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APRENDA A FAZER O CONTROLE PELA CURVA ABC E DIMINUA O DESPERDÍCIO NA OBRA

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15 de outubro de 2015

Segundo dados divulgados pelo Instituto da Construção, o impacto do desperdício de insumos no custo das obras pode chegar em até 30% do valor gasto com os materiais. Alguns itens, como a argamassa, lideram a lista das perdas, amargando prejuízos de até 50%, de acordo com levantamento do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da USP. Ou seja: uma conta cada vez mais difícil de fechar no orçamento. Isso sem mencionar o impacto ambiental e os desafios do correto descarte desses resíduos.

 

No post anterior Saiba como a curva ABC pode ser seu aliado no planejamento de obra, foi apresentada a curva ABC de Insumos e demonstrada sua utilidade para o setor da construção civil, sobretudo, em épocas de apertar os cintos quando o assunto é gasto. O objetivo deste post é ensiná-lo a como fazer esse controle unificado, que evita planilhas paralelas, que acabam dificultando a visão geral sobre o custo com insumos na obra.

 

A curva ABC é formatada a partir dos dados elencados abaixo. Nas colunas verticais, constam os itens de orientação que devem ser preenchidos (nesse caso, utilizando a linha horizontal). Ao automatizar essa planilha, por meio da extração destes dados em um software específico para o segmento da construção civil, é possível obter os dados de soma e até os respectivos percentuais de participação acumulada (índice fundamental para esse cálculo).

 

DESCRIÇÃOUNIDADEQTDEPREÇO (R$)PARTICIPAÇÃOPARTICIPAÇÃO ACUMULADA
UNITÁRIOTOTAL
Piso de cerâmicam21533,35005050
Ajulejistah12002002070
Pia de aço inoxun11501501585
Pedreiroh17070792
Rejuntekg15050597
Argamassakg130303100
TOTAL:1.000100%100%

 

Para compreender melhor os itens que contemplam a visão e análise abrangente na curva ABC, veja nas explicações abaixo:

  • Descrição: refere-se ao insumo/ material utilizado na obra, e ao serviço em si. Fique atento para não incluir etapas (exemplo: ao invés de citar “assentamento de azulejos”, relacionar“cerâmica”, “rejunte”, “azulejista”, e assim por diante). Esse controle só será efetivo se for bem detalhado.
  • Unidade: indica a medida utilizada (metros: m/ kilos: kg/ unidade: un, etc.).
  • Quantidade: expressa por númerais simples a quantidade do item indicado na coluna “unidade”.
  • Preço (unitário e total): devem ser inseridos os valores em ordem descrescente, do maior para o menor.
  • Participação (%): também disponível em grau de importância (do maior para o menor), esse dado mostra a porcentagem do custo de cada item no orçamento geral da obra.
  • Participação acumulada: este item refere-se à soma das porcentagens de participação até a linha indicada e, numa crescente, vai até a parte inferior da tabela, onde totaliza os 100%.

 

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Como saber o que pertence à faixa A, B ou C?

O cálculo automático da curva ABC (o qual foi mencionado acima) indicará quais produtos que, após feita a soma, totalizará a metade do orçamento gasto com materiais, isto é, 50%. Dessa maneira, a pessoa responsável pela obra deve fixar sua atenção a esses itens, que estão representados na cor amarela na planilha, como “piso de cerâmica” e “azulejista”, no exemplo citado.

É sobre esses insumos que devem se centrar os esforços de negociação e ajuste, caso o desafio seja reduzir custos. Afinal de contas, qualquer melhoria nesses valores representará um impacto significativo (diferentemente, de ficar olhando item a item do que está na parte inferior da tabela).

Na faixa B (representada na cor azul no exemplo acima, com os itens “pia de aço inox” e “pedreiro”) encontram-se os materiais e serviços que, se somados, totalizam 30% do valor total orçado. Os que se enquadram na faixa C (cor verde, tais como “rejunte” e “argamassa”, no exemplo trazido) representam o menor impacto no orçamento, ou seja 20% (e, numa relação real, normalmente contam muito mais itens listados. No nosso exemplo acima o “rejunte” e a “argamass”).

A vantagem desse controle está em focar os esforços nos custos mais relavantes e fazer com que as decisões e negociações sejam mais bem administradas no planejamento de custos dos insumos utilizados nas etapas da obra.
Continue acompanhando as informações no Blog que, nas próximas postagens, serão apresentadas de forma objetiva, maneiras de como a tecnologia pode apoiar nesse controle, facilitando ainda mais a visão geral sobre os custos da obra. Até lá!

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Brenda Bressan Thomé

  • Editora do blog Sienge
  • Especialista em comunicação em mídias digitais
  • Jornalista formada pela UFSC
  • Filha de Engenheiro Civil e apaixonada por Construção

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