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Expectativas para o mercado imobiliário em 2016

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3 de fevereiro de 2016

O ano de 2016 está sendo de muita instabilidade econômica e política. Veja aqui o diagnóstico para o mercado imobiliário durante esse ano.

O mercado econômico e o mercado imobiliário costumam andar de mãos dadas.  Durante as últimas décadas, as altas da Economia brasileira significaram grande atividade do mercado imobiliário. O auge de ambas atividades deu-se especialmente nos 5 anos que se seguiram à crise econômica mundial de 2008 em que o Brasil se manteve em crescimento e estabilidade, com muita injeção de crédito por parte do governo e a população com poder aquisitivo crescendo. Nesse período, segundo reportagem da Fipe/Zap no G1, a valorização imobiliária chegou a 121%. No ano de 2015, porém, a Economia, as vendas e construções de imóveis encontraram seu ponto baixo. Para 2016, a esperança é de que as perspectivas melhorem, ou pelo menos se estabilizem.

A expectativa de vendas no ramo do mercado imobiliário no Brasil começa a aumentar neste início de 2016. Mesmo com a crise político-econômica que o Brasil vem atravessando, pesquisa revela vendas de imóveis promissoras para o ano. Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o país tem uma perspectiva projetada de investimento de R$ 4,5 trilhões em infraestrutura até 2022.

Estudo realizado pelo site de dados do mercado imobiliário VivaReal aponta que, apesar da crise, os consumidores estão positivos em relação às aquisições. Das pessoas entrevistadas, 63% esperam que a margem para negociações melhore, e 36% dos entrevistados que estavam procurando imóveis no final de 2015 pretendem fechar negócio ainda neste primeiro trimestre de 2016. Com relação aos profissionais do ramo, 40% deles acreditam que o interesse por imóveis deve se manter e 24% apostam que irá aumentar. E, ainda, 70% esperam fazer mais negócios em 2016 do que fizeram em 2015.

Os Jogos Olímpicos no Brasil contribuem para a movimentação da construção civil, e do mercado imobiliário principalmente no Rio de Janeiro, o que deve, inclusive, atrair a atenção de investidores estrangeiros no país. O número de pessoas morando sozinhas aumentou nos últimos anos e é cada vez mais frequente a mudança de cidade em busca de novas oportunidades de trabalho e estudo. Também cresce o número de jovens que deixam a casa dos pais em busca de independência, além do número de divórcios serem constantes. Ou seja, a demanda deve se manter ou até mesmo crescer. O que deve mudar são os preços.

Nesse cenário de crise econômica e política, enquanto os rumos do país não forem decididos, a incerteza no mercado imobiliário deve permanecer. De acordo com matéria da Revista Exame, a quantidade de novos empreendimentos diminuiu em 2015. Até outubro de 2015, o número de novos empreendimentos diminuiu 31% segundo matéria da Folha de S Paulo. O número de unidades disponíveis para venda ainda está alto, devido às sobras de quando a Economia ainda estava aquecida. A demanda por compras de imóveis se manteve, porém o crédito minguou e os números de lançamentos e, consequentemente, os preços baixaram. Tudo isso causou um aumento no número de distratos de contratos imobiliários, pois clientes que já haviam fechado negócio encontram oportunidades mais vantajosas para o seu bolso. Por outro lado, aumentou a quantidade de vendas, o que pode ser uma boa oportunidade. Ou seja, 2016 será um bom ano para os consumidores comprarem imóveis e uma boa oportunidade para as construtoras e incorporadoras engordarem o caixa e liquidarem os estoques de unidades encalhadas. Quem estiver preparado vai poder aproveitar as oportunidades que a crise traz. 

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Em fevereiro, o governo fez o mercado imobiliário ficar ainda mais pessimista ao aumentar os juros do financiamento imobiliário. Porém, em março, de acordo com reportagem do UOL, o Governo Federal sinalizou algum incentivo ao aquecimento do mercado liberando que a Caixa Econômica Federal voltasse a financiar imóveis antigos, aumentando o valor máximo do aporte e disponibilizando maior linha de crédito para financiamento de imóveis através do banco, além da liberação de R$ 7 bilhões para aquisição de imóveis com fundos acumulados através do FGTS.

Ainda é válido lembrar que, em tempos de crise, é fundamental as construtoras apresentarem vantagens competitivas e diferenciação frente a seus concorrentes por meio de ofertas, utilização de variedade de materiais, ferramentas, equipamentos, técnicas especiais e processos construtivos e administrativos voltados à construção civil, agregando também maior eficiência às atividades de produção. A busca de ações que possam contornar os problemas é uma questão de sobrevivência, mas apesar das dificuldades gerais advindas da diminuição da atividade econômica e do aumento de custos, empresas que fizerem um bom planejamento de acordo com as necessidades e estratégias continuarão colhendo frutos.

Mercados que devem permanecer inalterados são o das habitações de luxo (para as classes mais altas, a crise de poder aquisitivo praticamente não existe) e das moradias básicas com a 3ª fase do Minha Casa, Minha Vida. É preciso se planejar e aproveitar as oportunidades do momento no mercado para não ficar para trás!

Conhece as novas regras do Minha Casa, Minha Vida que começaram a valer em 2016? Não? Veja o nosso post sobre o assunto e esteja preparado!

Com os avanços tecnológicos da computação gráfica e nos sistemas de informação, o setor da construção civil  conta com uma série de aliados para se destacar em meio à crise. Entre as tecnologias mais divulgadas destacam-se os programas de certificação, que visam aprimorar os processos construtivos preservando a qualidade ambiental; os sistemas construtivos Steel e Wood Frame, com excelente desempenho térmico e acústico, alto grau de precisão no processo fabril e pouca perda de materiais; as lajes ajardinadas, com benefícios ecológicos e econômicos; a tecnologia LED, que transformou a luminotécnica e o design de interiores; a automação, que proporciona o gerenciamento real de instalações corporativas e residenciais; e o sistema BIM (Building Information Modeling), que abrange todo o ciclo da construção em uma mesma plataforma.

Então, se você, construtor, não estava otimista com relação às vendas de imóveis para este ano, se prepare com suportes tecnológicos, cursos e uma boa dose de otimismo para aproveitar as oportunidades e se destacar em meio a seus concorrentes!

Quer saber como aproveitar a crise para investir e se destacar no mercado?

Leia o nosso post sobre “Investir para crescer durante a crise da construção”

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Brenda Bressan Thomé

  • Editora do blog Sienge
  • Especialista em comunicação em mídias digitais
  • Jornalista formada pela UFSC
  • Filha de Engenheiro Civil e apaixonada por Construção

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