NR 35: a Norma Regulamentadora 35 está voltada à segurança das atividades profissionais desenvolvidas nas alturas, para minimizar acidentes.

NBR – Norma Brasileira

NBR é uma sigla para Norma Brasileira, emitida e divulgada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), podendo ser chamada também de ABNT NBR.

 

As NBRs da construção civil são um conjunto de normas técnicas definidas por especialistas do segmento, com consentimento de profissionais da área. Por terem sido aprovadas por uma entidade privada sem fins lucrativos, neste caso a ABNT, as NBR não têm, no geral, força de lei.

 

Contudo, algumas Normas Regulamentadoras requerem o cumprimento de NBRs, fazendo com que essas se tornem obrigatórias. Por isso, se a construtora optar por não seguir à risca as determinações das Normas Técnicas, é essencial conscientizar-se a respeito.

 

↦ Quais são os principais objetivos das NBRs?  

 

  • Orientar o profissional da construção civil acerca de materiais, produtos e processos;
  • Impulsionar a qualidade dos empreendimentos ao fim do processo.
  • Estimular a competitividade no mercado;
  • Evitar erros e incompatibilidade entre as etapas do processo;
  • Padronizar processos produtivos.

↦ Quais são as principais NBRs aplicadas na Construção Civil?

  • NBR 11706/2004: norma técnica que define padrões para vidros na construção civil.
  • NBR 13531/1995: trata sobre a elaboração de projetos de edificações.
  • NBR 14037/1998: diz respeito à operação, uso e manutenção de edificações.
  • NBR 13867/1997: fala sobre o revestimento interno de paredes e tetos com pasta de gesso.
  • NBR 15965-3/2014: define o sistema de classificação da informação da construção e processos da construção.
  • NBR 16280/2015:  apresenta regras e condições para reformas em edificações.
  • NBR 16337/2014: fornece princípios e diretrizes gerais para o gerenciamento de riscos em projetos.
  • NBR 16366/2015: discorre sobre a qualificação e perfil de profissionais telhadistas para a construção civil.
  • NBR 5354/1977: estipula condições para instalações elétricas prediais.
  • NBR 5626/1988: está relacionada à hidráulica e diz respeito às instalações prediais de água fria.
  • NBR 5688/1999: também relacionada à hidráulica, esta NBR versa sobre o sistema predial de água pluvial, esgoto sanitário e ventilação.
  • NBR 6118/1984: refere-se aos projetos de estruturas de concreto.
  • NBR 6122/1996: diz respeito ao projeto e à execução de fundações.
  • NBR 6135/1992: relacionada à segurança, esta NBR trata de chuveiros automáticos para a extinção de incêndios.
  • NBR 7678/1983: oferece orientações para garantir a segurança dos trabalhadores em obras.
  • NBR 8953/2015 – estabelece a classificação pela massa específica, por grupos de resistência e consistência de concreto para fins estruturais.
  • NBR 9077/2001: fornece orientações para saídas de emergência em edificações.
  • NBR 9050/2004: aborda sobre acessibilidade à edificações, mobiliários equipamentos e espaços urbanos.

Tanto as Normas Regulamentadoras quanto as Normas Técnicas são alteradas constantemente. Com frequência, elas são repensadas, atualizadas e republicadas pelas organizações responsáveis (MTE e ABNT, respectivamente). Dessa forma, de modo geral, as NRs e as NBRs indicam a maneira mais assertiva de se agir nos processos referentes às elas.

 

O assunto é tão importante que a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), com o apoio do Sinduscon de Minas Gerais, desenvolveu um glossário com as normas construtivas exigidas hoje no Brasil.

 

Ter acesso às normas que sua construtora deve seguir e entender sua aplicabilidade é fundamental para estar em dia com os padrões exigidos e órgãos  regulamentadores. Além de evitar multas, por exemplo sua construtora pode conquistar selos de qualidade que valorizam seus empreendimentos. Conhecendo NRs e NBRs da construção, será possível também otimizar o tempo de trabalho e padronizar os processos entre as diferentes etapas da construção, favorecendo sua entrega dentro dos prazos estipulados.

 

Você pode conferir aqui um guia desenvolvido especialmente para ajudar sua construtora a encontrar e entender mais de 900 normas técnicas e regulamentadoras em vigor no Brasil.  Ele vai servir como um checklist que você vai usar para conferir se sua construtora está atenta a todas as normas exigidas.

 

E lembre-se: com a tecnologia certa será mais fácil atender NRs e NBRs e fazer sua construtora crescer!

Quer saber mais? Mande uma mensagem para nós!

acessibilidade na construção
Acessibilidade na construção: conheça as regras para edifícios adaptados
Postado dia 29 de julho de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Indústria da Construção, Tendências

Acessibilidade na construção é um assunto bastante difundido e discutido, de forma que priorizar empreendimentos adaptados aos deficientes é uma preocupação cada vez mais constante para construtoras e incorporadoras.

Segundo estatísticas do IBGE, 23,9% dos brasileiros apresentam algum tipo de deficiência. Além de ser uma ação humanitária e de valor social, o impacto das adequações de acessibilidade na construção no orçamento da obra é mínimo.

Sergio Yamawaki, membro da Comissão de Acessibilidade do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR), em entrevista publicada ao Jornal Gazeta do Povo, explica que “a variação no custo não chega a 5% quando o prédio é projetado para ser acessível, e o imóvel tende a valorizar cerca de 15%. A acessibilidade na construção é uma aposta certa, que vai trazer um retorno maior do que não tê-la no imóvel”.

Além disso, desde 2004, o artigo 18 do decreto n° 5.296 garante que as novas edificações residenciais multifamiliares atendam às regras de acessibilidade na construção em todas as áreas de uso comum, como salões de festas, portarias e garagens. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) concluiu a atualização da Norma Técnica de Acessibilidade a Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos (NBR 9050: 2015), que revisa a norma editada em 2004.

Diante disso, será que a sua construtora está com os processos alinhados de forma que todos os envolvidos conheçam os requisitos de um empreendimento acessível?

Vale salientar que acessibilidade na construção vai além da construção de rampas para facilitar o acesso aos empreendimentos. Levando em consideração os preceitos do Desenho Universal, criado por uma comissão em Washington nos EUA, no ano de 1963, voltados à eliminação de barreiras arquitetônicas, o grande objetivo é respeitar as diferenças existentes entre todas as pessoas e garantir a acessibilidade a todos em um ambiente.

A ideia do Desenho Universal para empreendimentos acessíveis é que qualquer pessoa possa entender e usar o local, de forma simples e intuitiva. Espaço e dimensão precisam ser adaptados para utilização, independentemente do físico e postura da pessoas como, por exemplo, obesos ou anões, além de garantir a mobilidade tanto de pessoas em cadeira de rodas, como acompanhantes com carrinhos de bebê, usuários de bengalas, idosos, crianças e animais de estimação.

Mesmo que uma construção acessível basicamente siga os mesmos critérios, algumas diferenças precisam ser levadas em consideração para prédios e espaços construídos para determinados fins, como escolas, residenciais e demais tipos de edifícios.

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Tendo em vista essas orientações, a construção de edificações de uso privado deve atender a alguns itens básicos da acessibilidade na interligação de todas as partes de uso comum ou abertas ao público – conforme normas técnicas indicadas na cartilha de acessibilidade do Crea:

#1 Residenciais

Quando se trata de um edifício residencial, empreendimentos acessíveis levam em consideração as áreas de uso comum que devem, obrigatoriamente, oferecer fácil acesso, enquanto que, para as unidades habitacionais essa é uma opção facultativa; entretanto, recomenda-se evitar paredes estruturais que dificultem alterações para futuras adaptações. Além disso, nos conjuntos residenciais é obrigatório:

  • Percurso acessível que una as edificações à via pública, aos serviços anexos de uso comum e aos edifícios vizinhos;
  • Rampas ou equipamentos eletromecânicos para vencer os desníveis existentes nas edificações;
  • Circulação nas áreas comuns com largura livre mínima recomendada de 1,50 m e admissível mínima de 1,20 m e inclinação transversal máxima de 2% para pisos internos e máxima de 3% para pisos externos;
  • Elevadores de passageiros em todas as edificações com mais de cinco andares, recomendando-se no projeto a previsão de espaço para instalação de elevador nos de altura inferior;
  • Cabine do elevador e respectiva porta de entrada acessíveis para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida;
  • Prever vaga reservada para veículos conduzindo ou conduzidos por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida nos estacionamentos;

#2 Rampas de acessibilidade

De acordo com as orientações da norma ABNT NBR 9050: 2015, desníveis superiores a 15 mm devem atender aos requisitos de rampas e degraus, a fim de  facilitar a circulação de pedestres e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida:

  • Largura livre recomendada de 1,50 m, sendo admissível a largura mínima de 1,20 m;
  • Quando não existirem paredes laterais, as rampas devem possuir guias de balizamento com altura mínima de 5 cm executadas nas projeções dos guarda-corpos;
  • Patamares no início e final de cada segmento de rampa com comprimento recomendado de 1,50 m e mínimo admitido de 1,20 m, no sentido do movimento;
  • Sinalização com piso tátil de alerta para sinalização, com largura entre 25 e 60 cm, distante no máximo a 32 cm do início da rampa e localizado antes do início e após o término da rampa com inclinação longitudinal maior ou igual a 5%;
  • Inclinação transversal de no máximo 2% em rampas internas e 3% em rampas externas;

#3 Escolas, teatros e auditórios

Os teatros, cinemas, auditórios, estádios, ginásios de esporte e similares devem reservar pelo menos, 2% da lotação do estabelecimento para pessoas em cadeira de rodas. Esses espaços devem estar distribuídos em locais diversos, com boa visibilidade, próximos aos corredores e devidamente sinalizados.

Em empreendimentos acessíveis é obrigatória a destinação de 2% dos assentos também para acomodação de portadores de deficiência visual e de pessoas com mobilidade reduzida, incluindo obesos, em locais de boa recepção de mensagens sonoras, devendo todos ser devidamente sinalizados e estar de acordo com os padrões das normas técnicas de acessibilidade da ABNT que dizem:

  • Localização em rota acessível vinculada a uma rota de fuga, junto de assento para acompanhante, sendo no mínimo um assento e recomendável dois assentos de acompanhante;
  • Distribuição pelo recinto, recomendando-se que seja nos diferentes setores e com as mesmas condições de serviços;
  • Garantia de conforto, segurança, boa visibilidade e acústica;
  • Instalação em local de piso plano horizontal;
  • Não obstruir a visão dos espectadores sentados atrás;
  • Os assentos para obesos devem ter largura igual a de dois assentos adotados no local;
  • Os assentos para pessoas com mobilidade reduzida devem possuir um espaço livre frontal de no mínimo 60 cm;
  • Identificação por sinalização no local e na bilheteria.

#4 Locais abertos e com vegetação

De acordo com a norma ABNT NBR 9050: 2015, os lugares de passagem dos empreendimentos devem ser completamente livres de interferências como vegetação, postes, armários de equipamentos, orlas de árvores e jardineiras, rebaixamentos para acesso de veículos.

Dessa forma, os obstáculos aéreos como marquises, faixas e placas de identificação, toldos, luminosos, vegetação e similares devem se localizar a uma altura superior a 2,10 m e atender aos seguintes critérios:

  • Elementos da vegetação como plantas entouceiradas, ramos pendentes, galhos de árvores e arbustos não devem avançar na faixa de circulação livre;
  • Orlas, grades, muretas ou desníveis entre o piso e o solo não devem avançar na faixa de circulação livre;
  • Plantas não podem avançar na faixa de circulação livre, respeitando a altura mínima de 2,10 m;
  • Junto às faixas livres de circulação não são recomendadas plantas com as seguintes características: dotadas de espinhos, produtoras de substâncias tóxicas, plantas que desprendam muitas folhas, frutos ou flores – podendo tornar o piso escorregadio-, invasivas, que exijam manutenção constante e plantas cujas raízes possam danificar o pavimento;
  • No caso de grelhas das orlas para proteção de vegetação, estas devem possuir vãos não superiores a 15 mm de largura, posicionadas de forma transversal ao no sentido da circulação.

#5 Prédios públicos

Todos os locais destinados às atividades comerciais, como hotelaria, cultural, esportiva, financeira, turística, recreativa, social, religiosa, educacional, industrial e de saúde têm instruções específicas de acessibilidade na construção. Nessas edificações são obrigatórios os seguintes requisitos:

  • Todas as entradas devem ser acessíveis, bem como as rotas de interligação às principais funções do edifício;
  • No caso de edificações existentes, deve haver ao menos um acesso a cada 50 m, no máximo, conectado à circulação principal e de emergência por meio de rota acessível;
  • Ao menos um dos trajetos horizontais ou verticais de todas as dependências e serviços do edifício, deverá cumprir todos os requisitos de acessibilidade;
  • Garantir sanitários e vestiários acessíveis às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, possuindo 5% do total de cada peça (quando houver divisão por sexo), obedecendo ao mínimo de uma peça;
  • Nas áreas externas ou internas da edificação, destinadas à garagem e ao estacionamento de uso público, é obrigatório reservar vagas próximas aos acessos de circulação de pedestres para veículos que transportem pessoas com deficiência física ou dificuldade de locomoção. Observando o número de vagas conforme prevê a norma ABNT NBR 9050: 2015;
  • Entre o estacionamento e o acesso principal deve existir uma rota acessível. Caso isso não seja possível, deve haver vagas de estacionamento exclusivas para as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida próximas ao acesso principal;
  • Em shopping centers, aeroportos, áreas de grande fluxo de pessoas, ou em função da especificidade/natureza de seu uso, recomenda-se um sanitário acessível que possa ser utilizado por ambos os sexos (sanitário familiar).

Aproveite e leia também o nosso post sobre acessibilidade em construções hospitalares!

É obrigação legal do profissional responsável pela obra atender às regras de acessibilidade na construção previstas nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT e na legislação específica. Mas além de ser um dever, os projetos de construção acessível precisam estar em dia com esta exigência, principalmente por uma questão de cidadania.


É importante o reforço aos critérios de acessibilidade na construção, não apenas como atendimento a legislação vigente, mas como a necessidade de direitos iguais ao uso dos locais urbanos e aos acessos de espaços públicos. Os profissionais da área de construção podem ajudar nesse trabalho de conscientização e principalmente, contribuir de maneira positiva, assertiva e exemplar perante a sociedade. Desta forma, a sua construtora será lembrada muito além de provedora de bens e serviços, mas também como uma empresa que apoia a inclusão social.

emprego na indústria da construção
5 dicas para procurar por emprego na indústria da construção
Postado dia 23 de junho de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Indústria da Construção, Tendências

Já falamos anteriormente sobre os processos seletivos nas empresas da construção e como elas devem procurar por candidatos qualificados. Agora, vamos ajudar a quem está procurando por emprego na indústria da construção ou recolocação no mercado, veja as nossas dicas:

O mercado de trabalho da construção está desaquecido, o setor da construção encolheu 8% em 2015 e segue em crise em 2016. O emprego na indústria da construção civil também tem sofrido. Conforme levantamento realizado pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção (Sinicon) – com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) – o setor respondeu por metade dos desligamentos registrados no país no ano de 2015. Por isso é bem provável que você ou algum colega tenha passado por uma situação de demissão ou realocação de funcionários e equipes.

Até mesmo o profissional com grande experiência pode encontrar dificuldades para se reposicionar no mercado. Por isso, é importante estar preparado e saber onde procurar por uma nova vaga de emprego na indústria da construção. Por isso separamos 5 dicas para ajudar nessa busca por emprego na indústria da construção:

1- Prepare o seu currículo de forma inteligente

Aquela velha folha A4 com todos os seus cursos e certificados de horas/aula não é mais o padrão! Um bom currículo não precisa ter mais do que duas páginas, no máximo. Se você conseguir manter em apenas uma, tanto melhor. Geralmente os recrutadores não dispõem de muito tempo para avaliar todos as inscrições que recebem, por isso seja sucinto.

Hoje a maioria das vagas está online, e para encontrá-las, nada melhor do que um perfil bem completo na rede social voltada para o mercado de trabalho: o Linkedin. A rede funciona como um “Facebook para negócios”, onde você preenche os campos com suas informações profissionais, adiciona colegas e parceiros de trabalho e posta apenas conteúdos relevantes e bem escritos. A dica é: seja sempre extremamente profissional no Linkedin para ser levado a sério.

Para a busca mais “convencional” por uma vaga, é sempre bom ter um currículo atualizado em PDF e que você também pode imprimir caso seja necessário levar cópia física para uma entrevista ou se você quiser distribuir em empresas. Lembrando daquela dica de manter as informações em no máximo 2 páginas, siga a seguinte estrutura:

Muito cuidado para sempre escrever corretamente: revise, revise e revise! Caso Português não seja seu forte, peça ajuda para alguém que entende melhor do assunto.

Coloque seu nome, idade (data de nascimento), endereço e contato (e-mail, telefone, link para o Linkedin).

Faça um resumo de no máximo 3 linhas com as suas principais habilidades e características, por exemplo: “Engenheiro Civil com 15 anos de experiência no mercado, especializado em execução e fiscalização de obras”.

Destaque as últimas experiências profissionais (ou as 5 mais importantes, se forem muitas). É importante colocar o período (quando começou e quando parou de trabalhar na empresa) e o contato de antigso chefes/supervisores ou colegas para referência.

Coloque as suas principais habilidades em evidência, tais como domínio de softwares (por exemplo, Autocad avançado, Certificado em MS Project, etc) e habilidades linguísticas (caso saiba falar uma língua estrangeira).

Se houver alguma obra grande ou importante no seu currículo, vale citá-la também. Mas tome cuidado: seja criterioso e escolha apenas informações que podem impressionar, caso contrário é melhor pular essa etapa.

Nunca forneça informações erradas! Hoje em dia é muito fácil derrubar uma mentira com uma simples pesquisa na internet.

Nunca forneça seu RG ou CPF logo de cara! Numa primeira etapa, não forneça dados muito particulares como números de documentos e cópias de certificados. Leve essas informações para uma conversa pessoalmente caso seja chamado para entrevistas.

Não anexe fotos suas, a não ser que seja expressamente solicitado. Pode parecer que você procura levar vantagem por conta da sua aparência.

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2- Saiba onde procurar por vagas

Procure por empresas que se destacam na região em que você pretende trabalhar e envie o seu currículo para o departamento de RH via e-mail. Uma dica é procurar por termos específicos no Google, como por exemplo: construção+civil+São+Paulo e tirar um tempo para ver se os resultados são interessantes para você. Caso você envie currículo para a vaga e não obtenha resposta dentro de um período de duas semanas, pode ser interessante telefonar para a empresa. Nunca se pode descartar também a boa e velha entrega de currículos pessoalmente e o contato com colegas da área.

Na internet também há muitos sites nos quais procurar por vagas, inclusive nas redes sociais. No próprio Linkedin, citado anteriormente, também é possível encontrar alguns grupos com vagas para trabalho, como por exemplo: Arquitetura, Engenharia e Construção Civil – Carreira e Oportunidades.

No Facebook, alguns grupos podem ajudar:
Vagas Construção Civil e Montagem

Arquitetura e Urbanismo – Vagas/Empregos

Vagas – Engenharia Civil

Outros bons sites para cadastrar suas informações profissionais e procurar por vagas com o seu perfil:
Vagas.com.br
Catho
Infojobs
Sine
Indeed
99 obras

3- Prepare-se para entrevistas

Depois de enviar currículos, é provável que você agende alguma entrevista pelo menos, veja como se preparar:

Estude sobre a empresa na qual você tem entrevista marcada, saiba quais são suas visões, sua atuação no mercado e, especialmente, tenha certeza absoluta de que entende a vaga para a qual está se candidatando. Caso reste alguma dúvida, não tenha medo de perguntar para o recrutador.

Estude o seu próprio currículo: pode ser que o recrutador faça perguntas específicas sobre trabalhos antigos dos quais você não tem mais certeza da data ou não lembra em detalhes, por isso é bom revisitar as suas próprias experiências antes da entrevista para estar bem preparado. Se você tiver um portfólio com as principais obras das quais já participou e/ou foi responsável, é interessante levá-lo para a entrevista.

Separe o contato de alguns profissionais com quem você trabalhou e que você sabe que te indicariam para um serviço para o caso de pedirem alguém como referência.

– Tenha certeza de que você pode chegar no local um pouco antes do horário marcado, afinal a pontualidade é essencial para causar uma boa impressão.

Vista-se de acordo com o perfil da empresa: de nada adianta ir de terno e gravata se esse não for o adequado para o ambiente de trabalho. Também não é legal aparecer de havaianas e com os cabelos despenteados se o clima não for totalmente descontraído. Não é feio perguntar para o recrutador qual é a política de vestimenta da empresa, o importante é não errar: nem pra mais nem pra menos.

Responda honestamente às perguntas do recrutador: não adianta inventar ou querer falar bonito para impressionar, os recrutadores sabem ver rapidamente quem está mentindo. Quanto mais honesto você for, melhor vai ser para você, só cuidado para não ofender ninguém.

Demonstre firmeza: mantenha uma postura correta, um aperto de mão firme e tente não balançar demais as pernas e as mãos. O ideal é olhar sempre nos olhos do recrutador, não cruzar os braços e não se afastar demais da mesa. Pode ser difícil manter a calma, mas com um pouco de esforço é possível demonstrar segurança. Não exagere no controle: rigidez demais também demonstra nervosismo.  

4- Atualize-se através de cursos e especializações

Caso você esteja há muito tempo no mercado sem estudar ou obter uma certificação, estudar pode ser uma boa saída para destacar-se. As empresas, cada vez mais, procuram por perfis de candidatos especializados, com domínio de tecnologia e conceitos modernos. Uma dica para começar é estudar sobre BIM  – ou Modelagem da Informação da Construção pois há poucos profissionais especialistas no mercado.  

Hoje em dia, há muitos cursos disponíveis online: veja o post do Sienge com os principais cursos para Engenheiros Civis.

5- Não seja impertinente

Caso você já tenha mandado seu currículo para a empresa e ainda não obteve resposta, não insista. Divulgue que está disponível no mercado, mas não poste várias vezes a mesma mensagem no mesmo local ou para a mesma empresa, afinal você não quer passar a impressão de que está desesperado.  Se você obteve um “não” como resposta, responda agradecendo e coloque-se à disposição para futuras oportunidades, isso gera uma boa impressão para os recrutadores.

Seguindo esses passos, as suas chances de encontrar um emprego  na construção aumentam bastante!
E então, o que achou das nossas dicas? Deixe sua opinião em um comentário!

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Custo Global da Construção adequado: como a tecnologia ajuda?
Postado dia 9 de junho de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Gestão, Sienge, Software, Tendências

Veja como a tecnologia pode ser a sua melhor aliada para gerenciar custos e obter um custo global adequado para a sua obra:

Continuando o assunto sobre custo global da construção do ponto onde o último post  parou: você sabia que a tecnologia, ou melhor, uma solução tecnológica especializada no mercado da construção civil é uma excelente aliada na missão de ajudar sua construtora a gerenciar custos para obter um valor final de venda das unidades justo, lucrativo e atraente ao consumidor?

Isso porque um sistema de gerenciamento assim ajuda a construtora a ter uma visão geral das informações relacionadas a cada obra. Com isso, sua construtora ganha mais eficiência nos processos, o que resulta em redução de custos, melhor aproveitamento de recursos e acompanhamento de perto de todas as etapas.

Somado a isso, a tecnologia permite ainda o gerenciamento do fluxo de caixa e, dessa forma, saber a melhor maneira de redirecionar recursos para gerar diferenciais competitivos de qualidade e excelência operacional, por exemplo. Além de, claro, fornecer todas as informações necessárias, atualizadas e completas, para auxiliar a construtora no cálculo do custo global da construção.Veja como explorar melhor cada uma dessas funcionalidades:

#1 Reduz custos e aproveita melhor os recursos disponíveis

Para conseguir agregar diferenciais de qualidade e eficiência nos seus projetos, a construtora precisa estar atenta às oportunidades de redução de custos por dois motivos principais. O primeiro é para que sua empresa consiga redirecionar recursos para viabilizar a redução, e o segundo para que o cliente invista em algo que lhe ofereça benefícios e valor percebido.

Por exemplo: se você precisou pagar 20% a mais por um insumo que foi encomendado em cima da hora ou perdeu grande parte do material de construção que seria utilizado em uma obra por conservação inadequada, o cliente não verá o resultado desse custo enquanto estiver usando as estruturas da edificação – mas ele certamente irá pagar por isso! Por outro lado, o consumidor pode perceber que valeu a pena ter investido a mais em um imóvel revestido com pisos e azulejos de melhor qualidade que não demandem tempo, água e produtos demais para sua limpeza.

Apesar da baixa no desempenho do mercado da construção civil atualmente, 80% das indústrias do setor pretendem investir em novas tecnologias até 2020. A informação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que realizou uma pesquisa com 457 empresas da área. Entre os fatores que estimulam essa aderência, 49% das companhias destacaram a forte redução nos custos de produção proporcionados por ERPs (sistemas de gestão) e demais equipamentos, máquinas, materiais e processos modernizados. Veja como isso é possível:

 

  • Uma solução tecnológica organiza, padroniza e integra informações dos departamentos da construtora para evitar situações como compras desnecessárias ou em duplicidade, por exemplo;
  • Também permite a utilização de ferramentas de gestão de obra como projetos, orçamentos e cronogramas de forma eficiente e integrada, ajudando na elaboração, atualização e geração de histórico dos dados registrados nesses instrumentos para utilizá-los como “lições aprendidas”;
  • Promove gestão eletrônica de contratos, garantindo o gerenciamento adequado do aluguel de maquinários e evitando que chegue a hora de devolver um equipamento que ainda está em uso sem que a construtora tenha se planejado para tal. Isso gera custos extras que não estavam previstos com o aluguel emergencial de máquinas a preços maiores e, muitas vezes, até com a compra de equipamentos;
  • Ajuda no planejamento de manutenções preventivas, de forma que a construtora não precise gastar mais com manutenções corretivas (geralmente mais caras) e com os eventuais prejuízos gerados por elas, como a quebra de máquinas, danificações na estrutura do empreendimento e até mesmo acidentes de trabalho <link ID#93 de 3/2016>;
  • Você não precisa mais gastar tanto com impressões, já que os documentos estarão todos disponibilizados no sistema e é possível acessá-los de qualquer lugar, inclusive de forma mobile no canteiro de obras por meio de smartphones e tablets, por exemplo;
  • É possível fazer a gestão simultânea de múltiplas obras, possibilitando visualizar números consolidados ou relacionados a cada projeto e facilitando a identificação de oportunidades de melhorias no aproveitamento de recursos;
  • Mantém as equipes informadas dos dados como um todo, ou seja, possibilita a integração de informações entre áreas administrativas e canteiros de obras, permitindo que os colaboradores encontrem soluções para otimizar o uso de recursos ou reduzir custos;
  • Permite cruzar informações para fazer replanejamentos e simular cenários com base em dados reais, identificando o caminho mais produtivo e eficiente a ser seguido.

#2 Acompanha a obra

Ufa! Agora que você já conferiu algumas das principais formas pelas quais uma solução tecnológica pode ajudar sua construtora a enxugar custos operacionais para melhorar o custo global da construção, saiba que ter o controle e o acompanhamento da obra na palma da mão (ou na tela do computador), outro benefício importante proporcionado por um ERP especializado, é essencial para que se identifiquem eventuais desvios do que foi inicialmente planejado e orçado.

Uma funcionalidade bastante útil e importante presente nas melhores soluções tecnológicas é a utilização do conceito de Business Intelligence (BI) para fazer esse monitoramento. Funciona mais ou menos assim: a construtora cria indicadores com base nas informações da obra disponíveis no sistema, os quais passam a ser alimentados e atualizados por esses dados. Você pode criar um indicador de controle de custos, por exemplo, e com ele monitorar valores limitados em orçamentos e cronogramas físico-financeiros. Ao perceber que “Controle de Custos” está se afastando mais a cada dia da meta estipulada, o proprietário da construtora pode expandir o indicador para verificar onde está o problema e atuar pontualmente para solucioná-lo.

Mas, alto lá: vale lembrar que para que um ERP desempenhe a função de acompanhar as obras com excelência ele também precisa da ajuda dos envolvidos, no sentido de manter as informações disponibilizadas dentro da solução sempre atualizadas. Daí a importância de todas as áreas terem acesso à maior parte dos dados da obra para proporcionar uma gestão colaborativa.

#3 Fornece informações confiáveis para o cálculo do custo global da construção

Além de ajudar a construtora a fazer uma gestão mais eficiente dos seus custos e melhorar a utilização de seus recursos, uma solução tecnológica especializada no segmento é capaz de armazenar todo o histórico da obra e as informações que sua construtora vai precisar para fazer o cálculo do custo global da construção. Tudo isso de forma consolidada, atualizada e bastante organizada, afinal, a execução de obras dura muitos meses e é muita informação que se recebe a cada dia. Daí a necessidade de tê-las sempre em dia e disponíveis!

Como você já percebeu, é muito importante que as informações utilizadas nesse cálculo sejam o mais próximo da realidade possível, pois assim ajudam na obtenção de um custo global da construção mais justo e rentável à construtora.

O custo global faz parte das regras da construção. Isso quer dizer que ele não aparece nas obras lá de vez em quando, mas sim, que faz parte da realidade de todas elas, afinal, é por meio dele que a construtora conseguirá calcular seus preços de maneira bastante profissional.

Agora que você já está “craque” no assunto, que tal profissionalizar esse processo e se destacar no mercado da construção civil agora mesmo?

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