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Levando conhecimento para a Indústria da Construção




acidentes de trabalho
Por que há tantos acidentes de trabalho em canteiros de obras no Brasil?
Postado dia 3 de agosto de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Indústria da Construção

Os acidentes de trabalho nos canteiros de obras espalhados pelo Brasil causam mais de 450 mortes por ano. Morrem sete vezes mais trabalhadores por aqui do que no Reino Unido.

De acordo com os indicadores oficiais mais recentes, a construção civil é a atividade econômica que mais contabiliza vítimas fatais anualmente no país. Para chegar a essas preocupantes conclusões, disponíveis em um estudo recente realizado pela Procuradoria Regional do Trabalho da 20ª Região – Sergipe, os pesquisadores consideraram os empregados formalmente vinculados ao CNAE (Classificação Nacional de Atividade Econômica) que integra a Construção e os dados dos últimos Anuários Estatísticos de Acidentes de Trabalho (AEAT de 2010 a 2013).

A situação de insegurança para os trabalhadores da construção civil vem piorando nos últimos anos. O Blog Construct listou os três motivos que tornam os canteiros de obras brasileiros tão perigosos. Clique aqui e confira!

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trabalho em altura epi
Trabalho em altura: reduza acidentes de trabalho no canteiro de obras
Postado dia 18 de julho de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Construção, Gestão, Incorporação, Indústria da Construção

Não basta saber o que é trabalho em altura, é preciso entender os riscos associados a essa prática para manter a sua construtora fora dos índices de acidentes. Isso porque, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 40% dos acidentes de trabalho no Brasil estão relacionados a quedas de profissionais no exercício do trabalho em altura.

A participação do setor de construção civil no total de acidentes de trabalho fatais no país passou de 10% em 2007 para 16% em 2013, resultando em uma média de 450 mortes por ano – ou seja, cerca de uma por dia, conforme dados citados no e-book gratuito do Sienge “Manual de segurança no trabalho para a construção civil”.  

Prevenção a acidentes no trabalho em altura

Mas foi, por exemplo, pensando na segurança e em dar mais atenção às atividades profissionais desenvolvidas nas alturas, além de minimizar esse índice de acidentes, que surgiu a Norma Regulamentadora 35 (NR 35). Essa norma foi criada em 2010, quando a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) promoveu o 1º Seminário Internacional de Trabalho em Altura. A intenção da NR 35, que entrou em vigor em 2012 – e foi atualizada em 2014 – é estabelecer os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, de forma que garanta a segurança e a saúde dos trabalhadores do setor.

A norma é aplicável em todos os segmentos que realizam atividades acima de dois metros de altura e apresentam risco de queda. As orientações em vigor na NR 35 são relacionadas às responsabilidades da empresa e também do trabalhador. Para isso, alguns pontos são destacados na ementa: a importância de treinamentos, planejamento e execução dos trabalhos em altura, além de equipamentos de proteção e ancoragem e técnicas de emergência e resgate.

Trazendo orientações de segurança como essas para o canteiro de obras, é preciso destacar a importância de se realizar, primeiramente, uma conscientização a respeito dessas normas. Para isso, é necessário trabalhar regularmente em conjunto com a equipe em relação à adoção de atitudes seguras durante o expediente, o que faz com que o próprio trabalhador escolha ter e promover atitudes seguras. Uma das melhores estratégias é criar um sistema interno de fiscalização periódica para incentivar o comportamento seguro e evitar acidentes.

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Confira três dicas básicas para destacar a importância da segurança no canteiro de obras:

#1 Treinamentos

A construtora deve promover treinamentos teóricos e práticos periodicamente  com instruções claras para que todos, até mesmo os terceirizados, entendam claramente o que é trabalho em altura e os cuidados que ele exige. Durante as capacitações, deve-se enfatizar questões como normas aplicadas ao trabalho em altura, análise de riscos, medidas de prevenção, equipamentos de proteção e condutas em situações de emergência. Os treinamentos precisam ser ministrados por instrutores com experiência comprovada no assunto. Veja mais dicas no e-book Manual de Segurança no Trabalho para Construção Civil.

 

Uma dica para deixar esses treinamentos mais dinâmicos e interativos é utilizar vídeos sobre a NR 35. Também é possível trabalhar as orientações para a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Coletiva (EPCs) com demonstrações práticas envolvendo simulações de situações que necessitem essa aplicação.

#2 Planejamento da obra

Se houver outras alternativas para a realização da atividade, o trabalho em altura deve ser evitado. Quando não for possível, deve ser executado por colaboradores capacitados que estejam em estado de saúde adequado e conscientes de todos os detalhes da tarefa. Também devem ser observadas influências externas que possam alterar as condições do local como clima e trabalhos simultâneos. Além disso, é essencial garantir que os EPIs e EPCs sejam de boa qualidade e tenham Certificado de Aprovação. É relevante lembrar que um sistema de comunicação entre trabalhador e equipe e pontos de ancoragem definidos por profissionais especializados no assunto sejam incluídos nesse planejamento.

#3 Equipamentos de proteção

Os EPIs e EPCs utilizados nos trabalhos em altura devem ser selecionados de acordo com grau de eficiência, conforto e resistência mais adequados para cada atividade. Também é importante levar em consideração a realização de uma rotina de inspeções frequentes a fim de identificar possíveis defeitos e degradações decorrentes do uso contínuo dos equipamentos de proteção. Em casos como esse, os materiais devem ser descartados, salvo quando a restauração for prevista e assegurada pelo fabricante.

Além disso, a manutenção dos equipamentos de proteção e até mesmo a gestão eficiente da segurança como um todo dos profissionais que trabalham nas obras da sua construtora pode ser apoiada por uma solução tecnológica especializada no segmento de construção civil, que registra e controla informações para ajudar você a não perder um só prazo e oferecer condições de trabalho seguras em toda obra que for realizar. O sistema auxilia nessa missão de gerenciar e integrar todas as áreas de uma empresa ao mesmo tempo que atende com propriedade a produção da sua empresa.

Confira os principais equipamentos de proteção utilizados em trabalhos em altura:

  • Cinto de segurança tipo paraquedista: possui pontos de conexão a outros elementos de segurança. É capaz de reter uma pessoa em caso de queda e deixá-la suspensa;
  • Talabarte: garante que o trabalhador esteja conectado a pelo menos um ponto da estrutura durante seu deslocamento;
  • Absorvedor de energia: conectado ao talabarte, impede que a energia e o impacto da queda sejam transmitidos diretamente ao corpo do trabalhador;
  • Trava-quedas: ao sofrer um impacto, este dispositivo trava automaticamente e impede a movimentação;
  • Capacete: protege contra impactos, choques elétricos e objetos que possam cair dos andares superiores da obra, como ferramentas.

Uma única ação não é suficiente para a prevenção de acidentes contra quedas. É importante ressaltar aqui que respeito às normas, análises de riscos, procedimentos de trabalhos adequados, avaliações médicas admissionais e periódicas, trabalhadores bem treinados e equipamentos de proteção de qualidade formam um conjunto de medidas que levam a um campo de trabalho muito mais seguro.

A adoção de medidas para prevenir a queda ou reduzir seus efeitos é responsabilidade de todos. Por sua vez, o empregado também deve respeitar a legislação e as normas internas da empresa e utilizar os equipamentos de qualidade e zelar por sua manutenção, além de informar defeitos e participar dos treinamentos. Então, mãos à obra!

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