• dez 01 / 2016
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Construção, Gestão, Indústria da Construção

Ética e compliance na construção civil: como evitar riscos na fiscalização

Os órgãos fiscalizadores na Construção Civil estão mais ligados do que nunca nos últimos anos. Desde que teve início a operação Lava Jato (que investiga um dos maiores esquemas de corrupção, fraude e lavagem de dinheiro no Brasil), a fiscalização se tornou mais rigorosa e constante nas organizações. A partir daí, políticas de compliance  se tornaram mais significativas dentro das empresas como forma de evitar as práticas fraudulentas.

Por esse motivo, é vital que os donos das construtoras invistam e promovam programas de ética e compliance na construção civil. A prática pode evitar recebimento de subornos, superfaturamento de obras e outras atividades ilegais prejudiciais para a organização.

A falta de ética e compliance na construção civil pode acarretar sérias consequências para a construtora, como a cassação da licença de operação, multas, processos criminais e até mesmo a prisões. Um exemplo claro é o caso da construtora Odebrecht, investigada pela Operação Lava Jato e com ex-membros da diretoria já condenados por vários crimes, por operarem com compliance às avessas”, utilizado, especialmente, para pagamento de propina.

Mas a Odebrecht não foi a única construtora a ter problemas com a falta de transparência e ética. Ex-executivos da Andrade Gutierrez, também investigados na Operação Lava Jato, revelaram, em delação premiada, que pagaram propina a ex-governadores do Amazonas, por parte da obra Arena da Amazônia.

Contudo, além do quesito corrupção, também há outros problemas graves relacionados à falta de ética e compliance na construção civil:

  • Falta de saúde e segurança do trabalho;
  • Descumprimento da legislação trabalhista;
  • Furtos em obras;
  • Falta de cumprimento dos prazos para entrega das obras;
  • Irresponsabilidade na entrega do produto final para os clientes.
infografico caixa de gestao de obras

As ações fraudulentas aumentam quando não há práticas criteriosas que definam procedimentos e os processos de trabalho, de compra e contratação de fornecedores dos serviços. É preciso procurar conhecer o processo de contratação e ficar atento às especificações da obra. Acompanhar as obras e estar atento à reparos e alterações também é uma forma de evitar fraudes. Essa aplicação gera confiabilidade para o mercado.

Uma das formas de prevenir atitudes que vão contra a ética e compliance na construção civil é educar os profissionais a prestar serviços para os quais são competentes e qualificados. Dessa forma, na contratação do serviço, é preciso assegurar que qualquer empregado ou associado ajudando com a prestação dos serviços tem a competência necessária para realizá-los, agindo assim com honestidade e ganhando respeito dos clientes.  

 

 

 

 

 

 

 

 

Em uma organização, a ética é o que norteia o comportamento dos colaboradores. Por essa razão, ela deve começar pela própria liderança. Segundo o Guia de Ética e Compliance da Construção Civil, a gestão eficaz da ética depende, primeiramente, das atitudes dos líderes empresariais no momento das escolhas e decisões. A base de valores precisa ser guiada pela transparência e integridade. É preciso levar em consideração que os valores são identificados de acordo com a postura e a atitude das pessoas que fazem parte da organização.  Por isso, obter regras e valores auxiliam na tomada de decisão correta na organização.

  1. Por que aplicar a ética na organização?

    A imagem da empresa melhora;

    Surge uma cultura organizada na instituição;

    O movimento de boas práticas se intensifica.

    A ética está ligada aos valores e virtudes dos profissionais da empresa, por esse motivo a equipe precisa estar engajada. Assim, há uma parceria e um entendimento do que é considerado uma atitude correta e, se preciso for, um monitoramento de trabalho, sempre evitando práticas ilegais no ambiente. Por esse motivo, é importante estabelecer uma cultura no ambiente e da obra que influencia todos os membros da organização com diretrizes e premissas como forma de auxiliá-los nos seus comportamentos.

    Uma conduta ética evita inúmeros problemas legais. Em 2009, as autoridades brasileiras iniciaram uma investigação de uma rede de doleiros que movimentou bilhões de reais no Brasil e no exterior, usando supostas empresas de fachadas. Além dos mandados de prisão, as empresas envolvidas foram obrigadas a devolver todo o dinheiro envolvido na operação ilícita, causando fortes prejuízos.

    Para o engajamento da equipe, a empresa deve promover treinamentos para todos os colaboradores sobre as políticas e sistemas de controle interno, principalmente padrões de ética, conduta, missão e valores, influenciando os participantes a assumir um compromisso de responsabilidade e efetivar um programa de ética e compliance na Construção Civil. Cada empresa tem a sua própria cultura organizacional os profissionais da alta gestão devem, a todo momento, orientar os funcinários sobre regras e procedimentos exigidos. A aplicação de treinamentos pode fornecer a base para o entendimento das políticas internas. Ele pode ser feito por meio de demonstração das formas de cumprimento

    O altíssimo risco ligado à imagem a partir de uma conduta antiética causa uma avalanche de prejuízos financeiros é enorme. Perda de contratos, perda de valor de marca, queda do valor das ações para empresas de capital aberto, perda de poder de negociação com fornecedores ou de obtenção de financiamentos e multas pesadas são um dos fatores. Isso sem falar nos custos de todo o processo jurídico, que pode se estender por anos, levando até mesmo a instituição à falência. A aplicação e valorização da ética e compliance na Construção Civil melhora diversos processos, entre eles certificações, licitações e financiamento.

     

    Uma empresa que possui uma boa imagem, não só na aparência, mas onde o próprio processo organizacional e administrativo é transparente, é valorizada e priorizada no mercado de negócios. Ao participar de um processo de licitação, por exemplo, é fundamental quando a empresa conta com um programa de ética e compliance na construção civil. Um sistema de controle interno pode assegurar a identificação de eventuais processos ilícitos. Além disso, essa atitude permite o reconhecimento no ramo e fortalece as certificações por uma organização regulamentada.

    Da mesma forma, o programa de ética e compliance na construção civil pode ser apresentado na concessão de financiamento. O Banco BNDEs, por exemplo, passou a exigir compliance para esse procedimento. A partir dessa exigência, muitas empresas iniciaram ações e implementações do programa de conformidade para atender às solicitações e se enquadrar na Lei Anticorrupção para obter financiamento.

  2. Como estruturar o programa de ética e compliance na Construção Civil na sua organização

    Segundo o Guia de Ética e Compliance da Construção Civil, é importante estabelecer alguns critérios para a construção da política de ética e compliance na construção como:

  • Canais de comunicação para denúncias e orientações aos colaboradores;
  • Estrutura para criar e executar a fiscalização;
  • Treinamento;
  • Atualização dos regulamentos.

Para isso, a instituição deve prever as penalidades administrativas às quais seus colaboradores estarão submetidos. Por esse motivo, é importante que a definição desse regulamento seja feita em conformidade com o ordenamento jurídico.

Ao iniciar, crie uma estrutura para recebimento de denúncias, onde os funcionários se sintam seguros para monitorar, identificar e comunicar os desvios identificados. Isso pode ser feito por meio da tecnologia, com sistemas que facilitam acesso à documentos dos colaboradores.

Dessa forma, treine sua equipe de acordo com as visões e valores da empresa, a fim de que se sintam responsabilizados e realmente comprometidos com política ética e compliance. Então, por consequência, saberão como agir em caso de identificação de problemas. Não deixe de verificar o regulamento da política de ética e compliance pelo menos uma vez por mês. Ele precisa estar sempre atualizado e repassado com os funcionários.

“Mudar a cultura da corrupção não acontecerá de um dia para o outro. Exige planejamento e os resultados serão colhidos a médio e longo prazo.”

Fonte: Guia de Ética e Compliance da Construção Civil

A aplicação da política de ética e compliance na Construção Civil no ambiente corporativo é um meio de combater a corrupção e fraude nos seus negócios, agindo em conformidade com as leis e elevará a reputação da empresa e a valorização da imagem, além de evitar riscos de sanções de órgãos reguladores e da fiscalização.

 

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  • dez 01 / 2016
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construct

Responsabilidade subsidiária: a importância de fiscalizar a empresa terceirizada

Ainda que sua empresa não contrate diretamente a mão de obra, como gestor você deve fiscalizar a empresa terceirizada que a fornece. Se houver questões trabalhistas, você pode ser processado por meio da responsabilidade subsidiária.

A lei prevê, através da responsabilidade subsidiária, que, em caso de descumprimento das obrigações trabalhistas por parte da terceirizada e da impossibilidade de arcar com as dívidas resultantes, a empresa contratante possa ser acionada pelo trabalhador que recorre à Justiça.

Quer saber mais? Clique aqui e veja o post no Blog do nosso parceiro Construct!

 

  • dez 01 / 2016
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economia e construção civil
Construção, Indústria da Construção, Tendências

As previsões para a Economia e a Construção Civil em 2017

O ano de 2015 foi um dos piores da história do Brasil para a Economia e Construção Civil, especialmente, para a Construção. 2016 foi – e está sendo – um período de pequenas melhoras, porém a recuperação não aconteceu no ritmo em que se esperava. Já 2017 promete melhoras significativas no cenário de Economia e Construção. No último mês de outubro, por exemplo, a pesquisa mensal da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) apontou que Atividade da Construção diminuiu em relação a setembro, acumulando quedas em 3 meses consecutivos.

Analisando os resultados da pesquisa da CNI, a atividade da construção estava em baixa no começo de janeiro de 2016 e veio crescendo levemente até julho. Nos últimos 3 meses, porém, a atividade do setor voltou a cair. Agosto, setembro e outubro configuraram queda da atividade da construção, que permanece um tanto longe de voltar a um cenário de Economia e Construção Civil otimista.



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O cenário ruim do mercado da construção civil no Brasil apenas consolida a percepção de que a Economia e Construção do país sofrem – e devem demorar um pouco para se recuperar. O PIB (Produto Interno Bruto) teve a pior variação negativa em 25 anos. Em 2015, o PIB recuou 3,8%, o que demonstra recessão efetiva da Economia do país. O cálculo do Produto Interno Bruto é um indicador que busca medir a atividade econômica através da soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Em 2016 a previsão é de que o PIB ainda apresente variação negativa. O último Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, aponta que a expectativa do mercado é de que o recuo do PIB seja de 3,5% ao final de 2016. Ainda segundo o Boletim Focus, a expectativa é de que 2017 termine com o recuo de 0,98% do PIB. Ou seja, o mercado não espera o fim da recessão tão cedo.

O que é o boletim Focus?
O Boletim Focus é um relatório divulgado semanalmente pelo Banco Central do Brasil (BC ou BACEN). Este relatório contém uma série de projeções sobre a economia brasileira coletadas junto a alguns dos principais economistas em atuação no país.


A pesquisa mensal “Sondagem da Construção” do Ibre/FGV mede, entre outros índices, a confiança de Economia e Construção. No mês de novembro de 2016, o Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou 2,3 pontos, alcançando 72,4 pontos após quatro altas consecutivas.

O índice mantém-se estável em médias móveis trimestrais (73,9 pontos), sinalizando uma acomodação no quarto trimestre.

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“Nos últimos meses, o anúncio de retomada de obras contribuiu para a redução do pessimismo empresarial. No entanto, o nível de atividade ainda fraco gerou uma correção das expectativas do setor em novembro. A queda da confiança não significa a inversão do ciclo, mas mostra que o caminho a percorrer ainda é longo”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

A situação da carteira de contratos das empresas da construção retrata bem o cenário do setor. O mercado da construção recebeu boas notícias, como a retomada dos investimentos no Minha Casa Minha Vida e a criação do Cartão Reforma. Porém, todas as boas notícias que favoreceram o setor não contribuíram para a melhora dos negócios correntes, o que ainda deve demorar a acontecer.

“Na comparação com o ano passado, aumentou o número de empresas reportando uma carteira de contratos abaixo do normal. Isso significa que a atividade nos próximos meses se manterá baixa, o que explica o aumento das intenções de demissão nos próximos três meses”, observou Ana Maria Castelo.


Se a sua empresa está com menos clientes e obras do que o esperado para esta época do ano, saiba que não é um caso isolado! Observe o gráfico abaixo e perceba como aumentou a proporção das empresas do setor da construção que estão com menos contratos do que no ano passado:

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O Índice Nacional de Custo da Construção – Mensal (INCC-M) registrou, em novembro, a mesma taxa do mês anterior, de 0,17%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de -0,05%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,03%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,36%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,30%. Este índice é utilizado para calcular o reajuste do financiamento de imóveis em construção, por isso é importante prestar atenção a eles. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O índice que mede a intenção de investimento das empresas de construção também caiu em novembro após acumular alta de 3,5 pontos nos três meses anteriores. O indicador atingiu 27,3 pontos, 1,5 ponto menor que o observado em outubro e 8,4 pontos inferior à média da série histórica iniciada em novembro de 2013.

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Nos últimos 25 o Brasil viveu algumas grandes crises em: 1992, 2009 e 2015. É interessante notar que duas delas resultaram em impeachments de presidentes, o que demonstra como a nossa política pode interferir da atividade econômica e vice-versa. Um especial do G1 mostra em detalhes o que aconteceu em cada um destes momentos.  Vamos relembrar:

  • 1992: Crise inflacionária faz o dólar disparar em relação à moeda da época, o Cruzeiro. O então presidente Fernando Collor confisca as reservas da poupança da população para dar lastro à moeda nacional, causando grandes impactos na Economia. Uma investigação comprova o envolvimento do presidente com corrupção e consolida-se o processo de Impeachment. Durante o processo, a Economia do país fica estagnada e demora para recuperar-se. Em 1994 é criado o Plano Real, que estabiliza os problemas enfrentados até então.

  • 2009: Em 2009 num contexto de crise mundial, o Brasil não se viu isolado. O mercado dos Estados Unidos sofre com uma bolha imobiliária, vários bancos declaram falência, a bolsa de valores sofre a maior queda desde a grande crise de 1929. Os reflexos finalmente atingem o Brasil, levando o governo a optar por programas de desoneração como a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Isso fez com que a Economia não sofresse e levou o PIB a um crescimento de 7,5%.

  • 2015: A mesma desoneração adotada em 2009, que elevou o consumo de eletrodomésticos, carros e outros itens tornou-se um problema econômico. Com a retirada dos incentivos fiscais, o ritmo de consumo e o poder de compra reduziram severamente. Isso combinado com a alta da inflação levou o PIB a uma queda de 3,8%. Em adição a isso, a operação Lava-Jato comprova práticas corruptas na Petrobras e em algumas das maiores construtoras e empreiteiras do país.

Depois do cenário tumultuado de 2015, soma-se a crise política ocasionada pela operação Lava-Jato e pelas acusações ao governo Dilma de ter cometido irresponsabilidade fiscal no fechamento do orçamento. Tudo isso leva ao impeachment de Dilma, substituída por seu vice, Temer. A Economia dá sinais de recuperação, mas os índices de confiança seguem em baixa. Ou seja, o mercado segue desconfiado. A crise política parece estender-se mais do que se imaginava, com novas operações da Polícia Federal deflagrando crimes e com a frágil estrutura política sustentada pelo presidente em exercício.

Se o passado serve de indicação, o ano de 2017 não deve ser o pior nem o melhor para a Economia, assim como 1993 não o foi. O ano que se segue a uma crise econômica ou política costuma ser de acomodação e reestruturação. Segundo o consultor econômico Ricardo Amorim, a chamada Era da Informação ocasionou o maior crescimento já registrado entre os países emergentes. Em 2015, de cada U$1 produzido, U$0,73 vieram de países emergentes. Dessa forma é possível acreditar que o Brasil, na condição de emergente deve se recuperar em breve.

Além disso, a inflação que chegou a superar os 10% no final de dezembro de 2015, está prevista para terminar o ano um pouco acima do teto da meta. O último Boletim Focus aponta que o mercado espera que o IPCA (índice referência para a inflação) termine na casa dos 6,7% – ou seja, levemente acima do teto da meta.

Já para 2017, o cenário é muito mais otimistao mercado espera uma inflação abaixo da meta, na casa dos 4,8%. O que isso significa na prática? Com a inflação sob controle, o custo de vida diminui e os salários ficam menos “achatados”. Isso faz com que as famílias que estão cortando custos passem a consumir mais, o que traz ganhos e movimentação para o mercado. 


Outra boa notícia é que a taxa de juros, a Selic, que atualmente é de 13,75% ao ano, deve baixar em 2017. O Boletim Focus prevê uma taxa entre 10,7% e 11,7% para 2017. A expectativa é que em abril de 2018 a Selic atinja 10%. O número ainda corresponde à maior taxa de juros reais em todo o mundo, mas a sua queda deve deve incrementar o número de financiamentos e contratos de longo prazo. Isso deve aquecer a Economia, especialmente no que toca à compra de carros e imóveis: os produtos mais financiados no país. 

Ainda segundo Amorim, os primeiros setores a se recuperarem depois de uma crise costumam ser o automotivo e o imobiliário. Apesar de não termos visto uma recuperação significativa em números ainda, as projeções apontam para que isso aconteça gradativamente. O consultor econômico aconselha que o melhor momento para investir é agora, em que o pessimismo domina quem está desinformado. O pior já passou e a recuperação deve ser lenta mas progressiva a partir de agora.

No texto do seu blog, Ricardo aponta que a própria desvalorização do Real e o forte crescimento do desemprego – que reduz salários – estão tornando a produção no Brasil mais competitiva, o que gradualmente deve causar uma recuperação em setores com forte concorrência externa, exportadores e na indústria em geral.

Ainda segundo dados da Ricam Consultoria, a cada triênio em que o PIB se manteve em baixa, o que se seguiu foi um crescimento acelerado, conforme é possível verificar na imagem abaixo.

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E então, está pronto para enxergar a crise de uma forma mais otimista?

Toda dificuldade traz oportunidades, por isso esteja preparado para o cenário da Economia e Construção Civil do ano que vem e estruture a sua empresa para acompanhar o aumento da atividade – que deve acontecer em breve!

Pode contar conosco aqui no Sienge para apoiar as melhorias dos seus processos!

 

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  • nov 28 / 2016
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planejamento da construção civil
Construção, Gestão, Indústria da Construção

Planejamento da construção civil com técnicas de business intelligence

Em um cenário de muita concorrência e clientes exigentes, buscar resultados positivos, conquistando mais eficiência e eficácia, é o principal desafio das empresas. É por isso que o gestor e a sua equipe devem trabalhar focados em diferentes estratégias, para se manter, se destacar e conquistar mercado. É preciso investir na elaboração de um planejamento da construção civil coerente e viável para pautar o andamento dos trabalhos. E para saber como agir, antes é preciso entender o cenário e suas variáveis, tais como investimento, horas-trabalhadas, produtividade e lucro líquido. Um conjunto de dados pode clarear muito as ideias, facilitar a compreensão do cenário e embasar a construção de estratégias.

Aos gestores é lançado o desafio de pesquisar ferramentas e metodologias que possam auxiliar no gerenciamento dos processos e respectivos dados, e impulsionar o crescimento da construtora. Atualmente, o Business Intelligence (BI), em português, Inteligência Empresarial é uma das técnicas empregadas para o aperfeiçoamento das atividades empresariais. O recurso permite gerenciar, mapear, modelar e automatizar, em alguns casos, os processos de negócios otimizando, assim, o cumprimento das atividades e tarefas.

Business Intelligence no mercado brasileiro

Ao usar a solução de BI, os gestores da empresa passam a ter condições de tomar decisões respaldadas nos fatos e não apenas em intuições. Com as tecnologias de BI na construtora grandes volumes de dados, oriundos de diversas fontes de informação sejam internas, sejam externas à empresa, são processados indicando o momento que a construtora vive e os seus desafios. Assim, o empresário visualiza como as coisas estão acontecendo e tem condições de identificar as falhas e inconsistências, despercebidas até então, para refletir sobre os processos e fazer diferente no planejamento da construção civil.

Segundo pesquisa feita em fevereiro de 2016 pela Resultados Digitais, empresa referência em marketing digital no país, apenas 28% das empresas de tecnologia, por exemplo, já utilizam ferramentas BI. Os responsáveis pelo estudo consideraram o índice baixo e destacaram que o uso dessa tecnologia é realmente uma grande oportunidade para as empresas se destacarem no mercado em que atuam – inclusive para as construtoras! É preciso explorar mais o recursos e, para tanto, é necessário conhecê-lo muito bem.

BI: transformando o planejamento da construção civil com dados

O planejamento da construção civil pode ganhar muito com a estrutura e os recursos da inteligência empresarial. As informações, extraídas do dia a dia da construtora, constantes no sistema, se bem analisadas e interpretadas indicam aos gestores as possibilidades e estratégias que podem ser adotadas, desenhando o caminho a ser seguido.

Imagine as possibilidades! Já pensou em poder combinar dados do seu cronograma de obras com a previsão do tempo? E agilizar sua pesquisa de mercado descobrindo necessidades e desejos de potenciais clientes de forma muito mais rápida? Ou, ainda, ao saber que a produtividade de uma das obras está baixa, identificar rapidamente onde está o problema e agir de forma certeira sobre ele?

Tudo isso é possível com o uso dos conceitos e ferramentas de BI. Agora que você já conhece as tecnologias de BI e sabe a importância de usá-las para gerenciar os negócios, apresentamos os exemplos práticos dos conceitos que podem ajudá-lo a fortalecer o gerenciamento de processos de negócios e embasar o planejamento da construção civil.

  • Para começar: organize os processos antes da implantação de um sistema de Business Intelligence (BI). É muito mais interessante mapear e reestruturar os processos, quando necessário, para torná-los mais confiáveis. Assim, o conjunto de informações extraídas será, de fato, um retrato fiel do cenário da empresa.

  • Elaborar um planejamento da construção civil mais efetivo: se você tem baseado o planejamento da construção civil em intuições e impressões está na hora de repensá-lo. A inteligência de negócios inova a gestão da empresa, de modo que o planejamento passa a ser feito com base nos dados de sólidas pesquisas e análises estatísticas, resultantes da avaliação com centenas de variáveis.

  • Tomar decisões bem embasadas: o BI usa ferramentas matemáticas como, por exemplo, algoritmos, análise combinatória, relações de causa e efeito e série histórica para fornecer indicativos aos gestores. Os dados internos e as variáveis externas, como dados macroeconômicos, informações do mercado ou da concorrência, são conjugados de modo que o BI entrega um cenário completo, oportunizando ao gestor mais embasamento e segurança no processo de tomada de decisões.

  • ŸConhecer melhor os processos: os dados permitem a análise dos processos internos de todas as áreas da empresa: do operacional ao estratégico. Assim, o gestor tem mais domínio sobre os processos, podendo conhecê-los e revisá-los, tendo noção de como funcionam todas as etapas, mudá-los ou eliminá-los, se necessário, e, ainda, identificar possíveis falhas como erros de fabricação e sobreposição de atividades. Essa visão completa fornece subsídios para a atuação do gestor e da empresa.

  • ŸControlar receitas e despesas: visualizar todos os processos e atividades da empresa em uma única plataforma, a partir de uma perspectiva holística, eleva o nível de gestão da empresa. Na análise de dados financeiros e contábeis, é possível, por exemplo, integrar as despesas com as informações do estoque, as receitas com o fluxo de caixa e o planejamento de investimentos e as alterações patrimoniais com balancetes da empresas. Desta forma, o gestor tem uma visão mais completa sobre a saúde financeira da construtora, e, sobretudo, tem condições de administrar os recursos da melhor forma possível.

  • ŸSistematizar informações e criar relatórios: para facilitar a análise com os dados do BI é possível usar rankings ou, ainda, dados em forma de percentuais. Com os relatórios padronizados, as avaliações e análises são baseadas em documentos com uma linguagem simplificada e acessível, de modo que o fluxo de decisão e dos processos fica muito mais fácil.

  • ŸAvaliar o desempenho dos profissionais: o uso de soluções de BI pode permitir uma avaliação precisa do desempenho de cada colaborador. A aplicação da ferramenta de Balanced Scorecard (BSC) permite integrar as quatro perspectivas: processos internos, clientes, financeiro, e aprendizagem e crescimento, de modo que tais dados são mesclados e comparados indicando os cenários. O BI permite, por exemplo, que o gestor tenha noção exata da performance e da produtividade da área comercial. Ao gerar e interpretar gráficos específicos de vendas por equipes e por volume de vendas, de acordo com a meta, o gestor tem condições de avaliar a equipe e os resultados alcançados.

  • ŸTecnologia e agilidade para a análise de dados: com alta tecnologia e grande capacidade de armazenamento e de tratamento de dados, o BI gera informações em alta velocidade garantindo que todos os dados sejam arquivados. A agilidade deste processo fornece as informações necessárias, na maioria das vezes captadas em tempo real, para que o gestor tenha condições de tomar decisões rápidas e bem embasadas.

 

 

 

O correto gerenciamento das atividades da empresa, o fortalecimento do espírito de equipe e o aumento do desempenho da construtora exigem total dedicação dos gestores.

 

 

 

Para garantir uma gestão eficaz e eficiente, manter o time engajado e o ritmo constante de crescimento é fundamental ter uma visão holística dos processos da construtora, e é por isso que o BI é indispensável. No planejamento da construção civil e na condução dos negócios, os dados do BI norteiam a atuação da equipe visando garantir alto desempenho. Além de simplificar e facilitar o trabalho, a ferramenta confere muito mais embasamento e segurança ao gestor e à equipe. Com o armazenamento e a interpretação dos dados, aos poucos, constrói-se o cenário da construtora, em um processo contínuo de melhoria de análise do BI, que pauta o trabalho, o planejamento da Construção Civil e o crescimento de todos.

  • nov 23 / 2016
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construct, Tendências

Celulares com as melhores câmeras para registro fotográfico de obra

O registro fotográfico da obra é um dos melhores meios de se controlar e acompanhar o andamento do trabalho com gasto praticamente zero. De cinco dias para verificar a qualidade de uma etapa finalizada, é possível resolver tudo no mesmo dia com o uso das câmeras embutidas nos celulares.

Infelizmente escolher os celulares com as melhores câmeras fotográficas não se resume a avaliar o nome de megapixels listado pelo fabricante. Esse é apenas um dos fatores que se deve levar em conta ao comprar um aparelho, junto de, por exemplo, capacidade do zoom e desempenho sob pouca luz.

Como hoje em dia praticamente todo mundo tem um aparelho, ficou fácil, por exemplo, registrar por foto se há algum perigo no canteiro ou um equipamento posicionado incorretamente  e, imediatamente, avisar a pessoa ou o setor responsável.

Pensando em facilitar todo o tipo de trabalho que envolve fotografia, o blog do Construct separou uma lista dos celulares com as melhores câmeras para registro fotográfico de obra. Confira!

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