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Podcast Sienge | O que é BIM e como aplicar na sua empresa

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11 de maio de 2016

Ouça as explicações do nosso especialista sobre BIM, o que é essa nova forma de fazer projetos e como utilizá-la para benefício da sua empresa.

BIM, ou modelagem da informação da construção, é o que há de mais moderno em matéria de projetos. Por mais que muitos já tenham ouvido falar sobre BIM, poucos conhecem a fundo esse conceito que trata de toda a vida útil de uma edificação.

Nós já tratamos do tema em posts anteriores, mas para trazer mais informação para você e responder as suas dúvidas, gravamos um podcast abordando os pontos principais sobre essa nova realidade no setor da construção.

Você pode ouvir o podcast clicando abaixo:

O nosso convidado para falar sobre BIM no podcast é Fernando Silva Ramos, arquiteto e consultor para implementação de BIM da Softplan. O debate foi conduzindo pelo Edson Santana, nosso coordenador de marketing.

Sobre o Podcast

Esse é o primeiro Podcast Sienge, uma nova forma de levar informação para os profissionais da construção. Sabe qual o diferencial? Por ser um conteúdo em áudio você pode escutar online enquanto trabalha ou fazer download do arquivo em mp3 para ouvir no seu celular ou até mesmo no seu carro.

Se quiser, você pode ouvi-lo no Itunes

A duração do áudio do Podcast Sienge BIM é de cerca de 26 minutos.

 

Sabe o que é um podcast?
Podcast é uma forma de transmissão de arquivos multimídia na Internet criados pelos próprios usuários. Nestes arquivos, as pessoas disponibilizam áudios nos quais simplesmente falam e expõem suas opiniões sobre os mais diversos assuntos, como política ou tecnologia.


Caso prefira, colocamos no final desta página a transcrição do arquivo de áudio.

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Transcrição do podcast : BIM – o que é e como aplicar na sua empresa

Sejam bem-vindos ao primeiro podcast do Sienge. Meu nome é Edson Santana e pode-se dizer que eu estou aqui para conduzir esse papo sobre BIM. Vamos ao que interessa, vamos falar de BIM. Primeiro, a gente escolheu esse tema porque se escutou muito, a gente viu muito nos eventos de comunicação focados na construção, várias pessoas falando sobre BIM, mas também a gente viu muitas pessoas com muitas dúvidas que não estavam sendo sanadas. Então a ideia desse papo de hoje é explicar melhor o que é BIM, o que muda na vida das empresas, qual tipo de adequaçã as construtoras, incorporadoras e outras empresas da indústria da construção vão ter que fazer pra que consigam trabalhar com BIM. E um segundo motivo é que no início de abril nós fomos na Feicon em São Paulo, colocamos o nosso estande lá na entrada, na porta da feira e no primeiro dia a gente foi até tímido falando de BIM, bem discreto mesmo, só nos nossos materiais gráficos, nossos impressos e chamamos tanta atenção, veio tanta gente no estande falar sobre BIM que sentimos com um certo dever nessa questão de ajudar as pessoas a entenderem o que é BIM.

Por isso que nós chamamos aqui o Fernando. O Fernando, ele é especialista em BIM, e foi contratado pelo Sienge para desenvolver alguns projetos aqui. Ele faz parte da equipe de produto e inovação e a gente conseguiu roubar um pouquinho dessa agenda apertada dele para ele falar conosco.

Mas antes de falarmos sobre BIM eu vou pedir pro Fernando se apresentar aqui pro pessoal. Fernando, se apresenta aí.

Obrigada Edson. Olá a todos que estão nos ouvindo. Eu sou arquiteto Fernando Ramos, já estou formado há mais de 10 anos, atuando na área de projetos, gerenciamento de projetos. Já atuei também em outras áreas da construção civil, como execução de obra e acompanhamento. Nos últimos anos tenho me especializado nas ferramentas da Autodesk. Em específico Autodesk Revit. Hoje eu também sou instrutor no nosso centro de treinamento autorizado da Autodesk aqui em Florianópolis, em Santa Catarina e tenho atuado nesses treinamentos, também em implementação de BIM nos escritórios de projeto pelo estado e possivelmente em outros locais. A minha especialidade maior é implementação de BIM nos escritórios.

Maravilha, Fernando. Então pra gente começar assim fácil, light, explica pro pessoal, o que é BIM.

Certo. BIM, eu acredito que todos já devam ter ouvido pelo menos esse termo. É um termo que hoje está muito em voga aí no mercado, muita gente tem falado sobre BIM, discutido, falado que é uma maravilha e isso e aquilo, mas poucos são aqueles que realmente conhecem a fundo esse conceito. Então, BIM pra quem não conhece muito, podemos dizer que é um acrônimo de três letrinhas, que seria Building Information Modelling, na tradução seria Modelagem da Informação da Construção e é realmente uma modelagem da informação. A partir do momento em que a gente está atuando em BIM, a gente não está mais falando em desenhos. Hoje o mercado de projetos no Brasil ainda é muito focado em desenhos, com ferramentas como AutoCad, ferramentas 2D, certo? E o BIM vem justamente dar uma evolução nesse processo, que ele vai não mais tratar sobre desenho, não só com desenhos. O desenho é apenas uma parte do processo de BIM. Ele vai tratar de toda a vida útil da edificação, desde o seu planejamento, passando pela etapa de projeto, planejamento, construção e até operação e manutenção, até sua demolição ou possível reforma. Então ele fecha um ciclo de vida da edificação. Toda a informação que é lançada desde lá no início, ela pode ser aproveitada até o final da vida útil dessa edificação. Facilita muito.

Então só pra eu ver se entendi aqui, BIM ele não é só 3D. O foco do BIM é a informação.

Exatamente.

Tu podes explicar um pouquinho melhor como que isso funciona?

Como eu disse, o BIM, ele é focado em informação. Então, a partir do momento em que a gente não está falando mais em desenho, a gente tá falando em informação. Estamos modelando todas as informações que cercam o projeto, a gente precisa ter o modelo virtual desse projeto, certo? Então precisamos de ferramentas para tratar um projeto em 3D, em 3 dimensões. Uma vez que você modela o edifício, facilita a visualização de todos os envolvidos do projeto. Também com a nova tecnologia do BIM a gente consegue colocar informação dentro desse modelo, que até então, o Autocad por exemplo faria um projeto em 3 dimensões. Porém, você clicaria num elemento e ele não teria a informação dizendo se ele é um pilar, uma parede, qual a sua espessura, quais suas camadas. Com o BIM já não, com BIM você clica num componente do seu modelo virtual, da sua edificação, ele tem todo um relatório de informação. Ele fala do que ele é feito, espessuras, áreas, volumes e etc. Então a base do BIM é a informação.

Fernando, pegando um gancho e continuando a conversa, uma das coisas que eu escutei aqui e escutei lá na Feicon também era sobre níveis de aplicação de BIM. Tu podes explicar um pouco pra gente que níveis são esses, se são graus de maturidade, como é.

Sim, sim, tem a ver com grau de maturidade sim. Hoje num processo de projeto a gente tem as etapas. As etapas de estudo preliminar, de anteprojeto, um projeto pra aprovaçã nos órgãos legais, um projeto executivo e esses projetos, ou melhor, essas etapas, hoje em BIM, elas ficam muito mais claras ou definidas a partir do momento em que você não vai de cara colocar toda a informação. Então, conforme o projeto evolui você vai definindo o que é feito, qual é a solução empregada no projeto, e uma fez definindo do que é feito, você vai detalhando mais o seu modelo. Vamos entender assim: a gente começou um projeto numa etapa de estudo preliminar. Em BIM, a gente pode comparar isso a um LOD 100, os níveis em BIM, eles são descritos como níveis de desenvolvimento, que seria a abreviação do LOD no termo em Inglês. Que seria o Level Of Development. Então um LOD 100 é como se fosse uma régua, vai ter o LOD 100, 200, 300, 400, 500, vai até o 500. O LOD 100, podemos equiparar ele ao estudo preliminar, você vai se ater a elementos mais genéricos. Pra fechar conceitos de área, conceitos de espaço, volume, circulação, fluxos, a parte de volumetria no caso, então, isso se equipara a um estudo preliminar. Conforme a gente evolui no projeto, as etapas vão mudando. No BIM, os LODs vão mudando. Se você fechou um estudo preliminar, fechou um LOD 100, você agora estaria num outro nível, um LOD 200, que poderia se equiparar a um anteprojeto. Nesse caso a gente vai ter que detalhar mais do que é feita a parede, quais são as portas, as janelas, quais são esses elementos, aonde estão esses elementos, sentido de abertura, a gente começa a colocar mais informação no modelo. Conforme avançam as etapas, o nível de maturidade do modelo também vai aumentar, vai ter mais informação e cada informação só deve ser inserida na etapa correspondente, senão não vai ter sentido. Ninguém começa fazendo um estudo preliminar já com informações de projeto executivo, entende, é algo gradativo.

Então é possível que uma empresa trabalhe, faça um projeto inteiro com BIM com nível básico, outra em nível intermediário, outra em nível avançado? Qual é a diferença disso?

Perfeito, realmente pode-se existir empresas que vão atuar apenas, ou com foco em estudo preliminar, elas vão resolver uma gestão geral de implantação de áreas, volumetria, a parte mais inicial do projeto, pode ser um escritório de arquitetura focado nisso. Como podemos ter uma construtora, onde o que interessa pra ela seria mais um projeto executivo, mais informação pra ela poder se planejar. Planejar a execução e poder executar tranquilamente esse edifício. Então as pessoas, ou os escritórios no caso, eles podem estar atuando ou em um nicho de mercado específico, num nível de modelagem específica. Poderia ser um LOD 200, como também poderia atuar em todas essas etapas, passar por todas as etapas. Então um escritório que capta um projeto, vai fazer seu planejamento, vai fazer o estudo preliminar, anteprojeto, até o projeto executivo, ele vai passar por todos esses níveis: lod 100, 200, 300, 400, até a sua efetiva construção, a sua medição e operação.

Fernando, outra coisa que a gente escuta bastante quando se fala de BIM é que as pessoas entendem melhor o que é clash detection, ou compatibilidade, ou incompatibilidade de projetos. Mas também em algumas das leituras que eu fiz, se falava de 4D ou 5D. Você pode explicar pra gente qual e a diferença entre 3D, BIM, 4D e 5D?

Bem, vamos entender assim, começando desde o início: 2D. 2D todo mundo sabe bem o que é você está num Autocad por exemplo, numa ferramenta de desenho e você produz documentos apenas em duas dimensões, são plantas, cortes, elevações e isso não tem ligação entre si. Acabam sendo desenhos desconexos, desconectados, não tem uma informação única. A partir do momento em que você modela, tem uma maquete, nem que seja virtual, isso vai ajudar muito, porque começa a integrar as coisas. Não vai criar um corte, vai olhar o modelo em corte. Então, é a mesma informação, só que, com digamos, câmeras, observando esse modelo em determinadas posições. Uma cãmera de cima é uma planta, uma câmera lateral seria uma elevação e o modelo é o mesmo . Se mudar o modelo, todas as vistas se atualizam. A partir desse momento, a gente tem o 3D. Só que o 3D, com a informação, que é a ideia do BIM, a gente começa a ter um poder maior para planejar a edificação, entra a partir daí o nosso 4D, que seria a etapa de planejamento, sequenciamento da execução. Então a gente consegue pegar esse modelo, como ele tem informação, dividir as etapas de execução dentro dele. Os softwares BIM, eles tem como se fosse uma linha do tempo dentro dele, então você pode definir para o seu modelo que na primeira fase vai se construir a fundação. Numa segunda fase, vai se levantar os pilares e as alvenarias, certo. Dentro do modelo, a gente consegue separar os elementos de acordo com a sua etapa construtiva, o que iria compor um 4D. Aliado com uma ferramenta de planejamento, como o MS Project, o Primavera e outros softwares de planejamento, a gente consegue integrar melhor tudo isso e chegar num 5D, que seria já um custo. O 5D nada mais é do que esse planejamento com o custo inserido,então teríamos assim um cronograma, por exemplo físico-financeiro da obra, certo? A partir do modelo.

Acho que o pessoal entendeu bem o que é BIM e até como pode ser aplicado de algumas formas, mas tem alguma outra vantagem que você acha que não descreveu ainda? Você falou da continuidade da informação, que aumenta a precisão, falou dessa junção de planejamento com os custos, o que dá um certo ganho de velocidade, tem alguma outra vantagem que o BIM traz para as empresas?

Olha, uma grande vantagem que eu vejo é justamente essa integração e essa consistência da informação. Porque uma informação que é inserida lá no início, no seu LOD 200, pode ter até um LOD mais avançado numa outra etapa de processo de projeto. Ou seja, você tem uma informação inserida lá no início e no seu planejamento, vai ter a mesma informação. Não houve um copia e cola, ou algum outro processo que pode ocasionar erro. Não é um processo mais manual. Depende, é lógico, da organização da empresa, das ferramentas que ela vai utilizar. Mas de uma forma geral, essa é no meu ver, uma das maiores vantagens que é a consistência da informação. Você acaba não tendo um retrabalho, porque as vezes não é bem essa informação aqui, alguém errou em algum ponto. Aí vai e corrige manualmente, fica sempre uma certa incerteza, não há uma segurança a respeito das informações que estão ali. Você não sabe se aquela revisão daquele projeto é a última revisão. Já com o BIM, por conta dessa integração, é facilitada a parte da consistência da informação. Ajuda muito.
Então vamos para a prática agora, aquele cara que está nos escutando agora e que ainda não usa BIM, como que ele deve comçar, por onde ele deve começar?

Bom, eu creio que o início seria ele, por conta, conhecer um pouco mais sobre isso e definir de acordo com as ferramentas que existem no mercado, qual a ferramenta que vai lhe auxiliar melhor. Temos diversos fabricantes e desenvolvedores de software, de acordo com as áreas, por exemplo projeto, execução, etc. A partir do momento em que ele tem uma noção é interessante fazer uma capacitação de toda a equipe naquela ferramenta, naquele software. Então, se ficou definido que vai se utilizar e adotar os produtos da Autodesk, então a equipe faz uma capacitação, por exemplo,no Revit. Aí ele já tem ideia de onde pode chegar e do que é possível fazer com essa ferramenta. A partir desse momento, é necessário um consultor. Porque o consultor dentro de uma empresa vai direcionar como a pessoa vai trabalhar com aquela ferramenta. Uma coisa que é difícil de se entender pra quem está começando, é que não é só aprender uma ferramenta. É necessário saber como utilizar na prática, qual é o fluxo de trabalho que eles vão ter que adotar, porque as funções dentro do escritório vão mudar. Não vai seguir na mesma linha de raciocínio tradicional de um projeto, a gente vai ter funções que vão sumir. Vamos ter funções que vão aparecer por conta do uso do BIM.

Tu podes falar um pouco mais dessas funções? Principalmente, quem aparece?
A grande figura seria o BIM Manager. Dentro de uma empresa, ele é quem vai direcionar como a empresa vai trabalhar, como que ela vai se organizar utilizando determinada ferramenta de BIM. Como é que eles vão preparar a sua biblioteca, que é outro ponto importantíssimo. No BIM, você não desenha as coisas como se estivesse num CAD, você modela os elementos. E num futuro próximo, a gente não vai ter tanta necessidade de modelar, vai pegar o produto. no site do fabricante, faz o download de determinado produto pra ser utilizado no modelo. Mas, apesar disso, o BIM Manager é quem vai direcionar esse trabalho. Ele é que sabe qual a melhor forma de modelar, qual a melhor forma de levar o fluxo para que se tenha, para todos os envolvidos, a informação necessária. O modelo não tem toda a informação disponível para todo mundo, é preciso direcionar, porque senão, vocês sabem bem, informação desnecessária é perda de tempo.O BIM Manager vai direcionar isso, vai criar um modelo com a equipe, focado para atender determinado contrato ou LOD.

Vamos explorar um pouco mais esse BIM Manager, tu podes dizer para a gente, o que ele precisa saber, o que ele precisa estudar, qual o grau de conhecimento, com quem ele vai interagir, qual que é o papel desse cara?

Bom, BIM Manager hoje é uma figura de extrema importância e com uma extrema capacitação. Porque ele vai ter que alinhar todo o conhecimento que ele já possui, ou deve possuir, sobre construção, projeto, gerenciamento de projeto, gerenciamento de equipes, com novas funções.É como se fosse o gerente atualmente de projeto, de empreendimento, adquirindo uma nova função, que é o conhecimento pleno da ferramenta BIM. Então esse conhecimento agregado vai facilitar o direcionamento dele com a equipe para como proceder, como modelar essa construção virtualmente. É como se fosse uma figura já existente com uma capacitação a mais em BIM, ferramentas, formatos de arquivo para poder ter essa interoperabilidade entre softwares ou ferramentas, porque geralmente as empresas não atuam sozinhas. Você atua, geralmente, com diversos outros profissionais que não estão necessariamente dentro da sua empresa. É necessário o BIM Manager para saber como exportar esses arquivos, qual tipo de informação deve ser encaminhada aos envolvidos.

No contato com as empresas que tu tens tido ultimamente, como que está sendo a receptividade do pessoal quando tu conversas sobre BIM com eles?

Olha, a receptividade é sempre muito boa, porque quando a gente fala das vantagens o pessoal sorri de orelha a orelha, fica muito feliz, porque só tem vantagens. Só que tem que tomar cuidado porque lá no início da implementação no escritório é complicado. É uma coisa que deve ser muito bem planejada, não pode-se apenas aprender uma ferramenta e sair tentando usar já num contrato real. Tem prazo definido, tem dinheiro envolvido. O ideal nesse caso é se planejar antes de fazer uma adoção e empregar um primeiro piloto real. Recomendo sempre um consultor para auxiliar essa implementação e adoção de um modelo piloto para se testar tudo que está sendo gerado e definido dentro da empresa. Há uma necessidade de muito planejamento e um trabalho muito sério antes de se conseguir estar plenamente em BIM.

Fernando, eu vou aproveitar que você está aqui e pedir para que você fale um pouco do que nós temos aqui no Sienge de integração com BIM. Lá no começo falamos de 3D, 4D e 5D e eu sei que tem uma ferramenta aqui que está relacionada com o orçamento. Eu queria que você explicasse pra gente como ela funciona, em qual nível essa ferramenta trabalha, para que o pessoal consiga entender o que a gente tem para oferecer.

Bom, aqui com o pessoal da Softplan a gente tem feito um trabalho, já faz um tempo, para desenvolver uma primeira integração. Como eu falei, existem vários níveis, e dependendo do nível em que você se encontra, as informações necessárias são específicas, e a modelagem também deve ser específica. Uma modelagem não atende a todos os níveis, em princípio deve ser direcionada para atender a apenas um objetivo. O que a gente trabalhou aqui foi numa primeira integração. A gente buscou conseguir de uma forma simples e fácil, e até sem precisar de muito empenho dos profissionais no mercado, uma integração entre o modelo em BIM e o software do Sienge para orçamento. Ele consegue hoje com a nossa integração, pegar todos os quantitativos de forma automática no seu modelo em BIM e transcrever para uma planilha dentro do Sienge, tudo de forma automática. Isso já seguindo uma certa estrutura orçamentária que veio previamente do Sienge e com os seus devidos códigos de serviço.

Para resumir, vamos entender assim: há um primeiro trabalho no Sienge para definir essa estrutura de orçamento e todos os serviços que vocês gostariam de organizar nesse orçamento. É preciso exportar informações de serviço do Sienge em um arquivo .txt, um arquivo de texto muito simples. No caso estamos trabalhando com Autodesk Revit para fazer essa primeira integração, mas como é um .txt, acredito que no princípio, vários outros softwares vão se beneficiar disso. Uma vez exportada essa estrutura, esse serviço, dentro do software BIM a gente importa esse arquivo com os serviços e classifica rapidamente os componentes existentes no seu modelo. Uma vez classificado, a gente exporta novamente isso, num arquivo .txt novamente, que é importado para o Sienge. O elemento no modelo está com um código de serviço que é do Sienge, facilitado a parte de integração das informações e para num primeiro momento obter uma planilha orçamentária de forma facilitada e concisa, de acordo com o modelo.

Aqui de positivo a gente tem a precisão da informação e a velocidade de se montar um orçamento, é isso?

Exato, como grandes vantagens, temos a velocidade, porque todo mundo sabe que para elaborar um orçamento, a gente precisa analisar todos os projetos, fazer medições. Dependendo de como foi desenvolvido esse projeto, você vai ter que fazer isso manualmente. Já no BIM, nessa nossa funcionalidade, não. O BIM faz isso por nós, ele vai ter esses quantitativos, a informação já está modelada.

Brenda Bressan Thomé

  • Editora do blog Sienge
  • Especialista em comunicação em mídias digitais
  • Jornalista formada pela UFSC
  • Filha de Engenheiro Civil e apaixonada por Construção

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