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NR 35 REGULAMENTA O TRABALHO EM ALTURA E ORIENTA CONSTRUTORAS

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6 de janeiro de 2016

Quando se fala em trabalho em altura, é impossível não lembrar da indústria da construção civil, que tem essa prática como parte do seu dia a dia. Porém, uma atividade que é responsável por 40% dos acidentes de trabalho no Brasil, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), não pode ser tratada apenas como um trabalho rotineiro do canteiro de obras.

Foi para dar mais atenção às atividades profissionais desenvolvidas nas alturas e minimizar esse índice de acidentes que surgiu a Norma Regulamentadora 35 (NR 35). Será que sua construtora está dando a devida importância à segurança nos trabalhos em altura e operando de forma adequada em relação à NR 35?

A ideia se de criar uma norma que tratasse especificamente desse tipo de atividade surgiu em 2010, quando a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) promoveu o 1º Seminário Internacional de Trabalho em Altura. O objetivo da NR 35, que começou a vigorar em 2012 e recebeu atualizações em 2014, é estabelecer os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com essa atividade.

A norma é aplicável em todos os segmentos que realizam atividades acima de dois metros do nível inferior e apresentam risco de queda. Ela traz orientações relacionadas às responsabilidades da empresa e do trabalhador, treinamentos, planejamento e execução dos trabalhos em altura, equipamentos de proteção e ancoragem e técnicas de emergência e resgate. Abaixo, saiba um pouco mais sobre cada um desses itens e, ao mesmo tempo, de que formas as construtoras podem se adaptar a eles:

#1 Papel da empresa e do trabalhador

As medidas de segurança para trabalhos em altura previstas na NR 35 devem ser implementadas na cultura da construtora e o canteiro de obras sempre fiscalizado para garantir que estão sendo colocadas em prática. Os colaboradores devem receber informações atualizadas sobre riscos e formas de prevenção, estar dentro das normas e contribuir para que todo o time faça isso também, zelando pela segurança e saúde tanto sua quanto de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações.

#2 Treinamentos

A construtora deve promover treinamentos teóricos e práticos de forma periódica com todos os trabalhadores envolvidos no trabalho em altura na execução das obras, até mesmo os terceirizados. As capacitações devem tratar questões como normas aplicadas ao trabalho em altura, análise de riscos, medidas de prevenção, equipamentos de proteção e condutas em situações de emergência e serem ministrados por instrutores com experiência comprovada no assunto – investir na experiência de profissionais capacitados e especializados em segurança do trabalho para fazer a condução dos treinamentos é uma boa dica. Podem ser utilizados vídeos de conscientização quanto ao cumprimento da NR 35, orientações para a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Coletiva (EPCs) e simulações de situações que exijam sua aplicação.

#3 Planejamento e execução dos trabalhos em altura

Se houver outras alternativas para a realização da atividade, o trabalho em altura deve ser evitado, se não, deve ser executado por colaborador capacitado que apresente estado de saúde adequado para o trabalho e esteja a par de todas os detalhes da tarefa. Também devem ser observadas influências externas que possam alterar as condições do local, como clima e trabalhos simultâneos, e o uso de EPIs e EPCs, além de sistema de comunicação eficiente entre trabalhador e equipe e pontos de ancoragem definidos por profissionais especializados no assunto.

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#4 Equipamentos de proteção e ancoragem

Os EPIs e EPCs utilizados nos trabalhos em altura devem ser selecionados considerando eficiência, conforto e carga aplicada a eles em cada atividade, além disso, devem ser feitas inspeções com frequência para identificar possíveis defeitos, deformações e degradações pelo uso. Nesses casos, os dispositivos devem ser descartados, exceto quando sua restauração for prevista e assegurada pelo fabricante. Veja abaixo os principais equipamentos de proteção utilizados em trabalhos em altura:

  • Cinto de segurança tipo paraquedista: possui pontos de conexão a outros elementos de segurança. É capaz de reter uma pessoa em caso de queda e deixá-la suspensa;
  • Talabarte: garante que o trabalhador esteja conectado a pelo menos um ponto da estrutura durante seu deslocamento;
  • Absorvedor de energia: conectado ao talabarte, impede que a energia e o impacto da queda sejam transmitidos diretamente ao corpo do trabalhador;
  • Trava-quedas: ao sofrer um impacto, dispositivo trava automaticamente e impede a movimentação;
  • Capacete: protege contra impactos, choques elétricos e objetos que possam cair dos andares superiores da obra, como ferramentas.

#5 Casos de emergência

Seguindo as orientações da NR 35, a construtora dificilmente terá problemas com os trabalhos em altura realizados na obra, porém, se imprevistos acontecerem, é preciso estar preparado. A empresa deve possuir uma equipe especializada, própria ou terceirizada, para atendimento em casos de emergência. Esses profissionais devem possuir os recursos necessários para efetuar esse tipo de resgate e prestar os primeiros socorros.

A forma mais fácil de inserir a prática da NR 35 no processos da construtora é encará-la mais como um guia para ajudar a garantir a integridade dos trabalhadores e torná-los mais motivados e produtivos por meio da segurança e proteção, e menos como apenas mais uma exigência a ser seguida para evitar penalidades. A tecnologia é uma grande aliada da NR 35 para ajudar a tornar o canteiro de obras mais seguro, saiba como!

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Brenda Bressan Thomé

  • Editora do blog Sienge
  • Especialista em comunicação em mídias digitais
  • Jornalista formada pela UFSC
  • Filha de Engenheiro Civil e apaixonada por Construção

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