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Levando conhecimento para a Indústria da Construção




representação teórica de bim
Você sabe o que é BIM? Entenda o conceito e suas aplicações
Postado dia 8 de setembro de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: BIM, Indústria da Construção, Sienge, Software, Tendências

Na prática, nenhuma obra é igual, mas todas elas têm algo em comum: mobilizam uma variedade extensa de materiais, serviços e demais providências para que sua execução aconteça da forma mais eficiente possível. E dependendo do caso, gerenciar essa colaboração multidisciplinar pode ser uma tarefa um tanto complexa, mas a questão aqui é que, quanto mais dessas informações forem conhecidas, mais assertivo fica o planejamento e a construtora pode programar as atividades da obra com muito mais segurança.

Para captar e organizar o máximo possível desses dados, a cada novo empreendimento a construtora precisa elaborar vários documentos para planejar e acompanhar a execução da obra. Muitos deles você já conheceu aqui no blog, como o orçamento, cronograma de obra e cronograma físico-financeiro. Mas já pensou o quão prático seria se absolutamente todas as informações da obra estivessem consolidadas e integradas em uma mesma plataforma? Acompanhe a nossa série aqui no blog do Sienge sobre BIM, o conceito que é tendência para o futuro da modelagem na construção.

O que é BIM?

O Building Information Modeling (BIM), em português, Modelagem da Informação da Construção, é o novo conceito quando se trata de projetos para construções. Diferente do desenho usual em 2D, uma mera representação planificada do que será construído, a modelagem com o conceito BIM trabalha com modelos 3D mais fáceis de assimilar e mais fiéis ao produto final. Numa comparação simples, seria como abandonar a ideia de fazer o planejamento desenhando mapas e trabalhar diretamente com maquetes.

O projeto ideal realizado em BIM deve agregar todas as partes envolvidas no planejamento de uma construção, fornecendo informações aprofundadas sobre cada detalhe da construção e que podem ser utilizadas por todos os envolvidos, desde engenheiros e arquitetos até planejadores e responsáveis pela compra de materiais. Em um software que aplique o conceito, vários profissionais podem trabalhar no mesmo projeto ao mesmo tempo utilizando o mesmo arquivo, adicionando os dados que competem à sua especialidade e vendo as atualizações no modelo em tempo real.

tela do revit com item em BIM

Tela do software Revit com aplicação de BIM

Não se trata de facilitar apenas dados como dimensões de paredes e localização de canos hidráulicos e tubos de gás, mas também informações relacionadas a tipos e quantidade de insumos e mão de obra utilizados, por exemplo. Isso quer dizer que, ao se modelar uma parede usando o BIM, é possível especificar parâmetros não apenas de espessura, comprimento e altura, mas também, por exemplo, o material do qual será feita a parede, fabricantes de materiais, custos, propriedades térmicas e acústicas, custos envolvidos, dentre outras possibilidades.

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Aplicações de BIM em softwares e novas tecnologias

Saber como funciona o BIM pode ter feito você pensar nos softwares mais populares nos meios de engenharia e arquitetura, as ferramentas CAD, como o AutoCAD. Estas ferramentas ficaram conhecidas por terem sido pioneiras na transição da prancheta para o computador, fornecendo plataformas de desenho 2D para arquitetos e engenheiros. Pode ter surgido a dúvida, será que estes programas vão incorporar o BIM às suas práticas? A resposta é sim! E isso já está acontecendo. O foco para os softwares do seguimento mudou, os principais devem atuar em BIM, como Autodesk Revit, Vector Works e ArchiCad, por exemplo. Já os programas CAD não vão sumir, mas terão um papel secundário para agregar todas as funcionalidades do BIM.

Se considerarmos que a tecnologia de realidade aumentada está avançando rapidamente e a associarmos ao BIM, em breve, com o uso de smartphones, tablets e ferramentas como o Google Glass, poderemos visualizar o projeto no local em que ele será construído antes mesmo de terminá-lo e interagir com ele, entre outras facilidades.

Principais características e vantagens:

O National BIM Standard-United States® (NBIMS-US™) define a Modelagem da Informação da Construção como uma fonte de conhecimentos compartilhados para a geração de informações sobre um empreendimento, e também destaca a colaboração dos participantes como um dos principais motores da prática. Reconhecendo que trabalhar em conjunto pode ser um aspecto complicado em um projeto, dada a variedade de especializações envolvidas, o NBIMS-US™ constatou que nos Estados Unidos “as construções custam mais do que deviam e demoram muito para serem entregues”. Por isso é importante promover um trabalho de colaboração de informações melhor entre os vários participantes envolvidos no processos de construção – um estudo mostrou que a falta de interoperabilidade nas obras chega a gerar às construtoras um custo adicional de 15,8 bilhões de dólares a cada ano!

Essa interoperabilidade é considerada uma das principais características (e vantagens) do BIM, além do intercâmbio de informações. Ou seja, todos os profissionais envolvidos na execução do empreendimento podem exercer suas funções de forma integrada e alinhada ao objetivo do projeto.Arquitetos, engenheiros, construtores, fornecedores e demais partes interessadas podem extrair informações de acordo com suas necessidades para tomarem decisões mais assertivas. Sem contar que toda e qualquer alteração que os profissionais fizerem no modelo será processada em tempo real e atualizada. Essa automação dos processos ajuda bastante na economia de tempo e na redução dos custos. Confira outros benefícios que o BIM pode levar à sua construtora:

  • Cumprimento das datas estipuladas no cronograma de obra;

  • Oportunidade de testar soluções previamente;

  • O projeto pode ser compreendido, revisado e visualizado mais facilmente, o que ajuda a garantir mais precisão e avaliar alternativas para otimizar recursos e processos;

  • Comunicação mais eficiente entre os participantes do projeto e fluência no compartilhamento de informações da construção.

     

3D ou BIM?

O 3D foi a evolução natural do desenho de projeto, mas qual a diferença entre o 3D e o BIM? Um objeto modelado em 3D ou “objeto volumétrico” muitas vezes era apenas uma representação do modelo real, uma ferramenta de visualização. Com a aplicação da tecnologia BIM, esse modelo 3D passa a ter diversos “objetos paramétricos” com a adição das informações que o BIM proporciona. Ou seja, cada objeto modelado passa a aceitar parâmetros e informações que agregam ao trabalho de outros profissionais que não sejam apenas os projetistas. É possível, por exemplo, adicionar informações de marca do material a ser utilizado, custos e outras especificações dentro do arquivo onde o projeto está sendo modelado. Desta forma, vários profissionais (engenheiros, arquitetos, orçamentistas, compradores, etc) podem acessar e editar várias informações ao mesmo tempo, economizando tempo e evitando erros de comunicação que se traduzem em desperdício e atraso nas obras.

Costuma-se dizer no segmento de construção civil que quanto mais próximo da realidade o planejamento da obra estiver, maiores são as chances de sucesso do empreendimento no futuro. As tecnologias que utilizam BIM estão sintonizadas com essa realidade e criaram recursos para que a visualização prévia das edificações fique ainda mais apurada, permitindo planejamentos ainda mais precisos.

Acompanhe nosso blog e conheça melhor no próximo post o BIM Manager , profissional que surgiu para ajudar sua construtora e obras a tirarem o máximo proveito da prática desse conceito.

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bim normas bim abnt wilton catelani
Leia entrevista sobre as normas BIM da ABNT com Wilton Catelani, consultor BIM na CBIC
Postado dia 4 de julho de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: BIM, Indústria da Construção, Software, Tendências

O engenheiro Civil é membro da comissão da ABNT que desenvolve a tabela com a padronização na classificação das informações BIM

 

wilton catelani

Wilton Catelani, Engº Civil membro da comissão da ABNT que desenvolve a padronização da classificação BIM

Wilton Catelani é Engenheiro Civil formado há 30 anos: estudou em São Carlos (SP), começou a carreira como engenheiro de obras, trabalhou em empresas de diferentes portes, como multinacionais, Pini e Autodesk. Ele é um dos membros convidados pela ABNT para fazer parte da CEE 134, a Comissão Especial de Estudos relacionados a BIM e que trata de estabelecer as NBRs que compõem o Sistema de Classificação da Informação da Construção.

A norma desenvolvida pela comissão é a primeira sobre o Building Information Modeling (BIM) desenvolvida no Brasil e será publicada em 7 partes, das quais 4 já estão prontas. A comissão foi formada em junho de 2009 e dela participam os 3 setores da economia consumidores das informações BIM: fornecedores, um grupo de pessoas ou agentes, e entidades neutras: ONGs, universidades, associações sem fins lucrativos. A comissão é voluntária e os interessados podem fazer parte manifestando interesse através de contato com a ABNT.

A classificação dos elementos é importante quando se está trabalhando em BIM para evitar retrabalhos e conflito de dados causados por erros de informação. É importante que todos os dados que estão relacionados a um componente sejam padronizados, de forma a garantir a consistência das informações.

Veja um pouco da nossa conversa com Wilton Catelani e entenda melhor sobre essa nova padronização da ABNT:

1- Como funciona a comissão da ABNT para normas BIM?

É uma comissão voluntária da ABNT sobre BIM, que faz reuniões públicas e envia convites para pessoas e entidades interessadas, quem manifestar interesse pode participar. Essa comissão existe desde 2009 desenvolvendo a primeira norma BIM que consiste no Sistema de Classificação das Informações BIM.

Por exemplo, se um arquiteto está desenvolvendo um banheiro e chama, em seu projeto, um item de “bacia sanitária” e um orçamentista chama de “vaso sanitário”, uma coisa simples como essa pode gerar retrabalho, ainda mais se quem estiver fazendo a análise não for uma pessoa, mas um software.

A norma propõe termos um código, de abrangência nacional para unificar essa classificação dos componentes. O texto base é a classificação Omniclass americana. A ideia é que a classificação da ABNT possa ser aplicada em todo o país. O Sistema de Classificação da Informação da Construção foi planejado em partes 7 partes, das quais 4 já estão prontas.

Ao final, serão 13 tabelas de classificação da informação tratando de assuntos diferentes. Combinando essas tabelas, você consegue classificar qualquer elemento. Explico: um elemento é o que está no plano mas ainda não especificado, sem um código atrelado a ele. Assim que for relacionado a um código, vira um componente.

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2- Quando o conjunto total de tabelas estará disponível?

A aprovação de um conteúdo para publicação segue um protocolo: a leitura do conteúdo é feita em reunião plenária e é necessária a aprovação formal dos presentes. Algumas tabelas chegam a ter 6 mil itens, portanto é um processo demorado.

3- Quais os ganhos com essa padronização?

É muito melhor do que não ter regras, pois assim todos terão acesso à mesma informação padronizada e os softwares e profissionais podem trabalhar com uma única classificação, evitando erros e retrabalhos.

 

4- Em que outros lugares já existe uma normatização quanto ao BIM?

Reino Unido, Cingapura e Chile, tomaram a decisão de usar BIM como estratégia nacional: nenhum projeto com dinheiro público pode ser realizado sem BIM, ele é obrigatório. É também uma prática comum nos EUA, Austrália e nos países nórdicos.

5- Como um profissional da construção pode encontrar o seu caminho para ser um especialista em BIM?

Em sua maioria, não existe ainda na grade de disciplinas nos cursos de Arquitetura e Engenharia o assunto BIM. A adaptação não será fácil por motivos estruturais: na rede pública, muitos professores estão defasados e não têm nenhum estímulo para se atualizarem. Além disso, uma mudança de grade curricular é um processo demorado. Hoje, o que eu vejo, é que as pessoas se capacitam por 2 motivos:  necessidade da empresa, através cursos particulares ou contratam uma consultoria e dentro de um projeto real acabam sendo treinados no trabalho.

As pessoas mais jovens se interessam pelo assunto, aproveitam o material na internet e aprendem sozinhos. A falta de informação disponível é uma barreira que existe. Por isso são importantes iniciativas como o guia BIM da CBIC, que deve sair em breve. A capacitação ainda é um dos problemas no país e existem muitos oportunistas que usam o termo BIM frouxamente. Assim como aconteceu com a sustentabilidade na construção, acontece com o BIM: muitos oportunistas aplicam o termo para publicidade, sem ter o domínio do assunto.

6- Você provavelmente ouviu falar da iniciativa do Sienge de fazer uma integração BIM, qual a sua opinião sobre?

O Sienge é o primeiro ERP que eu vejo fazer um esforço para se adaptar ao BIM. É uma iniciativa ainda modesta, relacionada a expressões de quantidades. O trabalho a partir daí pode ser interessante, e deve evoluir. A grande base de clientes já consumada pelo Sienge garante um bom ambiente para testar essa integração BIM no mercado e desenvolvê-la.

7- Como você enxerga o cenário atual e o futuro da construção aqui no país?

O cenário está muito difícil com a crise econômica, motivada por fatores macroeconômicos. Também afeta o cenário o fato de que as operações anticorrupção afetaram as grandes empresas do ecossistema da construção. Grandes players como Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez, estão paralisadas, isso afeta a confiança do setor inteiro. Em breve o país deve voltar a produzir, aliás, já está até demorando demais, pois temos grandes necessidades de infraestrutura que precisam ser atendidas.

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orçamento de obra
Orçamento de obra como diferencial competitivo
Postado dia 16 de junho de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: BIM, Funcionalidades Sienge, Indústria da Construção, Tendências

Veja a importância de investir em um orçamento de obra detalhado e bem feito: pode fazer a diferença na sua empresa!

As circunstâncias econômicas atuais pressionam cada vez mais as construtoras a serem precisas no orçamento de obra. A  análise da viabilidade inicial do projeto e um controle de custos muito bem estruturado e rígido são cruciais para garantir o sucesso do empreendimento e uma margem de lucro adequada para construtoras e incorporadoras.

Projetos de construção civil possuem características que requerem um considerável esforço de gerenciamento, tais como a mobilização de grande quantidade de recursos especializados e execução da obra em ambiente dinâmico e incerto. Sendo assim, sua construtora precisa buscar sempre alternativas que elevem seu patamar de qualidade, garantindo uma maior confiabilidade e atendimento às necessidades dos clientes.

Nesse cenário, nenhuma construtora deseja trabalhar com um orçamento incompleto e que desconsidere informações importantes de todas as fases da obra, não é mesmo?

Se destacar perante a concorrência exige cada vez mais das construtoras orçamentos muito precisos.

Confira situações que comprovam a relevância do orçamento de obra para uma execução mais tranquila e assertiva!

#1 Controle apurado de custos

Um orçamento bem elaborado ajuda na visualização da utilização dos recursos necessários para concluir a obra (como materiais, mão de obra, equipamentos e tecnologia), facilitando o controle de custos e evitando que custos não previstos  onerem a obra além do esperado. Além disso, garante maior controle para estipular a margem de lucro da construtora.

Lembrando que é importante não enxugar demais o orçamento, retirando as folgas para eventuais imprevistos que ocorram na obra. Isso porque, por vezes, o lançamento do empreendimento para o mercado é feito antes de todo o projeto estar aprovado nos órgãos competentes. E quando as avaliações desses órgãos ocorrerem podem ser necessárias mudanças nos projetos, inclusive por questões ambientais.

#2 Maior poder de negociação junto aos fornecedores

Quando sua empresa trabalha com orçamento você tem tempo hábil para cotar com diferentes fornecedores, o que permite a comparação dos valores e maior poder de barganha.

Comprar com urgência é sempre mais caro, logo, com um orçamento prévio, as negociações se tornam mais fáceis com esse grande aliado para redução dos custos. Além de você conseguir preços mais atrativos também em decorrência do volume de compra.

banner da planilha de orçamento de obra

#3 Fazer uso de histórico para evoluir em cada obra

Ao utilizar orçamento de obras, você gera históricos tanto das informações sobre os insumos utilizados quanto das correções necessárias durante o curso de cada uma delas.

O resultado disso é uma construtora cada vez mais eficiente, tanto na confecção do orçamento, realizada de forma mais natural e assertiva, quanto na execução da obra em si, pois as lições aprendidas são repassadas de uma obra para outra.

Uma boa base histórica de composições de insumos e mão de obra transforma-se em um enorme diferencial para o desempenho de seus empreendimentos, aumentando gradativamente a margem de lucro.

#4 Compatibilização mais fácil na obra

A compatibilização de projetos da construção (topográfico, estrutural, hidrossanitário, elétrico, de refrigeração e arquitetônico) fica mais fácil na prática quando já está estipulada no orçamento. Quando no orçamento já estão apontados quais projetos serão compatibilizados, há diminuição de custo e tempo gasto no canteiro de obras e os ganhos são garantidos pela redução do desperdício e eliminação do retrabalho.

A compatibilização é feita pela sobreposição dos desenhos dos diversos projetos necessários para uma obra. Por exemplo, ao promover a interface entre o projeto hidrossanitário e o estrutural. É muito comum que uma tubulação hidráulica que caminha na horizontal encontre uma viga de concreto. Na fase de projeto é perfeitamente possível desviar essa tubulação ou prever uma furação na viga de concreto, ações que precisam estar calculadas no orçamento, pois se esses problemas só forem detectados no canteiro de obras, solucioná-los certamente acarretará custos que não estavam previstos. 

Essa compatibilização pode ficar muito mais fácil se sua empresa trabalhar com a modelagem de projetos em BIM – ou Modelagem da Informação da Construção em Português. Essa nova forma de fazer projetos permite agregar várias etapas e tipos de projeto em um único arquivo e fazer a detecção de erros.

Essas informações detalhadas em BIM  também podem ser utilizadas para fazer um orçamento automático com a Integração BIM do Sienge, saiba mais:
http://www.sienge.com.br/bim/

 

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#5 Participação mais assertiva em licitações

Para licitações públicas e obras financiadas por organismos internacionais de financiamento, como Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Banco Mundial, bem como órgãos públicos (por exemplo, o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem – DNER), se faz necessária a utilização de uma metodologia adequada para o orçamento.

Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos (Ibec), Vilela Dias, no livro “Engenharia de Custos: Estimativa de Custo de Obras e Serviços de Engenharia”, é necessária a apresentação dos seguintes formulários para basear o orçamento apresentado para o projeto:

  • Pesquisa de mercado de preços de pessoal
  • Materiais e equipamentos
  • Composição de custo do tipo por produção
  • Cálculo do custo horário de utilização dos equipamentos
  • Produção das equipes mecânicas
  • Discriminação dos encargos sociais e do BDI (Bonificação e Despesas Indiretas)

No caso específico da administração pública, se os orçamentos não forem bem feitos e não representarem a realidade da obra e do mercado, correm também um sério risco de gerar baixa qualidade dos serviços e atrasos ou paralisações na construção. Levando em consideração ainda a necessidade de aditivos contratuais, recursos e ações judiciais, que podem levar a prejuízos para o tesouro público e também para a construtora envolvida.

Para evitar esse tipo de problema existe uma norma geral que rege todas as contratações em qualquer nível de governo, seja administração direta ou indireta, onde a contratante é obrigada a seguir a lei de licitações (Lei Federal nº 8.666/93). Por essa lei, uma vez apresentada a proposta (e se for a vencedora) não poderá haver arrependimento, sob pena de pesadas multas e impedimento de participar de outras licitações por um período. Em outras palavras, seu orçamento para uma licitação precisa estar impecável!

Essas três situações mostram claramente a importância do orçamento de obra para sua construtora. Além delas, ao trabalhar com orçamentos bem estruturados e o mais completos possível, sua construtora vai perceber vantagens muito significativas.

O orçamento de obra assertivo permite que o engenheiro responsável pela obra possa se antecipar aos custos necessários para construir a edificação e auxilia engenheiros a tomar decisões com base no orçamento, permitindo o correto dimensionamento das equipes que executarão os serviços. Além disso, o controle do consumo de materiais é facilitado, de modo que qualquer desvio possa ser analisado e revertido por meio de planos de ação. Também se pode garantir com a correta análise da engenharia de custos de um empreendimento que o cronograma físico-financeiro da obra está seguindo o ritmo desejado pela construtora.

A previsão correta de todos os itens necessários para a execução da obra faz com que o engenheiro também consiga otimizar todo o processo de estimativa dos custos do empreendimento, diminuindo muito os riscos futuros de gastos com itens não previstos inicialmente no orçamento da obra. Dessa forma evita-se os problemas e frustrações causados por uma obra com problemas para execução, e consequentemente, ao final desse processo, alcance grandes objetivos da construtora, como satisfação dos clientes e margem de lucro atraente!

Quanto mais competitivo se torna o segmento da construção civil, com maiores exigências dos órgãos públicos e dos consumidores e com o surgimento de novas empresas no setor, mais importante se torna a realização de um orçamento preciso da obra. Um orçamento passa a ser um dos principais fatores para a tomada de  decisão de uma construtora em realizar ou não um empreendimento, por isso os orçamentos precisam ser muito assertivos para dar a visibilidade total dos custos da obra.

Todo o resultado futuro do empreendimento depende da realização de um orçamento correto!

Trabalhe com orçamento de obra completo e estruturado e evite os problemas ocasionados pela falta dele.

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bim ferramentas software construção civil
Orçamentos mais precisos com ajuda de tecnologia para BIM
Postado dia 20 de abril de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: BIM, Funcionalidades Sienge, Indústria da Construção, Sienge, Software, Tendências

Conheça a ferramenta de integração BIM do Sienge (ainda em versão de teste)

Começar a utilizar o conceito de Building Information Modeling (BIM) nos projetos de construção civil não é tarefa fácil, principalmente na fase de buscar as tecnologias para BIM certas para ajudar sua construtora a obter processos e resultados ainda mais competitivos em cada etapa do ciclo construtivo.

Ao mesmo tempo, por mais complexa que essa etapa possa parecer, os resultados valem muito a pena: segundo estudos, uma empresa que já tenha todos os processos em BIM é capaz de desenvolver seus projetos até 75% mais rápido, afirma Fernando Silva Ramos, arquiteto e consultor para implementação de BIM da Softplan.

Outro bom motivo para aplicar já a estratégia de Modelagem de Informações da Construção é que o Sienge, está trabalhando em uma funcionalidade que integra ferramentas BIM (nesse momento o software Revit) ao ERP (sistema de gestão integrado) para tornar a fase de orçamentos ainda mais assertiva. Ou seja, será como associar todas as vantagens do conceito BIM aos diferenciais que os recursos do Sienge oferecem. Por enquanto essa funcionalidade está na versão de testes! Apenas as empresas que já utilizam BIM de forma aprofundada e são clientes do Orçamento do Sienge podem ter acesso a essa opção no momento, mas em breve o produto deve estar disponível para maior público. 

Funcionará assim: ao ser integrada ao Revit®, a aplicação do Sienge extrairá automaticamente todos os quantitativos especificados no modelo e levará todos esses dados para dentro da solução, onde será iniciado o processo de orçamentação.

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De acordo com Fernando, o levantamento de quantitativos de materiais, equipamentos e mão de obra na forma manual pode demorar até três semanas para ser concluído, contra apenas alguns minutos que o profissional vai levar entre selecionar os componentes em BIM e visualizar todos os itens a serem orçados na tela do seu Sienge. “É um ganho tremendo de tempo e de esforço, e não tem erro, tudo que foi modelado será orçado, evitando também erros de digitação e de interpretação, pois os processos manuais são muito passíveis de falhas”, comenta o especialista.

Isso sem falar nas demais vantagens que a solução disponibiliza para auxiliar na elaboração de orçamentos. Entre elas está a associação deles a informações registradas no banco de dados do sistema, como valores de produtos, equipamentos e serviços orçados em projetos anteriores.

Elas servem de referência para garantir um orçamento mais assertivo e permitir um comparativo de preço para auxiliar na negociação e na escolha de fornecedores com melhor custo-benefício. Além de aumentar a velocidade na montagem dos orçamentos, é capaz ainda de gerar cronogramas de desembolso mais aderentes à realidade de cada obra.

A série de posts sobre BIM acaba por aqui por enquanto, mas vale a pena lembrar que a utilização do conceito nas obras pelo país está só começando e é um caminho sem volta. Que tal mudar – para melhor! – a forma de elaborar seus projetos e montar orçamentos? Os especialistas da Softplan estarão sempre à disposição para tirar as suas dúvidas quanto a integração BIM do Sienge!

Basta preencher o formulário desta página!

Confira os posts já publicados sobre o BIM:

O que é BIM?

Gerente de BIM: novo profissional que surge no mercado 

O papel da tecnologia na carreira do profissional de BIM

4 bons motivos para começar a aplicar BIM nos seus projetos

Tecnologia para BIM: conheça as principais ferramentas

Como escolher a solução ideal para aplicação do BIM nas construções?

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software bim revit vico synchro
Tecnologia para BIM: conheça as principais ferramentas
Postado dia 15 de abril de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: BIM, Construção, Indústria da Construção, Sienge, Tendências

Conheça as principais ferramentas para usar BIM com sucesso nos seus projetos!

Ainda que a metodologia de Building Information Modeling (BIM) seja fortemente lembrada pela consolidação de todas as informações do ciclo construtivo em um local só, os dados do empreendimento não são acrescentados ao modelo por meio de um único software: ferramentas específicas de Modelagem da Informação da Construção são utilizadas para inserir os detalhes relacionados a cada etapa do projeto, e neste post você vai conhecer as principais ferramentas para aplicar BIM.

A representação do projeto, seu planejamento e a orçamentação são consideradas etapas cruciais para que a obra comece e termine bem, por isso, as três devem ser muito bem delineadas já no início, de forma a servirem de base para o empreendimento evoluir de maneira sustentável e produtiva, gerando e até superando os resultados esperados. Confira abaixo como funciona a aplicação de tecnologia para BIM em cada um desses estágios:

Passo 1: Modelagem

Um dos softwares que operam dentro da metodologia BIM mais conhecidos hoje no mercado é o Revit®, utilizado na fase inicial de elaboração do projeto da construção. Isso quer dizer que ele e CAD 3D fazem a mesma coisa? Fernando Silva Ramos, consultor para implementação de BIM da Softplan, esclarece que o segundo é utilizado apenas para fazer a representação do desenho do empreendimento: “Programas como o CAD 3D atualmente não operam em BIM porque não têm estrutura para armazenar informações de forma sistêmica e coordenada, permitindo o aproveitamento delas em outras etapas e processos”. Com o Revit®, segundo o especialista, é diferente, porque além de modelar todos os componentes do projeto o programa permite ainda a inclusão de dados relacionados a eles, bastando clicar sobre o elemento para abrir um painel de controle e visualizar todos os detalhes registrados. No caso de uma parede de alvenaria, por exemplo, é possível especificar valores para camadas e espessuras, além dos materiais utilizados para sua construção. O software também possui a funcionalidade de importar o desenho de outras ferramentas, como o CAD 3D.

revit bim

Tela do Revit com detalhes de projeto modelado

Passo 2: Planejamento

Com o modelo estruturado e as especificações de cada componente devidamente inseridas, as três dimensões espaciais da edificação podem ser combinadas à variável tempo, ou seja, às informações que compõem o cronograma de obra do empreendimento, o que envolve prazos e sequência de execução de atividades, por exemplo: é o chamado BIM 4D. Ferramentas como o Synchro podem promover essa integração, a qual ajuda a visualizar a evolução da obra e a comparação entre o previsto e o realizado de forma mais realista, ou seja, ela transforma números e barras em uma representação mais amigável, como você pode ver na imagem abaixo:

Além disso, fica mais fácil de prever e evitar conflitos entre atividades a partir da melhor compreensão da relação entre os serviços. Outro ponto importante é que a maior confiabilidade dos dados disponibilizados no modelo ajuda na definição de prazos de execução mais assertivos e condizentes com a realidade, sem contar que a possibilidade que a tecnologia para BIM oferece de simular diversas formas de se executar a mesma etapa permite que a construtora opte pela que mais ofereça custo-benefício e otimize o tempo no cronograma.

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Passo 3: Orçamento

Adicionando a variável “custo” ao conceito BIM 4D, o que é possível obter? Isso mesmo, o BIM 5D e a possibilidade de gerar instrumentos de gestão extremamente importantes como o cronograma físico-financeiro! Mas não é só isso: analisar todas as plantas e projetos para extrair quantitativos e gerar planilhas – ou, melhor ainda, importá-los para dentro de uma solução tecnológica especializada que faça o gerenciamento integrado do projeto – pode ser um tanto trabalhoso e tomar um tempo que poderia ser empregado em ações bem mais rentáveis. É por isso que tecnologias para BIM como o Navisworks® e o Vico Software proporcionam o levantamento de quantitativos para a geração de orçamentos e a atribuição do valor total a cada componente do modelo de forma prática. A consolidação da quantidade total de materiais, mão de obra e equipamentos extraídos da tecnologia para BIM torna o processo de orçamentação muito mais preciso, porque tem como referência o formato exato em que o empreendimento foi projetado e atualizado. Diferentemente de calcular quantitativos com base em estimativas, correndo o risco de fazer interpretações e comparações erradas, ter erros de digitação e deixar algum cálculo importante de lado.

Ferramentas como essas são capazes de aproveitar ao máximo as informações já registradas, e esse é justamente o objetivo do BIM. Isso casa perfeitamente com as etapas de projeto, planejamento e orçamento, as quais estão completamente ligadas e quanto maior sua sintonia, maior a capacidade de traçar um plano de ação mais detalhado, próximo à realidade e efetivo.

No próximo post o papo sobre BIM continua, apresentando uma tecnologia capaz de tornar os orçamentos de obra muito mais assertivos. Não perca!

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Páginas:12
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