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COMO MELHORAR A UTILIZAÇÃO DO SEU CRONOGRAMA DE OBRA?

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27 de janeiro de 2016

Dicas para orientar a construtora a potencializar o uso do cronograma de obra na construção de seus empreendimentos.

Depois de todo o tempo que você investiu para levantar e distribuir todas as informações necessárias no cronograma de obra, esse documento tão completo e organizado não pode ficar pegando pó em cima da sua mesa, concorda?

Se for para pegar pó, que seja o do dia a dia do canteiro de obras: o cronograma de obra é uma ferramenta de gestão da construção civil e só tem real utilidade se for atualizado com as informações geradas durante a execução do empreendimento. Como é praticamente impossível uma obra não sofrer alterações de projeto em meio a sua execução, é importante registrar tudo e estar sempre atento para fazer eventuais redimensionamentos que sejam necessários para o bom andamento da obra.

A missão de um cronograma de obra não é concluída com a listagem de atividades e estipulação de prazos para a sua execução. Este post vai trazer dicas para ajudar a construtora a potencializar o uso do cronograma e tirar o máximo proveito dessa ferramenta de gestão tão importante. Vamos a elas!

#1 Gerar o cronograma físico-financeiro

Quando um cronograma de obra é integrado ao planejamento financeiro e passa a mostrar, também, os valores que serão gastos ao longo do tempo e em cada uma das atividades, ele é chamado de cronograma físico-financeiro. Essa ferramenta ajuda a construtora a se programar em relação aos custos que terá em cada etapa, evitando despesas e empréstimos imprevistos. Além disso, permite acompanhar se a evolução da obra está condizente com os valores gastos até então, facilitando a identificação e correção de eventuais desvios em tempo hábil. A tabela abaixo mostra um exemplo de cronograma físico-financeiro, no qual são listadas as atividades e seu custo total. A porcentagem corresponde a quanto da atividade será realizado no mês e o valor correspondente.

#2 Detalhar as atividades

As atividades podem aparecer de duas formas no cronograma de obra: geral e detalhada. Ou seja, o tópico “serviços preliminares”, por exemplo, pode ser dividido em subtarefas como “demolição de estrutura existente”, “retirada de entulho”, “obtenção do nível de terreno desejado” e “ligações provisórias de água e luz”. De acordo com Ronaldo Machado Júnior, consultor de Produto da Softplan, a forma detalhada traz um maior nível de informação gerencial. Para o executivo, mesmo sendo mais trabalhoso, pois apresenta um número elevado de indicadores para alimentar e exige maior frequência de atualização, esse formato permite acompanhar com mais precisão o status do projeto.

#3 Gerar histograma de mão de obra

Analisando cada atividade, é possível saber quais e quantos profissionais serão necessários para realizá-las. Em um serviço de alvenaria, por exemplo, onde a construção da parede já prevê instalações hidráulicas e elétricas, será necessário ter à disposição, além de pedreiro e servente, um eletricista para fazer ligações elétricas e um encanador para fazer as hidráulicas. Dessa forma, a construtora consegue se programar para contratar os profissionais e completar as atividades no período.

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#4 Levar para a obra

Você já percebeu que de nada adianta investir tempo na elaboração de um cronograma de obra impecável se ele não fizer parte do dia a dia da construção do empreendimento, certo? Isso porque o cronograma é uma ferramenta de gestão viva e, ao contrário do que muitos pensam, sofre alterações, sim. Ele passa a ser alimentado por informações que correspondem à realidade da obra, e não mais por apenas estimativas, daí a importância de mantê-lo sempre atualizado para visualizar a situação real e fazer replanejamentos assertivos. Disponibilize sempre o acesso ao cronograma de obra atualizado todos os envolvidos na construção do empreendimento, fixando-o em murais, por exemplo. Esse compartilhamento de informações estimula o cumprimento de metas e prazos, a melhor utilização de recursos e até a identificação de melhorias e eventuais percalços nos processos.

#5 Comparar planejado e realizado

Um cronograma de obra também pode ser uma ótima fonte de aprendizado e aprimoramento de processos. Por isso, o ideal é sempre comparar as versões inicial e final para analisar as variações e os eventuais replanejamentos e seus motivos, de forma que essa experiência possa ser levada para o planejamento de obras futuras, tornando-o mais assertivo, evitando a repetição de erros e potencializando pontos fortes. Essa análise também ajudará a conhecer melhor detalhes do processo construtivo em geral e de produtividade da própria construtora.

Se você já tem seu cronograma de obra em mãos, aproveite para colocar em prática essas dicas e tirar o máximo proveito dessa ferramenta de gestão. Acesse agora o ebook Cronograma de obra: como fazer e conheça um passo a passo detalhado para elaborar cronogramas de forma correta e completa!

Brenda Bressan Thomé

  • Editora do blog Sienge
  • Especialista em comunicação em mídias digitais
  • Jornalista formada pela UFSC
  • Filha de Engenheiro Civil e apaixonada por Construção

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