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Panorama de preço e vendas dos materiais de construção em 2016

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8 de novembro de 2016

Veja como a variação dos números relacionados aos materiais de construção mostram a realidade do setor da construção do país e leia mais informações sobre o assunto

O preço dos materiais de construção é um importante indicador para o mercado da construção, pois é através da sua variação que consegue-se identificar se o setor está aquecido ou em baixa. É difícil conseguir um índice que resuma as alterações nacionais, uma vez que a procura por determinados materiais tem grande influência da realidade da região. Porém, o Ibre/FGV realiza uma pesquisa todos os meses para divulgar o INCC – ou Índice Nacional dos Custos da Construção. Este índice mede a variação dos preços de materiais de construção, mão-de-obra e matéria prima – e é muito utilizado para ajustar preços nos contratos de compra e venda de imóveis.

A Abramat – Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção também esforça-se para oferecer panoramas sobre materiais de construção, especialmente através do índice Abramat. O acumulado do ano, até outubro, demonstra que a fabricação de materiais de construção está em queda – assim como os empregos do setor. O faturamento deflacionado das indústrias de materiais de construção acumula -11,8%, enquanto o emprego gerado por esta indústria acumula -9,7%.

“O mercado de materiais de construção continua em queda tanto no varejo, como nas construtoras. No varejo devido ao alto índice de desemprego, queda na renda e dificuldades de se obter crédito. No mercado das construtoras, em função da forte queda no financiamento imobiliário, baixo desempenho das obras de infraestrutura, bem como a redução do programa Minha Casa Minha Vida”, explica Walter Cover, presidente da Abramat.

A maior diferença de preço de material de construção está nas tintas e revestimentos de parede e piso. Em Belo Horizonte – MG, o preço de uma tinta Látex de 18L tem variação de 220,54%. A brita, material básico para qualquer construção, também teve variação de preço expressiva apontada em duas pesquisas:

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Uma boa notícia é que muitos varejistas estão baixando os preços para esvaziar o estoque e evitar prejuízo durante a crise econômica vivida pelo Brasil nos últimos anos. Então é uma ótima hora para aproveitar a queda nos preços e comprar materiais de construção.

 

 

O preço do cimento, um dos materiais mais necessários nas construções, varia bastante conforme a região. Na Bahia, por exemplo, o preço do cimento se mantém estável nos últimos anos. Já em Minas Gerais, teve queda de 26% em 2016. Na mesma linha, o SINCOMAVI (Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção) indicou, através de dados do IBGE, que as maiores quedas de preço em 2016 estão no cimento, material hidráulico e tijolo.

Para facilitar a elaboração do orçamento de obra e a cotação dos preços, existem tabelas de preço que permitem a análise nacional ou regional de praticamente todos os materiais necessários para construção. As tabelas de preço mais conhecidas são SINAPI da Caixa Econômica Federal e a TCPO da Revista PINI.

SINAPI

TCPO

A base de dados TCPO – Tabela de Composições e Preços para Orçamentos é organizada pela PINI, e é muito utilizada para cotação de custos. Essa tabela tem origem em preços de serviços que eram publicados na revista “A Construção” em São Paulo. Na TCPO é possível encontrar mais de 8.500 composições de Serviços, Preços de Referência e outras informações que podem ser utilizadas por engenheiros, arquitetos, construtores, orçamentistas, empreiteiros e outros profissionais da construção.

Previsões para o mercado de materiais de construção

Pensando ainda na realidade do mercado de materiais de construção em 2016, o mês de novembro promete ser de melhoras. Historicamente, o final do ano é um bom período de vendas de materiais, pois muitas pessoas aguardam o 13º salário para fazer pequenas reformas ou iniciar obras. Pesquisas apontam que as vendas de tintas e revestimentos cerâmicos já apresentam aumento no Sul e Sudeste do país.

Além disso, o presidente Michel Temer anunciou uma medida de incentivo ao crédito para compra de materiais de construção, o Cartão Reforma. Esse programa do governo deve oferecer uma linha de crédito de até R$5 mil reais para reformas. Também está previsto um plano para regularização de construções já existentes. Tudo isso deve movimentar o mercado de materiais de construção. A indústria da construção finalmente dá sinais de que deve começar a se recuperar!

>>Para acompanhar os usos, preços e outras informações sobre materiais de construção, acesse a nossa página especial sobre Material de Construção!

Brenda Bressan Thomé

  • Editora do blog Sienge
  • Especialista em comunicação em mídias digitais
  • Jornalista formada pela UFSC
  • Filha de Engenheiro Civil e apaixonada por Construção

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