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Levando conhecimento para a Indústria da Construção




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Planejamento estratégico: Por que as estratégias falham
Postado dia 3 de junho de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Artigo

O planejamento estratégico foi finalizado e chegou o momento de colocá-lo em prática. Lá se foram meses de preparação, análise e detalhamento da estratégia. Tudo deveria funcionar como as engrenagens de um relógio, mas para surpresa de todos, nada acontece. E agora, o que fazer? Para algumas empresas, essa é a pergunta de um milhão de dólares.

Uma pesquisa realizada em 2009, pela Forbes Insights, com 163 CEOs apontou que 33% das estratégias falham, na opinião dos pesquisados. Segundo eles, há cinco razões principais para o fato:

1. Circunstâncias externas imprevistas (24%);
2. A falta de entendimento entre os envolvidos no desenvolvimento da estratégia e o que precisam fazer para torná-la bem sucedida (19%);
3. A estratégia em si é imperfeita (18%);
4. Há um desajustamento entre a estratégia e as competências essenciais da organização (16%);
5. Há uma falta de definição de responsabilidades (13%).

Outra pesquisa, mais recente, realizada pela organização mundial PMI (Project Management Institute) em parceria com a revista The Economist em 2013, com 587 executivos seniores de todo o mundo, revelou que 44% dos planos estratégicos desenhados por eles fracassou. Muitos deles não sabem apontar exatamente o que não funcionou, alegando razões genéricas como falta de habilidade para gerenciar mudanças e a falta de recursos para executar a estratégia.

Há centenas de artigos e livros dedicados à elaboração da estratégia nas organizações. Entre eles, o grande destaque é Strategy Safari, de Mintzberg, Ahlstrand e Lampel, que se dedica a explicar o processo de geração da estratégia segundo dez pontos de vista que os autores chamam de escolas da estratégia. No entanto, são poucos os livros e artigos que se dedicam a uma etapa tão importante (e na opinião de alguns até mais importante) do processo de Administração Estratégica, sua execução. Uma das poucas exceções a regra é Execution: The Discipline of Getting Things Done, de Larry Bossidy e Ram Charam, publicado originalmente em 2002.

O livro se dedica a explicar porque estratégias brilhantemente desenhadas não alcançam os resultados esperados. Basicamente, os autores defendem a ideia de que toda organização possui processos ligados a estratégias, pessoas e operações, porém, poucas são eficazes em coordená-los. Em outras palavras, aestratégia não se relaciona com as pessoas e a operação, estando, portanto, descolada do cotidiano da empresa.

Uma pergunta que devemos nos fazer é se a competência da execução é verdadeiramente valorizada em nossas empresas. Nossa organização é cheia de participação, diálogos e ideias ou decisões e ações? Os sistemas de avaliação de desempenho e de reconhecimento atribuem mais valor a quem gera ideias ou a quem as torna realidade? Afinal, um líder eficaz é mais importante para a organização do que alguém inteligente e motivado que não realizada nada, que não entrega resultados.

Outra questão importante diz respeito à operação. A estratégia faz parte do dia a dia das pessoas? Ela está diretamente relacionada com a operação? Quando um colaborador no chão de fábrica atinge suas metas, está ajudando a empresa a alcançar seus objetivos estratégicos? E ele sabe disso?

Muitas decisões tomadas em toda a organização cotidianamente não levam em consideração a estratégia da empresa e, por isso, estão a margem do processo estratégico. Isso se deve à dificuldade dos líderes de compartilhar sua visão de futuro, a visão estratégica, portanto, a uma comunicação ineficaz. Chester Barnard, no livro The Functions of the Executive, publicado em 1938, destaca a importância da comunicação no processo de cooperação. O mesmo raciocínio se aplica ao processo de execução da estratégia. Isso significa na prática que as pessoas, além de tudo o que precisam realizar no seu dia a dia (que não costuma ser pouca coisa), ainda precisam se preocupar com “essa tal de estratégia”.

 

Marcelo Silveira
(+) Sobre o autor
  • Gerente de Marketing e Desenvolvimento Humano e Organizacional na Softplan Planejamento e Sistemas Ltda
  • Mestre em Gestão e Política Organizacional pela Universidade Federal de Santa Catarina
  • Especialista em Gestão de Pessoas pela Universidade Federal de Santa Catarina
  • Bacharel em Ciências da Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina
  • Professor em cursos de graduação e pós graduação em diversas Instituições de Ensino Superior nas áreas de Marketing e Estratégia Empresarial
artigo gestão por resultados
Gestão por resultados na construtora ou incorporadora: Quem pode ajudar?
Postado dia 27 de maio de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Artigo, Gestão

Veja no nosso artigo as maneiras de usar a gestão por resultados a favor da sua construtora ou incorporadora:

Em tempos de incertezas para a construção civil, uma forma de manter as construtoras e incorporadoras firmes e fortes no mercado é contar com a colaboração dos envolvidos em todas as etapas do negócio por meio da gestão por resultados.

Essa estratégia envolve agentes internos e externos à empresa e estimula cada um deles a dar sua contribuição para o planejamento financeiro da incorporadora ser mais eficiente e rentável. Confira abaixo o papel e a importância de seis principais agentes envolvidos nesses processos em empresas de construção civil e descubra como podem ajudar. Aproveite para conferir também sete passos para reduzir custos e aumentar a competitividade da sua construtora!

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Gerente Bancário

Pode auxiliar a construtora desde o início da construção até a venda das unidades, orientando sobre linhas de crédito disponíveis que tenham taxas de juros mais vantajosas de acordo com a fonte de recursos utilizada para a execução de cada projeto. Além disso, podem informar sobre as modalidades de financiamento de construção mais adequadas tanto para a construtora quanto para os seus clientes – muitos bancos oferecem, por exemplo, a de imóvel na planta, na qual o construtor não precisa utilizar recursos próprios para iniciar o empreendimento, e a construção vai evoluindo à medida que as unidades forem sendo vendidas. O gerente bancário pode ainda fornecer subsídios para compradores das unidades de acordo com a faixa de renda, tornando o produto mais atraente e facilitando as vendas para a construtora.

Contador

É o profissional responsável por manter a construtora ou incorporadora sempre alinhada à legislação fiscal, tributária e trabalhista. Na parte fiscal, uma das principais contribuições do contador para os resultados do negócio é fazer seu enquadramento no regime fiscal adequado levando em consideração todas as atividades exercidas pela empresa, o que garante conformidade às leis vigentes e economia tributária. Essa atividade envolve também fazer escriturações contábeis de forma correta – ou seja, o balanço da situação patrimonial – para evitar multas do Fisco. Na área trabalhista, o contador deve prestar consultoria à construtora na administração geral dos processos feitos internamente, para serem realizados com eficiência e evitar multas ou prejuízos: ter funcionários atuando dentro das normas (sejam eles em regime CLT ou terceirizados) é muito importante para evitar o risco de ações trabalhistas.

Imobiliárias Parceiras

As imobiliárias também podem oferecer apoio do início ao fim de uma obra e benefícios tanto à construtora quanto aos seus clientes. Para começar, têm condições de realizar estudos de viabilidade para verificar formas de agregar valor ao empreendimento e torná-lo mais rentável – pode ser pela indicação de uma localização específica para a construção, por exemplo, a fim de atrair mais interessados. A parceria pode ainda render exclusividade à imobiliária na comercialização das unidades e, em troca, a cobrança de porcentagens de comissão menores da construtora. Além disso, dispõem de assessoria jurídica para elaboração de contratos, análise de documentações, esclarecimento de cláusulas contratuais ao cliente e total acompanhamento das negociações. Outro serviço que pode ser um diferencial importante aos clientes da construtora é o acompanhamento do processo de financiamento feito junto ao banco, gerando mais tranquilidade e segurança ao comprador.

Gestor Financeiro

Ele é o contato entre a empresa e os agentes externos envolvidos nas atividades da construtora, por isso, deve ter conhecimento de mercado e da realidade do negócio suficiente para realizar as melhores negociações possíveis com bancos, imobiliárias e cliente final. Seu papel para a gestão por resultados é fundamental também dentro da empresa, estabelecendo estratégias eficientes de controle e monitoramento dos gastos em obras e do uso de recursos da companhia, podendo inclusive incentivar equipes na busca por soluções que levem a esse objetivo. Na elaboração periódica de planejamentos financeiros da incorporadora, os orçamentos, o gestor financeiro deve zelar para que os dados obtidos sejam assertivos e estabelecer sempre comparações entre valor previsto e realizado ao final de cada ciclo. Também pode aproveitar sua influência dentro da empresa para incentivar o uso da tecnologia, como a de ERPs, como uma ferramenta que ajuda a simplificar processos e gerar redução de custos.

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Fornecedores

Devem estar dispostos a manter com a construtora um contato que vai além da mera relação comercial, firmando uma

parceria

que seja vantajosa para ambas as partes e oferecendo mais flexibilidade na negociação de preços, prazos e condições de pagamento. Podem também manter um histórico de compras, lembrando a empresa sobre itens faltantes, antecipando pedidos e ajudando-a a pedir as quantidades certas de materiais no tempo certo, reduzindo desperdícios e evitando compras de emergência e mais caras, além de evitar o risco de empreendimentos parados por falta de material ou equipamentos. Outra grande contribuição do fornecedor para o projeto é estar atualizado em relação aos lançamentos do mercado para ter condições de sugerir a compra de insumos mais vantajosos nos quesitos preço e eficiência.

Colaboradores internos e terceirizados

Ninguém melhor do que as pessoas que vivem os processos da empresa de perto para sugerir melhorias a eles, não é mesmo? Os colaboradores internos e terceirizados podem aproveitar essa experiência para identificar e sugerir ações que gerem redução de gastos, como a troca de equipamentos convencionais por econômicos, por exemplo – a construtora ou incorporadora pode, inclusive, criar um programa que estimule o envolvimento das equipes nessa causa, oferecendo premiações aos mais engajados. Além disso, sintonizados com o objetivo de produzir mais com menos, os colaboradores devem utilizar os recursos de forma consciente e evitando desperdícios, armazenando-os de forma correta e reaproveitando tudo que for possível. Outra contribuição importante é disponibilizar regularmente dados precisosno ERP – sistema de gestão integrado – utilizado pela companhia, para que os resultados das áreas e da empresa como um todo possam ser acompanhados e melhorados sempre que possível.

A gestão por resultados mostra que é possível construtoras e incorporadoras incrementarem sua rentabilidade apenas olhando para processos e pessoas que já fazem parte do seu dia a dia. Conscientize os envolvidos sobre a importância que cada um tem para o sucesso da sua empresa e passe a atuar com muito mais produtividade e eficiência!

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inteligência competitiva bi na construção civil
BI: a inteligência competitiva a favor da sua construtora
Postado dia 23 de maio de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Artigo, Gestão

 

Veja como a inteligência competitiva – ou BI  – pode ajudar a sua construtora a alavancar os lucros e a produtividade, tornando-a mais forte no mercado!

Inteligência competitiva ou BI (Business Inteligence) procura usar as informações contidas em projetos, cronogramas de obra e orçamentos de forma inteligente, gerando novas oportunidades de negócio e aumentando a competitividade da sua construtora.  Aprenda agora a melhor forma de utilizar de tecnologias de Business Intelligence (BI) para alavancar o seu negócio na indústria da construção!

BI – Inteligência Competitiva: o que é?

Também chamada, em português, de Inteligência de Negócios, ou Inteligência Competitiva é uma ferramenta capaz de processar grandes volumes de dados vindos de diversas fontes de informação internas ou externas à empresa. O objetivo desse processamento é combinar e transformar dados brutos em informações significativas e úteis para analisar o negócio e ajudar a identificar novas oportunidades. Sua construtora tem o costume de manter todas as informações relativas aos seus processos registradas em sistemas de gestão empresarial como ERPs? Então, ponto para ela!

Como funciona?

O primeiro passo para começar a utilizar uma tecnologia de BI é definir indicadores de performance para medir o desempenho das atividades da construtora e das obras. Cada empresa pode criar seus próprios indicadores, compostos por dados relevantes para o que se deseja medir. Alguns indicadores que podem ser criados em construção civil são de qualidade, produtividade, orçamento, gestão de resíduos e segurança. Feito isso, sua evolução em relação à meta estabelecida pode ser visualizada e acompanhada em painéis de controle. Para facilitar a visualização, os softwares de BI costumam apresentar essas informações em formato de medidores de velocidade.

Por que tem tudo a ver com construção civil?

Você já tinha ouvido falar em BI, mas achou que a estratégia não combinaria com o mercado de construção civil? Pois então imagine que sua construtora esteja trabalhando no projeto de um edifício residencial.

  • Elaboração dos projetos arquitetônicos e estruturais;
  • Acabamentos;
  • Segurança de trabalho;
  • Gestão de resíduos;
  • Eficiência no uso de recursos;
  • Cumprimento de prazos;
  • Vendas.

Os itens acima são apenas algumas das atividades envolvidas nesse processo, as quais já envolvem um número gigante de profissionais, procedimentos, materiais e equipamentos.

Considerando ainda que a grande maioria dessas atividades funciona de forma interligada, ou seja, causando impacto direto umas sobre as outras. A tecnologia de BI, portanto, auxilia a construtora a fazer essa consolidação e ter uma visão mais completa e abrangente desses resultados.

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Confira três momentos da execução de uma obra nos quais o uso de inteligência competitiva fará toda a diferença:

 

  • Na pesquisa de mercado

 

Conhecer bem seu potencial cliente é a etapa inicial do lançamento de um empreendimento e dá sentido a todas as outras ações que virão a seguir. A utilização de fontes secundárias permite levantar dados de mercado relevantes de forma mais rápida do que nas pesquisas de mercado usuais e incluí-los na composição de indicadores de desempenho. Essas informações externas podem ser relacionadas a desejos e necessidades do consumidor, processos de decisão do cliente, estratégias de venda utilizadas pela concorrência e os resultados, aspectos relacionados ao cenário econômico e tendências.

 

  • No cumprimento de prazos

 

Cumprir prazos está diretamente relacionado a fatores como produtividade e imprevistos gerados pela falta de material, mão de obra e equipamentos e até mesmo pelo clima. Sendo assim, a construtora pode criar indicadores de produtividade baseados em informações do cronograma de obras (como prazos de entrega dos serviços e equipes envolvidas nas tarefas) e da área de compras, além de dados externos como a previsão do tempo – afinal, você sabe bem que quando chove a produtividade do canteiro de obras é outra. Reunindo variáveis como essas que influenciam na produtividade da obra, e, assim, na sua entrega dentro do prazo, fica mais fácil acompanhar o andamento e tomar decisões em tempo hábil.

 

  • Na tomada de decisão

 

E por falar em tomar decisões, ao abrir o painel de controle de uma solução de BI você logo vai perceber se algo não estiver indo bem. Isso porque os indicadores que estiverem abaixo da meta – ou se encaminhando para isso – estarão destacados para chamar sua atenção e orientar a construtora quanto às prioridades. Imagine que você acompanha um indicador que mede o nível de segurança de trabalho do canteiro de obra e, ao acessar a solução, percebe que o ponteiro se afastou bastante da meta. Ao utilizar uma funcionalidade que desdobre esse indicador e mostre os tópicos pelo qual é formado, você pode constatar que a segurança “diminuiu” porque os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) estão com os prazos de validade vencidos e as devidas auditorias não foram realizadas na obra na data combinada. Sabendo exatamente onde acontece o problema, você poderá agir sobre ele mais rapidamente e evitar consequências mais sérias.

Contar com a tecnologia para gerenciar suas obras traz inúmeras vantagens, entre elas, a possibilidade de utilizar recursos altamente competitivos como é o caso de BI. E aí, quando você vai começar a incorporar essa eficiente ferramenta de inteligência competitiva nos processos da sua construtora?

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artigo bimm
BIM: além do 3D e da compatibilização de projetos
Postado dia 13 de maio de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Artigo, BIM, Indústria da Construção, Sienge, Software, Tendências

BIM, ou Modelagem da Informação da Construção em Inglês, é a nova forma de projetar que está tomando conta do mercado. Os especialistas do Sienge explicam sobre como utilizar esses novos níveis de detalhamento em favor da sua empresa.

Representar em um desenho um espaço, ou como algo deve ser fabricado ou construído, é uma técnica milenar. Ao longo do tempo ela foi evoluindo, até culminar com a utilização de escalas de redução nas áreas de arquitetura e engenharia. Isto possibilitou projetar construções com maior assertividade e orientar os construtores na complexidade e dimensionamento das várias disciplinas de um projeto. Durante muitos anos os projetos foram literalmente “desenhados” no papel, com a ajuda de instrumentos importantes como a prancheta, escalímetros, compassos, dentre outros.

Com a evolução da indústria de computadores, que permitiu uma empresa ou profissional liberal informatizar os processos, as empresas de software começaram a produzir programas para desenho. Empresas como a Autodesk, desenvolvedora do software AutoCAD, auxiliaram na transição da prancheta para o desenho 2D em computadores. Com isto, a produtividade aumentou de forma estrondosa e os profissionais foram obrigados a aprender e utilizar estas ferramentas.

Mas ainda tratava-se de um desenho em 2 dimensões. Posteriormente, estas ferramentas evoluíram e passaram a permitir a criação de desenhos em 3 dimensões. Mas ainda havia a falta de informação integrada aos desenhos, e de forma vinculada, por exemplo, detalhar as camadas de uma parede, de qual material cada camada deverá ser construída, quais as propriedades deste material, seu custo, fabricante, e por aí vai. Além disto, as muitas ferramentas de desenho não se integravam, cada uma desenvolvida em linguagens e tecnologias diferentes. O Building Information Modeling (BIM), em português, Modelagem da Informação da Construção, é um conceito que veio para resolver estas questões. Softwares como Revit, Vector Works e Archicad foram desenvolvidos e trabalham baseados nestes conceitos. A interoperabilidade é uma das premissas desta filosofia e para os projetos poderem ser consolidados em um único modelo, estes e outros softwares geram informações em um formato padrão chamado IFC. Assim, atualmente é possível modelar a construção de uma forma muito próxima da realidade, simulando o comportamento da construção antes, durante a após sua finalização.

Além disto, o BIM permite mais do que 3 dimensões somente. O 4D, 5D e mesmo 6D são realidades deste conceito. Cada uma destas outras dimensões estão relacionadas a informações como planejamento da execução, custo, orçamento e planejamento e até a operação do modelo em BIM. Estamos falando de algo muito além do que simplesmente um projeto em 3 dimensões para facilitar sua compatibilização e identificação de interferências, processo que obviamente passou a ser executado automaticamente por softwares em BIM.

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Como mencionando anteriormente, um diferencial do BIM é a informação inserida no modelo. E como a interoperabilidade é considerada uma das principais premissas do BIM, todos os profissionais envolvidos no projeto interagem com BIM, direta ou indiretamente. Engenheiros, construtores e fornecedores, dentre outros, podem extrair informações do modelo ou tomar decisões baseadas nas simulações e análises feitas diretamente no modelo. Além disto, toda e qualquer alteração de projeto executada no modelo, por arquitetos ou projetistas de outras disciplinas, é processada imediatamente, assim como seus possíveis impactos são analisados de forma on-line. Isto significa economia de tempo e dinheiro. Com o BIM, a construção é “resolvida” ainda no projeto e não no canteiro de obra.Obviamente, para atingir estas outras dimensões, o modelo em BIM precisa de um maior desenvolvimento e detalhamento. Existe um conceito adotado neste mundo chamado LOD: Level of Developement, ou traduzindo, Nível de Desenvolvimento. Originalmente o conceito LOD vai de 100 a 500. Modelar em LOD 100 significa estar em BIM em um nível de Estudo Preliminar, onde as soluções técnicas não foram amplamente definidas, detalhadas, testadas e aprovadas. Como exemplo, pensemos uma parede. Para verificar interferências de um projeto, podemos ter simplesmente a forma geométrica e posicionamento da parede definidas. Para poder extrair quantitativos e custos, precisamos modelar as diversas camadas da parede, como o tijolo, reboco, tinta, etc. Esta modelagem em camadas já caracteriza um estágio de LOD mais alto do Modelo.

Assim, o perfil de empresas e profissionais que podem utilizar o conceito BIM é vasto, desde escritórios de arquitetura, empresas de projetos complementares, construtoras contratadas para executar o projeto e mesmo o “dono” do projeto, como órgãos públicos ou incorporadoras privadas. Normalmente estes últimos, vão utilizar softwares em BIM para consolidar todos os projetos e podem possuir uma equipe ou mesmo uma única pessoa para executar este trabalho, já que o projeto pode ser feito por terceirizados. Neste contexto, surge uma nova profissão, o BIM Manager ou Gerente de BIM. O ideal é que este profissional tenha curso superior em Arquitetura ou Engenharia Civil, experiência em construção, gerenciamento de projetos e certo conhecimento em TI. Ele terá papel fundamental no gerenciamento do modelo, extração de informações para as mais diversas áreas e repasse destes conhecimentos para os demais profissionais da empresa. Esta disseminação de conhecimento é fundamental para o sucesso e evolução da utilização do BIM nos projetos da empresa, já que sua implantação depende do entendimento de todos do novo fluxo de trabalho e da importância do detalhamento e compartilhamento das informações do projeto.

Obviamente, a adoção do BIM impacta em investimentos e mudança cultural nas organizações. E para justificar, é importante salientar as principais vantagens com sua adoção:

Banco de dados único, com todas informações de todas disciplinas consolidadas e atualizadas

Fácil identificação de elementos, pois em BIM um duto não é confundido com uma viga ou outra forma geométrica parecida

Alterações sem retrabalho: ao alterar um componente do projeto, esta alteração é extrapolada para todos os pontos onde o componente está presente

Maior velocidade e assertividade para alimentar outras etapas do projeto, como orçamentos e cronogramas

Diante do exposto, fica claro que o BIM pode contribuir também com a Gestão da Obra, e não somente na fase de projetos. Neste sentido, o software Sienge, ERP voltado para a Indústria da Construção, com mais de 2.500 clientes, está trabalhando em uma funcionalidade que integra ferramentas BIM ao módulo de Orçamento do ERP. Será possível vincular as composições unitárias do banco de dados do Sienge, com elementos construtivos do modelo em BIM. Posteriormente, exportar os quantitativos do modelo e gerar automaticamente planilhas de Orçamento dentro do ERP. O trabalho de levantamento de quantitativos e cadastramento do orçamento, que antes poderia levar semanas, poderá ser feito em minutos!

Concluindo, o recado é simples: o BIM já é uma realidade e veio para ficar. Os profissionais que investirem agora neste mundo, garantirão uma vantagem competitiva enorme em curto prazo.

Os autores deste artigo

fernando ramos arquiteto                         anauri marafon engenheiro

Fernando Ramos,                                  Anauri Marafon,
Arquiteto e Consultor de                  Engenheiro Civil e especialista em Sienge
Implementação de BIM

 

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comunicação segurança do trabalho
A importância da comunicação na segurança do trabalho
Postado dia 12 de maio de 2016 | Nenhum Comentário
Categorias: Artigo, construct, Indústria da Construção

Uma boa comunicação na segurança do trabalho é chave para ajudar a prevenir doenças e acidentes relacionados às atividades de uma empresa. Para empresas de construção civil, onde boa parte dos trabalhadores desenvolvem atividades fisicamente intensas e atuam em locais propensos a acidentes, como os canteiros de obras, a atenção ao tema segurança do trabalho costuma ser enfatizada. Provavelmente na sua empresa existe uma comissão permanente ou um departamento exclusivamente dedicado a garantir que todas as normas de segurança sejam cumpridas, que os funcionários sejam treinados para evitar acidentes, que a assistência médica saiba agir quando coisas ruins acontecem. Mas será que sua empresa dá a devida atenção ao papel específico da comunicação em todo esse processo?

Frequentemente, como gestores, negligenciamos o tema comunicação. Assumimos que sabemos nos comunicar bem o suficiente, já que fazemos isso o tempo todo e sem precisar pensar muito a respeito. Acreditamos que nossos líderes, pares e liderados compreendem bem nossas mensagens e comunicam-se bem uns com os outros. Deixamos de fazer um planejamento de comunicação orientando cada objetivo de negócio ou cada processo. Deixar de planejar a comunicação é um grave erro! Sem planejamento, não se estabelecem critérios de sucesso e não se identificam oportunidades de ganho de eficiência, não se identificam os pontos que podem funcionar melhor ou pior dependendo do tipo e da qualidade da comunicação. Quando deixamos de planejar a comunicação na segurança do trabalho, o custo de uma falha ou da falta de comunicação pode ser um grave acidente ou até mesmo a morte de uma pessoa.

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Pesquisando sobre esse tema recentemente, encontrei um artigo muito interessante sobre comunicação na segurança do trabalho, da australiana Angelica Vecchio-Sadus, especialista saúde e segurança corporativa. Angelica fala sobre como uma comunicação efetiva contribui para o fortalecimento de uma cultura que prima pela segurança do trabalho.

A autora destaca que precisamos unir prática e teoria das normas de segurança para que as precauções sejam eficazes, e ter esses objetivos previstos em seu plano de comunicação é o que faz a diferença. Veja alguns exemplos de como conseguir isso:

Missão, política e plano estratégico para saúde e segurança no trabalho

Definir a política das medidas de saúde e segurança da sua empresa, assim como sua missão, ajuda na hora de delimitar e comunicar a direção dos processos nessa área, e pode até se tornar uma referência nas tomadas de decisão. O plano estratégico complementa (isso) levantando as melhores maneiras de repassar esses objetivos e prioridades a todos os envolvidos na organização.

Você pode demonstrar os desempenhos por meio de gráficos indicativos que mostram melhorias contínuas e o cumprimento dos objetivos estabelecidos neste setor, ou então enfatizar consequências negativas de não seguir as medidas de segurança, como taxas de gravidade, tratamentos médicos e tempo perdido. Além disso, elaborar um manual de segurança para sua empresa pode ajudar a consolidar regras e requisitos mínimos de segurança, ou então listas de verificação que podem ser usadas como uma ferramenta para orientar e verificar processos como funcionamentos, inspeções e relatórios.

Se preferir engajar sua equipe de uma forma mais dinâmica, eventos como uma “Semana da Segurança” podem servir bem para promover um ambiente de trabalho mais saudável, conscientizando todos os funcionários e os envolvendo no comprometimento da gestão. Atividades criativas podem ser oferecidas, como seminários, concursos e artigos promocionais. Num viés mais formal, conferências sobre o tema também são uma dinâmica a ser organizada, visando compartilhar mais informações sobre saúde e segurança no trabalho e até estudos de outras organizações. Fóruns para se reunir com outros profissionais do ramo também podem ser considerados.

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Treinamentos e campanhas

Treinamentos são as melhores ferramentas para cobrir qualquer lacuna de conhecimento que grupos e áreas de alto risco tenham. Assim, a percepção de risco é ajustada. Programas de treinamento pró-ativos funcionam bem para estimular atitudes positivas e construtivas para saúde e segurança do local de trabalho, mantendo sempre em mente as necessidades específicas da sua equipe.

Para envolver toda a equipe no processo de melhorias, campanhas para estimular a comunicação de incidentes e acidentes também são importantes, pois muitos trabalhadores ainda têm receio de denunciar condições e situações irregulares por medo de serem recriminados.

Brochuras, cartazes e vídeos

Como há muitas informações sobre saúde e segurança no trabalho que devem ser repassadas, torná-las facilmente acessíveis e compreensíveis é um dos passos principais. Vídeos e até um website para fornecer e centralizar todos os documentos referentes a este setor na sua empresa podem ser bons recursos para disponibilizar essas informações. Vale apenas lembrar que o site deve ser divulgado internamente, pois precisa de visibilidade para cumprir seu objetivo.

Hoje temos uma grande variedade de publicações sobre questões de saúde e segurança no trabalho, desde simples folhetos instrutivos sobre temas específicos, como cartilhas de dicas de segurança, até outras fontes de informação para relatórios mais detalhados, livros, entre outros.  Em caso de problemas de linguagem, posters com ilustrações e símbolos podem simplificar e esclarecer certas mensagens. Para destacá-los, você pode colocar em paineis exclusivos para esse tipo de comunicação!

Avaliação de risco

Riscos como calor, produtos químicos e peças móveis podem ser uma ameaça imediata de lesão aos trabalhadores, mas nem sempre é fácil identificá-los: o monóxido de carbono, por exemplo, é muito tóxico e não tem nenhum cheiro. Uma avaliação pode ajudar a mapear os perigos no local de trabalho e sua magnitude, para então aplicar medidas e controles a fim de evitá-los.

Divulgar os resultados dessa avaliação de risco ou incidente dentro da empresa também ajuda a mostrar o compromisso da gestão em identificar e abordar as causas desses problemas. Assim, os trabalhadores são incentivados a se envolverem mais e sugerir estratégias para implementar melhorias.

Relatórios públicos

Publicar um relatório anual ou mensal sobre as iniciativas e atividades realizadas na empresa em relação às medidas de saúde e segurança no trabalho mostra comprometimento da organização, as realizações alcançadas na saúde e segurança no trabalho e no bem-estar dos funcionários. Os relatórios também podem ajudar na revisão de normas de desempenho no setor.

Alertas de segurança e relatórios de quase-acidentes, por exemplo, servem para pontos que precisam de atenção imediata e que ainda podem ser revertidos antes de se tornarem riscos e ameaças reais para os trabalhadores.

 

drew beaurline construct

por Drew Beaurline, fundador e CEO da Construct

Americano da cidade de São Francisco, Califórnia, Drew é apaixonado por tecnologias móveis e empreendedorismo. Considera como sua missão de vida criar aplicativos que as pessoas amem usar e que lhes possibilitem superar grandes desafios. Ele é um dos idealizadores do Construct App, primeiro aplicativo de comunicação desenvolvido especialmente para profissionais da construção. O Construct é simples, intuitivo e pensado para pessoas – não para processos. Drew veio para o Brasil em 2013 e vive em Belo Horizonte, na região conhecida como San Pedro Valley, onde está a sede da Construct.

 

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